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Blog do Franco

  • Falta o principal.

    junho 12th, 2023

    Aos poucos todos vamos sendo convencidos de que as perspectivas de crescimento da nossa economia estão fundamentadas.

    E quando isso acontece parece fácil e que caiu do céu.

    Nem uma coisa nem outra, depende inteiramente de decisões acertadas, equilibradas, abrangentes, adequadas, tempestivas e planejadas.

    Tudo o que não acontecia na administração anterior, devidamente derrotada nas urnas por isso mesmo, falta de tudo.

    O humor do mercado começa a voltar, o financiamento privado que estava travado aos poucos retorna, somando aos anunciados esforços do governo de fornecer o indispensável oxigênio do crédito para os negócios reiniciarem.

    Não é secreto o caminho do sucesso, mas por conta de uma visão acumulativa e elitista da sociedade, essa visão de conservar a economia nas mãos de poucos, geralmente imposta a força, como quando derrubaram Dilma para mais uma vez impor ao pais esse modelo.

    Perceba que no momento ainda estamos imersos nele, os números positivos divulgados do PIB revelam que nosso crescimento no ano foi inteiramente devido a agroindústria exportadora, praticamente de produtos primários como soja, milho, carne e pouco empregador e de pouca complexidade tecnológica, com consequente baixos salários envolvidos.

    Mas eles fornecem o piso de que precisamos para saltar, mantendo a balança comercial favorável e a entrada de moedas estrangeiras indispensáveis.

    E falta o resto, emprego de qualidade, bons salários, soluções de ocupação e renda para as massas urbanas, serviços que são os maiores responsáveis pelo nosso PIB, novos estímulos para estudos e pesquisas, turismo em suas novas e variadas modalidades e distribuição de renda.

    O que já está em andamento, alguns analistas mais espertos enxergam no novo modelo tributário em discussão um novo bolsa família sendo gestado, quando estudam desonerar cesta básica ou até falando em devolver o dinheiro dos impostos desses produtos básicos no momento da compra.

    Por ai vamos construindo o progresso, nós como um pais de grande maioria com renda muito baixa de um, dois até três salários mínimos, quando pactuamos boas políticas nessas faixas de renda promovemos a melhora geral e sabemos disso.

    Nossa história esta cheia de exemplos contrários fracassados, de primeiro fazer o bolo crescer para depois distribuir.

    O bolo até crescia, nunca o suficiente e sobretudo nunca era distribuído.

    O sucesso do primeiro governo Lula se deve a isso, mudança do foco principal de investimento, cuidando da grande maioria e dando condições com financiamento e qualificação de mão de obra para os empresários aproveitarem livremente a base salarial crescente .

    Naturalmente pretendem repetir o sucesso, com novas inciativas como âncora fiscal que pretende ajustar o orçamento pela receita e não somente pela despesa, agora a reforma tributária cuidando de distribuir renda enquanto promove justiça na sua aplicação.

    Permanece a batalha nos juros, inflação, essa em queda, formação de base ajustada no Congresso, que me parece ser móvel e assim deve ficar por um tempo ainda, investimento em comércio internacional de qualidade, atração de novos negócios, participação do estado que estava totalmente inerte.

    Essa a receita do sucesso e, saiba, quando achamos mais petróleo na tal fronteira equatoriana, bombando ainda mais nossa pauta de exportação, não estamos lidando com sorte, mas de resultados de trabalho de alguém que acredita, investe pesado, procura o progresso e o desenvolvimento coletivo e não somente de um pequeno grupo, e depois colhe bons resultados.

    Falta muito, falta quase tudo até, mas quando voltamos para o caminho é preciso saber e entender o que estamos fazendo e pra onde vamos, e explicar o que está acontecendo.

    Fazem 10 anos que jogamos tudo fora, por 20 centavos, por falta de discernimento e fragilidades em nossa informação dos acontecimentos.

    Nunca mais.

  • O Petróleo seria nosso!

    junho 12th, 2023

    Políticos não são conhecidos por falarem a verdade, é preciso sempre ao ouvir algum tentar traduzir a intenção e o sentido das palavras.

