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Blog do Franco

  • Para inglês ver.

    junho 14th, 2023

    Tentei descobrir a origem da frase do título, mas coerente com seu significado não é possível achar uma definitiva. Faça você sua pesquisa e escolha uma explicação.

    Mas todas elas expressam um significado comum, por algum motivo tentou se impressionar um inglês usando falsos artifícios.

    Em que pese os esforços dos bravos deputados e senadores da base governista nas disputas acirradas na CPMI do dia 08/01, tentando avançar no meio de tanta briga e confusão, não consigo afastar a impressão de que todo aquele teatro só serve para manter o inglês distraido.

    É verdade que ontem conseguiram votar um monte de convocações e até quebra de sigilos, a rigor não deixaram ninguém importante de fora da convocação, o fascista e sua trupe de golpistas fracassados foram todos incluídos.

    Depois veremos a eficácia disso, podem todos lá chegar e nada falar, como é o costume nessas comissões.

    A outra CPI que trata do MST é um desastre completo, o presidente e o Relator são dois dos piores tipos disponíveis para conduzir qualquer assunto ou reunião séria, transformando aquilo lá em um circo do início ao fim, com seu relatório já escrito e servindo de roteiro nas conduções dos trabalhos e não como consequência desse.

    Mas ambas servem ao mote do inglês desavisado, miríade de vídeos espalham a performance inútil de parlamentares digladiando e debatendo o invisível, geralmente para si mesmos, porque subtraem na edição tudo o que não interessam distorcendo a real dinâmica nos debates.

    Olha o inglês enganado ai novamente.

    É preciso lembrar que muitos ali foram eleitos assim, inventando escândalos, crises, ofensas, brigas, mentiras deslavadas, fake news, tudo o que podemos de pior imaginar, tudo mesmo, essa gente usou para destacar e aparecer, e alguns realmente chegaram lá e foram eleitos.

    Para, infelizmente, repetirem o comportamento das campanhas durante seus mandatos.

    Talvez por não saberem agir de outra forma, talvez por serem sociopatas incorrigíveis, oportunistas sagazes, psicofantas doentios, fascistas em desenvolvimento.

    Me lembrei daqueles que invadiram hospitais durante a Pandemia para denunciar a grande farsa mundial.

    E esses nem são os piores.

    Repare, eventual leitor, porque esses canastrões seguem fazendo da política um circo, um palco perfomático de triste atuação, e miram a audiência que espero um dia deixar de existir.

    Até esse dia chegar, talvez nunca, saiba que no fundo os tartufos e canastrões conseguiram e mantem objetivos porque descobriram que o inglês desse história somos nós, todos nós, e podem continuar enganando.

  • Vai passar.

    junho 13th, 2023

    O novo governo praticamente está iniciando agora, as piores previsões começam a dissipar, o pessimismo sendo gradativamente superado, alguns sorrisos aparecem a até cobranças bem humoradas quanto ao ainda inexistente, mas prometido, ministério do namoro encontram espaço na agenda do governo.

    Muito trabalho foi e esta sendo feito, agora mesmo interrompo esse texto para ouvir a nova live do presidente e já retorno.

    Bom, seguindo, o bom ambiente só pode ter sido obtido por agora, em vista da expectativa positiva começando a tomar forma na vida efetiva das pessoas, inflação cedendo, melhora no salário mínimo, preço dos combustíveis e a presença constante do presidente trabalhando incansável parecem surgir efeito.

    Muito do antigo governo ronda por ai, uma bancada conservadora majoritária eleita, governadores e prefeitos na mesma corrente atrasada espalhados por todo o Brasil, imprensa negacionista e disposta a manipular e manter a população desinformada, o Banco Central nas mãos do bolsonarismo, muita destruição aguardando solução na preservação do meio ambiente e muito ódio espalhado, inclusive entre supostos religiosos.

    Esse o quadro que estava desenhado para ser mantido e aprofundado, quando foi derrotado pelos progressistas e agora pode ser superado por uma boa governança inclusiva e de partilha.

    Assim vamos superando a herança deixada, mas ainda com a economia patinando e sem crédito, altíssima inadimplência a ver se o programa lançado ajuda a diminuir e baixa poupança e renda das famílias que precisa ser enfrentada, para que esse 2023 não seja ainda pior nesse quesito de consumo das famílias que nos anos da Pandemia.

