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Blog do Franco

  • Pensando pequeno.

    janeiro 9th, 2024

    O dia seguinte ao evento em Brasília que relembrou e condenou a micareta fascista de 08/01, não tem sido favorável aos ausentes.

    Os governadores e o presidente da Câmara, Arthur Lira.

    Zema, de Minas Gerais, chegou a ir a Brasília e desistiu de comparecer praticamente na porta do Congresso Nacional, lugar do evento. Seus motivos são desconhecidos, mas imaginamos que compartilhe do desejo dos demais ausentes de manterem a fama de mau e continuar pescando na fonte dos votos bolsonaristas no futuro.

    No entanto, a exposição do encontro tem sido grande, com a adesão da Globo e demais grupos de mídia tradicionais interessados na votação da Lei das Fake News para tirar espaço dos jornalistas independentes, além dos ministros do STF e o governo Lula, incluído, como os discursos não deixaram dúvidas. Uma união de propósitos momentâneos tornou as ausências um incômodo. Eles estão sendo cobrados nas redes e na mídia, sem desculpas convincentes para oferecer.

    É o jogo da imprensa tradicional, impondo o pagamento por notícias divulgadas e produção própria protegida, misturando falsamente seu noticiário com a análise dos mesmos, principalmente as críticas que não conseguem responder.

    Lula, como atual presidente do G20, prometeu levar a regulamentação das redes sociais e fake news para o grupo mais poderoso do mundo, e isso é uma boa notícia. Se o presidente brasileiro conseguir pautar o assunto, pode ser que a armadilha da nossa imprensa familiar e de oligopólios não consiga impor a visão concentradora e manipuladora de seus interesses.

    Por isso, por enquanto, fingem destacar o evento da democracia de ontem, mas na verdade destacam as posições a favor dos controles das redes, que é apenas parte do problema, embora dos mais relevantes, como se fosse a resposta para o 08/01.

    Nos seus documentários e reportagens, ignoram os motivos que nos fizeram chegar até o dia fatídico, passando antes por um governo de desastre, tudo por eles apoiado e engendrado nos mínimos detalhes.

    Sem falar em Mensalão, Lava Jato, Jornadas de 2013, Golpe na Dilma e a prisão do Lula.

    Sem falar em 1964 e décadas de apoio a ditaduras e governos de mentira.

    Vai ser a discussão do início do ano, sem dúvida, o PL 2630 das fake news.

    Enfim, quem pensou pequeno nas ausências do evento da democracia no dia de ontem? E não porque estão expostos na mídia tradicional por mero interesse momentâneo. Mas porque faltaram com seu serviço a causas maiores e perenes, e agora têm espaços de atuação cada vez mais reduzidos e paroquiais.

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  • Discursos do 08/01 de 2024.

    janeiro 9th, 2024

    Lula

    • Lula faz referência direta ao golpismo de Jair Bolsonaro;
    • fala também que não pode haver impunidade;
    • presidente lembra que a liberdade não enseja a articulação golpista;
    • Lula fala da necessidade de regular as redes sociais;
    • Lula diz que a história dele e do seu partido é a prova do triunfo da democracia;
    • por que fala isso? Explica: porque ninguém como ele perdeu e ganhou tantas eleições presidenciais;
    • e encerra: “Viva a democracia e democracia sempre!”

    Alexandre de Moraes vai ao ponto:

    • não haverá apaziguamento com golpistas;
    • criminosos pagarão por seus crimes;
    • o populismo digital fascistoide será combatido;
    • sem regulação das redes sociais, a democracia corre risco;
    • os populistas digitais pagarão;
    • o novo populismo digital se manifesta por meio de milícias digitais;
    • é preciso regular as redes, o maior instrumento de poder e de corrosão da democracia

    Rodrigo Pacheco, presidente do Sendo e do Congresso, afirma que os inimigos da democracia recorrem à desinformação e à
    desordem para simular uma força que não têm.

