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Blog do Franco

  • Um casamento e três funerais

    setembro 26th, 2025

    De fato, ninguém casou, foi mais uma paquerada.

    Mas os três funerais estão confirmados.

    O primeiro foi Marco Rubio, o ideólogo tresloucado, próximo de Eduardo Bolsonaro, que prefere rasgar dinheiro a abrir mão de ataques a desafetos ideológicos e políticos. Seu silêncio nos dias seguintes ao esbarrão entre Lula e Trump na ONU está ensurdecedor, além daqueles alucinados posts da embaixada dos EUA aqui no Brasil, igualmente em silêncio obsequioso.

    O segundo velório foi do filho 02 (ou 03, não sei ao certo), Eduardo Bolsonaro, que ainda teve disposição para interpretar o encontro na ONU como mais uma jogada magistral do seu chefe do norte. Mas ninguém foi na onda, como os fatos seguintes mostram: exatamente um encontro programado, coreografado e esperado nos bastidores da diplomacia e, até aqui, comemorado por todas as partes, menos os bolsonaristas.

    Que é o terceiro velório da semana: os bolsonaristas. Nem digo o titular do nome, segundo seus mais ativos e radicais seguidores um incapaz de reagir e totalmente anulado pelas atuais circunstâncias — opinião compartilhada pelo neto do ditador que fica lá pelos EUA fazendo o que ninguém sabe, além de promover ataques mentirosos contra o Brasil.

    Quanto ao casamento, não vai ocorrer. Um encontro muito planejado e negociado está sendo preparado provavelmente na próxima semana entre os presidentes do Brasil e dos EUA, porque não faz sentido nenhum o que até aqui aconteceu economicamente falando. A questão política e ideológica, e o empenho dos EUA em isolar os BRICS para prejudicar a China, têm limites na realidade. O Brasil é parceiro dos EUA na economia e dá lucro para eles, diferente de quase todos os países com quem Trump usou tarifas para equilibrar a balança de comércio.

    Se o problema for informação e manipulação do governo dos EUA para atingir um país independente, a coisa seguirá do jeito que está. Se o objetivo for comércio e observar a relação nos limites dos interesses econômicos, semana que vem alguns avanços concretos deverão ocorrer.

    Se casamento não houve e nem haverá, o mesmo não podemos afirmar de padrinhos, porque todo dia aparece um querendo puxar para si a realização do encontro na ONU. Devem existir diversos, e somados conseguiram realizar o encontro.

    E todos esperam o resultado para saber se valeu a pena.

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  • Boca fechada. Vai abrir?

    setembro 25th, 2025

    Sempre faço a ressalva de pesquisas que antecedem em um ano uma eleição. Nessa altura, em 2022, o Bolsonaro tinha quase nada de aprovação, e foi aquele sufoco para derrotar.

    Mas, no caso, não podemos ignorar a trajetória da aprovação nem as circunstâncias. Com a inflação dos alimentos cada vez mais em queda e a maneira como os desafios atuais do país estão sendo corretamente enfrentados, é justo aceitar como verdadeiro o resultado atual das pesquisas.

    Que, por sinal, todas convergem para mais aprovação, mesmo com números diferentes entre si.

    A consequência das pesquisas a gente observa na desorientação dos adversários. Os arranjos encaminhados para um cenário adverso à reeleição estão sendo reavaliados e embaralham completamente os acordos visando 2026.

    Os partidos do centrão, da Bahia para cima, não podem enfrentar um governo com popularidade em alta. E, se saímos das médias e ficarmos só na região Nordeste, com 70% de aprovação, é difícil imaginar sucesso eleitoral de um opositor.

    E a conta não se resume ao momento atual, porque um candidato sentado na cadeira já leva vantagem; se ele é popular, fica difícil de enfrentar.

    E, mesmo a contragosto — às vezes nem tanto assim —, o que interessa para a maioria da classe política é sobreviver. E, para bem disputar uma eleição, é preciso apoiar e ser apoiado por chapas vencedoras.

    O adversário, que ainda nem saiu, quase toda semana muda. Agora estamos com Ratinho, mas tudo espera o Bolsonaro definir quem será. Sua influência termina em 2026, mas até lá temos que aguentar e fazer bancadas.

    O que a aprovação do Lula ajuda demais.

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  • Pílulas .

    setembro 25th, 2025

    Zanin julga Moro no STF em processo que pode caçar o mandato.

