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Blog do Franco

  • Pânico

    maio 25th, 2023

    Vamos começar falando dos EUA, onde Biden está lutando com o Câmara dominada pela oposição e precisa de autorização para aumentar o déficit no orçamento, que é disparado o maior do mundo, superando o PIB do pais em 50%.

    Não tem vida fácil por lá, para manter a ajuda bilionária a Ucrânia Biden ofereceu cortes de 1 trilhão nas despesas sociais, para tentar chegar a algum acordo que evite o calote da divida.

    Sim, porque por lá o pagamento da dívida pública esta incluída nas despesas nacionais, evidente, mas não tão evidente para nós que insistimos em manter esse custo de financiamento da dívida pública fora dos limites impostos a todas as outras despesas, nosso chamado déficit primário.

    Nos EUA, vejam vocês, além da necessidade de negociar duramente com o Congresso eles estão preparando mudanças na meta de inflação, coisa que por aqui parece provocar arrepios.

    Quanto a arrepios, sustos e temores, parece ser esse o sentimento dominante das reações quanto a atividade do Congresso por essas terras abençoadas por Deus e bonita por natureza.

    O estilo deixa que eu chuto do presidente da Câmara, faz sucesso nas hostes autoritárias e conservadoras, que são maioria , repito, m a i o r i a, e tem somente no governo progressista atual barreiras que evitam impor seus retrocessos, como faziam livremente no governo passado.

    O que não quer dizer que não consigam impor pautas, provocar tensões e colher frutos de interesses distintos do governo eleito, certamente, mas o governo não foi eleito sozinho, também deputados e senadores , governadores etc, foram eleitos, e é com eles que o pais vai seguir, por bem e por mal.

    Não vou entrar na avaliação das propostas da Câmara sobre as MPs que organizaram a administração, também o Marco Temporal que atropelaram ontem, mas está claro o viés ambiental e movimento para dificultar mudanças na área, provocado por ruralistas e conservadores apavorados com iniciativas nessa frente.

    Vamos ver o que vem, imagino que vão encontrar resistências para impor uma pauta regressiva livremente, a sociedade e também o STF, talvez o Senado, devem negociar um meio termo.

    Portanto, não há motivo para pânico, se Biden ou Lula, ou qualquer outro presidente acha que vai fazer o que quer na sua administração a realidade vai impor e frustrar inteiramente sonhos assim.

    E, saibam, se tem alguém que não tem um pingo de ilusão quanto a natureza do desafio a frente, é esse nosso presidente, experiência e jogo de cintura não faltarão.

    O filme está apenas no começo, fique firme na sua poltrona que gritos e sussurros espreitam mas o final será…..não vou dar spoiler, faça você sua previsão.

  • Nunca ouvi falar.

    maio 24th, 2023

    Saiu uma pesquisa sobre o conhecimento dos jovens até os 21 anos, de 17 a 21, da Paraná Pesquisas, sobre o novo Arcabouço Fiscal aprovado por ampla maioria ontem a noite na Câmara dos Deputados.

    Considerando que falamos muito sobre esse assunto nos últimos meses, particularmente sobre a relação do governo com o Congresso, dúvidas sobre a base para aprovação de projetos importantes e sobre o conteúdo de uma decisão que afeta a vida dos brasileiros para os próximos anos.

    O resultado de uma pesquisa, mostrando 77% não sabem de nada sobre Arcabouço Fiscal, 17% ouviram falar e 6% sabem, é exasperante.

    Um sentimento duro para um iniciante na divulgação dos desafios relevantes para o futuro, sobretudo desses jovens, por certo.

    Não sei se reajo corretamente a esse número, porque ele tem tantos significados e tantas perguntas e respostas que escapam a uma breve reflexão, mas queria expressar meu sentimento, mais do que refletir sobre ele, o que farei em seguida pessoalmente.