    Isso sempre foi assim, mas de uns tempos para cá, talvez possamos afirmar que a partir da ascensão de Trump e um modelo sistemático de usar a mentira para chocar e atrair a atenção, e vitorioso, que toda noção conhecida de avaliar discurso político foi quebrada.

    Muito aconteceu por conta desse modelo, destaco Trump, Bolsonaro e Brexit da Inglaterra, entre tantos.

    Então quando Trump diz alguma coisa, qualquer coisa, fica difícil saber onde quer chegar ou se alguma verdade há nas suas palavras.

    Recentemente retomou sua campanha para tentar retornar a presidência dos EUA, e discursou que no fim do seu governo o caos estava instalado na Venezuela e a essa altura, imagino que se refere ao fato de não estar na presidência, “todo aquele petróleo venezuelano seria nosso!”, afirmou.

    ” Todo aquele petróleo seria nosso!”, dos EUA e não mais dos venezuelanos.

    E, apesar da dificuldade de interpretar, acredito que esta dizendo exatamente o que pensava e pensa.

    E por que o petróleo venezuelano ainda não caiu nas garras dos EUA?

    E a resposta não é óbvia, passa pela resistência do regime Chavista de Maduro, muitas vezes incompreendido e cheio de dificuldades, submetido a boicote severo que arrasou com seu comércio internacional e impediu o pais a vender seu óleo, praticamente sua única fonte de divisas.

    Mas isso mudou, a guerra da Rússia alterou os planos ocidentais quando direcionaram o boicote para as exportações russas de petróleo, desfalcando o fluxo do comércio de petróleo de um dos seus principais fornecedores, abrindo o oportunidade de que a Venezuela retomasse parte de sua exportação para suprir essa necessidade.

    E aos poucos Biden vai retomando a relação com o pais latino, lentamente e de olho na evolução do conflito russo e no cuidado para não reabilitar inteiramente o regime venezuelano aos olhos do eleitorado norte amerinaco e de olho no Brasil de Lula.

    Eu tenho uma tese que a descoberta do nosso pré sal agravou a situação de cerco na Venezuela, quando conseguiram derrubar Dilma e a primeira decisão dos golpistas foi na direção de disponibilizar nosso achado para uso e abuso dos donos desse mundo, o fornecimento por parte da Venezuela ficou sujeito a avaliação de conveniência e necessidade, e decisão por simplesmente não comprar mais petróleo venezuelano foi tomada.

    O pre sal brasileiro entrou na conta ” todo aquele petróleo é nosso”!, do mundo desenvolvido.

    Com a guerra russa, como afirmei, nova situação do mercado de petróleo mundial se estabelece, a prioridade agora é boicotar a Rússia e estamos nesse processo atualmente, até a próxima alteração.

    Num certo sentido a volta de Lula e maiores cuidados na condução de nossas reservas de óleo entram nessa conta, favorecendo a Venezuela, talvez até para no futuro inverter o boicote, sendo a nossa economia a vítima e nossas exportações o alvo, mas para isso as reservas da Venezuela precisam estar acessíveis.

    Esse o mundo em que vivemos.

  • R$4,50

    junho 11th, 2023

    Nosso Brasil, depois do primeiro mandato do presidente Lula, descolou-se da sua sina de dependência do dólar para realizar seu comércio internacional, acumulando reservas em moeda estrangeira em números inéditos na nossa história.

    E agora planeja ainda mais, nem usar a moeda norte americana em todas as suas transações.

    Infelizmente o vizinho Argentina amarga seguidas crises por conta dessa dependência, nos mostrando como uma crise cambial é coisa gravíssima e descontrola inteiramente a economia de um pais com a inflação alta.

    E enquanto eles digladiam com a falta da moeda norte americana, por aqui enfrentamos um tipo de situação oposta, porque estamos a algumas semanas de nosso câmbio com os EUA chegar a R$4,5 por Dólar.

    Essa tem sido a previsão majoritária, baseada em históricos e cálculos potenciais de superávits no comércio internacional, que costumam nem acertarem, mas que servem de referência.