    • Pacheco ataca diretamente os “golpistas e criminosos” que quiseram invalidar o resultado das urnas;
    • presidente do STF diz que não se aceita “intentona”, expressão que empreguei hoje no UOL.
    • Pacheco só erra ao falar de uma suposta “polarização, tese de que discordo;
    • Pacheco anuncia retirada das grades que cercam ao Congresso.

    Barroso acerta ao deixar claro que o 8 de janeiro não é evento isolado, mas ponto de uma trajetória

    Excelente e auspiciosa para a democracia a fala de Paulo Gonet, procurador-geral da República, no evento em defesa da democracia.
    Embora não tenha nominado, citou personagem da peça “A Tempestade”, de Shakespeare: “O que é passado é prólogo”.
    Isso significa que o passado tem consequências e que, no que depender do Ministério Público Federal, os criminosos pagarão por seus atos. Abriu e fechou a sua fala com o bardo.

    Lula
    A coragem de parlamentares, governadores e governadoras, ministros e ministras da Suprema Corte, ministros e ministras de Estado, militares legalistas e, sobretudo, da maioria do povo brasileiro garantiu que nós estivéssemos aqui hoje celebrando a vitória da democracia sobre o autoritarismo. Aproveito para saudar os trabalhadores e as trabalhadoras das forças de segurança, em especial a Polícia Legislativa, que, mesmo em minoria, se recusaram a aderir ao golpe e arriscaram suas vidas no cumprimento do dever.

    Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em ato pró-democracia em Brasília, nesta segunda-feira (8): “Os inimigos da democracia, que não representam a vontade popular, recorrem à desinformação, à desordem, ao vandalismo, para simular uma força que não possuem. […] As instituições republicanas, por outro lado, são verdadeiramente fortes. Fortes porque respaldas pelo mais dos elementares dos poderes: aquele que emana do povo.

    Ausências sentidas de Governadores e do Presidente da Câmara. Todos pescando a herança do fascista impedido de concorrer e sujeito a prisão.

    Aliás, muito tem se especulado sobre a prisão do ex-presidente.

    O texto dos discursos eu copiei do X do jornalista Reinaldo Azevedo.

    O documentário da Globo trata do golpe como algo que aconteceu de 2018 para cá, esquecendo Mensalão, Lava Jato, Temer, Dilma e a prisão do Lula. Todas acontecimentos forjados nos escritórios da Globo. Golpe foi na Dilma, o resto é consequência.

    Uma nova tentativa de controlar a informação está no surto democrático da Globo, nos discursos a preocupação e todos com as redes sociais foi unânime. E os golpistas profissionais da Globo vão tentar matar o jornalismo alternativo com a nova lei que pretendem aprovar, enquanto fingem combater as fake news. Que precisam de controle, sem afetar o jornalismo independente. O que eles misturam , alegando serem as únicas fontes confiáveis. O que não é somente um delírio, mas ameaça.

  • O pulso ainda pulsa.

    janeiro 8th, 2024

    O evento promovido pelo governo em Brasília hoje apresenta diversas facetas, cada uma delas cumprindo missões distintas.

    A mais evidente é aquela que marca o aniversário da micareta fascista, uma avalanche furiosa dos derrotados inconformados, sendo uma peça-chave nas mãos de manipuladores escondidos.

    Outra missão é separar o joio do trigo, distinguindo quem pode e quer mostrar sua face aos democratas daqueles que acenam para a herança do fascismo em disputa.

    Há também a missão de marcar uma posição futura, transformando o dia de hoje em um dia da infâmia a ser lembrado.

    Por fim, um aviso renovado para todos nós, indicando que todos os eventos do ano passado permanecem ativos e vivos entre nós, com disposição abalada, mas em um processo franco de reagrupamento. Ainda dispersos, sem liderança definida, mas de olho nos acontecimentos e prontos para novas empreitadas antidemocráticas e até golpistas, se a oportunidade surgir. E são conhecidos, impunes até agora.