    Esse risco existe.

    Aguardamos a reforma fiscal, que se confirme a previsão de que representará um novo bolsa família no alcance de sua aplicação, e o pacote de investimentos em infraestrutura que será anunciado dia 02 de julho próximo, como anunciado na live.

    Esse anúncio poderá ser decisivo quanto ao futuro de melhores empregos e salários no curto prazo, sem falar nos desdobramentos que obras importantes representam no circuito do desenvolvimento da economia.

    E prometeu um programa minha casa minha vida para a classe média.

    Que seja a fagulha a incendiar nossa economia, precisamos.

    A superação do atraso passa por uma vida melhor, esperançada, onde faça sentido a escolha no projeto nacionalista desenvolvimentista, onde caibam todos.

    O fascismo espreita e não podemos fracassar.

  • O Acordo UE e Mercosul.

    junho 13th, 2023

    Recebemos ontem a visita da presidente da comissão da UE, uma senhora simpática para os padrões europeus, que aproveitou a declaração formal final sobre as reuniões com nosso governo e com o presidente Lula sobre o acordo União Europeia e Mercosul, para muitos elogios ao Brasil e particularmente ao presidente.

    Antes dela falou o presidente Lula leu a sua declaração e nos deixou muito explicita a enorme dificuldade de que o acordo com a União Europeia, que se arrasta desde 1997, seja concluído de fato.

    Acordo que foi assinado pelo ex presidente fascista e sua trupe de desavergonhados em 2019, mas que passa por período de consolidação para posterior aprovação de todos os países envolvidos.

    Lula alencou os principais obstáculos a conclusão do acordo, citou as modificações introduzidas unilateralmente pelos europeus no tratado em março desse nesse ano e que preveem sanções no caso de descumprimento de metas ambientais, salientou que parceiros não impõem sanções, avisou que não abre mão de compras do governo direcionadas prioritariamente para o mercado interno, e não tocou no prazo para a conclusão da negociação..

    A parte europeia, em mesuras e elogios, repetia que o prazo para a assinatura seria ainda esse ano, anunciou auxilio ao fundo amazônico de 20 milhões de euros, uma mixaria, anunciou promessas de investimento privado na nossa região e repetiu que o prazo para conclusão seria até o fim do ano, e repetiu depois novamente.

    Procurei saber a opinião de terceiros sobre o futuro do acordo, há quem diga que ele vai sair, o que eu duvido.

    E nem faço questão, muito antes pelo contrário, o acordo é uma armadilha para a nossa reindustrialização, um alçapão sem fundo para garrotear o nosso desenvolvimento tecnológico e uma espécie de armistício entre David e Golias.

    Vocês sabendo quem é quem nessa história.

    Ficamos assim , segundo o acordo, vendemos banana e melancia sem tarifas, evidentemente concorrendo com os subsídios que os produtores europeus recebem, e em troca compramos sem tarifas os aviões, carros e computadores que eles produzem.

    Ah, e nossas compras do governo precisam incluir os fornecedores europeus nas licitações, sem tarifas por certo.

    O que vocês acham?

    E isso ai incluindo o restante do mercosul, que tem no Brasil o principal fornecedor de manufaturados de suas economias.

    Adivinha o que acontece com a produção de manufaturados brasileiros com a assinatura desses acordos?

    E por que as conversas continuam?

    Me parece que para atender a solicitação dos europeus, que mostram impaciência nesse tema, por certo um grande interesse eles tem e porque o acordo foi assinado em 2019 pelo fascista e precisa de uma solução para ele.

    Mas a declaração do presidente Lula foi muito contundente, a mais que jamais ouvi sobre o acordo, e pode mostrar que ou o Brasil colocou as cartas na mesa e espera uma resposta, ou chutou o balde de uma vez ao mostrar ao mundo as desavenças irreconciliáveis.

    A ver.

  • 6,6 milhões de Hectares desmatados.

    junho 12th, 2023

    A área desmatada durante o governo do fascismo equivale a soma dos estados de Sergipe e Rio de Janeiro, esses são os números que começam a aparecer após a derrota do projeto de destruição.