    A dobradinha Guedes/Campos Neto, apostou suas fichas na outra direção, reduzindo juros a números inferiores ao da inflação corrente, com a conhecida consequência de subida do Dólar, nessa dicotomia exata de nossa economia de muitos e muitos anos e que economistas fingem desconhecer, talvez pra vender solução e respostas aos desafios propostos.

    Mas isso sempre foi assim, sobe o juros e cai a cotação do dólar, e vice versa.

    Sempre foi assim durante os mirabolantes planos e objetivos de duplas tais quais Guedes/Campos, manipuladores do mercado que dizem livre enquanto promovem suas cotações ao bel prazer de seus interesses.

    O fracasso não é por acaso, mesmo com juros baratos e o dólar nas alturas, não conseguiram atrair investimento externo e com o aumento da inflação ameaçando a reeleição do líder fascista, deram meia volta invertendo a orientação geral do projeto e colheram assim mesmo a derrota eleitoral e resultados pífios na economia.

    Mas são águas passadas, agora o PIB começa a reagir, a inflação que nunca foi de demanda começa a ceder por conta da ação do governo sobre os preços administrados e falta ainda impor ao Banco Central e sua direção bolsonarista a redução imediata dos maiores e injustificados juros do mundo.

    E em paralelo o dólar vai desvalorizando, aguardando e antecipando a queda dos juros, diferente dos processos liberais que obriga a movimentação sincronizada desses números em sentido opostos, como expliquei.

    Esse câmbio a R$4,50 o dólar trará a inflação para níveis baixos, podendo até, se continuar a cair, prejudicar a receita dos exportadores, dos produtos industrializados produzidos aqui no Brasil, aumentar a importação de supérfluos, encarecer o investimento estrangeiro que quer chegar, coisas desse tipo que também conhecemos e são problemas, digamos, agradáveis de administrar.

    Ah, renovem os passaportes.

  • Além do horizonte.

    junho 10th, 2023
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com

    Dessa vez os adversários não arriscam prognósticos negativos do sucesso do atual governo Lula, parecem mesmo contar com ele e reagem sublinhando aspectos negativos enquanto ignoram acertos .

    Não é uma novidade, mas é diferente quando lembramos das previsões de FHC e de sua mídia parceira de desatino certo e irremediável ainda no primeiro mandato Lula.

    E que foi exatamente o contrário dessa previsão.

    Embora essas Casandras atuem ressabiada nos dias correntes, eu mesmo enxergo um desenho do futuro que não inclui Lula.

    Sim, isso mesmo, nosso timoneiro prepara a sua sucessão diante dos nossos olhos .

    Aos 77 anos e com 80 na próxima eleição, apesar de dizer que pode tentar a reeleição, a verdade é que ele não quer isso e ao assim dizer somente pretende proteger seu escolhido durante a travessia até 2025.

    Haddad.

    Escolhido para cargo central nesse governo atual, presente em todas as decisões cruciais, parceiro de viagens internacionais.

    Dele depende o sucesso do atual governo, enquanto costura pelo centro o seu espaço próprio.

    O futuro próximo do Brasil está no centro, o PT desloca-se gradativamente para lá, e seus principais adversários não estão na política mas na mídia , especificamente Globo, que sonha com o controle desse cenário mas perdeu a força necessária para conquistar.

    Haddad é o centro político disponível no curto prazo, apesar da recusa de setores conservadores em reconhece-lo.

    Essa me parece a tarefa do Lula, expor seu escolhido e aguardar que o sucesso do seu atual governo pavimentar o caminho de uma nova sucessão.

    Parece cedo para essa especulação, pode ser, mas o sucesso do atual governo aponta para Haddad e não Lula.

    E por escolha.

  • A dança das cadeiras.

    junho 9th, 2023

    Uma reduzida reforma no ministério aproxima-se, direcionada nas vagas do União e nos indicados pela Câmara, mal indicados, constata-se.

    Eu até nem cito os nomes dos atingidos, de tão insignificante, no que o próprio partido concorda e pretende corrigir.

    Pode ser que aproveitem e algum outro nome desconhecido entre na dança.