    Porque a sensação nesse início de proposta que fiz é essa, nesses tempos de escrever sobre fatos e no imenso desafio de atingir as pessoas, não somente por atingir, esta ficando claro que trata-se de remar todos os dias.

    Exatamente essa a sensação, que é preciso remar e remar.

    Por isso é tão importante a motivação correta, do trabalho relevante e constante, os fatos estão lá fora, como a verdade.

    Garimpar é tarefa onerosa, sem descanso, sem trégua, quase solitária.

    Tudo bem, estamos aqui.

  • 372 x 108 Calaboca Aprovado.

    maio 24th, 2023

    Como previsto novo Arcabouço Fiscal foi aprovado na Câmara dos Deputados com votação de aprovação de PEC.

    Foi uma vitória do governo?

    Sim, foi, sobretudo porque enterrou o Teto de Gastos do Temer/Meirelles, e simbolicamente vira a página do impeachment de Dilma. Também o fim da politica de paridade de preço internacional da gasolina entra nessa conta de virada de página.

    O Lira apressou-se a informar ao distinto público que apesar da votação numericamente relevante, isso não significa que essa turma toda apoie o governo.

    Nem ao governo e nem a ele, não apoia ninguém além de si mesmo.

    Sim, sei que fico repetindo isso, mas a cada votação é importante situar os acontecimentos para projetar prognósticos.

    Por exemplo, agora estão lá discutindo para a semana próxima as MPs que organizaram administrativamente o atual governo, mudanças necessárias a cada nova presidencia e que são feitas logo no inicio.

    Pois bem, deputados do centrão com a relatoria das MPs estão reconfigurando parte das mudanças anteriores, na área de meio ambiente e agrária, para reacomodar situações que estão tensionadas, ou a ponto de ficarem.

    Não penso em nada negativo nisso, certamente positivo não é, seria um acerto de contas uma vez que o poder em uma aliança do tipo da nossa brasileira , parece um balaio de gato e alguns arranhões são inevitáveis.

    E é isso, a bancada progressista do meio ambiente não enche uma Kombi e a dos ruralistas enche um auditório, a bancada progressista do campo não enche outra kombi e a ruralista enche outro auditório.

    A hora de explicar isso ao eleitor passou, as escolhas estão feitas e vamos conviver com elas.

    Custe o que custar.

    A propósito, COAF no BC não é tragédia, talvez até conveniente e fica para a próxima.

  • Tragédia e Farsa.

    maio 24th, 2023

    Esses dias aquela dupla da lavajato, DD e o ex juiz, voltaram ao noticiário, DD cassado e o ex juiz atribuindo a si o afastamento do atual Juiz da 13 vara de Curitiba.

    De DD basta mencionar que nem seu partido pretende contestar a decisão do TSE, um 7 a zero que nem a Alemanha impôs ao escrete canarinho que conseguiu fazer um golzinho de honra, DD não teve voto nem do Kassio com K e ai meus caros a coisa é brava pra ele.

    O ex juiz e atual senador enfrentou a Globonews recentemente e não teve ali, digamos, aquele tratamento VIP anterior, uma certa cobrança pairou, nada de mais, mas o suficiente para deixar o ex juiz aborrecido.

    Quanto ao afastamento do Juiz Appio, atual da 13 vara de Curitiba, e herdeiro da lavajato, e em que pese a enorme boa vontade dispensada a ele, por nós, digo, é preciso observar que ele deveria parar de anunciar suas decisões na imprensa, sobretudo as futuras, esse jogo da lavajato precisa encerrar e, mesmo quanto tocado na direção contrária não presta.

    Então seu Juiz Appio, paramos por ai com mídia e seguimos trabalhando para desfazer toda aquela lambança da dupla.

    Repare como tudo que envolve aquela confusão da lavajato é tóxica, o TRF4 que ainda trabalha para proteger os feitos comuns estão perdendo o que restou em suas reputações e se o Juiz Appio atuar mais profissionalmente daqui em diante, e se deixarem, tem muita sujeira por lá para limpar, tanta que o Toffoli deu um jeito de entrar na história do Tacla Duran que nem Lewandowiski em fim de mandato conseguiu.