    6,6 milhões de hectares.

    Também os números dos desempregados estão sendo reavaliados, começam a aparecer estudos criticando os critérios impostos ao IBGE para esconder a realidade de empregos precários e mal remunerados transformados em positivos nas estatísticas do governo derrotado.

    Mas queria voltar ao desmatamento.

    Durante um longo período acompanhei o mercado internacional de madeira, para entender para onde ia esse desmatamento criminoso promovido pelo fascismo.

    E o volume de madeira de lei desmatado foi tão grande que provocou uma super oferta desse tipo de madeira de lei rara em todo o mundo, de tal maneira que os preços caíram ao ponto de madeira branca, industrial, produzida de reflorestamento passar a custar o dobro da nossa retirada aqui no brasil.

    Pino passou a valer mais que mogno no exterior.

    Ainda sofremos as consequências do desmonte na fiscalização e desse incentivo a invasão de terras, a área que precisa ser novamente coberta equivale a países europeus e leva um tempo só para repor os fiscais, imagina reprimir essa gente toda tão espalhada nessa área imensa.

    Isso sem falar no garimpo e na emergência de socorrer as vidas indígenas ameaçadas de extermínio, que faziam parte do projeto genocida derrotado nas urnas.

    Projeto idealizado pelos militares, registre-se.

    Um imenso desafio que começa a ser enfrentado e que é fundamental para a nossa presença como peça relevante no debate sobre o futuro nesse mundo.

  • Falta o principal.

    junho 12th, 2023

    Aos poucos todos vamos sendo convencidos de que as perspectivas de crescimento da nossa economia estão fundamentadas.

    E quando isso acontece parece fácil e que caiu do céu.

    Nem uma coisa nem outra, depende inteiramente de decisões acertadas, equilibradas, abrangentes, adequadas, tempestivas e planejadas.

    Tudo o que não acontecia na administração anterior, devidamente derrotada nas urnas por isso mesmo, falta de tudo.

    O humor do mercado começa a voltar, o financiamento privado que estava travado aos poucos retorna, somando aos anunciados esforços do governo de fornecer o indispensável oxigênio do crédito para os negócios reiniciarem.

    Não é secreto o caminho do sucesso, mas por conta de uma visão acumulativa e elitista da sociedade, essa visão de conservar a economia nas mãos de poucos, geralmente imposta a força, como quando derrubaram Dilma para mais uma vez impor ao pais esse modelo.

    Perceba que no momento ainda estamos imersos nele, os números positivos divulgados do PIB revelam que nosso crescimento no ano foi inteiramente devido a agroindústria exportadora, praticamente de produtos primários como soja, milho, carne e pouco empregador e de pouca complexidade tecnológica, com consequente baixos salários envolvidos.

    Mas eles fornecem o piso de que precisamos para saltar, mantendo a balança comercial favorável e a entrada de moedas estrangeiras indispensáveis.

    E falta o resto, emprego de qualidade, bons salários, soluções de ocupação e renda para as massas urbanas, serviços que são os maiores responsáveis pelo nosso PIB, novos estímulos para estudos e pesquisas, turismo em suas novas e variadas modalidades e distribuição de renda.

    O que já está em andamento, alguns analistas mais espertos enxergam no novo modelo tributário em discussão um novo bolsa família sendo gestado, quando estudam desonerar cesta básica ou até falando em devolver o dinheiro dos impostos desses produtos básicos no momento da compra.

    Por ai vamos construindo o progresso, nós como um pais de grande maioria com renda muito baixa de um, dois até três salários mínimos, quando pactuamos boas políticas nessas faixas de renda promovemos a melhora geral e sabemos disso.

    Nossa história esta cheia de exemplos contrários fracassados, de primeiro fazer o bolo crescer para depois distribuir.

    O bolo até crescia, nunca o suficiente e sobretudo nunca era distribuído.

    O sucesso do primeiro governo Lula se deve a isso, mudança do foco principal de investimento, cuidando da grande maioria e dando condições com financiamento e qualificação de mão de obra para os empresários aproveitarem livremente a base salarial crescente .

