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Blog do Franco

  • Acerto de Contas.

    setembro 1st, 2024

    Enquanto o PGR protela discussões inventando novas investigações sobre crimes relativamente menores, comparados aos praticados pelo ex-presidente e sua gangue, a PF cumpre suas atribuições e apresenta seus indiciamentos em tempo hábil, produzindo efeitos.

    Sim, antes das eleições, porque bandido não pode fazer campanha, muito menos ajudar a eleger outros bandidos.

    Os inquéritos encaminhados à PGR referem-se ao roubo das joias e à falsificação do cartão de vacina, ambos exaustivamente provados. Isso, no entanto, não impediu nosso PGR, Gonet, de dar sua “barrigada” e pedir novas investigações – sem prazo definido? – adiando a sua decisão para depois das eleições. O que agora vem da PF são inquéritos gravíssimos, relacionados ao grupo que pretendia dar um golpe no Brasil e fez de tudo para isso, fracassando por hesitação e por um certo medo histórico das Forças Armadas. Ainda falta o inquérito do Covid, que, a meu ver, é o maior e mais grave crime cometido no Brasil em todos os tempos, por ação e omissão, provocando a morte de centenas de milhares de pessoas.

    Gonet espera a eleição passar, mas pode estar sendo atropelado pela PF, caso o inquérito sobre o golpe de Estado frustrado seja realmente apresentado agora. Isso demonstra que a política não deve sobrepor-se ao interesse público, e, mesmo quando há um imperativo histórico, como acredito ser o caso agora, a melhor decisão é dar curso célere à justiça e não protelar decisões, mas sim antecipá-las.

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  • O Arquivo do  X.

    setembro 1st, 2024

    Não se trata de uma série de E.T.s, mas sim de uma sequência de publicações do bilionário australiano em sua própria rede social, na tentativa de expor a justiça do Brasil e o Ministro Moraes ao escrutínio mundial.

    Sem sucesso. As manchetes dos maiores jornais do mundo não lhe dão razão; ao contrário, mostram a compreensão básica da validade de leis e decisões judiciais dentro dos respectivos territórios. De certa forma, podemos até prever alguma reação contrária às práticas do bilionário fascista australiano. Um certo cansaço com suas iniciativas políticas está se espalhando pelo mundo, especialmente na Europa, e novas sanções contra suas atividades nas redes sociais podem surgir.

    Percebo uma coragem crescente com a perspectiva cada vez mais concreta da derrota do seu maior e principal aliado, Trump. Sem dúvida, o fascismo perde de vez sua referência atual.

    Não que eles desistam ou parem, mas terão que fazer alguma conta, ou não? Para nós, vale a máxima de que, quando os inimigos estão cometendo erros, o melhor é não interferir nem interrompê-los.

    O tal ‘X’, ex-Twitter, foi de fato bloqueado no Brasil. Estavam buscando alguém para assumir a cadeia no lugar do chefe, mas desistiram, por enquanto.

    Agora, o australiano anda insinuando que não voltará enquanto Lula estiver no poder, o que nos dá um horizonte de anos e anos de ausência.

    Vejo a turma substituindo o X pelo Blue Sky com entusiasmo. Pessoalmente, sinto falta das notícias internacionais que ainda não aderiram à nova plataforma. Mas o processo de inclusão está acelerado, e mais de um milhão de novos usuários nas últimas 48 horas mostra a disposição nacional de mudança. Até agora, o chorume da extrema direita quase não apareceu no Blue Sky.

    Fica a dica: quanto mais pessoas aderirem, melhor ficará, e o X, junto com seu grupelho fascista antidemocrático e sem respeito às leis, ficará no passado.

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  • O ” X ” da questão.

    agosto 31st, 2024

    O bloqueio da Rede X, do bilionário do fascismo mundial, confirmou-se na manhã de hoje.

    O X, antes Twitter, nunca mais foi o mesmo após passar para as mãos do Australiano Musk , a falada liberação geral do conteúdo seria e tem sido, a estratégia mundial do fascismo no controle das pautas, afogando o dia a dia com as piores teses.

    Apesar de aparentemente a tática começar a falhar, e o bloqueio do X é sinal dessa reação contra eles, sem dúvida a ausência desse influente canal vai ser duramente sentida pelos fascistas. E estamos na véspera de eleição no Brasil.

    Basta lembrar que a campanha de Boulos aposta em fator Lula e vê desvantagem para Marçal com início da propaganda de TV. Crescimento das intenções de voto no coach foi confirmado pelas últimas pesquisas; candidato não terá tempo de televisão e nem X para aparecer .