    Essa atitude com relação a conduta do atual juiz da lavajato, no sentido de atuar nos autos somente, vale mencionar quanto a maneira sensata como o atual governo com o ministro Paulo Pimenta a frente, esta conduzindo sua comunicação.

    Muito criticado no início, Paulo desde sempre afirmou a escolha por conduzir sua pasta sem lançar mão dos métodos do antigo governo, que promovia escândalos artificiais e atraia holofotes nas questões menores e irrelevantes, enquanto passava a boiada ou simplesmente nada fazia, que talvez fosse o que mais queriam esconder.

    Paulo é ajudado pelo fato do atual governo trabalhar muito, estar no início e o produto Lula é de boa aceitação no mercado.

    Para concluir, uma menção ao Livro do Odebrecth, onde insinua que a maneira como a imprensa atuou na lavajato, Globo imagino, parecia um acerto para proteção futura. Proteção futura contra o que , não explicou.

  • Queima de estoque para mudar o mostruário.

    maio 23rd, 2023

    Muitas e variadas e diversas emendas, acréscimos e supressões estão sendo debatidas para a aprovação na Câmara da nova Âncora Fiscal, nenhuma delas trata de mudança da natureza do débito público nacional, a maior e mais verdadeira invenção de nossa contabilidade pública e aquela que esconde de todos aquilo que mais prejudica e compromete o funcionamento da nossa economia : a existência do déficit primário.

    Trato do conceito do déficit, chamado de primário porque exclui das considerações os valores gastos com o financiamento da dívida pública.

    Você sabe disso, nos números finais que chamamos de resultado primário, não entram as vultosas despesas com o pagamento de juros da dívida pública.

    Esse número apuramos no déficit nominal, e ninguém aparentemente dá a menor bola.

    Isso mostra, sem rodeios, a natureza dos debates travados sobre Âncora Fiscal, Teto de Gastos, e coisas do tipo aqui no Brasil, ao simplesmente afastarmos os enormes gastos do financiamento da dívida pública , com os maiores juros do mundo, ignoramos o fator do verdadeiro desequilíbrio do orçamento nacional.

    Pior, a discussão de fundo de Tetos e Âncoras no nosso parlamento, e governo, existe somente para garantir que a trajetória da dívida pública permita garantir que o pagamento dos juros nunca sofra solução de continuidade, garantindo os ganhos bilionários dos que financiam a dívida pública.

    Esse ano, com esses juros que denunciamos aqui todos os dias, serão quase R$ 800 bilhões, um terço do orçamento federal.

    Por isso devemos encarar o tema de Âncora Fiscal dentro dessa realidade, ela não é instrumento de nada, senão de barganha para a travessia do Brasil desse lado para o outro, lembrando que atravessamos a ponte para o futuro recentemente e estamos procurando o caminho de volta.

    O mais urgente possível.

    Mesmíssima comparação podemos fazer, sem cinismo, ou com o menor cinismo possível, quanto a relação entre os poderes legislativo e executivo, depois da administração Cunha e seu orçamento obrigatório, depois e ainda na administração Lira e seu orçamento secreto, não é possível negociar com deputados e senadores atuais sem bilhões de Reais nas mãos.

    Simplesmente não é, e isso nem é um problema tão grande assim, porque vai sendo contornado exatamente com a manutenção de vultosos recursos para as emendas dos legisladores mal acostumados, mas assegurando critérios de transparência e proporcionalidade.

    Também aqui procuramos o caminho de volta, se é que nesse caso há.

    São os pedágios da estrada, aquela do poeta que fazemos enquanto caminhamos, somente atualizada para os postos de pedágio que construímos, ainda antes da estrada.

