• Sobre
  • Contact
  • marcelolfranco@uol.com.br

Blog do Franco

  • Jênio da economia.

    novembro 23rd, 2024

    Acima, ilustrando o post, observe atentamente a chamada do Estadão para leitura da coluna do rapaz aí.

    Segundo afirma, nenhum dinheiro é gasto pelo governo para cobrir os quase R$ 800 bilhões em juros só em 2024, por conta da louca escalada patrocinada pelo bolsonarista em vias de extinção que controla nosso desafortunado Banco Central.

    O que acontece, nos ensina, é que os juros são cobertos com emissão de mais títulos, numa espiral infinita, onde penso entender o argumento do genial economista, crescente de mais dívidas e juros, que nunca serão resgatados, mas rolados eternamente. Se entendi.

    Sensacional: a dívida pública, mesmo ultrapassando o PIB muitas vezes, pode seguir crescendo indefinidamente porque o governo nunca vai precisar pagar.

    Não é uma descoberta desconcertante?

    Penso ser essa a maior besteira em matéria econômica que li na minha vida.

    Cartas para a redação.

    Atualização : Um querido leitor me chamou a atenção para a natureza da dívida pública : “ não se paga, refinancia”. E que a isso o autor tenha tentado explicar. Entendo, concordo, mas meu ponto é que em última instância a dívida é supostamente paga. Se num primeiro momento a avaliação recai sobre a capacidade de rolagem, essa capacidade não é ilimitada. E quem paga, se pagar, quando pagar, são os nossos impostos.

  • Bolsonaro Indiciado e Página Virada?

    novembro 22nd, 2024

    Agora é o momento de olhar para frente e fazer a pergunta:

    Quem mais sabia dos planos de assassinar o presidente e o vice eleitos? De explodir um ministro do STF?

    Quem mais sabia?

    Responder a essa questão é fundamental para que a sociedade possa encaminhar propostas para o futuro, organizar o presente e, se necessário, resistir.

    Vamos por partes.

    Está claro que as Forças Armadas sabiam do golpe. Havia uma ala que trabalhava para que ele acontecesse, da forma e com as consequências que estamos descobrindo. Outra ala, talvez majoritária, sabe como emparedar governos em benefício próprio. Mesmo ciente da movimentação golpista, não agiu, deixando “o barco correr” para ver onde iria parar.

    O barco afundou.

    E levou consigo parte da ala golpista. Mas os oportunistas que permaneceram, no mínimo, prevaricaram e jogaram no lixo sua única missão constitucional: preservar a pátria sem traí-la.

    Agora estamos com essa encrenca nas mãos. Apesar do discurso de “separar o joio do trigo” nas Forças Armadas, o que temos, na prática, é joio e trigo estragado. Sabendo disso, como nunca antes na nossa história, será necessário negociar uma transição para mudar as Forças Armadas. Se não imediatamente, então por meio de um processo transparente e politicamente negociado.

    Na minha visão, isso começaria com a imposição de pedágios rigorosos para que militares participem da vida pública. Se desejam fazer política, que escolham uma profissão longe dos quartéis.

    Outras questões precisam ser levantadas sobre quem tinha conhecimento dos planos golpistas, especialmente os de assassinatos do presidente Lula, do vice Alckmin e do ministro Moraes.

    Primeiramente, as consequências das mortes planejadas levariam Arthur Lira, presidente da Câmara e bolsonarista assumido, ao poder. No entanto, Lira foi um dos primeiros a abandonar o barco em 08/01, ajudando a conter a onda golpista. Ele sabia?

    E quanto ao atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, militar de carreira e ex-ministro de Bolsonaro? Ele sabia?

    O vice-presidente e general Mourão? O presidente bolsonarista do Banco Central, Campos Neto? Os congressistas da ala radical do bolsonarismo? E os filhos de Bolsonaro?

    Uma conspiração desse porte não é feita por poucos. Certamente, esta também não foi.

