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Blog do Franco

  • Auto contenção ou penduricalhos?

    abril 22nd, 2026

    “O Brasil precisa de mais Justiça, não menos, como parecem pretender certos discursos superficiais sobre uma suposta ‘autocontenção’, vista como uma ‘pedra filosofal’”. (Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal)

    Dino e Fachin disputam o que chamam de reforma do Judiciário, enquanto o lavajatista, antes completamente ilimitado, propõe limites aos pares no STF, Dino, em sua proposta, sugere 15 iniciativas que vão desde a revisão de capítulo do Código Penal a medidas para reduzir o número de processos, passando pelo estabelecimento de regras e limites para o uso da Inteligência Artificial.

    A propota ocorre em meio às discussões de um Código de Conduta na Corte, idealizado pelo presidente do STF, Edson Fachin, mas que sofre resistência de parte dos ministros. A proposta está sendo elaborada pela ministra Cármen Lúcia, que deve apresentar um anteprojeto aos colegas. Segundo Fachin, a expectativa é que o texto seja submetido e analisado ainda em 2026, em sessão administrativa do tribunal que deve ser pública.

    Já a proposta de Dino é uma revisão mais ampla, com 15 medidas, que incluem a revisão de capítulo do Código Penal, a diminuição do número de processos e a agilização de sua análise, além do fim da aposentadoria compulsória como punição e da multiplicação dos penduricalhos.

    A iniciativa de Dino, a meu ver, detona a oportunista iniciativa do ex-lavajatista Fachin, que anda por aí dando entrevistas, propondo a matéria sem apresentar suas ideias, e constrange os demais ministros ao apoiar os ataques da imprensa e da oposição à Corte Suprema.

    Um boboca sem lastro, tentando apagar sua atuação na Lava Jato, quando apoiou todas as falcatruas de Dallagnol e Moro, e tenta ressurgir atacando seus pares nessa hora decisiva.

    Aliás, novamente.

    Dino reagiu e mostrou onde o Judiciário precisa ser renovado e atualizado. Mais: permite ao governo e ao PT, que dizem estar elaborando um programa de governo onde incluirão a reforma do Judiciário, uma referência importante sobre o que, na verdade, precisa ser dito e discutido sobre o Poder Judiciário.

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  • Movimento progressista global.

    abril 22nd, 2026

    Devemos substituir o desespero pela esperança e o ódio pelo otimismo. O movimento progressista global tem uma missão importante: restaurar a capacidade das forças progressistas de imaginar um futuro melhor, caracterizado pela justiça social, igualdade e democracia.

    No último sábado, eles participaram de uma série de encontros que reuniram líderes de mais de 100 partidos políticos progressistas de cinco continentes para discutir formas de combater o avanço da extrema direita nos Estados Unidos, na Europa e na América do Sul. Trata-se do presidente brasileiro Lula.

    Por aqui, a reunião do presidente Lula na Espanha passa em branco. Mas a repercussão na Europa e no mundo tem sido importante.

    É talvez princípio global de reação à extrema direita mundial, que, a partir dos Estados Unidos e fortalecida com a vitória de Trump, anda muito ativa e imaginando um mundo de autoritarismo reacionário.

    O fracasso dos governos dessa gente, Milei e Trump, sobretudo Trump, previsível porque não trabalham por nada além dos interesses de poucos e ricos, não surpreende e aponta o caminho para que a voz progressista saia da defensiva e parta para o ataque.

    O encontro na Espanha, nesse aspecto, foi espetacular e pode, sim, ter aberto a porteira para que a voz progressista seja mais ouvida em todo o mundo.

    E a liderança de Lula, com seu testemunho, seus sucessos, inclusive econômicos, e sua opção preferencial contra a fome, a pobreza e a democracia, neste mundo de guerras, destaca um aspecto fundamental: devolver ao mundo a esperança perdida.

    Não foi pouco e teremos desdobramentos.

    A ver.

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  • Carne de burro e guanaco ( e gatos!) na dieta Argentina.

    abril 20th, 2026

    O título de hoje se refere à substituição da origem da carne mais barata disponível aos argentinos, trocando a de boi por burros. E incluíram a carne de guanaco( lhama) ,que eu nem sabia que existia. Aqui no Brasil, o jeito durante o desgoverno anterior foi fazer sopa de osso, vendida nos supermercados, para manter um mínimo de proteína na dieta de fome.