    Déficit Primário é um equívoco que arrastamos pesadamente preso nos nossos calcanhares, sem incluir as despesas com juros e tratarmos somente do conceito do déficit nominal nas nossas leis de teto e âncoras, limitando todas as despesas e custos igualmente, essa discussão fica parcial e precária, de alcance e seriedade manchada, e por consequência incapaz de lidar e muito menos resolver os verdadeiro problemas do pais.

    Segue assim, e é assim mesmo, os donos do dinheiro nos cobram para que sigamos, veremos até onde e como sair desse rumo.

    Mais adiante, talvez.

  • A Nova Ordem Mundial.

    maio 23rd, 2023
    Foto por Dustin Tray em Pexels.com

    O título acima é uma provocação, no meio de tantas mudanças e distintos horizontes, quem arriscaria um prognóstico ainda no inicio de uma acirrada disputa como vivemos?

    Mas os sinais estão ai, não significam ainda as mudanças definitivas, porque as peças depois de algumas décadas imóveis, ou movendo em uma determinada direção, passaram a mover-se em direção oposta.

    A iniciativa das transformações mundiais desloca-se para o oriente, de maneira inédita, provocando a reação do ocidente nos termos e nas atitudes de séculos coloniais, claro que atualizados, mas que continuam envolvendo guerras, ameaças e industrialização bélica como suporte.

    Funcionou para eles durante os séculos, é de se esperar que tentem repetir, até talvez por não saberem fazer de outra maneira.

    Quem reage distintamente somos nós, sim o Brasil está incluído nessa resistência da volta de modelos coloniais de domínio, juntando forças não mais com aqueles países dominadores e violentos, mas com aqueles que conquistam com trabalho e pacificamente.

    A guerra da Rússia não entra nesse cálculo, porque não é exatamente uma guerra da Rússia, mas também reação a parte desses movimentos de domínio bélico conhecido e extremamente perigoso.

    Claro que longe do ideal, e tomara que fique como uma exceção, porque provocações com a China são e estão frequentes também.

    Mas queria falar do Banco dos Brics, agora conduzido por Dilma, nossa ex presidenta, mesmo tendo assumido recentemente o Banco ela parece que iniciou um deslocamento relevante de conduta, priorizando o comércio entre seus membros sem o uso do dólar como padrão de pagamento e afirmou que o Banco vai atuar para conter danos de seus integrantes no caso de sanções.

    Isso equivale a uma movimentação da rainha num tabuleiro de xadrez, com consequências em todas as frentes.

    Observo para acompanhar, como todo o jogo dinâmico os problemas e soluções mudam rapidamente, e mesmo assim importa distinguir o rumo para saber onde podemos chegar.

    O objetivo é um mundo multipolar, com vários líderes industriais e tecnológicos, ambientalmente equilibrados.

    Não seria o caso de iludir com a reação do mundo rico, o ministro da economia britânico ainda no G7 declarou que não acredita em economia de soma zero, e eu acredito nele, porque sempre somou somente para si, custasse o que custasse.

    Da parte dele, ou deles, não se espera nenhuma mudança, no que deixa a mudança nas nossas mãos.

    E, repare, do que estamos tratando atualmente, comércio mundial, disputas bélicas na Europa, superação do Dólar como intermediário das operações, volta Mercosul, volta do Sul, volta dos Brics, África e Argentina, entre outros temas mundiais relevantes e que definem o futuro nosso e de todos.

    Ninguém mais fala de cloroquina, celebremos o nosso progresso.

    Que seja definitivo.

  • Governo de Coalizão.

    maio 23rd, 2023

    Ouvi por esses dias importantes analistas de esquerda comentando os rumos do atual governo, segundo eles não é que sejam pessimistas mas que governo de coalizão não está dando certo em nenhum lugar do mundo, sobretudo nas Américas.

    Bom, primeiro o que significa dar certo, depois em nenhum lugar do mundo foi demais.