    Para ilustrar o post, utilizei um gráfico com pesquisa de opinião do governo Dilma. As datas que mostram a queda de aprovação evidenciam a guerra cultural, midiática e política da qual fomos vítimas. Isso também ressalta por que fomos golpeados ali e como ainda não acabou. Além disso, deixa claro a fragilidade de nossa posição, que precisa ser sempre defendida com inteligência, disposição e coragem.

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  • A GLO era o golpe?

    janeiro 5th, 2024

    Estamos acompanhando a avalanche de entrevistas e declarações de diversas autoridades que estavam no centro dos acontecimentos do dia 08/01 de 2023. O dia da depredação da Praça dos Três Poderes em Brasília, pela horda fascista acampada na porta do Quartel Forte Apache e reforçada por ônibus chegando de várias partes do Brasil.

    Um ponto central daquele dia foi a decisão de Lula de não aceitar a decretação de uma GLO, que daria poderes aos comandos militares para afastar a PM de sua obrigação legal de proteger a capital, encargo que a GLO legalmente passaria para os militares.

    Hoje surgiu a explicação do plano, pela boca do ministro Alexandre de Moraes, que a GLO era o ápice do golpe tramado para aquele dia, quando o encontro dos militares armados com os vândalos, a partir do Congresso e com a cumplicidade, selariam o destino nacional.

    E eu, sinceramente, não vejo como isso seria possível.

    Ora, os militares seriam, segundo o plano, convencidos por vândalos que estavam quebrando tudo que encontravam pela frente, com base em qual argumento? Qual palavra, liderança, discurso ou projeto estava sendo executado com força suficiente para convencer as tropas da urgência de um golpe de estado?

    Nenhuma. Nada. Zero.

    E, cá entre nós, que tipo de golpe seria esse que depende da decisão do golpeado de chamar uma GLO? Ele não chamou e não houve golpe. Foi isso?

    Não é possível imaginar uma coisa assim.

    A GLO era um plano, os acampados na porta dos quartéis estavam assistindo palestras e estavam orientados para promover a baderna exatamente como foi executado, mas faltou a GLO e eles entraram pelo cano e foram presos. Só os “bagrinhos” porque o comandante do Forte Apache não deixou a PM, já sob comando federal depois do afastamento do governador Ibaneis e obedecendo às ordens do ministro da justiça, Flávio Dino. O comandante atrasou a entrada da PM, só permitiu na manhã do dia seguinte, e muita gente escapou durante esse intervalo. Quem? Não todos, porque na manhã seguinte alguns foram presos, como sabemos, e estão presos e condenados agora. Mas havia um plano, uma ordem de invadir a praça e quebrar tudo, uma orientação para esperar a GLO e a chegada das tropas militares.

    E para quem serviria depois toda essa ideia, quem levaria vantagem caso a GLO tivesse sido chamada? Se não um golpe, o quê? A intervenção militar para salvar um governo gravemente acuado. Os protetores da constituição e da ordem, os salvadores da pátria, os militares, que perderam a eleição com o doido mas estavam fiéis e fortes e em prontidão para tudo e para todos. Provavelmente mais à frente teriam condições de concluir a obra e assumir tudo, mas pode ser que não, talvez ficassem satisfeitos com mais um governo fraco onde continuassem a mandar. Aí não sabemos, o que não dá para pensar é que aquela micareta ridícula seria o golpe, e tudo foi desfeito quando Lula não caiu na armadilha da GLO. Era uma armação, um plano, teria consequências trágicas para o país, um desastre, mas no fundo pode ter sido mais uma armação dos militares do que qualquer outra coisa, com Bolsonaro correndo pelas beiradas esperando para ver no que ia dar. E não deu em nada, além dos “bagrinhos” abandonados por todos os gênios que armaram essa arapuca e caíram fora, deixando todos eles nas cadeias. Agora, quem planejou essa presepada, quem deu os treinamentos, quem orientou os vandalismos? Segundo estamos sabendo agora, centenas, milhares de pessoas estavam sabendo desse plano, milhares cumpriram a sua parte na empreitada, faltaram as tropas e todos vimos eles chamando por elas naquele dia em vão. Uma história inacreditável por sua estupidez, a cara do Bolsonarismo, civil, militares agrário e religioso.

