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Blog do Franco

  • Faltou.

    maio 7th, 2018

    É sabido que o segundo mandato de Dilma estava marcado para ser boicotado até sua inviabilização,visando a derrocada do partido dos trabalhadores.

    A aliança que iniciou em
    2005 no chamado mensalão e liderado por Joaquim Barbosa, agora candidato a candidato a presidente, quase conseguiu o objetivo de impedir a reeleição de Lula.

    Mas faltaram à época alguns ingredientes que as experiências das guerras híbridas no oriente médio e o ativismo golpista do judiciário, testados e aprovados em Honduras e Paraguai, acumularam e amadurecerem nas terras brasileiras mais o acréscimo de misóginos das bancadas evangélicas.

    Esse segundo mandato de Dilma já com um cenário de contaminação da crise do subprime norte americano poderia ter sucesso se tivesse forças , que estavam longe, de enfrentar a crise com a volta da Cpmf, imposto sobre heranças e grandes fortunas.

    Ela só conseguiu propor ajuste fiscal moderado sob a condição de um banqueiro.

    Depois entendi que era também essa a avaliação do chamado mercado, que a crise que já nos afligia obrigaria uma nova rodada de perdas e ganhos, sendo o golpe uma antecipação do capital contra uma provável agenda que os afetassem.

    Era o capital ou o trabalho.

    O que acontece hoje no Brasil é uma rodada consciente e programada de um novo acúmulo de capital, com o empobrecimento de quem vende sua força de trabalho.

    O problema é que conduzido por essas bandas sem a calibragem e com acréscimos da cegueira e incompetência dos chamados liberais, que geralmente jogam bebê junto com a banheira fora quando fazem sua higiene.

    Não existe possibilidade dessa agenda, que não passa de rapina apressada,dê resultado.

    Mas isso, o fracasso, já é percebido por mais gente cada dia que passa e esse é o começo da construção de uma saída.

  • Centro

    maio 7th, 2018

    Parece que os problemas no nosso vizinho estão assustando os graúdos por aqui, a possibilidade crescente de fugas de capitais na Argentina somado a crescente perda de iniciativa por falta de legitimidade do governo Temer, deixa a impressão crescente que esperar solução das urnas está ficando por demais incerto e distante.

    Contar com uma terceira e certeira denúncia do PGR contra o presidente postiço é lançar ainda mais lenha nessa fogueira. Se o presidente da Câmara Rodrigo Maia inspirasse algum alento a manobra poderia ser bem vinda, na atual quadra do apoio que Maia tem suscitado entre os brasileiros, é permanecer apostando errado e incerto.

    Sussurram que a libertação do ex presidente Lula poderia distender um pouco esse cenário e traria um alívio e um espaço de tempo necessário nessa travessia até as eleições, essa tese que me parece improvável tem já me ssa semana um teste verdadeiro, até sexta o stf julga eletronicamente a prisão do ex presidente e tem quem diga que vão soltá-lo.

    Não é questão de duvidar ou não, é esperar e ver.

    Começamos essa semana com um olho na Argentina e o outro olho em Curitiba , sem piscar.

  • Sobre o governo de empresários na Argentina.

    maio 5th, 2018

    As notícias que nos chegam do vizinho é que após reunião que avançou madrugada dentro e após ouvidas todas as possibilidades em profunda análise e consideração, chegaram ao denominar comum e inevitável: salve-se quem puder.

    Após três anos de louvores e apoios internacionais, aqui no Brasil também, cercados das mais altas expectativas, o governo de empresários na Argentina decreta sua falência e daqui pra frente o mote é escapar do arrocho.

    Para os empresários que a tudo causaram, evidentemente, o povo que se lasque.

    Lembremos as seguidas nomeações dos mais altos e importantes empresários do setor privado, convocados por Macri para os principais ministérios e cargos de decisão no seu governo. O acerto e o futuro estariam assegurados nas mãos desses sábios.

    Deu-se, previsivelmente, o contrário.

    Precisamos todos guardar o conhecimento sobre as distintas naturezas do que é público e o privado, cuidando de sabermos diferenciar esses interesses tão díspares.

    Dai não sofreremos essas tragédias que tantas vezes nos acontecem, causadas sempre pelas mesmas idéias e os mesmos personagens.

    É claro que um grande empresário pode ser um servidor público de sucesso.