    Não gosto de mudanças assim logo no início do governo, mostram equívocos, avaliação ruim ou precipitação.

    Esses dois aí que vão sem nunca terem sido, encaixam em todas as 3 hipóteses , com uma ressalva de que podem também terem servido de boi de piranha, exatamente para o sacrifício necessário no momento oportuno.

    Parece cruel, e é.

    A troca pretende apaziguar o partido União, no objetivo de consolidar seus votos nos projetos na Câmara que até aqui foram negados.

    Deve funcionar, ao contrário de tantos que enxergam dificuldades insuperáveis e indisponíveis, enxergo um processo conhecido de criar dificuldades para vender as facilidades .

    Como criam dificuldades imensas, vendem caro.

    Fica uma observação sobre o futuro do atual presidente da câmara, o senhor Arthur Lira, um protótipo de coronel em plena atividade e que caminha para enfrentar dificuldades crescentes com a justiça .

    O que para outros tantos com o perfil dele, também não é e nem será nenhuma novidade.

    De repente o horizonte fica mais visível, depois chegam outras nuvens, e assim vamos.

    O governo navega com mar do jeito que for, as vezes mais, as vezes menos, e segue no seu rumo.

    Navegar é preciso.

  • IPCA 3,94% ao ano.

    junho 7th, 2023

    IPCA de 3,94% ao ano acaba de ser divulgado pelo IBGE, confirmando o acerto de reequilibrar preços administrados de combustíveis sobretudo e energia elétrica.

    E veja que salário mínimo segue a regra de aumento em função do PIB e junto com aposentadorias despejam bilhões na economia.

    O salário dos funcionários públicos também foi reajustado, o investimento federal voltou, bolsa família reajustado também.

    Tabela do Imposto de renda atualizada.

    Ou seja, bilhões e bilhões injetados na economia e que não provocam inflação, mas aumentam a arrecadação e realimentam o crescimento geral do PIB.

    Isso foi feito antes, com esses mesmo resultados que estão começando a aparecer agora e o que espanta mesmo nem é novamente constatar isso, mas que essa política não sirva para outros governos e somente para o Lula.

    A resposta não esta no êxito, ele é previsível, conhecido, testado e aprovado.

    Esta em outro lugar.

    Daqui a pouco o Bolsonarista do BC enfia a viola no saco e começa a contragosto o processo que ainda falta acontecer, baixando os maiores juros do mundo e que não influenciaram em nada nesse processo atual de inflação declinando.

    Por mais que o Pinóquio do BC tente atrair para si esse sucesso.

    Daqui a alguns meses ele volta para a tesouraria do Santander e que desapareça de vez.

    Enquanto isso segue a opção da busca pelo equilíbrio orçamentário não mais pela despesa, mas por aumento de arrecadação.

    Vitórias em demandas judiciais sobre critérios de arrecadação estão asseguradas, a garimpagem de frestas por onde vazavam grandes sonegações ou espertezas caminhando e com resultados, reforma fiscal no forno para arrematar, pacificar e definir rumos.

    Vai dando certo, não é pouca coisa não.

  • E se o amor vencer?

    junho 7th, 2023

    Nossa Benedita da Silva, Deputada Federal atualmente e ex governante do Rio de Janeiro desde muito anos e que não foi preso, respondendo a imprensa sobre os acontecimentos no Brasil nesses poucos meses de novo governo, decretou : eles ainda não perceberam que o amor venceu!

    É necessário uma dose extra de otimismo para afirmar isso, mas ela pode ter razão porque de fato o ódio perdeu.

    Perdeu o abandono das coisas e das pessoas, perdeu a improvisação no trato da coisa comum, o desprezo pela arte, pela vida, pela ciência, por dialogo, reunião transparente, civilidade, educação e sobraram raiva, ameaças e ódios.

    Muita coisa mais perdeu e ainda, segundo Benedita da Silva, faltam reconhecer a derrota.

    E quem venceu, se ainda não o amor?

    Venceu o cuidado, o respeito, o bem maior, o trabalho, a esperança que já havia vencido o medo e retornou.