    Quando a gente fica aqui prevendo os desastres desse tipo de governo, como acontece na Argentina e por aqui recentemente, não é torcida contra nem adivinhação; o programa é mesmo reduzir a inflação e os déficits públicos jogando o custo do ajuste na maioria pobre e nos trabalhadores. Os resultados são previsíveis, e inúmeros exemplos estão disponíveis. Quando assim fazem, ao mesmo tempo promovem reformas na previdência social, nas leis trabalhistas, nas despesas em educação e saúde, e tentam compensar a redução da atividade econômica interna com investimentos externos, buscando equilibrar a dinâmica econômica. Se falha o interesse dos investidores externos, que costumam entrar no início e sair deixando rombos para anos de esforço em seguida, a manutenção desses tipos de planos fracassa e dura menos que um mandato, sendo necessário renovar promessas e falsos milagres com outros agentes, tentando prolongar a concentração de renda e os privilégios, que são, na verdade, o único propósito desses planejadores.

    Tem sido assim na Argentina e por aqui, com nossa economia sendo exceção histórica porque temos quem pense e faça diferente, mesmo enfrentando todos os mercados financeiros e sua imprensa elitista desde sempre.

    Dificilmente poderíamos exemplificar o fracasso de um projeto com tamanha contundência quanto quando o povo passa fome e segue desempregado: carne de burro na Argentina e ossos no Brasil. Tivemos a época do consumo de calango aqui, durante o governo FHC e seu Plano Real, situação revertida depois por Lula em seu primeiro governo.

    Isso é história, embora ninguém te conte assim.

    Para a Argentina, o jogo está jogado; as regras estavam definidas desde o início e o resultado era o esperado: nenhuma surpresa além de endividamento externo, fome e desespero sairia dali.

    Resta saber de onde virá a saída, quando renovarem a esperança agindo de forma consequente e elegendo um projeto para restabelecer o mercado interno com vitalidade, por meio do consumo das classes trabalhadoras, como o Brasil ensina.

    Por aqui, nosso desafio é deixar de lado essa gente maluca e entreguista, nossa classe média medíocre e nossos ricos e milionários idiotas, antipatriotas, e resgatá-los de suas cretinices.

    Não há lugar para milicianos fascistas no governo, nunca mais. Quem pensa que sim está errado e, se não pode ser convencido disso, precisa ser derrotado nas urnas.

    Vai ser apertado, mas vamos conseguir.

    Calango e fila do osso, nunca mais.

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  • Aposta estratégica

    abril 16th, 2026

    O Brasil passou a ocupar posição central nas estratégias de investidores internacionais. Avaliação do Bank of America identifica o país como uma aposta relevante no cenário global. Isso reflete o desempenho consistente de ativos locais, como ações e câmbio, em meio a um ambiente externo mais favorável.

    Em todo o mundo, revisões de crescimento estão sendo processadas para números menores — menos aqui, onde as mesmas revisões estão prevendo crescimento moderado de 2%, com perspectiva de alta.

    O segredo é a solidez do fluxo cambial da balança comercial, o crescimento das exportações de petróleo cada vez mais valorizadas, juros altos com garantia de pagamentos e um balanço fiscal que tanto se tenta destacar negativamente pelo nosso PIG, mas que nem faz sombra para o investidor estrangeiro, que está vendo, nesse aspecto, pioras muito maiores em seus respectivos países.

    Não considero referência de sucesso quando a bolsa de valores aqui no Brasil aumenta, porque teríamos que considerar insucesso quando o oposto ocorre. Mas, como aqui não tem a menor lógica interna e depende de pouquíssimas empresas de referência, além de ser manipulada por meia dúzia de bancos e corretoras, acaba sendo um ambiente de especulação. Procuram movimentar para ganhar — parado ninguém ganha nada. Não se pode e nem se deve ter essa idéia. Serve como referência, mas é uma espécie de provocação com o “inimigo”, que, por sua pouca visão de mundo, enxerga ali a única referência de sucesso econômico.

    Nem de longe é.

    Dessa vez, quem está movimentando a bolsa é o investidor estrangeiro, aproveitando a taxa de juros e a insegurança geral nos mercados globais. O fato de enxergar aqui no Brasil solidez para suas apostas de investimento é o que faz deste momento algo notável.

    Tudo isso enquanto o governo manda projeto para acabar com a escala 6×1, o que seria motivo para propagarem o “fim do Brasil”, além do aumento de gastos no período eleitoral, que significaria o “fim do mundo” para o PIG, que sempre tem outros candidatos para apoiar.