    Todos os envolvidos são traidores da pátria e devem ser tratados como tal.

    Cada indiciado é um fio que, ao ser puxado, traz consigo um novelo. Essa história se desenrola indefinidamente, tornando sua condução perigosa e delicada. Apesar de estarmos nas mãos do nosso melhor, a verdade é que a lama vai manchar grupos e pessoas que ainda tentam manter as aparências e se distanciar das consequências.

    Está claro que os dois anos de investigação foram conduzidos com toda a calma do mundo. Mas, ao chegar o momento de apontar os culpados, o processo acelera, balança, e pode, eventualmente, sair de controle — algo que não podemos permitir.

    Acredito que mais alguns meses serão necessários para a conclusão do que estamos assistindo. O ambiente é pesado, mas as instituições continuam funcionando.

    Do ponto de vista político, haverá tentativas de reação, mas sem sucesso significativo. No entanto, o equilíbrio interno do Congresso, especialmente na Câmara, foi abalado. Vamos observar como as coisas evoluem nas próximas semanas. A sucessão chega em boa hora, e Lira pode se retirar do palco para se preservar. Ou seria para se esconder?

    Quanto à reforma tributária, como o texto já está no Senado, acredito que será concluído.

    Sobre os militares, não podemos perder a oportunidade histórica de reforçar a soberania civil. E, desta vez, sem anistia. É por aí que começa o acerto de contas.

  • Sinergia.

    novembro 21st, 2024

    De poucas semanas para cá, nosso consultor especial em política externa, Celso Amorim, apareceu em uma entrevista mencionando “sinergias” com a China, enquanto a adesão do Brasil à Rota da Seda desapareceu do vocabulário diplomático. Dias depois, quem utilizou a mesma palavra, “sinergias”, foi o embaixador chinês. Agora, com o encontro entre Lula e Xi Jinping na reunião do G20, no Rio de Janeiro, o próprio presidente chinês repetiu o termo.

    Portanto, sinergia é a palavra da vez.

    A Rota da Seda, que despertava preocupações dos EUA — especialmente às vésperas da prometida guerra comercial, que alguns já afirmam que nem ocorrerá — não é mais mencionada. Essa mudança reflete a decisão estratégica do governo Lula de evitar confrontos com os complexos Estados Unidos de Trump, enquanto mantém acordos com o gigante asiático.

    Foi o que vimos no G20.

    Os presidentes Lula e Xi Jinping assinaram uma série de acordos abrangendo áreas como agricultura, comércio, investimentos, infraestrutura, indústria, energia, mineração, finanças, ciência e tecnologia, comunicações, desenvolvimento sustentável, turismo, esportes, saúde, educação e cultura.

    Desde 2009, a China é o maior parceiro comercial do Brasil. Em 2023, o comércio bilateral atingiu o recorde histórico de US$ 157 bilhões, conforme ressaltou o presidente Lula durante a visita de Estado de Xi Jinping, que também celebrou os 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países. No encontro, Brasil e China assinaram 37 acordos de cooperação.

    Assim seguimos, de sinergia em sinergia, mantendo a seda e prosseguindo na rota.

    Observe na foto que ilustra o post: Lula se aproxima muito mais de Xi do que Xi dele. É assim que nosso presidente conduz sua política externa — com aproximação e objetivos claros.

    OBS.: Não deixe de comentar e curtir os posts, se for o caso.

    Não esqueça de divulgar, se lhe convém.

    E apoiar, se puder: PIX 30454964/0001-70

  • Chegou a hora dos generais e o pior exército do mundo.

    novembro 20th, 2024

    A Polícia Federal divulgou o inquérito de 221 páginas, no qual descreveu com detalhes uma trama que envolvia vigilância, seguida de sequestro e assassinato, possivelmente violento e com uso de armamento pesado de uso exclusivo das Forças Armadas, contra o ministro Alexandre de Moraes. Também foi relatado o plano de envenenamento do presidente Lula e do vice-presidente Alckmin, seguido de um caos que seria controlado por um “gabinete de crise” para restabelecer a “legalidade e estabilidade institucional”, conforme trecho da investigação.