    Aparentemente abrimos a temporada de revelações e notícias, e chegam de Brasília provocando enorme especulação de uma revelação nova ou uma decisão importante nos próximos dias.

    Vamos aguardar.

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  • O plano.

    janeiro 4th, 2024

    O dia foi marcado pela entrevista do Ministro Alexandre de Moraes, afirmando ter conhecimento de planos para sua prisão, assassinato e até enforcamento em praça pública. Ele atribuiu a autoria do planejamento criminoso aos golpistas de 08/01, ou a alguém acima deles.

    A gravidade da declaração reabre, de forma oportuna, as feridas do dia 08/01, que completa um ano, com apenas os invasores da praça dos três poderes respondendo a processos e alguns deles presos. Isso parece ser muito pouco diante da magnitude da afirmação do ministro.

    Segundo o Ministro Moraes, em uma das 3 hipóteses do planejamento ele seria preso, já estando monitorado pela Abin e com seu paradeiro conhecido. Em seguida, seria assassinado no caminho para Goiás. A pergunta é: por que Goiás?

    Em fevereiro de 2022, Bolsonaro nomeou seu ajudante de ordens, Mauro Cid, para o comando do batalhão das forças especiais em Goiânia, cargo que assumiria em fevereiro de 2023, após o fatídico dia 08/01.

    Defendo a tese de que o dia 08/01 não era o golpe em si, mas uma preparação para um futuro golpe em data indefinida, dependendo da evolução da situação. Serviu, entretanto, no mesmo dia 08/01, como motivo para o ministro da defesa, por motivação desconhecida mas certamente a pedido de seus generais, oferecer ao recém-eleito Lula uma GLO, supostamente para assumir a repressão e impor a ordem na conturbada Brasília daquele momento. Lula, sabiamente, recusou e, através do ministro Dino e do STF, afastaram o governador Ibaneis e assumiram o controle das PMs, conseguindo controlar a situação.

    Em 21 de janeiro de 2023, Lula ordenou ao comandante do exército, recém-nomeado por ele, que cancelasse o comando de Mauro Cid para o batalhão das forças especiais de Goiânia.

    Para surpresa de muitos, o comandante do exército, General Arruda, recusou-se a cancelar e preferiu perder seu posto. Um acontecimento escandaloso que foi notado na época, mas ainda não completamente entendido em suas implicações e motivos. Surgiu a versão que na verdade quem foi sumariamente demitido no dia 21 foi mesmo o Comandante Arruda, por sua omissão do dia 08/01 anterior e por dar continuidade a nomeação de Mauro Cid.

    O batalhão das forças especiais de Goiânia é o responsável último pela segurança de Brasília, a capital federal, e seu comandante, caso Lula não tivesse interferido, seria o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, atualmente preso por crimes em quantidades imensas, falsificações de documentos e outros crimes.

    Dentro desse enredo, muita coisa ainda precisa ser entendida. Dificilmente Bolsonaro nomearia Cid com um ano de antecedência pensando em derrota eleitoral e golpe. Parece mais plausível sua nomeação por serviços prestados e para cumprir agendas militares que têm cronogramas específicos e nomeações por antiguidade. Uma vez nomeado, o caminho para o assassinato de Moraes no caminho para Goiás parece mais do que uma coincidência. A resistência do comandante Arruda em afastar Cid do estratégico batalhão é muito suspeita. Preferir perder o próprio cargo a cancelar a nomeação do presidente anterior é suspeitíssimo.