    Jornalista do Metrópoles tentou colar com a informação de que Bolsonaro fechou com Tarcísio para ser o candidato à presidência e foi desmentido pelos três filhos imediatamente. Eduardo aproveitou para reafirmar que o candidato é ele.

    O relator do PL da anistia, o velho e manjado Paulinho da Força, começou dizendo A, passou para B e estamos no C, onde todos os acusados serão livres, leves e soltos. O diálogo que seria com todos passou a ameaças e, porque não têm candidato e nem parece que vão ter, ameaçam não votar a isenção do IR. O Presidente da Casa, Hugo Motta, desautorizou o deputado falastrão e confirmou a votação da isenção do IR para o próximo dia 1.

    A PEC das prerrogativas morreu de morte matada, e quem mais está levando chumbo não são os autores, nem os interessados, nem os investigados, mas os 12 petistas que acompanham a maioria na suposição de que estavam cumprindo acordos para enterrar o PL da anistia. E perceba a dificuldade que segue para se conseguir derrubar esse monstro. No caso dos 12, penso que a direção partidária deveria atuar e explicar melhor o ocorrido, no mínimo, porque me parece improvável que tenham agido sem uma orientação partidária.

    O PL da anistia parece que seguirá no mesmo caminho. Mas até o prazo final de inscrição das chapas de candidatos, essa história deve ficar pipocando.

    A reunião de Lula com Trump deve mesmo acontecer, já se fala até em presencial, e começa a se formatar o conteúdo das conversas sem a inclusão de anistia ou interferência no Judiciário. As sanções por parte deles, se prosseguirem ou não, indicarão os avanços ou retrocessos nesse diálogo daqui em diante.

    O presidente Lula chega hoje e deve anunciar Guilherme Boulos como ministro. Curioso porque, como o prazo para candidaturas em 2026 termina em abril próximo, me parece que Boulos atrela seu futuro ao do petista. Seu milhão de votos vai fazer muita falta ao PSOL, se confirmada a nomeação. O provável é que ele se filie ao PT também.

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  • Os “presentes” para o governo.

    setembro 24th, 2025

    Se voltarmos ao primeiro mandato do presidente Lula, a imprensa corporativa e os arautos do mercado sempre explicaram o sucesso da economia de então às commodities, que Lula nada mais fez senão surfar no preço alto das mercadorias.

    E se olharmos para o preço desses mesmos produtos no pós-pandemia, durante o governo Bolsonaro, vamos descobrir que estavam acima dos praticados no período lulista, com a diferença de que ninguém surfou novamente e o país só andou para trás.

    Para sermos justos, é preciso lembrar que o período bolsonarista na presidência foi atrapalhado pela Covid, e argumento que até certo ponto, porque se o governo de então não era capaz de providenciar as vacinas para combater a pandemia, de que cuidou essa gente durante os 4 anos em que assumiram? Puxando para o início do ministério de Guedes, o discurso seria juros baratos e dólar nas máximas, para atrair investimentos externos. Coisa que nunca ocorreu, porque ninguém queria negociar com aquela trupe mambembe, e o fracasso, com ou sem pandemia, estava agendado.

    Exatamente como ocorre na Argentina, que agora se socorre dos EUA para não afundar antes das eleições – e como aconteceu na reeleição de FHC aqui no Brasil – podemos afirmar que o resultado dessas ajudas é mais crise, mais desemprego e mais fuga de divisas.

    Mas estamos apontando para o atual discurso do presente que a administração Lula tem recebido, segundo nos informam: primeiro foi a bandeira dos EUA na Paulista em pleno 7 de setembro, e agora o aceno de Trump para negociar tarifas.

    Observe que em todas as ocasiões, e não me refiro só a essa última, nunca o governo tem méritos, porque sustenta a defesa da democracia e das instituições, porque não aceita imposição de potência estrangeira, porque não aceita interferência de quem quer que seja. Quando a realidade se impõe e os opositores se veem encurralados e sem opção senão hastear uma bandeira estrangeira pedindo intervenção – já pediram até para ETs em outra ocasião – ou reconhecem o imperativo do diálogo diante da resolução de seguir a vida independente das vontades alheias, chamam a essa atitude altiva e correta de sorte.

    Eu chamo de competência, inteligência e visão de mundo. E se segue favorito para ganhar em 2026, contra quem a oposição não consegue escolher, não é sorte e nem presente de nada, nem de ninguém, mas trabalho, muito trabalho e uma história impecável por trás.

    E nós, que sabemos reconhecer.