    Naturalmente pretendem repetir o sucesso, com novas inciativas como âncora fiscal que pretende ajustar o orçamento pela receita e não somente pela despesa, agora a reforma tributária cuidando de distribuir renda enquanto promove justiça na sua aplicação.

    Permanece a batalha nos juros, inflação, essa em queda, formação de base ajustada no Congresso, que me parece ser móvel e assim deve ficar por um tempo ainda, investimento em comércio internacional de qualidade, atração de novos negócios, participação do estado que estava totalmente inerte.

    Essa a receita do sucesso e, saiba, quando achamos mais petróleo na tal fronteira equatoriana, bombando ainda mais nossa pauta de exportação, não estamos lidando com sorte, mas de resultados de trabalho de alguém que acredita, investe pesado, procura o progresso e o desenvolvimento coletivo e não somente de um pequeno grupo, e depois colhe bons resultados.

    Falta muito, falta quase tudo até, mas quando voltamos para o caminho é preciso saber e entender o que estamos fazendo e pra onde vamos, e explicar o que está acontecendo.

    Fazem 10 anos que jogamos tudo fora, por 20 centavos, por falta de discernimento e fragilidades em nossa informação dos acontecimentos.

    Nunca mais.

  • O Petróleo seria nosso!

    junho 12th, 2023

    Políticos não são conhecidos por falarem a verdade, é preciso sempre ao ouvir algum tentar traduzir a intenção e o sentido das palavras.

    Isso sempre foi assim, mas de uns tempos para cá, talvez possamos afirmar que a partir da ascensão de Trump e um modelo sistemático de usar a mentira para chocar e atrair a atenção, e vitorioso, que toda noção conhecida de avaliar discurso político foi quebrada.

    Muito aconteceu por conta desse modelo, destaco Trump, Bolsonaro e Brexit da Inglaterra, entre tantos.

    Então quando Trump diz alguma coisa, qualquer coisa, fica difícil saber onde quer chegar ou se alguma verdade há nas suas palavras.

    Recentemente retomou sua campanha para tentar retornar a presidência dos EUA, e discursou que no fim do seu governo o caos estava instalado na Venezuela e a essa altura, imagino que se refere ao fato de não estar na presidência, “todo aquele petróleo venezuelano seria nosso!”, afirmou.

    ” Todo aquele petróleo seria nosso!”, dos EUA e não mais dos venezuelanos.

    E, apesar da dificuldade de interpretar, acredito que esta dizendo exatamente o que pensava e pensa.

    E por que o petróleo venezuelano ainda não caiu nas garras dos EUA?

    E a resposta não é óbvia, passa pela resistência do regime Chavista de Maduro, muitas vezes incompreendido e cheio de dificuldades, submetido a boicote severo que arrasou com seu comércio internacional e impediu o pais a vender seu óleo, praticamente sua única fonte de divisas.

    Mas isso mudou, a guerra da Rússia alterou os planos ocidentais quando direcionaram o boicote para as exportações russas de petróleo, desfalcando o fluxo do comércio de petróleo de um dos seus principais fornecedores, abrindo o oportunidade de que a Venezuela retomasse parte de sua exportação para suprir essa necessidade.

    E aos poucos Biden vai retomando a relação com o pais latino, lentamente e de olho na evolução do conflito russo e no cuidado para não reabilitar inteiramente o regime venezuelano aos olhos do eleitorado norte amerinaco e de olho no Brasil de Lula.

    Eu tenho uma tese que a descoberta do nosso pré sal agravou a situação de cerco na Venezuela, quando conseguiram derrubar Dilma e a primeira decisão dos golpistas foi na direção de disponibilizar nosso achado para uso e abuso dos donos desse mundo, o fornecimento por parte da Venezuela ficou sujeito a avaliação de conveniência e necessidade, e decisão por simplesmente não comprar mais petróleo venezuelano foi tomada.

    O pre sal brasileiro entrou na conta ” todo aquele petróleo é nosso”!, do mundo desenvolvido.

    Com a guerra russa, como afirmei, nova situação do mercado de petróleo mundial se estabelece, a prioridade agora é boicotar a Rússia e estamos nesse processo atualmente, até a próxima alteração.