    O resumo irônico dessa história é que, enquanto pesquisas apontam majoritariamente a opinião de que a economia do Brasil piorou no último ano, o mundo inteiro olha para cá e enxerga uma oportunidade e um porto seguro no meio de bloqueios e guerras sem sentido ou motivos.

    Quem está certo?

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  • Ramagem e a volta dos que não foram.

    abril 15th, 2026

    Aguardamos a confirmação da deportação ou não de Ramagem, porque acordos com os EUA não são nada previsíveis e tudo pode acontecer. Só a audiência de custódia demora por lá ou meses.

    O garantido é retornarmos com a pauta da tentativa de golpe e dos envolvidos nessa trama, sendo Ramagem um dos principais, fugitivo condenado e vivendo confortavelmente nos EUA, em uma casa à beira de lago que vale R$ 5 milhões.

    Isso na véspera da provável derrubada do veto do presidente Lula na dosimetria inventada para anistiar golpistas. Retomar com a prisão desse importante personagem nos permite reacender a discussão e tentar barrar essa anistia.

    Embora difícil de evitar, nesse Congresso conservador e em pleno debate eleitoral.

    Quem está lá em campanha, em sua maioria, pretende agradar seu eleitorado, e sabemos onde eles estão mirando.

    Em todo o caso, o ressurgimento do nome de Ramagem e as dúvidas sobre seu futuro serão objeto de interesse, e nada disso movimenta o lado bolsonarista, que nesses casos finge e ignora para não alimentar a pauta.

    Coisa que deveríamos aprender com eles, em alguns casos, porque entramos na maioria das fake news que poderíamos simplesmente deixar morrer sem resposta.

    Enfim, quanto mais Ramagem, melhor. O golpismo volta para a pauta na véspera da votação do veto do presidente, e isso é tudo que eles não queriam.

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  • Campanha não começou!

    abril 13th, 2026

    Exemplos não faltam. Esse da Dilma, que ilustra o post, eu não me lembrava, mas tenho vívida lembrança da posição do Bolsonaro no início de 2021, com aprovação pífia e 20 pontos atrás do Lula nas pesquisas — o final todos nós vimos.

    Lula ganhou por 1,5%.

    Isso mostra algumas coisas que temos falado e ouvido: o interesse de muita gente em eleições acontece na véspera. Somente depois do início da propaganda eleitoral, e a força do cargo na reeleição é muito grande. Mesmo um energúmeno como Bolsonaro conseguiu recuperar 20 pontos nas pesquisas em um ano.

    E Serra, que iniciou a campanha com 9 pontos à frente, perdeu para Dilma, porque o que decide é se o candidato merece seguir ou não. É mais uma decisão de rejeição do que propriamente uma troca por alguém melhor.

    O que, nessa próxima, nem de longe teremos como opção melhorar.

    A previsão é de desconstrução da candidatura Flávio, atacado pela direita e pela esquerda. Zema, Caiado e o rapaz do MBL vão fazer esse serviço, porque é de onde podem crescer.

    Flávio Bolsonaro tem 60% de seus votos sem convicção; Lula, menos de 30%. Esse seria o único lugar para “pescarias”. E convenhamos que a direita vai pescar na direita, preferencialmente.

    Diz-se que Flávio Bolsonaro pretende manter postura conciliatória e nem apresentar programa de governo para não afastar eleitores. Bobagem, porque, acossado pela direita, vai precisar radicalizar para não perder os cativos que exigem sua marca registrada fascista claramente definida. Além de defender suas ideias em algum momento, aí sim por exigência da própria campanha.

    É verdade que eleição polarizada não permite acreditar em vantagem ampla, e para a campanha estimam em apenas 10% os votos disponíveis. Parece pouco, mas não é: fora os quase 30% de abstenções, brancos e nulos, estamos falando em 40% do eleitorado, e para vencer, aproximadamente 35% dos votos válidos bastam.

    Resumindo: a direita vai pescar inteira na mesma água; Flávio Bolsonaro vai tentar pescar no centro e vai ser tragado de volta para o extremo para segurar os fiéis; o presidente Lula vai fazer campanha de desconstrução dos fracos adversários e mostrar, comparando seu governo vitorioso com o desgoverno anterior.

    Motivos mais que suficientes para uma campanha otimista, sabendo dos limites que os adversários históricos impõem. E perdem todas.