    Muitos outros exemplos de estratégias do fascismo devem acontecer, o X era seu principal canal de apito e lançamento das fakes, atualmente.

    Temos notícias que alguma negociação está acontecendo, com o X procurando o STF para negociar, no caso atender as exigências.

    Melhor assim, apesar de tudo. A decisão é importante porque marca um limite agora definitivo na relação com essas plataformas mundiais. Mas, seguindo as regras, o melhor é que retorne.

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  • Galipolo e a prova dos 9.

    agosto 29th, 2024

    A imagem ilustra o nível do debate sobre o futuro sob o ponto de vista do “mercado”. Para esses, o que interessa é manter os juros altos e o governo paralisado para evitar riscos, mesmo sabendo que uma trajetória assim pode culminar em uma crise profunda em alguns anos. E, como muitos costumam pensar: “quando o sangue escorre nas ruas, é a melhor hora para comprar ações e títulos”. Para essa gente, o necessário é manter tudo na corda bamba, facilitando a especulação, exceto os juros da dívida pública, porque sem eles o risco muda de lado – no caso, para o lado deles – e assim, não querem brincar.

    Galipolo foi finalmente nomeado, e o governo acelera a aprovação no Senado, pensando na reunião do Copom em setembro. Até a oposição dá como certo o novo escolhido para a presidência do Banco Central.

    Dizem que os grandes bancos estão insatisfeitos com a especulação imprudente e mal-intencionada de Campos Neto, e preferem lidar com um profissional sério e equilibrado, como Galipolo. Duvido dessa avaliação, mas não duvido da aprovação deles ao novo presidente do BC, até porque, até agora, Galipolo não destoou em nada das decisões do Copom em que participou como diretor.

    A expectativa é que ele atue em alguns aspectos totalmente negligenciados pelo atual fascistoide, enfrentando o controle do mercado nos juros futuros, reequilibrando o câmbio e até diminuindo a influência do Boletim Focus nas decisões do Banco Central. Ou seja, medidas básicas de uma instituição que trabalha a favor dos interesses econômicos do país, e não apenas para um bando de especuladores.

    De toda forma, faça o que fizer, deve manter aquela cara de esfinge e atuar lentamente, sem sobressaltos ou confrontos abertos com quem quer que seja. Não é algo ruim para quem dirige um banco, sobretudo o Banco Central, mas vai exigir paciência de todos para esperar que seus projetos, no seu estilo, floresçam. Isso é o mais importante.

    Recado aos Colaboradores: O PIX passa a usar o número do CNPJ 30.454.964/0001-70 .

    O agradecimento pelo apoio segue o mesmo .

    E não esqueça de divulgar .

  • A farsa da negociação do Marco Legal

    agosto 29th, 2024

    Ontem, o STF retomou a câmara de conciliação que havia iniciado suas atividades semanas atrás, por iniciativa do Ministro Gilmar Mendes, desrespeitando a decisão da maioria da Corte que votou contra o Marco Temporal.

    Trata-se de um acordo de conciliação , supostamente para regulamentar a decisão anterior do STF, mas no qual apenas 6 dos participantes são indígenas.

    A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) retirou-se da mesa de conciliação, após ler uma carta em que manifesta o absurdo de se promover uma CONCILIAÇÃO FORÇADA. Essa conciliação busca negociar direitos que já haviam sido resguardados pela decisão do plenário da Suprema Corte, que, por 9 votos a 2, decidiu pela inadmissibilidade da Tese do Marco Temporal. A saída das organizações indígenas da Câmara de Conciliação ocorre após o Supremo não atender às condições de participação dos indígenas na câmara, além de ignorar os pedidos do movimento indígena nas ações que discutem a lei no STF.

    Após essa corajosa decisão de se retirar, o ministro Gilmar Mendes declarou que, se a APIB não retornar à comissão, ela será substituída e cinco nomes indígenas da entidade serão removidos do colegiado.

    Conforme suspeitávamos, o STF, defensor da pacificação colonial, agora promove a conciliação forçada com indígenas sem a presença dos próprios indígenas na sala. Afinal, a presença deles nunca foi realmente relevante no teatro da farsa colonial do STF, que “salva a democracia” enquanto ajuda a inviabilizá-la.

    #MarcoTemporalNão

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  • Bons ventos na economia.

    agosto 28th, 2024

    Resumo das 5 boas notícias da Economia Brasileira

    Desemprego em Queda: O Brasil registra a menor taxa de desemprego dos últimos 10 anos, atingindo 6,9%. Desde a pandemia, o desemprego caiu de 14,5% para 6,9%, com a criação de mais de 7 milhões de empregos, tanto formais quanto informais. O país deve criar quase 2 milhões de empregos formais apenas este ano, refletindo um mercado de trabalho na melhor situação da década.

