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Blog do Franco

  • Cartas na Manga?.

    setembro 26th, 2024

    Estamos em época de eleições municipais, e o presidente do Brasil está fora do país em mais uma missão. Ele parece estar mais perto de colher frutos do que continuar plantando. O acordo com a Europa está quase pronto para ser assinado. Apesar das discordâncias em relação ao tratado, é preciso reconhecer a estratégia de aproximação com a Europa, o que pode fortalecer os Brics.

    O Brasil tem o apoio da França para entrar no Conselho de Segurança da ONU, um desejo antigo do presidente Lula. Japão e Alemanha também foram indicados para este novo formato. Ainda assim, tentam evitar a China, o que me parece impossível em futuras ações da ONU.

    A situação da Palestina continua crítica e é alvo de duras críticas internacionais. Rússia e Ucrânia seguem em guerra, com a retórica aumentando e até ameaças de uso de armas nucleares – uma catástrofe que deve ser evitada a todo custo.

    Lula está ocupado com uma agenda relevante. Ele voltará ao Brasil e logo irá ao México para a posse da presidenta eleita. No entanto, sinto falta de suas críticas à política monetária no Brasil, ainda sob controle de Roberto Campos Neto. Fernando Haddad, por sua vez, adia comentários sobre o tema, protegendo seu escolhido para assumir o Banco Central (BC), que continua apoiando decisões questionáveis, incluindo a recente alta de juros.

    Alguns acreditam que estamos esperando janeiro chegar para mudar a política monetária, enquanto outros pensam que estamos evitando agitação até a aprovação do novo presidente do BC pelo Senado.

    Eu, ouvindo Lula falar sobre previsibilidade na economia, imagino um BC alinhado com essa visão atual, talvez com um discurso renovado, mas mantendo os juros altos ao longo de 2025, com uma redução muito lenta.

    Veremos o que acontece.

    Creio que o preço que nossa democracia paga para ser aceita pelas elites financeiras, é como uma tributação colonial, o custo da nossa estabilidade política, uma maneira das elites controlarem o país.

    Sim, estamos melhorando, mas é sempre importante manter o foco no objetivo final: nosso dinheiro deve acumular riquezas que se traduzam em investimentos, empregos e renda. Muito ainda precisa ser feito, e somente uma mudança profunda na política monetária nos permitirá transformar o país de verdade. Até lá, todo esforço é bem-vindo e merece reconhecimento, mas é bom lembrar que ainda é parcial.

  • Prisão de fugitivos das Bets revogada.

    setembro 25th, 2024

    Não tenho ideia das provas que justificaram a prisão de vários donos de sites e apps de apostas online, que aconteceram recentemente. Suponho que sejam convincentes, principalmente por causa do risco de fuga dos suspeitos, como eventos posteriores confirmaram.

    A história da festa em um iate na Grécia, com quase todo o grupo investigado e alguns já com mandado de prisão na ocasião, além da presença do governador Caiado e do Ministro do STF Kassio Nunes, não surpreende, mas é preocupante. Uma nova classe de criminosos poderosos está emergindo, adotando um estilo de vida aceito publicamente, diferente dos bicheiros e traficantes marginalizados do passado. Esses novos milionários parecem interagir com autoridades sem problemas.

    O final desta história ainda está distante, mas o enredo já mostra sinais de impunidade no horizonte. O cancelamento dos mandados de prisão para os fugitivos não deixa dúvidas sobre o que estamos presenciando.

    É desanimador e alarmante. A relação próxima entre autoridades, agora exposta publicamente, é um passo significativo para a desordem social e confirma que apenas certos tipos de pessoas acabam na prisão no Brasil.

    Quanto às fugas, os vazamentos das operações dão aos acusados a chance de planejar seus movimentos com antecedência, o que depois é legitimado por um sistema de justiça que falha em atingir seus objetivos.

    Parece que a justiça só sabe perseguir os pobres.

  • Na Lama.

    setembro 24th, 2024

    O nível dos debates entre os candidatos à prefeitura de São Paulo tem declinado desde o primeiro, atingindo ontem um ponto que exige reflexão.

    A presença do “Coach da Lama” nunca pareceu visar a vitória. Ele sempre aparentou ter outros objetivos, com alguns sugerindo que almeja a presidência em 2026, substituindo o titular do fascismo nacional, que será impedido de seguir na carreira pela ação da justiça eleitoral. E ainda há inúmeros outros processos penais contra ele que inexplicavelmente ficaram para depois das eleições.