    Trata-se da ilegalidade promovida por eles mesmos.

    O parágrafo acima descreve o “plano” atribuído a parte do comando das Forças Armadas, ao ex-presidente Bolsonaro e a seus seguidores.

    Diversas outras demonstrações de indigência intelectual, ética, moral e de formação profissional de péssima qualidade são encontradas nos vazamentos da operação Contragolpe, que resultou na prisão de generais e outros militares.

    Em outro momento, o general extremista — apontado como um dos mais radicais e preso na operação — conversa com Mauro Cid, ajudante de ordens do ex-presidente, e faz sugestões para convencer Bolsonaro a executar o plano golpista, argumentando que o tempo estava acabando. No entanto, também se queixava de que o TSE monitorava os acampamentos nas portas dos quartéis, o que intimidava e dificultava suas ações. Ou seja, o “todo-poderoso” general mal conseguia lidar com um oficial de justiça.

    É verdade que nada soa mais ridículo do que um plano fracassado para derrubar um presidente. Sob essa perspectiva, todas as falas e planejamentos que nunca saíram do papel beiram o ridículo. Mas e se tivessem conseguido?

    Mais importante: por que não tentaram de fato?

    Minha opinião é que não tentaram porque são covardes. São pusilânimes e preguiçosos, e uma tomada de poder nessas circunstâncias acabaria gerando imenso trabalho para eles. Além disso, colocaria em risco as décadas de privilégios que lhes garantiram altos salários enquanto nada faziam.

    Hoje, as Forças Armadas são odiadas pela esquerda (por serem golpistas) e pela direita (por não serem golpistas o suficiente). Raramente estiveram tão fragilizadas politicamente.

    O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, tenta estabelecer uma distinção — que, a meu ver, é inexistente — entre o grupo golpista, que ele diz ser minoritário, e o grosso da tropa. Já tratamos desse tema várias vezes, e minha avaliação sobre o papel das Forças Armadas neste e em outros episódios da vida nacional permanece a mesma. O golpe, propriamente dito, parecia mais uma ideia do grupo palaciano, aparentemente minoritário, e talvez tenha sido usado pelo grupo majoritário como ferramenta para espalhar o terror. Assim, as Forças Armadas tentaram manter a imagem de legalistas enquanto preservam todos os privilégios de sua carreira, que, em seu conteúdo e em sua história, são majoritariamente inúteis.

    Não sei se algo positivo será extraído do trauma atual. O grupo golpista foi desmantelado, começando pelo ajudante de ordens Mauro Cid, cuja delação falsa levará a anulação de benefícios e a seu retorno à prisão. Os demais integrantes do grupo palaciano seguem o mesmo destino. Vale notar que, com o bolsonarismo cada vez mais isolado, ninguém parece lamentar suas quedas.

    O maior perigo, contudo, é deixar essa gente solta. Dois dos militares presos nesta operação estavam no G20, integrando a equipe de segurança dos presidentes mundiais. Enquanto esse grupo — e seus líderes, antigos e novos — não for completamente afastado, não teremos sossego nem segurança. A presença contínua desses “filhotes” da ditadura, inspirados por torturadores e assassinos do passado, é prova disso.

    Por fim, vale lembrar a classificação dada por oficiais chineses ao Exército Brasileiro como “o pior do mundo”, após contatos entre as forças. E isso porque eles ainda não sabem da missa a metade.

  • Contragolpe: Um general na cadeia.

    novembro 19th, 2024

    O ex-chefe do Comando Especial de Goiânia, considerado a elite do Exército e responsável pela segurança da capital federal, o general de brigada Mário Fernandes (na reserva), foi preso na manhã de hoje.