    Crescimento Econômico Sustentado: O Brasil deve crescer novamente cerca de 3% em 2024, pelo terceiro ano consecutivo, acumulando um crescimento de mais de 10% desde o início da pandemia. Este desempenho coloca o Brasil entre os países com maior crescimento econômico, superando tanto os Estados Unidos quanto a Europa.

    Aumento do Investimento: A taxa de investimento no Brasil está em aceleração, atingindo cerca de 18% do PIB, a maior em uma década. Embora ainda esteja abaixo do ideal de 20%, o crescimento nos investimentos em bens de capital, máquinas, equipamentos e construção civil é um indicativo positivo, mostrando que a produção está se aproximando da capacidade instalada.

    Superávit Comercial Robusto: O superávit da balança comercial brasileira permanece forte, ultrapassando US$ 80 bilhões em 2024, após atingir US$ 90 bilhões no ano anterior. O Brasil continua exportando vigorosamente, especialmente petróleo, produtos de mineração e produtos agrícolas, apesar dos desafios como a queda nos preços do minério de ferro e os impactos climáticos no agronegócio.

    Expansão do Mercado de Capitais: O mercado de capitais brasileiro está em expansão, com o crédito crescendo 10% ao ano — 11% para famílias e 8% para empresas. O mercado de dívida também está em alta, com o estoque de debêntures atingindo R$ 1 trilhão, CRIs superando R$ 200 bilhões, CRAs chegando a R$ 100 bilhões e FDICs ultrapassando R$ 400 bilhões. Este crescimento é impulsionado pela queda da Selic de 13,75% para 10,5%, políticas de transferência de renda e aumento de investimentos.

    Copiado do Twtter do Economista Paulo Gala, do Banco Master.

  • A Carta dos Militares Golpistas.

    agosto 28th, 2024

    “Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército Brasileiro”

    “O manifesto foi assinado por 37 militares e recebido pelo então ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro tenente-coronel Mauro Cid, na noite de 28 de novembro de 2022 —véspera da publicação. Agora, 26 deles, que já receberam punições disciplinares, responderão a um Inquérito Policial Militar (IPM) por que foi detectado que há “indícios de crime”. O IPM terá 30 dias, prorrogáveis por mais 30, para ser concluído.

    A carta foi encontrada no celular de Mauro Cid durante as investigações da Polícia Federal, após o depoimento do ex-comandante da Força general Marco Antônio Freire Gomes, que revelou a existência do documento. Segundo ele, o objetivo era pressioná-lo a aderir ao golpe tentado, no dia 8 de janeiro de 2023

    A carta teria sido articulada por militares nos dias logo depois do segundo turno, quando as conspirações a favor de um golpe aumentavam, e o texto dizia que “covardia e injustiça são as qualificações mais abominadas por soldados de verdade”.

    Participação de 12 coronéis, nove tenentes-coronéis, um major, três tenentes e um sargento. Dos quatro que redigiram o documento – que os demais assinaram -, dois são coronéis da ativa – Alexandre Castilho Bitencourt da Silva e Anderson Lima de Moura – e dois estão na reserva – Carlos Giovani Delevati Pasini e José Otávio Machado Rezo Cardoso.”

    Os trechos acima foram copiados de uma reportagem no Estadão, que aproveita a oportunidade do fato ter voltado à baila e conclui isentando o Alto Comando Militar de responsabilidade.

    Isso, no entanto, não corresponde à verdade.

    Com a questão sobre a atuação do Alto Comando das Forças Armadas ainda em banho-maria, os bobocas que nada faziam ao assinar e divulgar tal carta golpista — senão tentar agradar aos chefes — acabam enfrentando as consequências que deveriam ser atribuídas a quem de fato comandava a tentativa de golpear nossa democracia.

    E nem seria a primeira vez.

    De qualquer forma, após meses de espera, os bobocas estão com os nomes expostos e carreiras manchadas, no mínimo. Se algo mais acontecerá, vamos aguardar, porque se ficar apenas na esfera militar, sem manifestação da PGR civil, provavelmente não passará disso.

    Até agora, os bobocas se juntam àqueles outros otários que invadiram e depredaram a Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro. Os verdadeiros mandantes e financiadores continuam soltos e disputando eleições.

    Vamos ver até quando.

    Vale mencionar que circula uma história de que Bolsonaro estaria negociando o fim das investigações sobre a venda das joias em troca de não comparecer ao próximo 7 de setembro com Malafaia, quando mais uma vez pediriam a cabeça do ministro Moraes.