    Tudo somado, e dentro da minha visão de que o 08/01 não foi o golpe, mas uma preparação, manietar o presidente recém-eleito com uma GLO, assumir o controle da situação, parece mais plausível. O golpe talvez viesse depois ou nem viesse. Com os comandantes militares senhores da situação, Mauro Cid general no batalhão que defende Brasília, ou a ameaça.

    O advogado Kakay escreveu um artigo no 247 onde afirma saber de uma lista de assassinatos elaborada pelos bolsonaristas, onde seu nome estaria incluído. E que o dia 08/01 era sim a preparação para o golpe futuro.

    Agora, vamos aguardar as revelações que certamente virão após essa entrevista histórica do Ministro Moraes e vamos conhecer os nomes daqueles que planejaram a sua morte em praça pública e elaboraram a lista de assassinatos.

    O aniversário do 08/01 promete.

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  • 8 de janeiro de 2022.

    janeiro 4th, 2024
    Foto por energepic.com em Pexels.com

    Não me ocorreu estar assistindo no dia a um golpe de estado, mas sim a uma baderna semelhante com o que ocorreu no Capitólio.

    A mesma fúria vazia, uma imensa frustração desnorteada, a raiva de ver o outro triunfar.

    Elementos que integram um tipo de mundo sem sentido, que talvez até seja estuário de movimentos graves da história, mas nem de longe era um golpe de estado o que estávamos assistindo naquele 8 de janeiro.

    Foi o desabafo das comemorações do dia da pátria anteriores, onde o ex-presidente usava a data cívica como trampolim para ameaças, ofensas e disseminação de baboseiras. Mas era ouvido, em parte, mas era ouvido.

    O levante fascistoide não teve repercussão nacional; a maioria dos eleitores frustrados do capitão assistia ao quebra-quebra e permanecia em silêncio. Os grupos de apoio ao capitão não saíram às ruas, as milícias permaneceram em seus territórios, os militares em seus quartéis e pijamas. Pastores com seus rebanhos, Youtubers em suas telas e a grande maioria, que eram robôs de mídias sociais, não podiam comparecer fisicamente na hora decisiva.

    E ficamos no quebra-quebra e nada mais.

    Lembrei-me de quando Haddad era prefeito de São Paulo, naqueles dias dos R$0,25 de aumento de passagem. O governador era Alckmin, que retirou sua PM das ruas. O PSOL liderando a confusão; a turba encurralou a guarda municipal sozinha e abandonada na porta arrombada e incendiada da prefeitura paulista. Aquilo sim foi um golpe orquestrado e bem executado, porque sabiam o que queriam e, depois, conseguiram, quando derrubaram a Dilma.

    A direita enfurecida não contava com a falsa sutileza das elites econômicas, nem da imprensa, e nem das embaixadas estrangeiras no momento da micareta descontrolada em Brasília. Foram sozinhos para a farra e ficaram sozinhos.

    Amadores.

    Agora, pagam na justiça. Até agora, pegaram os bagrinhos que se filmaram na confusão, um que alugou ônibus, e mais não vimos até aqui. Dizem que vem, aguardamos.

    Políticos e militares, nenhum, empresários, neca, mídia zero. Juízes e promotores, nem pensar. Nada fizeram contra a democracia, suponho, talvez apenas exerceram a liberdade de expressão.

    E talvez fosse isso mesmo, retórica, furiosa, mas retórica. Tentaram acender uma chama, certamente, mas ninguém quis alimentar o fogo fátuo dos amadores.

    Observe Milei na Argentina e seu plano de salvação nacional, seu tudo ou nada, sua bala de prata, sua ponte para o futuro… fazendo água com 10 dias de vigência e recorrendo institucionalmente, dentro das regras, a decisões monocráticas da justiça argentina.

    Há aprendizado para todos nós aí. O que eles conseguem com a gritaria e ameaças, mentiras deslavadas e gritaria, não são golpes na democracia liberal, mas eleitores, votos, deputados, senadores e presidentes.