    Enquanto a imprensa prossegue na tarefa de normalizar a presença de fascistas violentos nas discussões políticas públicas, sem obrigação legal para isso, lembremos que o candidato em questão não se intimida e espalha sua lama para todos os lados, sem poupar nada nem ninguém. Sobretudo, ataca ideias, projetos e o próprio objetivo do debate, perdido em meio a xingamentos, violência e baixaria extremas. Talvez a busca por audiência e espetáculo oriente alguns pensamentos, o que não é propriamente um erro. No entanto, incluir a violência no debate é um erro inaceitável e deve ser evitado nos próximos encontros.

    Sem tempo de TV, com suas redes bloqueadas pela justiça eleitoral e ignorado pelos concorrentes após agressões gratuitas e constantes, restou ao “Lamaçal” apelar de vez, ultrapassando regras que ele nunca escondeu desprezar.

    Brigas e socos não deveriam surpreender, e foi isso que encerrou o triste espetáculo de ontem, com agressões entre assessores dos candidatos de direita.

    Dizem que as atitudes do extremista favorecem Nunes, pois, em comparação com o delinquente, sua posição ideológica de direita parece mais moderada. Não sei dizer se isso é verdade, mas o fato é que Nunes está recuperando o espaço perdido justamente para o extremista, que agora parece definhar e ficar de fora do segundo turno.

    Em termos numéricos, para Boulos, a disputa com o “Lamaçal” seria mais favorável, com pesquisas mostrando vitória no segundo turno. O mesmo não ocorre no confronto com o atual prefeito Nunes, onde Boulos perde por larga vantagem no segundo turno. O que realmente preocupa é a presença do “Lamaçal” na disputa, degradando a política nacional em sua maior e mais rica metrópole, sinalizando os tempos obscuros, iniciados com o golpe contra Dilma e a sequência tenebrosa de Temer e Bolsonaro.

    O Estadão de hoje prevê uma derrota acachapante do PT e de Lula nas municipais, mostrando mais uma vez o motivo pelo qual suas previsões e compreensão do Brasil são tão equivocadas. PT e Lula não estão disputando estas municipais para vencer a todo custo, mas para derrotar o fascismo, com alianças e apoios variados, devolvendo a política a um caminho mais saudável. O objetivo é afastar o extremismo do tipo “Lamaçal” e Bolsonaro, devolver um mínimo de civilidade, e sim, pavimentar o caminho para 2026, quando Lula disputará e vencerá sua última eleição.

  • Microfone Cortado?

    setembro 23rd, 2024

    De fato, o microfone do presidente Lula foi cortado durante sua fala na ONU, onde ele esteve para defender e assinar o compromisso com o futuro. O nome escolhido sinaliza uma série de ideias sobre como o mundo deveria se comportar e como as políticas nacionais deveriam ser incorporadas no que diz respeito ao combate à fome, preservação do meio ambiente e até cuidados com as mentiras e ataques contra a democracia, frequentemente apoiados por grandes empresas da internet.

    O que faltou explicar ao distinto público é que o tempo disponibilizado para todos os oradores do evento foi de cinco minutos, exatamente o tempo em que o microfone de Lula permaneceu ligado. Mas, quem conhece Lula sabe que, apesar de respeitar convenções, ele não conseguiu – ou não quis – limitar-se aos parcos cinco minutos e completou seu breve discurso logo em seguida, não sem antes concluir seu raciocínio e dar seus recados. Por sinal, bem aceitos, como já estamos acostumados.

    O documento não foi assinado pela Rússia, por motivos que não foram bem explicados – ou que, ao menos, eu não entendi. Mas o aceite dos termos do acordo foi praticamente unânime.

    Sabemos que os acordos na ONU costumam ter boa repercussão, mas uma aplicação efetiva limitada. Este provavelmente não será diferente.

    Lembrei-me da presença do ex-presidente em uma ocasião semelhante, no contexto das queimadas que atingiam o Brasil inteiro, com fumaça cobrindo estados e cidades. O ex-presidente teve a audácia de culpar os indígenas e pequenos proprietários de terras pelos incêndios. Nem é preciso destacar o alívio que sentimos ao nos livrarmos desse traste, e, de certa forma, o mundo parece compartilhar esse sentimento.

    Quanto ao microfone cortado, vi muitas discussões sobre isso, sem distinção de credo ou corrente política. Penso que entender os fatos com mais clareza pode nos ajudar a enfrentar as dificuldades do mundo e aqueles que tentam nos manipular.