    Num certo sentido a volta de Lula e maiores cuidados na condução de nossas reservas de óleo entram nessa conta, favorecendo a Venezuela, talvez até para no futuro inverter o boicote, sendo a nossa economia a vítima e nossas exportações o alvo, mas para isso as reservas da Venezuela precisam estar acessíveis.

    Esse o mundo em que vivemos.

  • R$4,50

    junho 11th, 2023

    Nosso Brasil, depois do primeiro mandato do presidente Lula, descolou-se da sua sina de dependência do dólar para realizar seu comércio internacional, acumulando reservas em moeda estrangeira em números inéditos na nossa história.

    E agora planeja ainda mais, nem usar a moeda norte americana em todas as suas transações.

    Infelizmente o vizinho Argentina amarga seguidas crises por conta dessa dependência, nos mostrando como uma crise cambial é coisa gravíssima e descontrola inteiramente a economia de um pais com a inflação alta.

    E enquanto eles digladiam com a falta da moeda norte americana, por aqui enfrentamos um tipo de situação oposta, porque estamos a algumas semanas de nosso câmbio com os EUA chegar a R$4,5 por Dólar.

    Essa tem sido a previsão majoritária, baseada em históricos e cálculos potenciais de superávits no comércio internacional, que costumam nem acertarem, mas que servem de referência.

    A dobradinha Guedes/Campos Neto, apostou suas fichas na outra direção, reduzindo juros a números inferiores ao da inflação corrente, com a conhecida consequência de subida do Dólar, nessa dicotomia exata de nossa economia de muitos e muitos anos e que economistas fingem desconhecer, talvez pra vender solução e respostas aos desafios propostos.

    Mas isso sempre foi assim, sobe o juros e cai a cotação do dólar, e vice versa.

    Sempre foi assim durante os mirabolantes planos e objetivos de duplas tais quais Guedes/Campos, manipuladores do mercado que dizem livre enquanto promovem suas cotações ao bel prazer de seus interesses.

    O fracasso não é por acaso, mesmo com juros baratos e o dólar nas alturas, não conseguiram atrair investimento externo e com o aumento da inflação ameaçando a reeleição do líder fascista, deram meia volta invertendo a orientação geral do projeto e colheram assim mesmo a derrota eleitoral e resultados pífios na economia.

    Mas são águas passadas, agora o PIB começa a reagir, a inflação que nunca foi de demanda começa a ceder por conta da ação do governo sobre os preços administrados e falta ainda impor ao Banco Central e sua direção bolsonarista a redução imediata dos maiores e injustificados juros do mundo.

    E em paralelo o dólar vai desvalorizando, aguardando e antecipando a queda dos juros, diferente dos processos liberais que obriga a movimentação sincronizada desses números em sentido opostos, como expliquei.

    Esse câmbio a R$4,50 o dólar trará a inflação para níveis baixos, podendo até, se continuar a cair, prejudicar a receita dos exportadores, dos produtos industrializados produzidos aqui no Brasil, aumentar a importação de supérfluos, encarecer o investimento estrangeiro que quer chegar, coisas desse tipo que também conhecemos e são problemas, digamos, agradáveis de administrar.

    Ah, renovem os passaportes.

  • Além do horizonte.

    junho 10th, 2023
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com

    Dessa vez os adversários não arriscam prognósticos negativos do sucesso do atual governo Lula, parecem mesmo contar com ele e reagem sublinhando aspectos negativos enquanto ignoram acertos .

    Não é uma novidade, mas é diferente quando lembramos das previsões de FHC e de sua mídia parceira de desatino certo e irremediável ainda no primeiro mandato Lula.

    E que foi exatamente o contrário dessa previsão.

    Embora essas Casandras atuem ressabiada nos dias correntes, eu mesmo enxergo um desenho do futuro que não inclui Lula.

    Sim, isso mesmo, nosso timoneiro prepara a sua sucessão diante dos nossos olhos .

    Aos 77 anos e com 80 na próxima eleição, apesar de dizer que pode tentar a reeleição, a verdade é que ele não quer isso e ao assim dizer somente pretende proteger seu escolhido durante a travessia até 2025.

    Haddad.

    Escolhido para cargo central nesse governo atual, presente em todas as decisões cruciais, parceiro de viagens internacionais.