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  • Ninguém esperava por essa.

    setembro 24th, 2025

    Interrompendo sua sequência de absurdos — pessoais, climáticos, estatísticos, etc. — durante sua fala na reunião geral da ONU, no plenário lotado, Trump falou de seu rápido encontro com Lula nos bastidores, momentos antes, e informou sobre a reunião entre eles que deve ocorrer na próxima semana.

    Considerando a fala de Lula antes de Trump — de teor, digamos, rigoroso e exigente sobre vários aspectos da maior importância, todos contrários aos dizeres dos EUA — o encontro, narrado como amistoso entre os líderes, foi totalmente inesperado.

    Na chegada de Lula a Nova Iorque, as sanções contra o ministro Moraes foram estendidas para a esposa, no que parecia ser uma provocação dos EUA com a presença do brasileiro.

    Em uma sequência da fala de Trump, a porta-voz do Departamento de Estado confirmou o encontro pessoal amistoso, a relevância do reconhecimento mútuo da urgência de conversas e o otimismo que tanto brasileiros quanto norte-americanos não escondem com aceno recíproco.

    Nem precisa dizer que, tendo em vista a expectativa de mais sanções, o mercado no Brasil, que já vinha subindo, explodiu, batendo todos os recordes, e o dólar, que já vinha em queda, despencou.

    A cotação do café caiu 4% imediatamente, com apostas no fim das sanções.

    É evidente que tudo pode acontecer, mas sem dúvida nenhuma o melhor para todos é sempre diálogo, respeito e acordos que permitam estabilidade e previsibilidade.

    Cada um faça sua aposta sobre os assuntos a serem negociados. Segundo o ministro Haddad, o ideal seria retomar antigos tratados negociados e interrompidos, exatamente sobre minerais raros e biocombustíveis. Provável que as big techs tentem entrar nesse possível diálogo e, para o Brasil, nada de exceções ou novas listas: interessa o fim das tarifas e nenhum papo sobre ações na Justiça.

    Com Trump é difícil, mas alguma coisa aconteceu.

    Que se confirme a oportunidade e viremos essa estranha página. Até lá, muita cautela e caldo de galinha, porque não fazem nenhum mal e costumam ajudar.

    Ao menos, pode anular a estratégia do bolsonarismo de manter acesso exclusivo à Casa Branca.

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  • A Praça é do Povo.

    setembro 22nd, 2025

    Todos concordam que foi a maior presença de público da esquerda dos últimos anos.

    No que deu pra ver, foi amplo, geral e restrito, no sentido da presença da militância que andava adormecida.

    O que não é pouca coisa: essa mesma militância ganha todas as eleições desde 2004, com uma única e trágica exceção em 2018.

    As pautas não foram somente a moralista, que justifica a indignação, mas é pouco para o histórico da consciência dessa militância. Se, por um lado, a indignação acendeu as ruas, não se limitou a elas, porque vimos as bandeiras do fim da jornada 6×1 e apoio à isenção de imposto de renda até os 5 mil mensais.

    É muito importante não perder de vista as pautas. A indignação moralista pode sempre descambar para 2013, que acabou em golpe parlamentar e Bolsonaro.

    Não perca isso de vista.

    Foi tudo ótimo, mas me parece não ameaçar a convicção do centrão e muito menos dos extremistas; esses se movem nas suas próprias bolhas.

    Mas acendeu uma luz de alerta geral, porque a coisa pode escalar, a depender da disposição de ser enfrentada.

    E como a eleição está por quase um ano, foi uma excelente e inesperada abertura para o crescimento das bancadas progressistas.

    E o contraste da bandeira nacional na Paulista com a recente exposição da outra no mesmo lugar, no último 7 de setembro, marca de forma indelével o discurso para 2026.

    O que também, nem de longe, é pouca coisa.

    Nota do PT:

    “As manifestações de hoje, em todo o Brasil, que caracterizam uma data histórica, dão visibilidade à indignação do povo brasileiro. A política tem que traduzir o que de fato incomoda a maioria da população. O Congresso Nacional tem que pautar: a isenção do Imposto de Renda para os trabalhadores assalariados, a redução da jornada de trabalho, a PEC da segurança pública, o debate de medidas para o fim das filas na saúde pública, a universalização da educação integral e a tarifa zero para o transporte público. Ou as lideranças políticas entendem isso, ou a pauta do Congresso — anistia para golpistas e assassinos, prerrogativas etc. — será o fermento de mobilizações que só estão começando.”

    Edinho Silva
    Presidente Nacional do PT.