    Ouvi pouco sobre as queimadas no Brasil por parte dos participantes do encontro da ONU, nem houve cobrança internacional ao nosso presidente. A questão parece mais interna, e a oposição, que antes negava vacinas e atribuía os incêndios aos indígenas, agora cobra e responsabiliza o atual governo. De fato, é um problema grave e de difícil solução, se é que ela existe. Mas, honestamente, prefiro uma oposição cobrando esse tipo de coisa do que negando vacinas, invadindo hospitais ou atribuindo incêndios às vítimas.

  • Terrorismo de Estado.

    setembro 20th, 2024

    Muito além da ênfase colocada no inédito instrumento de ataque massivo contra pessoas aleatórias e indefesas, o fato mais relevante e negligenciado é o Estado de Israel empregar métodos terroristas para atacar adversários.

    Os alvos não estavam em guerra declarada, e nem poderiam ser escolhidos de forma tão aleatória. Imagine aviões, comerciantes, shoppings, escolas, residências ou outros locais explodindo do nada.

    Foi o que aconteceu.

    Embora ainda haja especulações sobre o que exatamente ocorreu, o alvo seria o grupo Hezbollah, no Líbano. O resultado foi devastador, com dezenas de mortos e centenas de feridos.

    Israel infiltrou espiões no fornecimento de suprimentos do grupo Hezbollah, o que sugere corrupção e uma vulnerabilidade extrema. Vale lembrar que, recentemente, uma bomba explodiu dentro da residência de um oficial de alto escalão, que estava esperando o alvo por semanas ou meses.

    Eu não entendo nada de guerras, erro todas as previsões e não consigo entrar na lógica de matar.

    Faço este registro para tentar colocar as coisas em seu devido lugar: quando uma guerra é declarada, tudo pode acontecer na troca de hostilidades. No entanto, plantar bombas atingindo alvos aleatórios, sem vínculo definido, é um ato terrorista. E, quando cometido por um país, é o mais torpe dos atos.

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  • Favas Contadas?

    setembro 19th, 2024

    É inevitável continuar refletindo sobre a decisão do Banco Central de aumentar a nossa taxa de juros Selic, mirando não apenas o “leite derramado” do bolsonarista que boicota oficialmente a economia nacional. O que preocupa, sobretudo, é o que temos pela frente.

    Estamos aguardando o teor completo do boletim que acompanha as decisões do Copom e que explica as razões para tal. No resumo inicial, observamos um texto ríspido e além da própria decisão. A rigor, os 25 pontos foram poucos, em comparação com a dureza do texto divulgado.

    E já se espera um aumento de 50 pontos na próxima reunião, a última da atual diretoria, em sua maioria indicada pelo governo fascista.

    É depois que a coisa complica.

    Li uma comparação sobre a participação atual do próximo presidente nomeado por Lula — Galípolo — com um mafioso que precisa descarregar seu revólver no cadáver apresentado pelos comparsas, como um ritual de iniciação e aceitação na gangue. Porque é isso que Galípolo tem feito, não apenas agora, mas nas sucessivas omissões anteriores, e agora ao concordar com o primeiro aumento de juros na gestão Lula. De fato, ele “descarregou a arma” em nós.

    Se for assim, como ficamos em relação ao próximo Banco Central? Pessoalmente, não tenho dúvidas: eles irão continuar a atual política contracionista e o boicote ao crescimento do Brasil, porque a visão distorcida e desequilibrada da nossa realidade parece definir claramente as decisões tomadas até aqui, sinalizando uma manutenção futura dessa postura.

    Qualquer coisa diferente disso será uma completa surpresa.

    Infelizmente.

    E, daqui a algumas semanas, mais 50 pontos na taxa sacramentando a administração RCN e inaugurando a próxima de Galípolo.

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  • A Aposta contra o Futuro.

    setembro 19th, 2024

    Seguimos refletindo sobre a decisão do Banco Central de aumentar em 25 pontos a taxa de juros Selic.

    E já apontamos a expectativa de mais 50 pontos na próxima reunião do Copom, além da preocupação com a nova administração, desta vez indicada por Lula, para a continuidade da condução da política monetária no próximo ano.

    Agora, vale a pena observar o comportamento dos agentes econômicos e dos arautos do caos econômico, que deslocam suas críticas e previsões de hecatombes apocalípticas para o equilíbrio fiscal, deixando de lado a batalha que perderam sobre o crescimento da economia.