    Mas para isso precisa romper seus vínculos rígidos de classe e governar para todos, o que normalmente é difícil e raro.

    O que é exatamente o que falta na Argentina nesse momento.

    Salve-se quem puder, é o grito que antecede a derrota de todos.

  • Arrecadação sindical

    maio 5th, 2018

    Reproduzi o quadro publicado recentemente nos jornais e que já mostra, poucos meses após a destruição que chamam de reforma trabalhista, o estrago programado e executado e que obtém sucesso estrondoso.

    A destruição do sindicato é obra a que dedicaram-se com afinco e o golpe que procura atingir os trabalhadores precisa destruir primeiro suas lideranças.

    Não se iluda.

    Na nossa história, e também a história desse mundo, é isso, a disputa entre as classes.

    Mas na nossa particularidade a CLT desempenhou papel decisivo na criação e consolidação de um consumo de massas, que servisse de sustento a políticas de desenvolvimento nacional e progresso autônomo.

    Era uma fundação, poderosa,sobre a qual edificamos os estratos médios da nossa sociedade.

    Ao ruir com nossa fundação, o que esperam que ocorram?

    Não é preciso ser um engenheiro para imaginar o que acontece quando retiramos as fundações de um edifício.

    Vai tudo ruir.

    E,digamos francamente, era essa mesma a intenção que a maioria de nós foi incapaz de entender.

    Na batida que vamos, o futuro também é previsível e de nada adiantará dizer e fazer o combate daqui a algum tempo, é agora que estão acontecendo as batalhas.

    Não podemos aceitar novamente um país para 60/70 milhões de pessoas e descartamos os demais, como sempre fizemos.

    Queremos e aprendemos que podemos ter um país em que cabem todos nós brasileiros, sabemos com certeza disso agora.

    É um trágico erro aceitar um país para poucos, porque ao contrário do que você possa achar, isso também não nos presta.

    Seremos tragados todos pela violência, insegurança, insensatez, arrogância.

    E o conforto da repressão e cinismo não vai adiantar.

    Um povo miserável e infeliz não serve.

  • Cogito ergo sum?

    maio 5th, 2018

    “Jornal descobre que especialista frequentemente ouvido pela imprensa americana não existe.”

    O destaque acima pode ser pesquisado quanto a sua veracidade, facilmente, se assim você desejar.

    Optei por não fornecer a fonte porque a notícia me parece por demais importante por si só, até em tese, e aciona alertas da gravidade de conhecermos fontes confiáveis para seguirmos nessa necessidade cada vez mais importante de informação qualificada.

    Faça a sua pesquisa, consulte suas fontes e, mais essa, certifique-se que ele ou ela, existem!

    Para breve anunciam apresentadores dos jornais na TV criados por computadores.

    Nesses casos, combinemos que não farão muita diferença.

    Já os textos, muito mais frágeis para fraudes, mas pretensamente um serviço que exige consumidor qualificado, deverá ser revestido de enorme cuidado com as fontes.

    Não é só questão de fake news, é guerrilha de informação, versões, empurrar a história na direção do que convém.

    Estou aqui nessa trincheira com vocês.

    Lutar pela realidade dos fatos e sua interpretação fiel.

  • Catastrofistas e fracassomaníacos

    maio 5th, 2018

    No fim do governo FHC e em plena campanha de reeleição – que havia sido comprada aos deputados com aprovação de emenda constitucional – a crise econômica já exigia modificações nas bases do plano Real que iam sendo postergadas por necessidade do discurso eleitoral

    Nesse contexto de empurrar com a barriga ninguém melhor que o próprio FHC para cumprir esse papel, duplo. Aproveitava a exposição para rebater as críticas cada vez mais fundamentadas e realísticas e fazia a sua campanha à reeleição dia e noite nas Tvs usando a justificativa que defendia e explicava as dificuldades do momento.

    Começou por chamar aposentados e pensionistas de vagabundos porque aposentavam cedo – ele mesmo aposentado com menos de 40 anos – e, com sucesso obtido, passou a criar neologismos para maior efeito de sua propaganda.

    Quando criou, ou criaram para ele, os insuperáveis ” fracassomaníacos” e “catastrofistas”, sua presença cresceu. Esses slogans que usou contra aqueles que enxergavam os desastres em andamento, o que a realidade mostrou verdadeiros, divertiam o boca-mole marketeiro, que achava graca de si mesmo no deboche aos críticos.

