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Blog do Franco

  • Atração Fatal

    maio 10th, 2023
    Foto por Dustin Tray em Pexels.com

    Os governadores de Minas Gerais e da São Paulo, Zema e Tarcisio, estão ambos cumprindo agenda nos EUA nessa semana, mas de conteúdos distintos.

    Enquanto Zema procura a bolsa de valores e o capital financeiro, para vender as reservas de lítio do estado mineiro, entre outras ofertas inconfessáveis, o seu parceiro Tarcisio vai atrás da extrema direita americana, reunindo-se com o atual governador da Flórida Ron Desantis, virtual rival de Trump na vaga de candidato republicano a presidência por lá.

    Essa movimentação de ambos buscam posições para o futuro jogo da sucessão de Lula, Zema no seu segundo mandato não teria nada a perder se concorrer, Tarcisio teria que fazer essa conta na hora de decidir, sobretudo se a idade do Lula não o impedir de tentar reeleição.

    Zema procura se situar ao centro, ao menos nesse começo, e para isso acenar aos liberais vendendo patrimônio publico insubstituível é a senha para ingressar no clube.

    Tarcisio procura as viúvas do bolsonarismo, mas o fato de escolher Desantis ao invés de Trump pode indicar um movimento de mais longo prazo e não para as próximas eleições presidenciais.

    Ambos sinalizam distanciamento do governo do Lula, quase no limite da ruptura, o que não me parece uma boa ideia para ambos, tentar enfrentar os desafios logo no inicio dos mandatos sem contar com a ajuda do governo federal.

    E ambos com problemas, Zema exatamente por essa pauta de devastação e mineração encontra resistências crescentes na justiça, e Tarcisio no seu relacionamento com os radicais deputados estaduais bolsonaristas que desconfiam da movimentação do herdeiro afoito.

    Temos muito chão a frente até 2026, e primeiro devemos chegar lá melhores, ou bem melhores que estamos hoje, depois veremos.

  • Mentiras sinceras me interessam ( PL 2630)

    maio 10th, 2023
    Foto por Keira Burton em Pexels.com

    A Ministra Rosa Weber e atual presidente do STF e responsável pela pauta dos julgamentos, agendou para o próximo 17 de maio a decisão sobre um processo envolvendo criminilização de conteúdos das plataformas solidariamente ao autor do post.

    Aparentemente o STF esperou a iniciativa do Congresso sobre a votação do PL 2630, que trata desse tema, com o recuo do legislativo o STF retomou o assunto.

    E talvez o resolva ao menos por enquanto.

    A criminilazação dos conteúdos é o ponto de maior resistência das plataformas quando discutem regulamentação do meio, e no caso do STF avançar na sua decisão, como perece que vai, cria uma situação pior para o tráfego de conteúdos do que se regulamentado no Congresso.

    No caso da aprovação de uma PL os tipos de conteúdos seriam tratados segundo um protocolo e crimes previamente definidos, incluindo responsabilidades, um marco ainda inicial mas que balizaria as discussões futuras.

    O corte no STF é rente, aplica o código civil e vida que segue, essa jurisprudência uma vez estabelecida deixa as plataformas e produtores de conteúdos expostos ao juiz de plantão, onde decisões contraditórias são comuns.

    O problema da tramitação da PL 2630 já foi exposto aqui, incluíram jabutis em todos os galhos da árvore e ela desabou.

    E insistem no erro, tentando manter a monetização de conteúdo jornalístico favorecendo as maiores produtoras de mentiras no Brasil, que são as mídias tradicionais, que por sua vez recusam qualquer discussão sobre regras para aquilo que elas mesmos divulgam.

    As discussões no legislativo por hora apontam para desmembrar o PL 2630 ou manter a integridade do texto aprovado em regime de urgência na Câmara.

    Em ambas as propostas em discussão a presença do artigo da remuneração de conteúdo permanece, sem que a contrapartida das regras de conteúdo para o oligopólio midiático sequer seja citado.