    Bobagem. Se nem quando era presidente as ameaças funcionavam, agora…

  • Primeiras Impressões nas Municipais.

    agosto 27th, 2024

    O Brasil possui 5.569 municípios.

    Em 2020, foram 58.192 vagas de vereador em disputa.

    Este ano, 87 deputados federais e 4 senadores vão disputar as eleições municipais.

    162 candidatos usam o nome de Lula, e 75 utilizam o nome de Bolsonaro em suas campanhas.

    As eleições municipais contam com 459.038 candidatos, sendo 15.440 para prefeito. Além disso, foram registradas 45.366 candidaturas à reeleição.

    Houve uma queda de 20% nas candidaturas que usam o nome de pastor ou fazem menção à religião, e os candidatos declarados das forças de segurança diminuíram 23%. Aqui vale fazermos algumas reflexões.

    A queda de ambos os tipos de candidatura, ligados ao fascismo que venceu em 2020, é importante. Embora não indique uma tendência geral ainda, por ser um dado único, mostra um declínio das bases bolsonaristas.

    Além dos números, a conduta geral dos postulantes não repete o comportamento abusivo dos candidatos de 2020. Alguns que atualmente tentam a reeleição não estavam, até agora, no padrão de invadir hospitais para denunciar a “farsa” do COVID, como vimos então. A disputa se encaminhava mais para ver quem levaria os votos do centro, com os polos de direita e esquerda mantendo-se em posições mais equilibradas e menos polêmicas.

    Até que surgiu o picareta do Marçal em São Paulo, contestando a liderança decadente de Bolsonaro e se posicionando de forma ainda mais agressiva e contundente. Ele parece mais inspirado no padrão Milei, totalmente escrachado e anti-sistema. Seu aparecimento repentino, que conquistou um grande espaço , pode provocar outros pelo Brasil afora a repetirem seu padrão. A candidatura Marçal não deve prosperar, mas seu estilo deve trazer muita baixaria, pois nas disputas por vagas nas câmaras municipais, um número relativamente pequeno faz um vereador.

    Eu acho que esse tipo de conduta extremada não vinga no momento atual da política nacional. O exemplo maior, no governo federal e do governo Lula, de equilíbrio e sucesso econômico inclusivo mostra resultados que nem a maior má vontade consegue ignorar. O desvio para pautas morais e de segurança tem seus seguidores fiéis e deve conseguir algum sucesso, que imagino declinante, mais de acordo com seus números históricos de 25%. Os votos de centro não vão para lá desta vez, não integralmente como no passado recente. Por isso, o comportamento comedido dos candidatos até aqui.

    A disputa ainda está muito no seu início e teremos altos e baixos em função das disputas mais acirradas e das necessidades relativas, tudo bem. Mas, de maneira geral, podemos esperar um ambiente menos agressivo, sobretudo para quem tenta a reeleição.

  • Venezuela.

    agosto 25th, 2024

    Com a decisão do Tribunal Superior de Justiça, após conferir as atas dos órgãos eleitorais e confrontá-las com as em posse dos demais candidatos – com exceção do principal opositor, Edmundo, e Corina, que não as forneceram – a Venezuela conclui seu processo eleitoral interno.

    Quanto ao reconhecimento internacional, o Ocidente prefere continuar na farsa de nomear presidentes paralelos, e Edmundo nem parece muito inclinado a esse papel.

    Sobre a posição do Brasil, permanecemos exigindo a publicação das atas eleitorais. Estamos isolados e perdendo credibilidade, apesar de, nesta altura dos fatos, a decisão brasileira de esperar por Godot acabar favorecendo a Venezuela. No entanto, essa não é uma posição adequada, pois coloca todas as instituições venezuelanas sob suspeita. Continuar exigindo de outro país a publicação de documentos após a decisão de seu corpo de justiça superior torna a posição brasileira ainda pior.

    Desde o início, me pareceu que a eleição venezuelana tinha um caráter plebiscitário, um termômetro que oposição e chavismo esperavam usar para medir o pulso do país. A fervura amena após o resultado – e nem afirmo que Maduro venceu numericamente – deixou claro que a insatisfação não teria força suficiente para alterar a composição de poder vigente.

    A estratégia do chavismo nem foi, ou é, exclusiva, se foi o caso. Não teria Trump tentado algo parecido nos EUA, ao recusar-se a reconhecer resultados, incitar militares e hordas fascistas às ruas, e ameaçar os órgãos estatais responsáveis pela apuração?