    A questão me parece inversa, onde é que tem algum governo sem coalizão?

    Talvez só nos EUA, mesmo assim um Democrata pula o muro de vez em quando, idem os Republicanos.

    Acho que os desencantados analistas pensavam no Chile, onde de fato o governo de lá quebrou a cara duas vezes recentemente; a primeira na recusa do plebiscito da nova carta constitucional e depois na derrota na eleição dos novos constituintes, que de tão ruins arriscam escrever um constituição pior que a do Pinochet.

    Lá o problema nem me parece de coalizão, mas de identidade, a meninada perdeu a que tinha e não adquiriu uma nova, e deu no que deu e arrisca piorar, como expliquei.

    Por aqui e até onde a vista alcança, seguimos no rumo, sem maioria parlamentar por si, tem que passar por negociações difíceis e complicadas, vamos conseguindo aprovar as medidas mais relevantes.

    A idéia de governar com o povo na rua nem como ameaça serve mais, a influência de fake news e clima de sobressaltos e insegurança já sabemos exatamente onde vai dar.

    Então muita calma, coalizão funciona assim, cada matéria movimenta grupos de interesses distintos e os acordos são móveis e movediços.

    Qual o problema?

    Já tem tempo que alguém sugeriu pra dividir e governar.

    Aqui no Brasil ainda precisa emendar, se é que você me entende.

    Então é isso, semana votamos o novo Arcabouço Fiscal, 40 emendas estão para serem analisadas, e provavelmente afastadas, e todas do Psol e União

    No caso do Psol a gente nem estranha, correm nessa raia deles, arriscando acordos de eleições futuras.

    Não digo São Paulo, onde Boulos goza de espaço pessoal junto aos demais parceiros, mas prevejo um Boulos fora do Psol, já me parece um peixe hora da água, no mesmo processo que afastou Freixo.

    De parcerias assim, verdade, não tem coalizão que aguente.

    Mas não é o nosso caso, porque nem o PT e muito menos o Lula embarcam nessa canoa furada, eles trabalham em conjunto com grupos de interesses distintos e eventualmente até menos nobres, mas em política e na vida, lealdade também conta.

    Vida que segue .

  • Falando sozinho?

    maio 22nd, 2023

    Não deixa de ser divertido observar o espanto da mídia e governos mundiais no drible da vaca que Lula aplicou no palhaço Zelensky.

    Sim, ele é uma espécie de Tiririca Ucraniano e assim tem se comportado na presidência.

    O líder Ucraniano chegou de surpresa (?) na reunião do G7 e tentou pressionar nosso presidente para um encontro público, talvez na esperança de constranger, como Lula deixou somente a ele a opção de um encontro discreto e privado em uma salinha do hotel, o midiático achou melhor não comparecer.

    Mas não só isso aconteceu nessa reunião do G7 e convidados, porque como previsto somente Lula falou sobre a necessidade do fim da guerra Ucrânia e Rússia e o perigo de reinicio da guerra fria anacrônica e perigosa, chegou a lembrar a Macron o risco de acuar uma potência nuclear no continente europeu.

    Também repetiu a falta de eficiência da ONU para solucionar conflitos, paralisada pelos países membros do atual conselho de segurança, que não respeitam nenhuma decisão colegiada. Lembrou ser o mesmo caso de decisões no âmbito da preservação ambiental, onde igualmente ninguém controla ninguém e decisões anteriores não são cumpridas.

    Ou seja, falando de paz e da ineficácia de governança global, Lula foi novamente voz solitária no encontro, embora cada vez suas palavras façam mais e mais sentido.

    Me pergunto se algum dia será ouvido.

    E penso que sim, para as vitrines políticas domésticas os líderes estão cada vez mais pressionados sobre questões climáticas e ambientais, e passam a ser cobrados pelo próprio eleitor quanto aos convites e provocações que ouvem Lula promover, obrigando seus países a responder.