    Esgarçam os limites, mas o alvo é de dentro das instituições e no controle delas, executar planos e carreiras improváveis em outros ambientes sadios ou equilibrados.

    Uma estratégia mundial, executada em tempos atuais, utilizando os novos meios de acesso às pessoas e as fragilidades delas, nossas.

    Vem muito mais por aí, a vitória acachapante de Milei nos mostra que nem de longe sabemos lidar com isso. A vitória de Lula nos dá esperança de que saberemos enfrentar.

    Vem Trump, mas está Biden com o apoio a genocídios. Vem a nossa eleição municipal.

    A luta continua.

    PS.: Saiu agora entrevista do Ministro Alexandre de Moras, onde diz que o plano da turba dia 08/01 seria enforca-lo em praça pública. Na mesma entrevista, reconhece que apenas 100 PMs seriam suficientes para afastar a ameaça.

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  • A grande Federação.

    janeiro 3rd, 2024

    União Brasil, Republicanos e PP anunciaram uma improvável federação, que se tornaria a maior bancada no Senado com 17 senadores e na Câmara com 151 deputados.

    A primeira vista, o anúncio soa como uma ameaça, e pode até ser, também improvável, mas me interessa olhar além das dificuldades momentâneas para o governo negociar com um bloco numeroso e antagônico.

    Se a formação das federações continuar avançando, o que parece ser uma tendência a médio prazo, não imediatamente, a dinâmica do funcionamento político no Brasil pode evoluir positivamente, agregando grupos mais identificados ideologicamente e facilitando a escolha do eleitor.

    Os conservadores encontraram um nicho eleitoral aparentemente estável, onde a grita moralista, religiosa e o conservadorismo propriamente , encontra eco eleitoral numeroso. Essa descoberta permitiu a eles manobrar para enxergar um futuro político comum, no sentido de se apresentarem sem fingimento ao eleitor, evitando a dispersão dos votos como temos até aqui.

    Bem, digamos que continuem fingindo, mas agora agrupados.

    Podem assim construir símbolos partidários mais coesos, um PT de direita, além do Bolsonarismo que é personalismo e não busca identificação eleitoral abrangente, senão apenas na figura do líder. Como esse está impedido de seguir, correndo riscos crescentes de impedimentos ainda piores na área criminal, seu legado em disputa que não pode ser conquistado individualmente, tentam coletivamente. E, depois, o que restar do bolsonarismo pode se juntar.

    E aí, a Federação conservadora, sem o PL por enquanto, tenta consolidar um escoadouro seguro e estável para os políticos que ali ingressam.

    Mesmo que não seja assim a visão de seus promotores, porque tamanha sofisticação política nem passe pela cabeça de seus líderes, talvez pensando no curto prazo somente. Mesmo assim, repito, algumas importantes consequências podem advir da iniciativa.

    A primeira seria a maior clareza na identificação do partido com seu eleitor. Outra seria a redução do número de partidos no Congresso. A federação é também consequência das regras de barreira aos pequenos partidos.

    Quanto à negociação com governos e aprovação de projetos e leis, o que parece um complicador, pode se tornar uma referência estável e previsível, facilitando os acordos. Digo pensando no médio e longo prazo. E, sem esquecer o atual jogo, que parece um parlamentarismo de orçamento.

    No curto prazo, como disse lá no início do post, uma federação desse porte parece ameaçar, e eventualmente pode. Mas esse governo, como os demais, não depende muito de terceiros, senão de seus próprios acertos nas decisões, sobretudo na economia, para sobreviver. A agenda do Congresso está inteiramente liderada pelo governo, o bloco conservador só consegue vitória marginal, periférica, muitas vezes direcionada para agradar grupos econômicos e longe de uma agenda abrangente hegemônica. Para o bem e para o mal.

    No horizonte próximo, o quadro não muda, com ou sem a grande federação.