    Os alvos dos mandados de prisão são o general Mario Fernandes, o tenente-coronel Helio Ferreira Lima, os majores Rafael Martins de Oliveira e Rodrigo Bezerra de Azevedo, além do policial federal Wladimir Matos Soares. A PF apurou que alguns dos alvos da operação de hoje participaram da organização de uma reunião entre kids pretos para planejar as ações golpistas, em 12 de novembro de 2022. 

    TODOS os kids pretos golpistas fizeram curso com o exército americano em Fort Benning nos EUA.

    O general Mário encerrou o mandato anterior como assessor especial da presidência da república ( em minúsculo ) e, atualmente, estava lotado no gabinete do deputado Pazzuelo, aquele general ex-ministro da saúde de Bolsonaro.

    Que eu me lembre, é o primeiro general preso em décadas.

    Essa prisão parece inaugurar uma temporada de detenções espetaculares, culminando possivelmente com a do ex-presidente Bolsonaro, apontado como o chefe de todos os golpistas.

    O tal general Mário simplesmente tramava sequestrar o presidente Lula, o vice-presidente Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Não sei dizer se a mente obscura do general é fruto de alguma loucura — algo que poucos gostam de invocar nesse tipo de caso —, de megalomania ou de algo ainda mais grave.

    O fato é que, até agora, não vimos sinal de loucura. O general se escondeu no gabinete de um parlamentar, mas acabou sendo encontrado.

    Espero que joguem a chave da cela no rio mais profundo.

    Por fim, é importante lembrar que são todos Kids Pretos.

    Atualização : Não era sequestro, mas assassinato. Traidores da pátria.

  • Nenhum segredo nos seus olhos.

    novembro 19th, 2024

    Peço desculpas pela referência ao excelente filme argentino, mas não pude evitar a lembrança ao ver as imagens apagadas do encontro de Lula com Milei. Ambos estavam de cara fechada, destoando das dezenas de cumprimentos calorosos entre os chefes de Estado presentes no encontro do G20.

    Nossa imprensa passou a semana dizendo que a Argentina boicotaria, atrapalharia ou vetaria as propostas do Brasil para o encontro. No entanto, não só isso não aconteceu — o que seria impossível — como a Argentina ainda assinou os acordos. Embora tenha dito que não concordava, assinou.

    Aparentemente, a ida do presidente francês, Emmanuel Macron, à Argentina na véspera do G20 teve esse propósito: convencer Milei a assinar. Macron não saiu de mãos vazias, já que a França aproveitou para, pela décima vez, reafirmar sua oposição ao acordo entre Mercosul e União Europeia. Eu, que sempre fui contra esse acordo, começo a me inclinar a apoiá-lo diante da insistente resistência francesa.

    Na verdade, foi a França que usou a Argentina em mais essa rodada de negação. Contudo, a oportunidade dada a Milei de discordar de algo certamente deve ter pesado na cabeça do presidente argentino.

    Circula a informação de que Milei planeja pedir 20 bilhões de dólares aos EUA — diretamente a Trump — para iniciar o processo de dolarização da economia argentina. Com o câmbio atual, supervalorizado, qualquer congelamento da situação paritária seria mais um golpe mortal na economia do país.

    Ontem, surpreendentemente, divulgaram a carta com os acordos dessa etapa do G20 antes do encerramento do evento, algo incomum. Essa antecipação certamente diz muito.

    O Brasil se fortalece no cenário internacional enquanto aguarda o retorno de Trump ao poder.

    Vida que segue.

    OBS.: Não deixe de comentar e curtir os posts, se for o caso.

    Não esqueça de divulgar, se lhe convém.

    E apoiar, se puder: PIX 30454964/0001-70

  • Biden libera uso de mísseis pela Ucrânia.

    novembro 18th, 2024

    Se não fosse uma política fragorosamente derrotada na recente eleição nos EUA, essa decisão de Biden poderia ter o potencial de nos levar ao uso de armas nucleares novamente, dessa vez na Europa. Isso sem mencionar o alerta de Putin, feito meses atrás, de que o uso de mísseis de longo alcance seria considerado uma declaração de guerra da OTAN contra a Rússia.