    Sim, com emprego e renda crescentes, todas as atividades pesquisadas em expansão, resta aos derrotados buscar onde sustentar o regime contínuo de críticas destrutivas e politicamente engajadas, sempre com o objetivo de desgastar e evitar o crescimento da popularidade do atual governo.

    Os termos “surpresa”, “inesperado” e os adversativos “mas”, sempre presentes em todas as notícias econômicas positivas, em sequência interminável, forçaram a trupe a buscar refúgio no único bolsonarista ainda relevante e com poder de fogo para boicotar o governo: o presidente do BC, Campos Neto.

    Mas isso não basta. Foi necessário enquadrar o próximo presidente do BC— temo que, em parte, com sucesso — para que a atual política contracionista prossiga, obtendo sucessivos e crescentes déficits fiscais e aumento da dívida pública. Assim, alimentam o discurso de contenção de despesas, corte dos programas sociais e do investimento, e, por fim, paralisam a economia para derrotar o governo nas eleições futuras.

    O roteiro deles é claro: repetem o mantra da contenção de despesas enquanto defendem juros cada vez mais altos, que só aumentam os gastos e os déficits que dizem querer evitar.

    O jogo está posto. Resta saber se vamos entrar nessa barafunda, de onde não se sai sem deixar o escalpo.

    Hoje saiu a arrecadação de agosto, mais um recorde histórico, acumulando receitas suficientes para sustentar o arcabouço e as previsões econômicas, mas incapazes de enfrentar juros crescentes.

    Foi o que restou para a turma do contra: uma situação delicada e decisiva que precisa ser enfrentada com determinação e acreditando nos rumos de maior e sustentável crescimento.

    Essa é a crença do futuro presidente do Banco Central?

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  • Candidato derrotado reconhece derrota na Venezuela.

    setembro 19th, 2024

    O candidato da oposição derrotado na Venezuela assinou uma carta reconhecendo sua derrota antes de fugir para a Espanha, onde pediu asilo.

    Se reconheceu a derrota, apesar das inúmeras campanhas internas e mundiais afirmando fraudes na apuração, além da publicação de atas próprias que sustentavam a farsa, o que mudou ou provocou o reconhecimento?

    Primeiro, é bom notar que o opositor Edmundo não participou das carreatas da oposição nas ruas de Caracas no pós-eleitoral, quando Corina tentava sozinha levantar a população contra o resultado , que afirmava ter sido fraudado.

    Onde estava Edmundo nessa ocasião?

    A justiça eleitoral, por várias vezes, chamou Edmundo para comparecer e apresentar suas atas, que provassem suas acusações, e ele nunca compareceu a nenhuma das convocações.

    De fato, após as eleições, Edmundo desapareceu da vista do público, surgindo eventualmente em alguns vídeos, onde, sem muito entusiasmo, tentava apoiar Corina na sua contestação dos resultados eleitorais.

    Depois soubemos que esteve escondido em algumas embaixadas, e, por fim, surgiu na embaixada da Espanha, de onde saiu, com a concordância do governo Maduro, para um auto-proclamado exílio na Espanha.

    Agora, torna-se pública uma carta onde reconhece o resultado eleitoral e a vitória de Maduro.

    Ele respondeu dizendo que foi coagido a assinar, mas foi rebatido pelo governo, que afirmou ter toda a negociação para a assinatura filmada, citando também a presença do embaixador espanhol nas tratativas. Em algum momento, veremos os tais vídeos, que Edmundo não desmentiu, assim como o embaixador espanhol.

    Parece-me que Edmundo assume seu papel de fantoche de Corina e, se estava sendo ameaçado, não era somente pelo governo Maduro. Suas atitudes no pós-eleição, de viver escondido e depois deixar o país, mostram uma figura acuada, sem saber para onde correr ou como agir.

    De qualquer maneira, é o fato do dia no que diz respeito às eleições e seus resultados. A oposição perde seu trunfo e não resta mais nada a fazer além de recuar na tentativa de contestar o resultado, que, por sinal, a realidade já impunha.

    Quanto ao Brasil, mesmo que de forma envergonhada e tardia, resta agir como Edmundo e reconhecer o resultado, sem mais delongas, evitando repetir no futuro atitudes de desrespeito às decisões internas de outros países. Já basta, neste mundo, a pretensa polícia mundial dos EUA; esse tipo de postura não nos interessa e nem nos cabe.

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  • Afronta.

    setembro 18th, 2024

    A única palavra que me ocorreu para traduzir a anunciada decisão de, pela primeira vez no atual governo, aumentar a taxa Selic — sem nenhuma razão técnica para tal — é a que dá título ao texto: afronta.