    Não foi essa a estratégia do bolsonarismo no Brasil, anos e anos desconhecendo a eficácia das urnas eleitorais, ameaçando com motins e guerras, utilizando militares e aparatos estatais de espionagem? Não tivemos torres de energia derrubadas, a Praça dos Três Poderes em Brasília depredada, todo o comando da PM de Brasília preso? Não tivemos tentativas de abortar a posse administrativa do presidente Lula? Bombas no aeroporto? Barreiras para impedir eleitores nas estradas do Nordeste? O que tentavam, senão desconhecer e suplantar a vontade das urnas?

    Ambos, Trump e Bolsonaro, não conseguiram anular os resultados porque lhes faltaram os meios.

    O que não parece faltar ao chavismo.

    Então, proponho para o futuro o modelo de quem pode mais fica com tudo?

    É evidente que não, mas tento mostrar a hipocrisia de isolar o caso venezuelano como algo inédito e próprio do chavismo. Não é, e por pouco não estamos em um regime político autoritário no Brasil e nos EUA.

    Por que, sim, o regime chavista é autoritário e perigosamente próximo de militares, além de milícias populares. E, por conta da especificidade do processo venezuelano, não é simples julgar as decisões que os levaram a isso e para onde vão. Falta no nosso continente uma experiência socialista do tipo cubano, atualizada e financiada por petróleo. E, independentemente das vontades alheias, os bloqueios e tentativas sucessivas de intervenção, estão cada vez mais levando a Venezuela a fechar seu regime, e agora penso que decidiram de uma vez acelerar processos nessa direção.

    Pensemos na Rússia e na China. Não são democracias, mas regimes conduzidos por processos políticos que desconhecemos e que seriam impossíveis de vingar no nosso país, até onde consigo enxergar. São processos históricos revolucionários próprios, que não constam na nossa história. Sem entrar no mérito do conceito de democracias e autoritarismos, mas de processos históricos próprios, independentes de nossa opinião ou posição.

    A Venezuela inaugurou uma nova etapa em seu processo, assim enxergo o resultado. Se vai prosseguir e vingar, não faço ideia, e nem proponho que sigam por esse caminho que escolheram, apenas estou constatando os fatos.

    PS.: E o Brasil falou, assim que conclui o Post : publiquem as Atas.

  • Ainda não, mas a caminho.

    agosto 24th, 2024

    Não estamos em céu de brigadeiro. As pendências do período Temer/Bolsonaro vão nos custar alguns anos à frente, especialmente na relação com o Congresso e suas prerrogativas orçamentárias extrapoladas, assim como na disputa política com as pautas do fascismo.

    A troca e a briga entre os fascistas continuam, e os candidatos à prefeitura de São Paulo, no campo da extrema-direita, mostram a fratura exposta e a falta de liderança entre eles. É verdade que disputam entre si a baixaria, e o alcance e a repercussão ainda elevados nos mostram como é difícil superar essa gente. Eles estão enraizados em nossa vida, e recolocá-los na lixeira será difícil, se não impossível. O objetivo no curto prazo é mantê-los no corner e avaliar o real tamanho para calibrar 2026, quando a grande disputa vai acontecer.

    O que está a caminho é o nosso crescimento econômico. A essa altura, ninguém está desavisado do sucesso e da condução segura da nossa economia. Sabemos por experiência que isso não basta, até porque melhorias de 3% ao ano são um número importante, mas são sentidos lentamente, precisando acumular de 12 a 15 para todos perceberem alguma diferença, e isso precisa de alguns anos sequenciais para acontecer.

    Contando o último ano do fascista, com seus 3% da derrama de dinheiro para tentar a reeleição, somados aos 3% de 2023 e mais 3% agora em 2024, estamos com mais de 10% e seguindo até 2026 na mesma batida – e temos tudo para continuar assim. Aí sim, é possível prever que todos poderão sentir na própria vida a diferença.

    Para quem acompanha mais de perto e observa os grandes números, o futuro já começou, e o caminho está se transformando em seguro e previsível. Desde sempre, a solução para um país como o nosso foi crescer ou permanecer em crise. A escolha do atual governo sempre foi pelo crescimento, e os resultados certamente viriam.

    Podemos acreditar que resultados eleitorais e a crescente aprovação do governo vão ajudar a transformar o ambiente político em algo menos tóxico, deixando os extremistas falando para audiências cada vez menores, embora presentes e radicalizadas.

    É o que percebo, e daqui para frente vou me dedicar menos a divulgar dados econômicos e trabalhar mais na política e eleição. O avanço está impossível de ser escondido, e nossa atenção agora se volta para a disputa eleitoral e suas consequências.

    Acompanhe você também os dados positivos; de vez em quando voltamos a destacar algum.

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