    Não dá, jogar outra vez uma boia de salvação para essa turma de precursores reiterados e impenitentes de Fake News não dá, essa ideia de tentar aproximação com eles resulta em alguns convites no Jornal Nacional e na Globo News e depois cem anos de solidão.

    Fora criar condições desfavoráveis para a atuação dos novos meios de divulgação de conteúdos, inclusive jornalísticos, que mais de uma vez , para não dizer todas as vezes, nos salvou de consumir mentiras e manipulações grosseiras da mídia tradicional, o PIG.

  • A Lava Jato tem o germe do fascismo.

    maio 10th, 2023

    O fenômeno do lavajatismo pariu dois ratos e uma cadela, os ratos se revezam em vexames diários nas casas legislativas em Brasília.

    A cadela vive sempre no cio.

    Os ratos não tem um dia que não aprontam uma presepada, Delatan acabou de votar contra equiparação de salários entre homens e mulheres na mesma função, alegando não ser bíblico.

    O parceiro juíz, também conhecido por marreco, é verbalmente espancado no senado, hoje enfrentou o ministro Dino e foi particularmente humilhado pelas falas dele, quando lembrou não fazer conluio com procuradores e que nunca teve uma sentença anulada, referindo-se aos seus 12 anos na magistratura.

    A vantagem que essa gente leva é que normalmente não entendem ironias e então tomam nas ventas e nem se dão conta.

    E como também não dispõem de vergonha na cara, sobrevivem.

    Quem, no entanto, maltratou a gang paranaense com requintes de crueldade foi o ministro do STF Gilmar Mendes, naquele programa da moça que não acha Lula um player da política mais, Gilmar disse que quem vai ter que explicar vendas de decisões não é ele, mas o marreco, e afirma que viu na atuação dos procuradores e do Marreco a semente do fascismo do Bolsonarismo.

    Não sei se a semente, talvez o adubo, que até combina mais com o conteúdo daquelas mentes perversas.

    O fato é que perseguir e criminalizar a política, sobretudo políticas de inclusão e desenvolvimento, de soberania e ideias nacionalistas e populares, abriu uma avenida para o arbítrio desfilar.

    E ele não se fez de rogado.

    Agora estamos na luta para devolver a cadela do fascismo para o buraco, de onde não deveria sair.

    Enquanto isso vamos ouvindo as acusações do advogado da Odebrecht Tacla Duran que acusa os xerifes da lava jato de vender proteção, dando nomes e contas bancárias para as investigações, confirmando as falas do ministro Gilmar.

    Não me surpreende nem um milímetro, seria de espantar que fizessem aquela lambança toda só por burrice.

  • Um Senador da Swat e o Ministro Vingador.

    maio 9th, 2023

    Para a antologia de todos os tempo sobre debates no Congresso tivemos ontem uma adição de peso, quando o Ministro Flávio Dino respondeu uma pergunta agressiva e descabida do senador Capixaba Marcus Do Mal : ” se o senhor é da Swat eu sou dos Vingadores”.

    Os deputados e senadores da oposição, arrependidos da inciativa de uma CPMI sobre o dia 08/01, levados pelo vazamento do vídeo editado mostrando o general do GSI sem mato e sem cachorro nos corredores do Palácio do Planalto invadidos pelas hordas bárbaras, insistem em convidar ministros do governo para tentar alguma lacração e , quem sabe, uma indiscrição que os salve do vexame certo se a tal CPMI vingar.

    Coisa que duvido e não é de hoje.

    De todos os ministros convocados o preferido tem sido o Dino, exatamente por ocupar o cargo de maior responsabilidade e visibilidade sobre os acontecimentos de janeiro.

    Cada vez mais agressivos, cada vez mais despreparados, os congressistas levam para cada pergunta provocativa e raivosa uma invertida proporcional e invariavelmente divertida.

    A de ontem no senador Do Mal superou várias outras ótimas.

    O companheiro senador da bancada capixaba e ex cantor de pagodes gospel Malta, também recebeu uma resposta do ministro, de que é normalmente calmo mas que burrice o exaltava.