    O que Biden tenta fazer no apagar das luzes de sua administração é provocar o acirramento da guerra entre Ucrânia e Rússia, que já está moribunda em função das declarações do futuro presidente Trump. Ele reafirmou, após ser eleito, que vai encerrar esse conflito.

    Curioso também foi o encontro com o presidente chinês Xi Jinping, na véspera do G20, onde Biden fez um movimento de aproximação com a China. No entanto, essa tentativa não deve encontrar acolhida na política de Trump.

    Trump, por sua vez, busca se aproximar da Rússia, enfraquecer a aliança entre Rússia e China – promovida pela política agressiva dos democratas – e iniciar sua guerra comercial na Ásia, esperando contar com a neutralidade russa.

    O Brasil também se vê em meio a essa confusão. Para negociar tarifas com os EUA – que Trump já avisou que pretende aumentar significativamente – a China pode optar por trocar o Brasil pelos EUA como fornecedor de alimentos, como carnes e grãos, o que poderia prejudicar a corrente de comércio brasileira. Por isso, Lula tenta fechar um acordo com a Europa para manter abertas importantes rotas comerciais.

    Assim, uma sequência de traições em tratados firmados nos últimos anos, incluindo os BRICS, deixa todos em expectativa quanto às decisões de Trump que ainda estão por vir.

    Por fim, a resposta de Putin às agressões da Ucrânia com mísseis de longo alcance pode mudar de tom. As ameaças de retaliação nuclear foram feitas durante o governo Biden, que apoia a Ucrânia sem prazo definido. Com Trump assumindo em dois meses e prometendo alterar o curso da guerra, Putin pode optar por pisar no freio – dependendo da gravidade do ataque – para evitar a escalada do conflito e apostar em uma resolução com Trump no poder.

    Esse seria o melhor cenário.

    Faço a ressalva de que, quando se trata de assuntos de guerra, costumo errar, porque prefiro pensar no fim dos conflitos e na paz. E erro sempre.

    Espero não errar desta vez, mas…

    A propósito, o tema das guerras foi propositalmente excluído do G20, para abrir espaço para discutir a fome.

    Para conhecimento : Presidente Lula teve 11 reuniões bilaterais nesse domingo, véspera do G20. O presidente encontrou com as autoridades no Forte de Copacabana.

    Segue a lista completa de reuniões 👇🏽

    10h30 – reunião com o presidente da República da África do Sul, Cyril Ramaphosa;

    11h20 – reunião com o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim;

    12h10 – reunião com a primeira-ministra da República Italiana, Giorgia Meloni;

    14h15 – audiência com o Príncipe Herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan;

    15h00 – reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen;

    15h50 – reunião com o presidente da República Socialista do Vietnã, Pham Minh Chinh;

    16h40 – reunião com o presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço;

    17h30 – reunião com o presidente da República da Türkiye, Recep Tayyip Erdoğan;

    18h20 – reunião com o presidente da República Árabe do Egito, Abdel Fattah El-Sisi;

    19h30 – reunião com o presidente da República Francesa, Emmanuel Macron;

    20h20 – reunião com o presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Luis Arce.

    OBS.: Não deixe de comentar e curtir os posts, se for o caso.

    Não esqueça de divulgar, se lhe convém.

    E apoiar, se puder: PIX 30454964/0001-70

  • Caiu na área é pênalti.

    novembro 17th, 2024

    Me ocorreu uma metáfora futebolística para tentar situar como percebo a atual conjuntura internacional após a vitória de Trump.

    No que diz respeito aos EUA, ninguém tem dúvidas de que as coisas vão se complicar. O secretariado a ser nomeado (e há uma resistência no Senado, de maioria republicana, no caminho) parece um filme de terror. As instituições serão esgarçadas e desafiadas ao limite. O resultado final, historicamente, costuma ser desastroso, mas teremos tempo de sobra para verificar isso.

