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Blog do Franco

  • A semana(?)

    abril 16th, 2023

    Lentamente a atividade parlamentar desponta no horizonte da pátria mãe gentil, com o prometido início dos trabalhos nas comissões mistas da casa. Objeto de disputa entre os presidentes das casas, entre formação de blocos, nomeações para os cargos importantes e acomodação das novas diretrizes a vigorar, o fato é que podemos aguardar alguma movimentação dos Deputados e Senadores ainda que espremidos com o feriado na sexta próxima.

    O desenho do funcionamento do Congresso nesse inicio e talvez no ano todo, aponta para afunilar em poucas e relevantes votações, interessa ao governo confirmar as medidas provisórias enviadas, a nova âncora fiscal e a reforma tributária. Essa última dividida em duas votações distintas, uma a cada semestre. No mais parece haver uma acomodação entre as partes para evitar agitos desnecessários.

    O teste de uma votação ainda esta por vir, quando finalmente saberemos quanta lata vazia cada bloco tem para entregar, se é que as tem, se é que blocos há. Devem haver, penso, muito trabalho de bastidor aconteceu, personagens contraditórios estão unidos, e um relativo silêncio só interrompido na histérica contribuição medíocre e barulhenta da bancada fascista chamou a atenção nos últimos dias.

    Quanto ao Marco do Saneamento, aguardando a confirmação da MP enviada, é possível imaginar que uma operação Frankstein ocorra no corpo da nova lei, e nisso, apesar das juras em contrário do governo, parece operar a lei do bode na sala, ou melhor, do bode expiatório. Certo é que o pobre animal não sai inteiro dessa sala cirúrgica. Pretende-se assim mandar um recado ao governo, quando ao descuido da formação da base nessa e nas futuras votações, recados que mais parecem outdoors de neon anunciando os produtos relevantes para o melhor consumo. Todos seguem nos seus lugares e até que uma votação importante aconteça será nessa posição exata em que permanecerão.

    Como hoje estou me lembrando de filmes, a cena do grande baile da Dança dos Vampiros me veio, e embora nosso baile de uma grande e importante votação ainda não tenha uma data marcada, sabemos as paredes estão cobertas de espelhos e que cada um preste bem atenção no que vão refletir. Ou não.

  • Plano de desgoverno.

    abril 16th, 2023

    Uma vez precisei podar uma mangueira muito antiga e enorme de um lote para iniciar a construção. A árvore teria uns 100 anos e mesmo assim o funcionário com uma motoserra não levou um minuto para jogar a gigante no chão. Já demoli casas inteiras e retirei todo o entulho em um só dia.

    Após 100 dias de reconstrução de um mínimo de ordem administrativa e operacional de um pais imenso como o nosso, a cobrança por slogans ou resultados não mostra nada além de enorme cretinice.

    Bem paga, mas cretinice.

    Demolir o que quer que seja é uma tarefa simples, brutal, mas simples.

    Edificar é serviço oneroso.

    Uma árvore demora 100 anos e uma casa 1, e ambas não resistem mais que algumas horas de esforço destrutivo.

    Porque é disso que se trata, com isso lidamos, uma fúria destruidora com agenda limitadíssima de inteligência e planejamento, limitados a pensar como destruir.

    É fácil.

    O escopo dos arruaceiros sujos mas bem pagos, consistia em deixar rolar, deixar para lá, ignorar, distrair enquanto a boiada passava e as jóias chegavam nas alfandegas.

    Os arruaceiros tinham a cobertura dos apaniguados e dos endinheirados, o pendor destrutivo e escravagista de nossos endinheirados permanece insuperável e insaciável.

    Há quem diga que invencíveis.

    Penso que não, a blitz do novo governo afasta as ameaças e deixa os destruidores acuados, manter a iniciativa e a reconstrução diária recoloca a balança dos destinos em relativo equilíbrio.

    Essa a tarefa.

  • O sal, o ouro e o dólar.

    abril 16th, 2023

    Imagino que não tenha servido como moeda de troca geral, na verdade nem consigo imaginar na prática como circulou, mas a verdade é que o salário dos soldados romanos já foi pago em sal.

    E uma vez que para Roma todos os caminhos seguiam, o sal deve ter temperado muito mais que sopas e legumes por esse mundo.

    Mas passou, se podemos falar assim, uma vez que o sal quimicamente neutro, nunca passa. Passou e em algum momentos os metais seriam a referência monetária aceita, pedras preciosas correndo por fora mas em volumes insuficientes para abrigar a necessidade comercial crescente.

    E tanto cresceu até precisarmos inventar uma moeda virtual, e calma! Ainda não estamos pensando em bitcoins, mas no velho conhecido Dólar americano.

    Esse escalou os píncaros, impresso por bancos americanos supostamente fiscalizados pela autoridade do Banco Central deles lá, uma espécie de Banco Central brasileiro do Campos Neto, mas turbinado.