    Vários outros tiveram a sua dose de veneno.

    Não sei se continuam nessa de convidar o Dino para responder esse nível de indagações furadas e maldosas, mas torço que sim, continuem, a diversão tem sido garantida.

  • Boric e o Chile profundo.

    maio 9th, 2023

    O jovem presidente Chileno Boric, coleciona uma sequência de derrotas que podem comprometer seu governo e no limite provocar retrocessos políticos importantes.

    Após a vitória eleitoral de seu grupo político, nas esteiras das passeatas semelhantes as ocorridas no Brasil em 2013, a exemplo de várias outras partes do mundo, muitas ou todas elas crises plantadas por interesses ocultos, e que, por exemplo, podem estar ocorrendo atualmente na França.

    Que por sinal começa a acolher algumas manifestação fascistas e nazistas abertamente e ressabiada e sabendo medir consequências, acabou de anunciar proibidas.

    Mas o Chile colheu na direção supostamente oposta, se pensarmos em determinadas pautas consideradas modernas.

    Que não pretendo discutir aqui, até porque concordo com a maioria, somente percebo a utilidade delas no sentido de promover divisões e crises muitas vezes plantadas, acabam provocando situações piores da que existiam antes dos protestos e seus motivos e bandeiras iniciarem.

    Mas repito, no Chile foi o oposto, foi como, e me permita a provocação, foi como se o psol após 2013 ganhasse a eleição presidencial aqui e governasse.

    O psol de 2013, porque o atual é diferente, parece ter aprendido com o resultado amargo da sequência de 2013 e os 20 centavos, que liderou nas ruas, e parece mais pragmático, porque para enfrentar a cláusula de barreira escolheu coligar para continuar existindo.

    Boric, entretanto, venceu, e embalado por 85% de chilenos decididos por uma nova constituição, cansados dos arbitrios e anomalias da ainda em vigor constituição do ditador Pinochet, instalou a comissão da nova carta e a levou pronta para o plebiscito.

    E levou uma lavada.

    Nao saberia detalhes da nova constituição que foi rejeitada, aparentemente misturou alhos e bugalhos, criou um estado pluri alguma coisa e provocou resistências insuperáveis.

    Tão grave a afronta que na nova escolha da comissão que vai escrever uma segunda tentativa de superação da velha herança autoritária, foi mais uma vez surpreendido pelo eleitor selecionando maioria de direita e, pior , de extrema direita.

    O Chile corre o risco agora de uma nova constituição mais velha que a anterior.

    E Boric parece aborrecido e desnorteado.

    Penso que a população chilena mostra sinais contraditórios nessa questão, talvez assustados com as ideias mirabolantes de Boric e seus parceiros, atirou a esmo e acertou na direção contrária.

    Prevejo mais uma constituição que deverá ser rejeitada na hora do futuro plebiscito de promulgação.

    E tanto tempo perdido.

    Que sirva de lição ao jovem Boric e seus camaradas, intentando um discurso neutro mostraram-se na verdade perdidos e sem discurso nenhum.

  • Delação? Para quê?

    maio 9th, 2023

    De ontem para hoje um frenesi de expectativas com relação a vazamentos de conteúdos de celulares apreendidos da turma mais próxima do ex presidente.

    Inclusive do incansável Cid, que aparentemente guardava Dólar em casa e supostamente sacados em conta própria no exterior.

    O Brasil tem essa mania de atingir presidentes através da raia miúda, Collor foi derrubado por uma Fiat Elba e o motorista.

    Vá lá que o onipresente Cid não era exatamente raia miúda, mas se fez de.

    O Anderson Torres foi ontem na PF em mais um depoimento, segundo seus advogados disposto a falar.

    De fato, falou, mentiras.

    Que é direito assegurado, observem, ele não precisa declarar provas contra si, sabemos.

    E também sabemos quem é Anderson Torres, diligente operador do caos, entusiasta do fascismo bolsonarista, envolvido até o pescoço com os bloqueios no dia do segundo turno para atrapalhar a votação do Lula e depois de derrotado na empreitada, na tentativa de comprometer o novo governo com um GLO logo de início.