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  • Blowin’ in the Wind.

    setembro 20th, 2025

    Não tem mais como mentir que as maluquices do presidente argentino Milei estavam recuperando a economia do país. O pacto de silêncio e acobertamento da imensa crise provocada pelos programas velhos e fracassados conhecidos valia até a eleição da província de Buenos Aires e, se o resultado não fosse desfavorável, manteriam as aparências até outubro, nas eleições gerais.

    Mas a coisa desandou na província, com grande derrota do governo, e as perspectivas para as eleições gerais de meio de mandato, em que se renova parte do Congresso em outubro, não são as melhores para Milei e seu partido.

    Como de praxe, o FMI garante a liquidez para quem apostou dinheiro nessa barca furada, para o resgate o mais rápido possível — exatamente o que está acontecendo no momento, com o câmbio explodindo, mesmo controlado ao máximo, para dar tempo de limpar o cofre.

    E deixar a maior dívida do Fundo Monetário Internacional (FMI) do mundo para a população honrar.

    Ou não. Há quem diga que é impagável.

    O fato é que fracassa miseravelmente o plano motosserra, destrutivo como sugere a ferramenta, de pouco valor para encaminhar soluções aproveitáveis e não a terra arrasada que deixa.

    Não foi por falta de aviso.

    Na imagem que ilustra o post, o jornal Valor, especializado em economia, sugere que o culpado do fracasso deve ser o El Niño.

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  • À Meia-Noite Levarei Sua Alma .

    setembro 20th, 2025

    Quando o presidente da Câmara, Hugo Mota, colocou em votação a Projeto de Lei (PL) da anistia dos golpistas, na última quarta-feira, avisou e conseguiu obter apenas a aprovação da urgência, e que escolheria no dia seguinte um relator e, o mais rápido possível, iria votar e encerrar o assunto da anistia na pauta da Casa.

    Estava indo conforme o anunciado até que apontou o deputado Paulinho da Força como relator, supostamente por ter trânsito livre no STF, sobretudo com o ministro Moraes.

    Paulinho nega a proximidade e Moraes, a possibilidade de o STF estar negociando PL com a Câmara, muito menos sobre anistia ou redução de pena para golpistas.

    E o movimento seguinte do relator mostrou quem, de fato, está por trás dessa manobra, porque deixou de lado as supostas articulações com o Planalto e os interesses do partido PL bolsonarista, ao se aproximar de Temer e Aécio, a dupla flagrada nas gravações combinando propina com a JBS e responsáveis pelo golpe parlamentar que derrubou a presidenta honesta Dilma, coisa que a dupla nunca foi. Tudo se revela como uma tentativa do centrão para afastar de vez Bolsonaro, lançar alguma isca para pegar seus adeptos e abrir caminho para um candidato próprio do grupo à presidência, de preferência o indeciso Tarcísio.

    O anúncio de mudança de objetivos, de anistia para dosimetria, a insinuação de acordos com o STF e o afastamento de Bolsonaro, mas não de seu gado emparedado, é o que restou para os personagens até aqui sem espaço para aparecer ou influenciar qualquer coisa. Ambos já aprontaram muito no passado e tentam ressuscitar nessa empreitada, e, como informaram, sem perspectiva de agradar os extremos.

    Eles que se acham o centro de alguma coisa.

    No que vai dar não demoramos a descobrir. Semana que vem o texto aparece e vamos esperar ataques do bolsonarismo e negativas da esquerda, e tenho para mim que o centrão sozinho não tem votos para aprovar esse PL.

    O que nos deixa com a impressão de que tudo não passa de uma tentativa de lançar nomes e personagens sem um objetivo tangível claro, mas que, de alguma maneira, sacode a poeira e enterra o assunto da anistia.

    A tal PEC das Prerrogativas foi mais para aproveitar o momento, tentar emplacar a ideia e servir de chamariz e teste.

    No fundo do problema está a ausência de nomes para enfrentar Lula fora do bolsonarismo.

    Tentam ultrapassar a polarização com essas manobras, supostamente para atrair a direita. É improvável que consigam, e ficamos na mesma em alguns dias, depois de toda essa confusão.

    Pode até ser que levantem a esquerda, a depender do resultado das ruas neste próximo domingo.

    Tudo pode não passar de vários tiros nos pés das direitas sem rumo.

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  • Me alcança se for capaz.

    setembro 19th, 2025

    Arthur Lira, depois de passar o ano enrolando com a relatoria do projeto prioritário do governo de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, aprovar em junho a urgência da matéria e depois não dar mais notícias, ao menos publicamente — porque nos bastidores virou moeda de chantagem com o governo.