    Fidel avisava do valor etéreo da moeda americana, impressa só Deus sabe quanto e enquanto comprava com papel as maiores riqueza desse mundo. Isso sem falar das baionetas que geralmente acompanhavam os malotes.

    Ninguém sabe ao certo a quantidade de Dólares existentes, mais fácil que isso é estimar quantas toneladas de sal existem em nossos oceanos e mares. Mas se o sal não serve, ignorar o montante de Dólar em circulação nos mostra o tamanho da encrenca em que estamos todos metidos.

    Tem gente que entende a economia como uma atividade humana movida a expectativas, que de fato é. Problema é que expectativas servem a muitos senhores e sabemos que esse tipo de servidão não presta ou acaba prestando a quem não deveria.

    De todo modo o mundo acredita na existência do Dólar, ao menos na força das suas baionetas…

    E assim é.

    Ou era, ou está por um fio, no mínimo ameaçado, com as reiteradas intenções expressas por importantes líderes mundiais entre eles o Lula do Brasil.

    A reação azeda do grande do Norte mostra o tipo intrincado de situações e desafios no comércio mundial estamos a enfrentar. O grande do norte ainda move moinhos.

    Esperemos.

    Afinal estamos sempre esperando, porque quando as mudanças acontecem só dá pra saber mesmo depois.

    E nem sei se é verdade, só sei que está sendo assim.

  • Matar pra não morrer de fome.

    abril 16th, 2023

    Glauber Rocha

    Do filme de Glauber que assisti em uma amostra realizada num final de semana em BH, uma maratona de seus filmes mais conhecidos, guardei essa cena e uma frase do Corisco : matar os pobres para não morrerem de fome. A sombria determinação do trágico herói cangaceiro resume o ideal liberal desse mundo, aos pobres melhor será morrer de forma mais rápida e indolor.

    Esse mote, transformado em planilhas, análises, pareceres e políticas públicas, projeto de governos e orçamento de financiamento bancário, nacional e internacional, de vez em quando enfrenta desafios, alguns na forma de conflitos físicos, mas outros em discursos racionais, lógicos, concisos, lineares, práticos e verossimeis.

    Talvez por tantas qualidades torna-se impraticável.

    Mas nem por isso deve deixar de ser dito, sempre que for possível e quando também não for.

    Assim me parece essa viagem do nosso Lula nas terras da China, recebido com honras e retribuindo gentilezas e teses inovadoras que pretendem pavimentar caminhos futuros.

    Por que o dólar, por que a guerra, por que a fome, a desordem, o subdesenvolvimento, a ignorância, o atraso tecnológico, as barreiras comerciais e culturais, os poucos recursos para o entendimento e tantos para as desavenças, por quê?

    É verdade que durante a maior parte do tempo vemos os países cercados de perguntas e com poucas escolhas de soluções, mas às vezes nos deparamos com instantes diversos, como esse da viagem do nosso estadista, ele distribui bom senso, pacifica e chama ao diálogo, ao entendimento e a opção por um ganha ganha entre diferentes.

    O que, saibamos, nunca é pouca coisa para escolher nesse cardápio entre nações.

    Há quem diga que faz muito, outros que faz pouco, a maioria não entende.

    Mas está evidente o despertar, renovado, experiente, sábio, para uma nova tentativa de viver mais alguns bons anos distribuindo trabalho e dignidade.

    Ao Corisco resta aguardar.

  • De volta

    abril 16th, 2023

    Alguma força me leva a escrever, uma força estranha.

    Por isso escrevo, não tento parar, essa voz tamanha.

    Até já.

  • Incluir e vencer.

    outubro 10th, 2018

    A partir da próxima semana começam a aparecer as primeiras pesquisas sobre a eleição .

    Minha expectativa, contando que a onda do coiso tenha estacionado, é de 54 x 46 a favor do coiso.

    Alguma coisa próxima.

    A transferência mais ou menos divulgada até aqui.

    O que nos conduz a uma situação de derrota anunciada mas que pode ser revertida, imaginando que a cada ponto ganho o adversário perde, crescer apenas 4% já resolve.

    O que absolutamente não é impossível.

    Essa primeira semana é gasta no acúmulo de forças, novas alianças, análises e muita reflexão.

    Os debates, se acontecerem serão muito mais importantes do que jamais foram.

    E não devemos contar com uma má performance do coiso, ele é político tarimbado e profissional, mas podemos contar com uma boa performance de Haddad.

    O jogo nem passa tanto em convencer os do outro lado, mas tentar incluir os que até agora não se posicionaram.

    O que pode não parecer, mas é tarefa duríssima.

    Seguimos.

  • A tarefa.

    outubro 9th, 2018

    Supomos, inicialmente, que deixar o coisa falar livremente seria o bastante para derruba-lo.