    Gilmar Mendes ontem disse em entrevista que a política sanitária do ex presidente durante a pandemia foi inspirada no Jim Jones, onde todos deveriam morrer. E, agorinha, Carmem Lúcia liberou para o plenário do STF o julgamento das acusações ao ex apuradas na CPMI da Covid.

    Veja, repare nos fatos descritos nesse texto e tudo feito de memória e lendo notícias públicas e notórias, imagine a quantidade de crimes hediondos descritos, imagine as evidências acumuladas em declarações e ações e omissões dessa turma toda nos últimos anos.

    Dizem que a prova testemunhal é a menos considerada nos processos, acho que da boca mesmo de um acusado só serve uma confissão e pouco mais que isso.

    Nessa montanha de processos e tão fartas e fundamentadas provas, a delação só serve ao acusado para negociar alguma vantagem, nada mais.

    Falem, se quiserem, negociem alguma vantagem, se puderem.

    Para nós, tanto faz, sabemos o que vocês fizeram.

  • O Partido Militar.

    maio 9th, 2023

    O Capitão Bolsonaro é uma espécie de precursor de um estilo sindicalista com prática subversiva no interior da Forças Armadas, um estilo provocador, violento e sabotador, como seria esperado de alguém com sua visão de mundo e treinamento militar.

    Mas que reinvidicava aumento de salários e melhores condições de trabalho para si e seus companheiros de caserna.

    E isso durante a ditadura militar, que acabou por expulsa-lo das forças, num processo que não consigo entender, diante das graves acusações no conceito militar que sofreu e da punição e afastamento com salários e posto preservados..

    Parece aquela punição para juízes ladrões, aposentam com direito a salário integral proporcional e nenhuma outra sanção.

    Nesse aspecto, então, da vida pregressa do ex presidente , podemos dizer que de fato o subestimamos, sua atuação tresloucada ameaçando explodir bombas por aí, como protesto nas suas reinvidicações, mostrava uma pessoa disposta a tudo e com determinação.

    Depois dele, já deputado federal eleito, outros seguiram na sua cartilha de promoção de terrorismo em campanhas salariais, sobretudo no interior das Polícias Militares espalhadas em todos os estados, praticamente todos os governadores enfrentaram greves ilegais de policiais militares, a seu tempo verdadeiras rebeliões e levantes armados.

    Passados os movimentos grevistas das polícias e acordados os novos termos salariais, geralmente acompanhado de inquéritos de lideranças cometendo excessos, seguiam nas assembléias estaduais as negociações de anistias, invariavelmente passando sem problema.

    Mas os líderes dessas rebeliões não passam desapercebidos, tornados heróis, ou sindicalistas fardados com serviços prestados, aproveitavam a fama e lançavam-se em eleições legislativas estaduais e federais, muitos com sucesso.

    Essa a fórmula, consagrada em décadas de práticas e sempre com resultados em anistias e novas lideranças políticas.

    O exército, por sua vez, manteve-se relativamente quieto nesses anos todos, eventualmente alguém da caserna arriscava uma candidatura, mas não era nem de longe páreo para os policiais militares.

    Depois do golpe na Dilma e na prisão de Lula, a presença do exército começou a se fazer sentir,.com recados ao STF, ao Congresso, reintroduzindo a presença militar nas questões civis .

    No velho estilo ameaçador.

    Nesse ponto chegamos à vitória eleitoral do capitão.

    Se no curto mandato do golpista Temer o partido militar começou a mostras as mangas , no governo do capitão assumiu com ele o governo.

    E foi parceiro de ideias, planos , projetos e feitos, numa unidade total do comando das forças armadas e o governo do capitão.

    Que foi um desastre ferroviário em todos os sentidos, repetindo a administração desastrosa dos militares durante o período ditatorial.

    Essa a história.

    Quanto a dar um golpe, no estilo 1964, com tropas e tanques nas ruas, após a derrota nas urnas para Lula, eu tenho muitas dúvidas.