    Que viu até proposta de blindagem passar na frente, fora o debate sobre anistia totalmente inconstitucional que não sai da pauta. O senador Renan Calheiros, por iniciativa própria, ao menos publicamente, resolveu assumir a matéria e prometeu a discussão na comissão do Senado, onde preside os trabalhos, na próxima terça-feira.

    O outro, alvejado, Lira, que disputa com o colega uma das duas vagas ao Senado no estado em 2026, reagiu dizendo ser provocação de Renan e também prometeu voltar com a matéria para o plenário da Câmara na próxima terça.

    Então, agora temos dois autores adversários disputando a autoria de uma das mais importantes promessas de campanha de Lula, que precisa ser aprovada neste ano para passar a valer no próximo, como exige a lei.

    Que vença o melhor.

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  • Lula não conversa com os EUA!

    setembro 19th, 2025

    Mídia, mentiras e interesses

    Todos os dias a chamada mídia corporativa, seus analistas e cronistas, repetem a mesma narrativa. Aproveitam ocasiões como a ida da delegação brasileira à ONU, quando o presidente faz o tradicional discurso de abertura, para reforçar mentiras que distorcem a realidade.

    Desde a imposição das tarifas, insistem em dizer que o governo brasileiro não dialoga. A verdade é exatamente o contrário: mesmo antes das tarifas, o Brasil enviou carta oficial sobre negociações — nunca respondida — e, até hoje, insiste no diálogo por meio da diplomacia. Quem se nega são os Estados Unidos.

    Para piorar, a própria embaixada dos EUA no Brasil usa as redes sociais para espalhar ataques, infâmias e ameaças contra nossas instituições.

    O rebaixamento dos ataques

    Vale uma observação: os ataques ao Brasil parecem ter perdido força na hierarquia norte-americana. O que começou com Trump, passou por Rubio e, recentemente, ficou restrito a um assessor do secretário de Estado. Isso pode sinalizar um desinteresse crescente e o afastamento gradual da pauta bolsonarista usada como arma comercial contra nós.

    Esse comportamento, no entanto, não é privilégio do Brasil. Trata-se de uma conduta imperialista decadente que se repete mundo afora, gerando resultados ruins para todos — inclusive para quem a promove.

    O papel da mídia

    Nosso foco aqui é outro: destacar como a mídia nacional trata os interesses brasileiros. Em vez de contextualizar, manipula os fatos para sempre culpar o governo.

    Veja o caso da blindagem parlamentar aprovada na Câmara. A pauta, que não deve prosperar no Senado, nasceu como iniciativa de interesse exclusivo dos deputados. Mas a cobertura midiática transformou isso em mais uma “derrota do governo”.

    Curiosamente, no mesmo dia foi aprovada a MP das tarifas sociais de energia gratuita para famílias de baixa renda — uma pauta clara do governo. Esse avanço, porém, foi praticamente ignorado.

    Anistia e memória curta

    A questão da anistia também segue o mesmo roteiro. O que deve acontecer, no fim, é a redução de algumas penas, e nada mais. A mídia trata isso como derrota, quando na prática é consequência das escolhas eleitorais soberanas da população.

    Se é para falar em culpados, seria melhor lembrar quem promoveu mensalão, Lava Jato, criminalizou a política, desmoralizou o voto popular e abriu caminho para o fascismo — fenômeno que, aliás, não é exclusivo do Brasil, mas mundial.

    O exemplo local

    Motivos para críticas ao legislativo não faltam, por exemplo, em Vitória/ES, a gasolina sobe de R$ 5,49 para R$ 6,29 em uma semana, depois cai para R$ 5,99, e todos os postos seguem a mesma tabela. Não há justificativa para essas variações bruscas, muito menos para chegar a R$ 6,29 como está hoje.

    E o que fazem nossos vereadores? Em vez de investigar o cartel dos combustíveis, preferem aprovar cartazes antiaborto em hospitais do SUS. Não se diferem, portanto, dos deputados que não apresentam projetos relevantes — apenas votam contra ou a favor das pautas do governo.

    Conclusão

    É preciso redobrar a atenção ao noticiário. Evitar cair nas armadilhas da mídia e manter sempre os dois pés atrás quando surgem ataques sem contexto ao Legislativo , independentemente do pretexto.

    Afinal, o que realmente pretendem? Proteger a sociedade? Aprimorar o Legislativo? Moralizar a política?

    Evidentemente, não.

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