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  • O legado bolsonarista.

    abril 13th, 2026

    Vale lembrar: era assim que estava o Brasil em 2022, último do governo Bolsonaro — o ano indica o retrocesso:

    🥣 Fome: 1992
    📈 Inflação: 2003
    🎓 Evasão escolar: 2006
    🔥 Desmatamento: 2008
    🏭 Produção industrial: 2009
    💸 Pobreza: 2010
    💰PIB: 2013
    🏡 Consumo das famílias: 2015

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  • Quem ganhou? Ou ainda não acabou?

    abril 8th, 2026

    O cessar fogo entre EUA-Israel e Irã começa hoje, segundo Trump e tendo por base de negociação os 10 pontos enviados à mesa de negociação estabelecida no Paquistão e aceita pelas partes.

    Israel não parece disposto a cumprir a parte referente ao Líbano, se é que pretende cumprir qualquer acordo. Mas no que diz respeito ao Irã vai ser obrigado a engolir a decisão dos EUA.

    O ponto chave da guerra foi se deslocando da mudança de regime, e aqui eu sempre digo que o sucesso relâmpago obtido no sequestro de Maduro iludiu os EUA de que seria fácil repetir no Irã a manobra. Até porque pairam dúvidas sobre o que de fato aconteceu na Venezuela e as explicações seguem obscuras.

    Mas a traição que promoveram na Venezuela, atacando sem aviso, repetiram no Irã quando mataram o líder supremo em um bombardeio, além da esposa e alguns filhos. Mesmo o filho que sucedeu escolhido o novo líder supremo, dizem, sem provas até agora, que se encontra ferido.

    De uma maneira ou de outra o objetivo do regime iraniano seria sobreviver à guerra, custasse o que custasse.

    A reação da população quando atacada foi se solidarizar com seu governo e condenar os ataques covardes, não poderia ser diferente. E cada vez mais foi fortalecendo a posição do regime, lembrando que quem chamou as pessoas para ocuparem esses espaços estratégicos foi o regime, com a resposta definitiva de grupos de pessoas ocupando pontes, centrais elétricas e de energia atômica, se colocando à frente das bombas. Coisa nunca vista e a meu ver marcou a virada nessa guerra.

    Sem nenhum objetivo a conquistar, os EUA só tinham a urgente necessidade de evitar a escalada de preços do petróleo e suas consequências econômicas mundiais. A mesma especulação que tentam fazer aqui no Brasil, produtor do precioso óleo e autossuficiente praticamente, está ocorrendo mundo afora e sobretudo os países que não são produtores estavam entrando em uma crise sem precedentes de falta do produto, escalada de preços, na pior da história.

    Sem a menor dúvida dessa vez a posição dos iranianos sai vitoriosa, conseguiram espalhar na região de maior produção mundial de petróleo instabilidade e ao fechar o estreito de Ormuz aos navios ocidentais provocou um caos crescente que obrigou os EUA a ceder e negociar.

    Daqui pra frente nenhum dos objetivos iniciais dos EUA e Israel ao iniciar os ataques está na mesa de negociações, estão esquecidos e deixam claro o tamanho da derrota que os atuais pontos negociados testemunham para a história.

    Deveria haver consequências para esse assassino laranja e seus genocidas de Israel, mas isso depende somente da decisão de seus respectivos povos. E não sei até onde alguma coisa interna de cada um desses países permite esperar ou ter esperanças quanto a isso.

    O fato é que internacionalmente não valem um centavo. Não tem palavras, não tem lei, nem moral e nem Deus.

    São loucos furiosos em busca de nem eles sabem o que.

    E na semana passada o secretário da guerra, sim ele se chama assim, e o próprio Trump estavam cercados de apocalípticos dentro da Casa Branca aguardando o fim do mundo.

    Em todo o caso, para eles, quem sabe, esse dia chegou?

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  • Plano de desgoverno.

    abril 7th, 2026

    O que percebemos é o candidato do fascismo protelando para divulgar seus planos para nossa economia.

    Isso sem falar nas demais áreas.

    Pensando em cooperar com o miliciano, lembramos na ilustração do post algumas das realizações do pai, que ele promete repetir.

    Espanta, acima de tudo, encontrar na sociedade cerca de 30% de gente disposta a repetir esse projeto, onde nada pode ser aproveitado, porque é sustentado por ódio, preconceito e nulidades. O que fazem, quando fazem, é destruir.

    Há aí um sentido profundo de uma sociedade composta por algumas das maiores disparidades econômicas e sociais do mundo, sustentada por um racismo oculto em falsas atitudes, mas implacável.

    Todo mundo sabe disso.

    Mudar é uma decisão consciente que não exige muito, senão reconhecer a realidade do nosso dia a dia e animar a disposição de superar essa pesada herança de nossa história escravagista.