    Era seu estilo, fugir da realidade ridicularizando adversários.

    Quando vejo nosso Temer atribuir ao aumento do desemprego ao fator psicológico de percepção de melhora na economia, explico, com mais gente procurando emprego aumentam os desempregados, segundo a lógica do golpista.

    A atitude e resposta do postiço é uma renovação do estilo debochado e desrespeitoso do velho FHC boca-mole,agora repetida pela mesma necessidade pretensamente eleitoreira mas, concederemos isso ao velho FHC, sem nenhum charme, mesmo o cínico, nenhum.

    Na necessidade de se expor e trocar algumas ideias com o distinto público o nosso golpista não consegue esconder sua personalidade mesquinha, diminuta e rasteira.

    Tenho outros adjetivos em mente, mas é melhor parar por aí.

  • Carry trade.

    maio 4th, 2018

    Esse é o nome dado às operações nas bolsas que consistem em investidores estrangeiros que pegam dinheiro emprestado em seus países de origem, geralmente a juros muito baixo para os nossos padrões, e aplicam nas bolsas de países emergentes.

    São operações de risco e alavancadas, porque na realidade você não tem o dinheiro e arrisca investir um recurso pagando o empréstimo em forma de juros.

    Dessa forma, alavancados por empréstimos, o capital internacional produz rios de dinheiro nos mercados emergentes, contando sempre com o beneplácito dos respectivos governos bananeiros que carecem de dólares para fingir estabilidade e controle inflacionário.

    Esse é o fundo da questão cambial que desde sempre aflige países subdesenvolvidos, como Brasil e Argentina, e é o principal motivo do cuidado com a chamada âncora cambial e a vigilância da cotação para evitar pânico e retirada súbita desse capital especulativo.

    Se o dólar sobe, o investidor estrangeiro vê seus lucros indo para o ralo e saca seu dinheiro no menor ruído.

    Assim, formam-se os efeitos em cascatas.

    Outra questão é o mercado de hedge cambial, que nada mais é do que comprar dólares hoje para usar no pagamento de dívidas em moeda estrangeira no futuro, imaginando que a tragetória do câmbio possa conter riscos de alta essa operação permite previsibilidade no custo da moeda estrangeira.

    Esses movimentos todos, por sua vez, acabam por tensionar o presente uma vez que tudo isso acontece porque a previsão que provaca todas essas operações é a expectativa de alta no câmbio.

    Se os governos desses pobres países não aumentam seus juros de forma exorbitante, dependendo essa decisão de suas reservas em
    Moeda estrangeira serem capazes ou não de abastecer a saída desses investimentos abutres, as aves de rapina em forma de investimentos especulativos sai voando, só a atração de carniça em forma de premios maiores e irresistíveis – juros altíssimos – segura a voracidade desse tipo de negócio.

    Nesse balanço de miséria – nossa- e investimento abutre, sobrevivem os pobres desse mundo, situação que agrava-se com o uso de robôs ligados 24 horas por dia nos mercados e que acionam decisões em tempo real com valores financeiros capazes de desestabilizar países.

    É isso que está acontecendo na Argentina.

    O esforço de recuperação da credibilidade é esse subir juros às estratosferas e garantir recursos para a livre movimentação dos abutres.

    Não é preciso ser um gênio para descobrir onde isso vai parar.

    E, é bobagem ficar nessa de dizer que os problemas vem de fora, porque os problemas sempre vem de algum lugar, depende de nós, países subdesenvolvidos, criarmos as condições para evitar ou ao menos amortecer esses criminosos que chamamos de mercado.

    Por essas bandas é só esperar, já sentem o cheiro da carne apodrecendo e já nos pegam.

  • Em chamas.

    maio 4th, 2018

    Tem dias que duram muito e outros nem tanto.

    Também na vida dos países tem essas coisas, vejamos o caso de nossa vizinha Argentina, que, diferente de nós, escolheu o doidivanas Macri para destruir o país.

    Porque a figura foi eleita.

    Aqui no Brasil o charme portenho nunca enganou, verdade seja dita, mesmo porque os endinheirados daqui só tem olhos para Miami, assim sonham com Obamas e agora Trump.

    O nome do ex presidente do Boca Juniores frequentou certas bocas por aqui, se me permitem o chiste.