    Ninguém escapa de uma posição clara quanto a preservação ambiental mais, e se o presidente da maior potência ambiental do mundo cobra, alguma resposta há de vir.

    30 milhões de pessoas vivem na região amazônica brasileira, que convivem com a floresta enquanto pressionam os recursos naturais de que dependem para sobreviver, não dispõem de um Éden onde recolher o alimento, mas de uma ambiente onde retiram enquanto preservam para a própria existência.

    Cuidar da floresta significa cuidar desse povo, que vivam em equilíbrio que será sempre difícil e necessitado de renovadas soluções.

    A resposta para a preservação da Amazônia passa por eles, não por soluções abstratas, deles virá a salvação da mata, em convivência mútua e recíproca, ou não virá.

    Além da paz, essa mensagem importante e decisiva foi entregue.

  • A inflação vai cair.

    maio 22nd, 2023

    O discurso da autoridade financeira começa a mudar, de inflação de demanda para reformas estruturais, em ambos os casos o indicado pelo candidato derrotado para conduzir o BC, erra.

    Erra porque a inflação anterior nunca foi de demanda, mas de oferta, num mundo desorganizado pelo COVID e depois a guerra na Ucrânia, cuja efetiva ação sobre os preços no mundo inteiro me é misterioso, pois parece muito mais especulação oportunística.

    De qualquer maneira a resposta dos países desenvolvidos foi também no sentido de aumentar seus juros, talvez mais pela necessidade de segurar compra e venda de títulos na concorrência mundial estabelecida depois da chuva de dinheiro durante a COVID, sim todos atuaram contra a tendência geral de paralisia com muito dinheiro na praça, inclusive doado, como sabemos.

    Isso desequilibrou o fluxo de financiamento dos próprios países, além de aumentar sobremaneira suas dívidas internas e externas, dificultando o refinanciamento e o fluxo normal de compra e venda de títulos de suas dividas , provocando uma corrida ao mercado atrás do dinheiro dos investidores.

    Certo que a derrama de dinheiro provocaria alguma inflação, certo que a guerra encareceu os combustíveis, mas isso tudo não tem nada com demanda e aumentar juros nessas condições não resolve nada.

    Aqui no Brasil o mesmo, o comandante da nau sem rumo do BC desandou a aumentar nossos juros internos ainda antes dos países atingidos pela alta dos preços dos combustíveis, e ainda usa esse argumento da alta generalizada em sua argumentação.

    Exibe até um certo orgulho por ter saído na frente.

    Agora estamos colocando os preços administrados nos seus devidos lugares, sem congelamentos e sem retirar impostos, fazendo os ajustes naturalmente, e a nossa inflação vai encontrando números menores e razoáveis porque nunca foi de demanda, aliás, essa esta reprimida e precisa de estimulo.

    Percebendo isso o capataz do BC ajeita seu discurso e propõem para o futuro reformas estruturais, essas mesma que o chefe dele queria e com os resultados que estamos combatendo nesse exato instante.

    A reforma que precisamos, a mais urgente de todas, é mandar esse sujeito de volta para a tesouraria do Santander, de onde nunca deveria ter saído. Estaria a essa altura, ajudando o Banco Espanhol a fechar agências para economia e atrás de melhores números na bolsa, que é só isso que eles sabem fazer, e mal, lembremos, porque errou na soma de entradas e saídas de dólares no pais no ano passado em bilhões, mais uma história dessas inacreditáveis e mal contadas.

    O governo, em eterna paciência, deixa saber que secretamente estuda mudar a meta de inflação, novamente, e dessa vez parece falar a sério.

    Tem faltado seriedade?

    Talvez por parte do atual Presidente do BC sim, quando muda de argumentos e mantém as maiores taxas de juros do mundo inexplicávelmente.

    Sobre BC me lembrei do Meirelles, na sua época de presidente do BC do governo Lula e foi considerado o melhor BC do mundo.