    Talvez aí resida o núcleo do conservador: prolongar privilégios que tem, quer ter, acha que pode alcançar.

    Mas deixemos essa gente de lado e seguimos enfrentando alguns aspectos dessa disputa.

    A primeira e mais escandalosa é ler e ouvir, por parte do PiG, que o candidato do fascismo se chama Flávio, sem o sobrenome. Segundo pesquisa recente do Datafolha, a razão dessa omissão está na resposta à pergunta sobre o que mais as pessoas temem em uma vitória do fascista: que repita o governo do pai, quase 80% apontam esse temor.

    E aí se explica a omissão do sobrenome: evitar que a rejeição do pai cole no filho.

    Conseguiram tirar o sobrenome do fascista das cordas em um momento importante, durante as negociações para candidaturas e acordos. A direita estava sem rumo e os números alcançados pelo fascista na disputa, apesar da campanha nem ter começado, animaram e serviram para fechar acordos.

    Era o primeiro objetivo do PiG, e conseguiram, escondendo o sobrenome do miliciano. Fique registrada a razão de todos os integrantes do PiG passarem a se referir, em suas publicações e falas, a Flávio Bolsonaro apenas como Flávio, numa atitude cínica, mas politicamente motivada, com alvo e objetivos predefinidos.

    Mas é algo frágil e impossível de manter.

    A desconstrução está a caminho e não demora. Essa questão do PIX, que veio do chefe do norte, vai servir para começar a mostrar quem é quem nessa disputa.

    Vá lá que a polarização segue firme com qualquer nome; no Brasil, há essa turma antipetista que vota em qualquer um contrário.

    Mas são minorias e perdem eleições seguidas.

    Vão perder mais uma. A verdade não demora, e o rabo do miliciano é comprido e vai até os EUA.

    Seguir e pisar nele.

    Com força.

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  • O fator Trump na eleição brasileira .

    abril 3rd, 2026

    Começa a se desenhar esquema dos extremistas para tentar influenciar a disputa eleitoral de outubro.

    São várias as frentes em disputa, desde análise de decisões internas e políticas públicas lá nos EUA, incluindo PIX, tarifas de exportação, cobranças sobre as big techs sobre conteúdo e Mercosul. Até a existência da 25 de Março, além da idéia de enquadrar PCC e CV como ameaças terroristas.

    Tudo obedece à lógica da pressão, da violência política, da retórica agressiva. Isso sem falar em STF e TSE, instituições que até aqui barram os golpes mais perigosos e estão também na mira.

    O discurso do Flávio Bolsonaro propondo entregar riquezas minerais do Brasil para “resolver” os problemas dos EUA com a China pegou tão mal que tentam minimizar, enquanto o candidato mesmo anda sumido. A estratégia deles de seguir jogando parado não vai colar mais, funcionou até agora, mas com a proximidade do pleito os ataques serão cada vez mais pesados e não dá para fingir de morto.

    Isso serve para todos os lados.

    A notícia de que os EUA querem o fim do nosso PIX vai cair como uma bomba, podem esperar. Isso ocorreu na direção do governo recentemente e negativamente, e vai pesar na posição dos extremistas, porque eles não podem negar os interesses de Trump e nem assumir suas posições abertamente. Isso não costuma funcionar numa disputa, ainda mais como a nossa polarizada.

    A influência dos EUA em outras disputas presidenciais mundo afora não caminhava a favor dos EUA. Recentemente andaram ganhando algumas, mas a influência dos EUA não fica evidente em todas. Por aqui, cobrar entrega de recursos naturais e acabar com o PIX não vai ser exatamente um programa vitorioso, tenham certeza.

    E notícias meia-boca recentes anunciando que após o Irã os EUA virão com tudo para cima do PT, não sei exatamente como, me parecem, além de escandalosamente exageradas, possivelmente mais um tiro pela culatra. Atacar o maior partido do Brasil e seu líder a caminho do quarto mandato por uma potência estrangeira, na base da mentira e do escândalo, porque é o que podem tentar, vai trazer resultados opostos. Só esperar para ver. Isso se a amostra de atacar o PIX não deixar estrago suficiente e provocar recuo antes da coisa começar.

    E de lá dos EUA para cá depende ainda do quanto Lula consegue segurar o “chefão”, porque um encontro entre eles está por acontecer e a intenção do Lula manifestada é conseguir apoio para sua reeleição.

    Vocês duvidam?

    Eu não.

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