    Dele depende o sucesso do atual governo, enquanto costura pelo centro o seu espaço próprio.

    O futuro próximo do Brasil está no centro, o PT desloca-se gradativamente para lá, e seus principais adversários não estão na política mas na mídia , especificamente Globo, que sonha com o controle desse cenário mas perdeu a força necessária para conquistar.

    Haddad é o centro político disponível no curto prazo, apesar da recusa de setores conservadores em reconhece-lo.

    Essa me parece a tarefa do Lula, expor seu escolhido e aguardar que o sucesso do seu atual governo pavimentar o caminho de uma nova sucessão.

    Parece cedo para essa especulação, pode ser, mas o sucesso do atual governo aponta para Haddad e não Lula.

    E por escolha.

  • A dança das cadeiras.

    junho 9th, 2023

    Uma reduzida reforma no ministério aproxima-se, direcionada nas vagas do União e nos indicados pela Câmara, mal indicados, constata-se.

    Eu até nem cito os nomes dos atingidos, de tão insignificante, no que o próprio partido concorda e pretende corrigir.

    Pode ser que aproveitem e algum outro nome desconhecido entre na dança.

    Não gosto de mudanças assim logo no início do governo, mostram equívocos, avaliação ruim ou precipitação.

    Esses dois aí que vão sem nunca terem sido, encaixam em todas as 3 hipóteses , com uma ressalva de que podem também terem servido de boi de piranha, exatamente para o sacrifício necessário no momento oportuno.

    Parece cruel, e é.

    A troca pretende apaziguar o partido União, no objetivo de consolidar seus votos nos projetos na Câmara que até aqui foram negados.

    Deve funcionar, ao contrário de tantos que enxergam dificuldades insuperáveis e indisponíveis, enxergo um processo conhecido de criar dificuldades para vender as facilidades .

    Como criam dificuldades imensas, vendem caro.

    Fica uma observação sobre o futuro do atual presidente da câmara, o senhor Arthur Lira, um protótipo de coronel em plena atividade e que caminha para enfrentar dificuldades crescentes com a justiça .

    O que para outros tantos com o perfil dele, também não é e nem será nenhuma novidade.

    De repente o horizonte fica mais visível, depois chegam outras nuvens, e assim vamos.

    O governo navega com mar do jeito que for, as vezes mais, as vezes menos, e segue no seu rumo.

    Navegar é preciso.

  • IPCA 3,94% ao ano.

    junho 7th, 2023

    IPCA de 3,94% ao ano acaba de ser divulgado pelo IBGE, confirmando o acerto de reequilibrar preços administrados de combustíveis sobretudo e energia elétrica.

    E veja que salário mínimo segue a regra de aumento em função do PIB e junto com aposentadorias despejam bilhões na economia.

    O salário dos funcionários públicos também foi reajustado, o investimento federal voltou, bolsa família reajustado também.

    Tabela do Imposto de renda atualizada.

    Ou seja, bilhões e bilhões injetados na economia e que não provocam inflação, mas aumentam a arrecadação e realimentam o crescimento geral do PIB.

    Isso foi feito antes, com esses mesmo resultados que estão começando a aparecer agora e o que espanta mesmo nem é novamente constatar isso, mas que essa política não sirva para outros governos e somente para o Lula.

    A resposta não esta no êxito, ele é previsível, conhecido, testado e aprovado.

    Esta em outro lugar.

    Daqui a pouco o Bolsonarista do BC enfia a viola no saco e começa a contragosto o processo que ainda falta acontecer, baixando os maiores juros do mundo e que não influenciaram em nada nesse processo atual de inflação declinando.

    Por mais que o Pinóquio do BC tente atrair para si esse sucesso.

    Daqui a alguns meses ele volta para a tesouraria do Santander e que desapareça de vez.

    Enquanto isso segue a opção da busca pelo equilíbrio orçamentário não mais pela despesa, mas por aumento de arrecadação.

    Vitórias em demandas judiciais sobre critérios de arrecadação estão asseguradas, a garimpagem de frestas por onde vazavam grandes sonegações ou espertezas caminhando e com resultados, reforma fiscal no forno para arrematar, pacificar e definir rumos.

    Vai dando certo, não é pouca coisa não.

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