    Mas já está sendo rechaçado , pobre Macri, carimbado como social democrata pelos liberais daqui, que assim falando desfazem dos de lá.

    Farinhas do mesmo saco.

    Nosso Temer é da mesma sopa, embora político medíocre, incapaz de vencer eleição majoritária, um operador das sombras que acabou presidente e na falta absoluta de idéias do que fazer, pegou as do PSDB e nos ferrou.

    Se ferrou também, verdade seja dita.

    Da Argentina nos informam que estão reunidos todos os principais assessores com Macri na Casa Rodada,nesse instante da madrugada, arquitetando, talvez, um daqueles planos mirabolantes e destinados ao mais absoluto fracasso que só argentinos sabem fazer.

    Mas vocês já foram avisados do que acontece a seguir: o dia de amanhã será nosso!

    Não há o que fazer por hora,imaginem que já tem economista sugerindo que outra crise séria seria bem vinda para nos convencermos todos, de uma vez por todas, das necessidades de mais reformas.

    Vejam vocês, não entendem e não aprendem nada e com nada, alienados das realidades.

    Nem eles e nem nós, aparentemente, e nem os argentinos que estão na merda antes de nós e ainda por cima por escolha própria!

  • Privilégio dentro do privilégio.

    maio 4th, 2018

    Uma das maiores desgraças atualmente, apesar das pessoas acharem que não, é o ativismo legislativo do STF.

    Mesmo diante do pior congresso possível – “espere até o próximo”, como nos alertava Ulisses Guimarães – e incapaz de escapar do cerco de interesses imediatos e rasteiros, todos devidamente comissionados, nada fazem para cumprir com eficácia seus mandatos.

    Mesmo assim, essa audácia legislativa do supremo é a pior coisa que poderia estar acontecendo.

    Porque, entre outras coisas, além do caos que causam, é que estão gostando e não vão parar espontâneamente.

    Alguém ou alguma coisa terá que fazê-lo.

    Até lá, teremos que assistir a esses espetáculos de hipocrisia e demagogia, como o de ontem na votação unânime das mudanças no foro dos deputados e senadores.

    Mudanças que, verdade seja dita, foram boas.

    Tão boas que vossas excelências esqueceram de ampliar, incluindo juízes e procuradores na mudança.

    Sim, porque não o fizeram, mantendo a casta do judiciário com privilégios de foro que negaram aos pobres congressistas.

    Gilmar, sempre ele, para o bem ou para o mal, tentou incluir a todos no seu voto mas foi vencido pela couraça de oportunismo dos demais, a exceção do fiel escudeiro toffoli.

    Conclui-se dessa forma inglória mais um dia de legislação judiciária, tão nobre, intetesseira e corporativa quanto seus pares dos demais poderes.

    Com a desvantagem decisiva da possibilidade de serem afastados periodicamente por voto popular, o que esses juízes fazem é substitui-lo deslegitimando a vontade soberana do povo.

    Isso, por certo, não vai acabar bem.

  • Sell in may and go away

    maio 3rd, 2018

    A maxima da bolsa americana, que segue o calendário anterior às férias de junho lá nos EUA, parece que resolver fincar tendência aqui também.

    Mal começou o mês e as bolsas brasileiras seguem despencando, com o dólar sob vigilância cerrada do banco central e preocupação dos bancos que estariam vendidos em bilhões, de dólares!

    Na falta de boa saúde notícias do país tropical e bonito por natureza, os nossos analistas de investimentos justificam tomadas de decisão com base exclusiva na boa perfomance do país norte americano.

    Já o câmbio está difícil de esconder, ficando com o BC a responsabilidade de segurar a bomba, alegando com isso evitar pressões inflacionárias.

    Uma bobagem, antes dizíamos que falta na praça dinheiro para comprar inflação, hoje os motivos são outros.

    A desvalorização do dólar prejudica aqueles que acreditaram no golpe e estão endividados na moeda, além dos que alavancam posições nas bolsas com esses empréstimos em dólar barato para aplicar aqui no paraíso tropical.

    Agora que a barca está afundando, contam com nosso BC torrando divisas para segurar o prejuízo, que já está acontecendo.

    O excesso de liquidez mundial parece entrar num período de enxugamento e voltamos às velhas questões do pouso brusco ou administrado.

    Brusco ou não,esse é o assunto lá fora.

    Aqui dentro, bem, estamos ferrados!

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