As notícias que nos chegam do vizinho é que após reunião que avançou madrugada dentro e após ouvidas todas as possibilidades em profunda análise e consideração, chegaram ao denominar comum e inevitável: salve-se quem puder.
Após três anos de louvores e apoios internacionais, aqui no Brasil também, cercados das mais altas expectativas, o governo de empresários na Argentina decreta sua falência e daqui pra frente o mote é escapar do arrocho.
Para os empresários que a tudo causaram, evidentemente, o povo que se lasque.
Lembremos as seguidas nomeações dos mais altos e importantes empresários do setor privado, convocados por Macri para os principais ministérios e cargos de decisão no seu governo. O acerto e o futuro estariam assegurados nas mãos desses sábios.
Deu-se, previsivelmente, o contrário.
Precisamos todos guardar o conhecimento sobre as distintas naturezas do que é público e o privado, cuidando de sabermos diferenciar esses interesses tão díspares.
Dai não sofreremos essas tragédias que tantas vezes nos acontecem, causadas sempre pelas mesmas idéias e os mesmos personagens.
É claro que um grande empresário pode ser um servidor público de sucesso.
Mas para isso precisa romper seus vínculos rígidos de classe e governar para todos, o que normalmente é difícil e raro.
O que é exatamente o que falta na Argentina nesse momento.
Salve-se quem puder, é o grito que antecede a derrota de todos.
