Catastrofistas e fracassomaníacos

No fim do governo FHC e em plena campanha de reeleição – que havia sido comprada aos deputados com aprovação de emenda constitucional – a crise econômica já exigia modificações nas bases do plano Real que iam sendo postergadas por necessidade do discurso eleitoral

Nesse contexto de empurrar com a barriga ninguém melhor que o próprio FHC para cumprir esse papel, duplo. Aproveitava a exposição para rebater as críticas cada vez mais fundamentadas e realísticas e fazia a sua campanha à reeleição dia e noite nas Tvs usando a justificativa que defendia e explicava as dificuldades do momento.

Começou por chamar aposentados e pensionistas de vagabundos porque aposentavam cedo – ele mesmo aposentado com menos de 40 anos – e, com sucesso obtido, passou a criar neologismos para maior efeito de sua propaganda.

Quando criou, ou criaram para ele, os insuperáveis ” fracassomaníacos” e “catastrofistas”, sua presença cresceu. Esses slogans que usou contra aqueles que enxergavam os desastres em andamento, o que a realidade mostrou verdadeiros, divertiam o boca-mole marketeiro, que achava graca de si mesmo no deboche aos críticos.

Era seu estilo, fugir da realidade ridicularizando adversários.

Quando vejo nosso Temer atribuir ao aumento do desemprego ao fator psicológico de percepção de melhora na economia, explico, com mais gente procurando emprego aumentam os desempregados, segundo a lógica do golpista.

A atitude e resposta do postiço é uma renovação do estilo debochado e desrespeitoso do velho FHC boca-mole,agora repetida pela mesma necessidade pretensamente eleitoreira mas, concederemos isso ao velho FHC, sem nenhum charme, mesmo o cínico, nenhum.

Na necessidade de se expor e trocar algumas ideias com o distinto público o nosso golpista não consegue esconder sua personalidade mesquinha, diminuta e rasteira.

Tenho outros adjetivos em mente, mas é melhor parar por aí.


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