    É importante perceber o quanto o cenário está se transformando rapidamente. Fica, contudo, a dúvida: será que está mudando para permanecer igual, ou algo a mais será definitivamente acrescentado ou suprimido?

    A ver.

    O que nos interessa é o Brasil. No momento, estamos liderando o G20 com um discurso inclusivo, levantando bandeiras como a taxação de bilionários no mundo (sim, somos incapazes de taxá-los internamente) e inserindo questões como fome e movimentos sociais na pauta de maneira definitiva. Se há algum país com capacidade de persistir nessa luta, é o Brasil de Lula. Francamente, são poucas — senão inexistentes — as vozes no cenário global tão contundentes quanto a sua.

    Quanto à efetividade do encontro do G20, acredito que será limitada. No entanto, o fato de o Brasil articular os temas de pobreza, renda, guerras e preservação ambiental em um único pacote torna essa posição difícil de ser ignorada. Além disso, politicamente, torna-se inviável para a oposição desconstruir esse discurso.

    Sim, temos a Argentina de Milei e o futuro governo dos EUA, ambos caminhando na contramão desse esforço, fortalecidos por uma onda egoísta que domina o cenário mundial. O medo provoca o fechamento, e, sem dúvida, provocar medo é a principal tarefa desse grupo.

    O G20 vai começar, e o desafio será descobrir para que lado a retórica irá pender. Diferente da realidade, a retórica prepara o futuro: às vezes consegue impor mudanças; outras vezes, não. Mas, sem que a ideia seja lançada, não se chega a lugar algum.

    Navegar é preciso.

    OBS.: Não deixe de comentar e curtir os posts, se for o caso.

    Não esqueça de divulgar, se lhe convém.

    E apoiar, se puder: PIX 30454964/0001-70

  • A demora e suas consequências.

    novembro 15th, 2024

    Primeiro, é importante observar que a demora, no Brasil, costuma ser um indicativo de que a tramitação de um processo foi honesta. Qualquer processo – seja para aprovar um simples requerimento na Prefeitura da sua cidade – que não demore mais do que o esperado geralmente teve algum fator que acelerou o andamento, e, nesse caso, dificilmente foi algo bom ou honesto.

    Dito isso, nossa PGR (Procuradoria-Geral da República) e o atual procurador, Gonet, seguem essa lógica à risca. Suas iniciativas raramente fogem à regra: são sempre atrasadas e carregadas de intenções e objetivos que, como mencionado, nem sempre são os mais transparentes.

    Mas é assim que as coisas funcionam, ou não funcionam, porque um olho fica no processo e o outro, no ambiente ao redor. A pressão é constantemente medida, e agora convivemos com vazamentos programados para construir cenários e preparar denúncias – uma prática herdada da Operação Lava Jato, que veio para ficar.

    A demora, nesse contexto, provoca reações e excitação. Quando se torna cada vez mais evidente que Bolsonaro será indiciado, a reação de tentar uma anistia antes mesmo da condenação expõe o nível de estresse do grupo. Isso também reflete a disputa pelo “espólio do mito” e a necessidade de manter a tropa unida. Ao menos um integrante, por enquanto, não aguentou a pressão e decidiu “explodir com tudo” – inclusive consigo mesmo.

    Os prazos dos inquéritos continuam sendo ampliados com descobertas recentes e relevantes. Nada se move sem que a trama inteira seja desvendada. Embora isso pareça demorado, ajuda a reforçar o entendimento do esquema, mantém os investigados sob controle relativo e aponta caminhos claros para o futuro.

    No entanto, é fato que alguns personagens tentam emplacar teses para amenizar suas condutas criminosas e reduzir suas penas. O caso da anistia é mais uma bandeira do que uma realidade, mas, por exemplo, a pregação do atual ministro da Defesa de aliviar condenações de alguns envolvidos nos ataques de 8 de janeiro não visa os “peões” da história, mas sim os mandantes, aqueles que atuaram em prol do golpe. No caso do ministro Múcio, sua intenção parece ser proteger os militares. Afinal, se as penas dos invasores chegam a 17 anos, qual será a dos mandantes? Reduzir as punições da base para suavizar as penas no topo parece ser o verdadeiro objetivo.