    Fica aqui então a minha visão sobre federações, que não devem ser encaradas como ameaças, mas como evolução da política no Brasil, no sentido positivo. E, penso, pode ajudar na identificação do eleitor, promovendo disputas eleitorais interessantes no futuro. Quanto a parlamentarismo, a depender do gosto dos atuais parlamentares, fica do jeito que está, com enormes verbas orçamentárias disponíveis e sem a obrigação do executivo de apresentar bons resultados. A cobrança vai toda para o executivo.

    E, cada vez mais, a minha expectativa é o campo popular reaver espaços eleitorais perdidos e ai o jogo no legislativo ficar mais favorável.

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  • Crise de reputação?

    janeiro 2nd, 2024

    As corriqueiras análises de fim de ano, elencando e comparando números e previsões, foram substituídas por espanto. Mesmo os mais desavisados não deixam de perceber a distância entre as previsões furadas do chamado mercado e da imprensa oligopolista para o ano e os bons números construídos por um esforço político enorme.

    Para quem começou a pensar no assunto recentemente, pode até imaginar deparar-se com equívocos e avaliações erradas de um ou outro aspecto, porque nem de longe estamos tratando disso, mas do costumeiro empenho em boicotar a administração petista. E aqui também não temos nenhuma novidade.

    Diferente quando assume um daqueles cujo horizonte não alcança 1 metro. A ponte para o futuro de Temer e o Bolsonarismo de caos nunca foram pensados como o desastre que seria colhido, e mais do que previsto e anunciado por quem não faz da ideologia a base de seus pensamentos.

    Até porque, fracasso e sucesso, nos termos propostos por neoliberais, nunca são problema, uma vez que a acumulação de renda continue a favor dos poucos e as classes cumpram seu papel social definido no destino ao nascer. Fora isso, é aeroporto que vira rodoviária e empregada doméstica na Disney. O que, para eles, é insuportável.

    A ladainha, apesar dos lamentos, não passa de resmungos e espanto por parte daqueles que mantêm seus empregos e nunca acertam uma previsão. E porque nunca fizeram previsão nenhuma, mas torcem para o fracasso de quem inclui o pobre no orçamento do estado e não abre mão de investir em saúde, moradia, educação, arte, ciência e infraestrutura. E depois tudo é sorte.

    E há décadas de serviço em ambas as direções atestando o compromisso que têm com suas ideias e patrões, jamais com a realidade. Quando no poder, escondem o fracasso e prometem um futuro melhor. Quando na oposição, recusam-se a reconhecer os méritos das políticas públicas inclusivas, a única que funciona no país mais injusto do mundo, onde 1% da população detém 35% da riqueza e sem mexer nessa equação, não precisa fazer nenhuma previsão quanto ao resultado obtido: o fracasso é certo. Já incluir o pobre no orçamento funciona porque movimenta milhões e milhões de pessoas que estavam à margem, sem participar do consumo e consequente resultado da riqueza. A única questão aí seria entender porque as políticas que funcionam e promovem a riqueza do país e de sua gente não são seguidas por todas as matrizes, uma vez que seria razoável imaginar que todos preferem o bem comum.

    O que, nem de longe, é verdade. Como nossa história mostra duramente.

    2024 começa bem melhor que 2023, com muito mais expectativa positiva e a casa arrumada, e muita excitação da direita porque perdeu por completo o bonde da economia, tanto retórico quanto na realidade.

    Vai fazer uma zoeira tremenda, com a anuência da imprensa de sempre, caçando mosquito em elefantes. Que o façam, na absoluta falta de coisa útil. E vamos em frente; vai ser barulhento, mas vai valer a pena.

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  • Os 3 poderes.

    dezembro 31st, 2023

    Muita gente boa por aí está prevendo um ano difícil na relação do governo com o congresso, já dando como exemplo o envio da MP da desoneração.

    Como já discutimos esse assunto em posts anteriores, passo a observar para além da atual disputa.