    E os juros não eram baixos, embora viessem de patamares altíssimos da era FHC e sempre foram declinantes com Meirelles.

    Mas minha lembrança não foi só essa, depois da derrubada da Dilma, Meirelles assumiu a condução da economia do governo Temer, sendo ele o autor desse Teto de Gastos horripilante e nunca cumprido.

    Assim como a ponte para o futuro, que nos levou ao passado de fome e desemprego, e as metas de inflação que também ninguém cumpriu.

    Ou, resumidamente, um desastre o Meirelles na economia.

    Onde o segredo então do ex melhor banco central do mundo?

    Na condução do país rumo ao crescimento econômico com distribuição de renda, inédito, porque sim já houve tempo em que o Brasil cresceu, mas acumulando em poucas mãos a riqueza, como estava repetindo agora com a sequência Meirelles e Guedes, então não são esses que bem conduzem a nossa economia.

    Por isso cuidado Haddad, há perigo na esquina, que tudo que fizermos não repita os nossos pais.

    Nós mesmos já fizemos melhor.

    Façamos novamente.

  • A informação rasa, a IA, o joinha e o acúmulo de conhecimento.

    maio 22nd, 2023

    O uso de IA começa a esboçar um novo mundo, exatamente igual ao anterior, onde análises rasas, superficiais e geralmente equivocadas superam em muito as realizadas com cuidado, conhecimento e profundidade.

    Isso me preocupa, não a concorrência com uma enciclopédia que auto seleciona itens e os encadeia em uma ordem compreensível.

    Um arquivo capaz de selecionar referências dispersas, dados duvidosos, históricos desatualizados e guiados por mais um desses sistemas internos misteriosos e desconhecidos.

    Ou seja, mais ou menos o que sempre aconteceu, de maneira a jato.

    Como dizem ser o lema da cavalaria : rápido e mal feito.

    Evidente que espalhar notícias no texto e citar números não constitui análise de coisa alguma, nem reflexão e muito menos projeções.

    Uma espécie de Conselheiro Acácio online.

    Como esses algoritmos de funcionamento da bolsa que projeta comportamento futuro baseado no passado, que funciona porque condiciona exatamente os robôs que compram e vendem aos bilhões, mas que não estão lidando com o futuro senão com o passado.

    Assim essas IAs espalhadas agirão, disparando compra e venda baseado no comportamento anterior.

    Isso sugere um controle sobre o futuro, mais uma ferramenta de condicionantes, de amarras, de previsibilidade diante do desconhecido.

    Pode servir para tarefas desse tipo, penso, de pesquisa e levantamento de dados, seria um ótimo uso, mas para estudos e análises de conjunturas e pensar o futuro, não serve.

    E aqui voltamos ao ponto, porque dispõem para uso o óbvio, o fácil, aquilo que já existe, disponível para uso das necessidades menores e corriqueiras, enquanto o pensar grande e abrangente , perspicaz e culto, permanece inacessível ou controlado .

    Do mesmo jeito que sempre foi.

    Me preocupa também a velocidade do ato em si, quando a pesquisa que buscava caminhos encontra atalhos disponíveis por deus sabe lá por quem, e nesse rumo e acelerado, o trabalho simplificado acaba por ser trabalho nenhum.

    Muitas atividades estariam supostamente ameaçadas por esse nova tecnologia, até votos de casamento fornecidas pelos robôs estão ganhando espaço.

    E é esse exatamente a questão, porque se nada temos a falar ao outro no dia do próprio casamento, repetir as palavras do robô não me parece razoável.

    Mas provavelmente será, e não muda nada, ou muda o que não faz diferença, além da rapidez.

    Quer dizer que não vai mudar nada?

    Vai mudar muito e a essa altura de forma imprevisível, o que tento expressar é que não muda a natureza das coisas, das relações de poder, do conhecimento.

    Acelera somente na mesma direção do mundo anterior.

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