    A dúvida está no montante: 25 ou 50 pontos. No final da tarde de hoje, saberemos.

    É uma afronta, bilionária, interessada, politicamente motivada. Mas uma afronta.

    Traduzida em reais, significa mais R$ 15 ou mais R$ 30 bilhões doados ao rentismo, em detrimento das reais demandas do país.

    O total da despesa pública com auxílio, como o Bolsa Família, representa cerca de 1,7% do PIB, enquanto a despesa com o serviço anual da dívida pública — que cada rodada de aumento dos juros impulsiona — representa mais de 7% do PIB do Brasil.

    Mas o problema, nos ensinam todos os dias os arautos do mercado financeiro, é o salário mínimo e os aposentados que ganham essa “exorbitância”.

    Além dos R$ 50 bilhões dos investimentos do PAC, outro absurdo, segundo aqueles que acumulam os bilhões da Selic.

    Poderíamos passar o dia ironizando o ridículo dos argumentos para justificar o assalto aos cofres públicos com o aumento da Selic nesta altura do campeonato. Mas como a disputa é permanente e amanhã é outro dia, os olhos e a expectativa estão voltados para janeiro, quando o atual governo assumirá a maioria no colegiado que define as taxas de juros do BC.

    As barbas, como dissemos e repetimos inúmeras vezes, estão de molho quanto à eficácia da nova diretoria que assume em janeiro. Mas gente mais esperta do que eu já dizia que “navegar é preciso”.

    Então…

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  • Pressão Fiscal no Câmbio.

    setembro 16th, 2024

    É preciso reconhecer a capacidade ilimitada dos agentes financeiros no Brasil de inventar motivos para justificar os mais altos juros do mundo, mesmo diante da deflação registrada em agosto e de um cenário contábil federal cada vez mais próximo dos objetivos.

    Falar em “pressão fiscal no câmbio” — uma expressão novíssima — em um contexto de cumprimento de metas orçamentárias anunciadas há mais de um ano, após intensos debates, e com um déficit irrisório de 0,25% do PIB, demonstra o empenho de certos interesses financeiros e o desprezo pela inteligência nacional. Sem mencionar que os bancos centrais das principais economias mundiais estão anunciando, para as próximas semanas, quedas expressivas em suas taxas de juros, buscando pousos suaves para a economia, sem sobressaltos, sem recessão e sem deflação. E sem pressionar o câmbio.

    A deflação que nos atingiu, embora sem histórico de definir tendências, é um sinal preocupante para a dinâmica da atividade econômica. O mínimo que se esperaria do nosso Banco Central seria prudência, e jamais mais anúncios de juros ainda mais altos na reunião desta semana.

    Dois aspectos são negativos:

    O primeiro é o nível raso do atual colegiado do Copom, dominado pelo bolsonarismo do presidente e dos diretores, que ainda estão na missão de boicotar o crescimento do Brasil e encher o bolso dos especuladores e bancos.

    O segundo é o efeito nulo da antecipação do nome de Galipolo para assumir a presidência do Banco Central em janeiro próximo. Houve pressão para confirmar seu nome com a expectativa — que nunca foi a minha — de que isso influenciaria as decisões do atual colegiado do Copom e conteria as ações criminosas do atual presidente, Campos Neto. Nada disso aconteceu, nem vai acontecer. O anúncio de um aumento de juros já é público, e ainda criam suspense entre um aumento de 0,25% ou 0,50% pontos, mostrando o descaramento com que lidam com o nosso dinheiro e o desprezo pela realidade. Devem subir, apesar da falta de vergonha, 0,25%.

    O anúncio antecipado de Galipolo foi tão inerte que até sua presença na próxima reunião está ameaçada, supostamente para evitar constrangimentos ou com alguma outra desculpa absurda.

    O fato é que a presença de Galipolo nunca constrangeu ninguém. Suas atitudes são de imensa omissão, e seu futuro mandato sugere um perigoso vácuo nas decisões necessárias que surgem no horizonte.

    Não canso de repetir, e infelizmente, a cada dia os fatos não me desmentem, muito pelo contrário. E subir ainda mais os juros é um sinal claro de que a disputa pelos bilhões desperdiçados todos os anos — enquanto economizamos com aposentadorias de um salário mínimo — exigirá um esforço enorme para reverter, ao menos um pouco, o descaminho que tomou conta das decisões do Banco Central nos últimos anos.

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