    Não é que vai dificultar, nunca esteve fácil. O atual governo tem a disposição de governar, fato ausente na administração anterior. Observe o que acontece na Argentina, onde o líder está decidindo nada decidir e retirando a intermediação do estado em tudo. Não resta nenhuma dúvida de que o vácuo deixado por ele será preenchido, tanto pelos congressistas, os governadores das províncias e até pelo judiciário. É mais ou menos o processo que foi iniciado no Brasil pelo governo anterior, que agora o atual executivo está desfazendo, ao reassumir as prerrogativas do poder.

    Governar por ausência não é possível, o tal Presidencialismo parlamentar não passa de uma distorção do acesso ao orçamento. A forma de desgovernar de 2018 a 2022 alimentou apetites que nasceram no golpe contra a Dilma, com o fantoche Temer. Os atuais congressistas foram eleitos com essa expectativa e aos poucos vão se confrontando com a nova realidade, que atualmente tentam resistir.

    É evidente que a situação é desconfortável, obrigando à concessão de recursos que serão empregados de forma dispersa, diminuindo o impacto se fossem utilizados em políticas abrangentes e programáticas. Passam a servir para reformar o chafariz da praça e asfaltar a estrada da fazenda do deputado, obras e serviços medíocres, como são os responsáveis por esse tipo de política pública.

    Qual o apetite dessa turma, afinal? Porque na verdade, não lhes interessa as obrigações do poder, no sentido de estudar, planejar e executar. Fazem o que lhes dá mais retorno com o mínimo de esforço e pretendem continuar assim. Tem lá seus tubarões, tipo Lira. Mas perceba, mesmo um bonachão como Pacheco consegue destaque quando azucrina o governo e o STF. A bagunça é tanta que qualquer um faz e acontece.

    Ambos deixam a presidência no ano que vem, e serão substituídos por algo semelhante ou pior. O que nem importa, porque ao governo, só interessa seguir a pauta econômica e social contratada.

    Falo de 2024, com orçamento aprovado e votado, com a casa mais arrumada, com eleições. Então, o interesse é atravessar 2024 sem muito barulho.

    Ao contrário dos congressistas, muitos candidatos a executivos municipais precisam aparecer e outro tanto precisa construir apoios para o futuro.

    Isso também serve para os governistas, que vão tentar surfar nas realizações do governo que defendem.

    O que tento descrever é um ano onde não teremos grandes mudanças, mas muitos solavancos, muita retórica, muito grito.

    Talvez a grande novidade seja a continuidade da reforma tributária, com a metade que faltou, que tratará da renda e patrimônios, podendo aos poucos ser construída. Acho que sim, será outro parto, mas deve andar.

    A desoneração por MP foi uma grande tacada, chamou os congressistas à responsabilidade fiscal que tanto cobram. O tempo até abril para negociar foi deixado para amadurecer a questão e trazer o realismo necessário. A outra opção é o STF e a cobrança integral nos moldes anteriores, o que seria mais dramático e indesejável para todos.

    Vai ter briga, muita provocação, muita baixaria, mas o rumo foi dado e agora não interessa nada disso.

    Depois vem 2025, e aí a história é outra.

    Falta falar do judiciário, agora encarnado no pavão Barroso e sua necessidade de aparecer, mesmo sem a menor necessidade. Num certo sentido, vale para o legislativo também. Tudo depende do sucesso do executivo. Quanto mais forte os acentos e sucesso econômico, mais a bola dos de lá murcha, porque funcionam ou como promotores do caos ou como estuário de falhas de comando do executivo . Afastadas essas duas hipóteses, resta o papel institucional e cumprir a Constituição. Quem sabe não se acostumam assim, novamente?

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  • 2024

    dezembro 30th, 2023

    Demorou

    2023 não queria ir

    números das vidas

    passam

    em volta do sol

    na mecânica da coisa

    Vai e não volta

    seguimos contando

    renovar esperanças

    arregaçar mangas

    arregaçar olhos

    desconfiar.

    Sorrindo, desconfiar

    vamos para mais.

    Feliz 2024.

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