    Mesmo com esses vazamentos de hoje, de alguns assessores do ex planejando em conversas gravadas de celulares, derrubar um governo recém eleito antes de tomar posse.

    Dos envolvidos até agora, nenhum pode ser levado a sério por irrelevantes.

    Quem poderia mesmo ameaçar, não digo conseguir, mas ameaçar, um general com tropas por exemplo, não apareceu nenhum até o momento.

    Quanto ao Anderson que está preso e acusado de facilitar as invasões da Praça dos Três Poderes, o objetivo dele me pareceu obter uma GLO e reforçar a presença militar no novo governo que mal assumira.

    Talvez mais a frente tentariam alguma coisa se sucesso tivessem.

    Lula não caiu na conversa, não chamou a GLO, Garantia da Lei e da Ordem com tropas militares nas ruas, e conseguiu com a ajuda do STF controlar a situação.

    Que segue em processos e depois condenações.

    O novo Chefe do GSI que trabalhou no mesmo cargo com Dilma, mas era do Alto comando na época do impeachment e durante todo o mandato do capitão Bolsonaro, assume palpitando ser contrário ao projeto que manda para a reserva Militares candidatos, eleitos ou não, e o ministro das forças o civil Múcio respondeu que se for para a política que fique por lá.

    Vamos ver quem vence essa parada, esse projeto pode por um freio nessa prática de escalar nas crises militares posições políticas civis; seria bom que esse projeto vingasse.

    A propósito do atual comandante do exército, foi no batalhão dele que Bolsonaro se lançou a primeira vez a presidente, que era uma piada na época .

    E deu no que deu.

    Braga Neto, Mourão, Etchegoyen e Heleno, principalmente, Pazzuelos e outros correndo por fora, qual a contribuição deles todos nos eventos desafortunados dos últimos anos? Onde estão e o que fazem atualmente? As investigações vão atingi-los?

    O partido militar perdeu a eleição, e se não planejava um golpe clássico, certamente planejava penetrar a administração central permanentemente, exercendo os milhares de cargos e ministérios indefinidamente, usando ou o espantalho do capitão ou de qualquer um outro que consiga chegar lá novamente.

    Como um autêntico partido político ocupa os cargos nas vitória e espera e se prepara para as próximas quando derrotado.

    Estão por aí.

  • A conta política da crise da Covid.

    maio 8th, 2023

    Repare como todos os governos nacionais que passaram por essa crise da Covid, agora encarada como endêmica, estão perdendo eleições, inclusive no Brasil, e perdendo até em escolhas de constituintes como acaba de acontecer no Chile.

    Até o eterno presidente Turco Erdogan periga nas eleições em seu pais nas próximas semanas. No caso do Erdogan estamos diante de uma espécie de prova dos nove da tese.

    Diferente até do comportamento do eleitorado após a crise econômica de 2008, quando os efeitos negativos da quebra dos bancos nos EUA atingiram todo o mundo por anos, ainda hoje.

    Talvez a pouca compreensão da natureza das crises provocou esse comportamento, quando preferiram desaprovar administrações e decisões da crise do Covid, e em muitos casos enfrentada com seriedade, diferente do que ocorreu no Brasil, crise essa de natureza imprevisível e inédita para nossa geração.

    Parece existir uma necessidade inconsciente de virar a página.

    Diferente da crise de 2008, quando a responsabilidade pelas pedaladas no mercado acionário americano e mundial tinham nome, endereço e já havia embolsado o lucro.

    Com a conivência de seus respectivos governos e da mídia especializada, que não foram tão duramente cobrados.

  • As Bancadas Temáticas e o novo Congresso.

    maio 8th, 2023

    A presença de bancadas temáticas organizadas para proteger interesses de grupo de poder específicos, as famosas bancadas da bala, do boi e da Bíblia, não é uma força tradicional da distribuição de poder no parlamento brasileiro. Por certo interesses de alguns grupos eventualmente podem colidir com a orientação coletiva normal da liderança dos partidos, em certas votações, e essas individualidades eram ou enquadradas ou até expulsos dos quadros partidários.