    Enquanto isso, essas discussões continuam circulando, e seguimos aguardando o inevitável: o indiciamento e a condenação de todos os responsáveis, sem a menor sombra de dúvida.

    Não é trivial enfrentar e atravessar esse “espinheiro”, mas estamos quase lá.

    OBS.: Não deixe de comentar e curtir os posts, se for o caso.

    Não esqueça de divulgar, se lhe convém.

    E apoiar, se puder: PIX 30454964/0001-70

  • Errorismo na Praça dos Três Poderes, de novo.

    novembro 14th, 2024

    Foi Nelson Rodrigues quem observou que, entre nós, qualquer coisa no momento seguinte vira piada. E o atentado para lá de esquisito, ocorrido ontem em Brasília, foi um prato cheio.

    Depois do susto, surgiram alguns dos melhores apelidos para o maluco que achou que iria explodir o STF:

    • V de Velório
    • Coiote Catarinense
    • Kamiquase
    • Burrabomber
    • Bomba Meu Boi

    Os motivos para essa maluquice podem ser atribuídos ao clima de ódio constantemente alimentado pelo fascismo, que acaba incitando personagens frágeis ou perturbados a esse tipo de loucura. Não é por acaso que esse estilo de fazer política, sempre tensionando, leva a reações tresloucadas, como tentar jogar bombas no STF e acabar se tornando vítima do próprio atentado.

    Nos EUA, estamos acompanhando a escolha dos secretários de Trump, e parece que os norte-americanos entrarão em um Halloween permanente, com o risco de arrastar muitas agendas globais e algumas do nosso continente para essa tensão e violência constante. Um verdadeiro filme de terror está sendo preparado no Norte, prometendo deixar o parceiro argentino em destruição bem para trás. Por sinal, na Argentina, houve comemorações porque a inflação de outubro foi pouco menos de 3%, enquanto a pobreza e a fome continuam a se espalhar no país.

    Apesar de nossa inclinação para rir de nós mesmos – algo que particularmente aprecio –, a loucura tentada ontem, que terminou tragicamente para o autor, é algo que, se não desencadear uma nova onda de casos semelhantes, pode ser superado com humor. No entanto, é provável que muitos outros, bem mais preparados, estejam por aí, alimentados pelo ódio bolsonarista. E, saibamos, motivos não faltarão para que eles apelem, pois o “Mito” está a um passo de entrar em um túnel do qual talvez nunca saia. Impedido, indiciado, processado e com risco de prisão, enfrenta inúmeras e graves acusações.

    Apesar do fracassado atentado, a segurança na Praça dos Três Poderes e o controle de acesso às sedes do poder precisam ser revistos. O sujeito de ontem passou o dia publicando fotos nas redes sociais, tanto dentro do STF quanto da Câmara, com mensagens de ameaça.

    A discussão enviesada sobre a anistia para a violência política, e particularmente sobre os envolvidos no 8 de janeiro, parece ter sido obstruída de vez; o maluco nos prestou esse serviço, talvez até evitando algo ainda pior no futuro. Vale lembrar que aquele outro que tentou explodir o caminhão de combustível no aeroporto de Brasília já está solto.

    O Errorista vestia roupas inspirado no Coringa. E mais não digo e nem me foi perguntado.

←Página anterior
1 … 37 38 39 40 41 … 155
Próxima Página→

Blog no WordPress.com.

 

Carregando comentários...
 

    • Assinar Assinado
      • Blog do Franco
      • Junte-se a 28 outros assinantes
      • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
      • Blog do Franco
      • Assinar Assinado
      • Registre-se
      • Fazer login
      • Denunciar este conteúdo
      • Visualizar site no Leitor
      • Gerenciar assinaturas
      • Esconder esta barra