    Depois, imaginamos um teto baseado em antigas projeções.

    E, agora, dizemos que os debates irão desmascara-lo.

    Nem precisa dizer a minha opinião, a essa altura imaginar, supor ou coisa parecida nem adianta mais.

    A situação nua e crua é que a vaca que estava no brejo correu pro pântano e segue agora para o esgoto.

    E essa situação é praticamente certa.

    E se nada de muito significativo ou importante acontecer, repito, com ênfase no muito, o resultado já está traçado e certo.

    Por óbvio existem chances de reversão, remotas, mas existem.

    E a intenção dessas poucas palavras não é desanimar o já desalentado e eventual leitor.

    O futuro que já é obscuro em razão das escolhas até aqui, essas definitivas, pode ainda muito piorar se somarmos ao fascismo do legislativo e do judiciário, o executivo.

    Porque nem estamos tratando de prever dificuldades de um governo progressista, é o exato contrário: cavar uma trincheira no executivo para ao menos esse lutar em condições mínimas contra a ação destrutiva dos demais poderes.

    Se o executivo nas mãos do coiso for se somar a essa sopa do mal e intragavel, morreremos todos à míngua.

    O caldo já entornou, importa mínimizar a fome, eventuais queimaduras e providênciar socorro imediato e urgente.

    Do resto tratamos depois.

    Se sobrar algum.

  • Pontes.

    outubro 7th, 2018

    Todos fazem as suas previsões, normalmente ancoradas nas informações disponíveis, no caso de uma eleição o fundamento são os números das pesquisas.

    A democracia afunila nesse ponto, importa somar e nem sempre importa como.

    Nem porque ou para quê.

    O que já é outro assunto.

    Chegamos ao resumo numérico do que é e está evidente, um país exausto e inculto, mal informado e individualista que tateia no escuro procurando uma saída, e quem poderia ajudar a encontrar são os que mais a escondem.

    É essa sina malthusiana mal resolvida, resumida no pouco pirão o meu primeiro, que um país solidário mas carente de meios de sobrevivência distribui muito mais incertezas e desafios do que qualquer outra coisa.

    Há de reconhecer que o apelo à ordem, a força, na marra, faz sentido nessa confusão e caos, não fossem também essas, consequências desse tipo de opção.

    Não existe solução mágica, nem de força, nem voluntarismis, nem nada que resolva todos os problemas, existe uma construção coletiva e uma individual.

    E uma depende da outra.

    Às vezes uma mais que a outra, como estamos prestes a experimentar no dia de hoje e nos próximos dias.

    E essa necessidade do momento exige um esforço coletivo, inclusivo, generoso, tolerante, cuidadoso e pacificador.

    É uma batalha de armas poderosas, violentas, que exigem coragem e determinação na dose e necessidades exatas.

    Mas é uma batalha diferente.

    Lutamos para incluir, o máximo de gente possível, no celeiro de oportunidades e justiça, contra aqueles que propõem soluções simplistas e excludentes.

    Uma luta difícil, porque devemos incluir inclusive aqueles que querem nos excluir.

    Verdade que devemos colocá-los em seus devidos lugares, o mais longe possível das instâncias de poder.

    Para isso caminhamos hoje, o mais solidário e próximos possível, para construir as pontes do futuro.

    Pontes em que todos passam passar, apesar dos pesares.

    Seguimos.

  • Meus Filhos.

    outubro 6th, 2018

    Hoje é um dia importante.

    Me dei conta dos filhos que criei, todos adultos, formados e trabalhando.

    Todos com opinião própria.

    E nenhum deles é fascista, homofóbico, racista, misógino,excludente,elitista e hipocrita.

    Nenhum deles cogita de votar no coiso.

    Muito antes pelo contrário.

    Venci.

  • A eterna batalha e seu fruto podre.

    outubro 6th, 2018

    Amanhã corremos todos para as urnas, verdade que muitos a contragosto, mas creio que a maioria com gosto.

    Primeiro turno é o voto do coração, ninguém deveria pensar diferente, mesmo em situações adversas.

    A obrigação de coligar e convencer é do partido e seu candidato, se não conseguem nem uma coisa nem outra, porque culpar o eleitor por resultado?

    Então é votar, sem medo de ser feliz….

    E, depois lembrar que no segundo turno o voto é o da razão, no nosso caso contra o dragão da maldade, fascista e incompetente.

    Um desastre ferroviário.

    Votar sem deixar de lembrar o exemplo italiano, igualmente varrido pela operação mãos limpas que elegeu em seguida o tresloucado Berlusconi, uma espécie de Trump inicial.

    Deus nos livre e guarde.

    Juntemo-nos aos santos guerreiros para destruir o dragão da maldade.

    Viva Glauber Rocha, viva o Brasil, viva o povo brasileiro!

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