    No período da crise que culminou no afastamento da Presidenta Dilma, sem crime de responsabilidade, muito se falou da existência e atuação dessas bancadas temáticas, num sinal inequívoco da desorganização partidária estimulada pela disputa de poder instalado na guerra hibrida interna e externa em andamento.

    Após a posse do golpista Temer essas bancadas temáticas, sempre as principais bala, boi e Bíblia, passaram por um período de acomodação, reforçando o caráter artificial de sua organicidade, de servir de elemento desestabilizador do funcionamento saudável dos partidos.

    No momento seguinte com a vitória de Bolsonaro, parecia que tomariam o parlamento de roldão estimulados pelo discurso de negação da política do presidente eleito, discurso a feição daqueles pretendentes a impor pautas setoriais.

    De fato assim pretendeu funcionar o parlamento no início do desgoverno Bolsonaro, o chefe por si mesmo uma lástima ambulante estimulou e arrastou consigo as bandeiras temáticas dos grupos e logrou por fim desorganizar o funcionamento do Congresso que nunca foi lá essas coisas.

    Com o orçamento secreto das emendas obrigatórias, o governo Bolsonaro reagrupou suas tropa dispersas em discussões privadas, conseguindo aprovar seus projetos no legislativo.

    Dessa forma que os partidos chegaram para esse novo mandato, relativamente reagrupados por bilhões em interesses, comandados pelos presidentes Lira e Pacheco e acostumados por essa distribuição indiscriminada de recursos.

    Mas o resultado da eleição foi outro.

    E aos poucos o orçamento secreto deixou de existir, os encaminhamentos de emendas passou para outras mãos, o reagrupamento dos partidos na novidade das federações alinhavando parcerias impensáveis e tudo isso ainda em período de testes.

    Estamos nos aproximando das grandes votações, Arcabouço Fiscal ,Reforma tributária e alguns Medidas Provisórias.

    E já neste período que antecede essas votações, no aquecimento, algumas menções as bancadas temáticas ressurgem no horizonte. Na votação da PL 2630 novamente ouvimos as opiniões desses auto intitulados porta vozes temáticos, em simbiose indispensável com aquela mídia Chacrinha, que não veio para explicar nada senão para confundir.

    Nesse processo de formação das federações, na novidade do arranjo e durante a lua de mel de partidos com visões distintas em acomodação, voltar a falar em bancadas temáticas e voltar a dar voz e ouvidos a essa turma só serve para tumultuar e dividir novamente os partidos, agora federações.

    Não vão parar, servem para certos propósitos.

    Ficar de olho.

  • Chutando o balde.

    maio 8th, 2023

    Um Presidente pode muito, mas não pode tudo.

    Esse sábio ditado quase descreve essa disputa do governo , e sobre todos do Presidente, na disputa com o Banco Central e sua política de juros.

    Quase, porque nesse caso o presidente pode tudo.

    Pode aumentar a meta de inflação, através dos votos de Haddad e Tebet na decisão do Conselho Nacional que decide o tema, pode negociar no Senado a substituição do Campos Neto por insuficiência e pode até acabar com essa independência do Banco Central com a concordância do Senado.

    Enquanto não decide o que vai fazer, porque ele vai, detona o Campos Neto por onde passa e cada vez sobe um tom.

    Dessa vez além do tom, chutou a canela do Campos Neto, chamou de impatriota, equivocado dono da verdade , indicado pelo governo derrotado e a quem ainda serve e mostrou que sua paciência esgotou e não vai mais admitir esse crime contra o Brasil.

    Campos Neto e todos os demais interessados no dilema perceberam o duro recado, estão silenciosos agora, sabem que não foi igual aos avisos anteriores, Lula, como escrevi acima no título, resolveu chutar também o balde e entornou.

    Não tem retorno, talvez a melhor imagem fale do leite derramado e não dá água.

    De todo modo não tem volta e nem choro, pode acreditar.

    Agora vai.

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