    Que são formas de amar.

    Bené pode estar certa, e depende agora de nós acreditar.

  • Dia 22 e o fim do encosto.

    junho 6th, 2023

    Sapo seco mangalô seis vez, sal na porta, vassoura virada, arruda e umbigo tampado, três pulinhos e são longuinho, vira essa boca pra lá, bate na madeira, vento sul traz chuva, em boca fechada não entra mosquito, leite e mel faz mal, mula sem cabeça, lobisomem e vampiro, o coronel e o diabo na garrafa, o diabo na rua no meio do redemunho, encruzilhadas, meia noite no cemitério, cruz invertida, anticristo, apocalipse, anjos e demônios, o Big Bang, fé cega e faca amolada, esquecerem a própria cruz para levar o crucificado, o pobre, o abandonado, o desgraçado, maldição, benção, escuridão, luz, cristão, crente, ateu , agnóstico , nem frio e nem quente, stair way to heaven, redemption song, curupira , cuca, o homem do saco, Zé pilintra, pomba gira, Zé do caixão, vampiros, Frankstein, sexta feira 13, noite de lua cheia, porta de cemitério, tumba de faraó, segunda divisão, rebaixamento, cheque especial, juros cartão crédito, 10 mandamentos, profecias, adivinhações, necromancia, azar, tropeço, tombo, maldição, tromba d’água, enchente, seca, inundação, Pandemia, endemia, surto, raiva, ódio, ambição, olho gordo, raio, trovão, terremoto, guera, fofoca, acidente, desnutrição, roubo, mentira,falcatrua, corrupção, dellagnol, mouro, Lira, Collor, cunha, partido militar, golpe, manipulação, jornadas de junho, não vai ter copa, somente 20 centavos, desmatamento, invasão terra índios, genocídio, saci Pererê, golias, Sansão, homem aranha, Hulk, juiz ladrão, festa da cueca, trf4, república de Curitiba, pulando três ondinhas, oferenda para Yemanjá, roupa branca, azul ou preta, dedos cruzados, reza, chocalho, crucifixo, rosário, templo, oráculo, arruda, Pemba, feitiço, Harry Potter, dragão, rei do gelo, final dos tempos, capa preta , arma branca, tiro cruzado, fila, pensamentos negativos, positivos, súplicas, tiranos, malignos, gangs, quadrilha, mercenários, mula sem cabeça, fantasma, ghost, almas penadas , Poltergeist, extrema direita, nazista, bolsonarista, sicários, sombras, tenebrosas transações, conluio, falso testemunho, grampo,escutas, wire,força tarefa, miliciano, meliante, aos costumes, suspeito, acusado, condenado, vazamento, terrorista, bomba, tanque, metralhadora, motoserra, bico de papagaio, tratorada, passar por cima, centrão .

    Saibam todos, dia 22 nos livramos do encosto .

    vade retro

    amém.

  • Limites a desdolarização.

    junho 5th, 2023

    Penso num breve registro sobre o processo do abandono do Dólar como a moeda dominante no comércio internacional.

    Bancos americanos e correlatos nas principais praças mundiais registram publicamente o declínio do Dólar, e do Euro, como moeda de referência comercial e também da cesta de reservas cambiais .

    Ou seja, na poupança interna dos países a moeda chinesa Yuan começa a aparecer, cerca de 7% do total, e o moeda americana declina para ainda relevante número próximo a 55%.

    O que me parece provável de acontecer primeiro será o Dólar perder a intermediação do uso comercial, com vários países formando blocos onde internamente farão suas compensações em moedas próprias.

    Já como reserva de valor em fundos nacionais, apesar da tendência de queda, ai deve durar mais essa hegemonia.

    Por um motivo específico, diferente dos EUA, que imprimem dinheiro sem lastro e usam baionetas para manter o valor de sua moeda, os Chineses não permitem expansão desenfreada de sua moeda e isso limite o alcance de seu uso.

    O que não quer dizer que isso traga obstáculo intransponível, ao contrário, sinaliza que mais moedas relevantes e um mundo efetivamente multipolar é o melhor caminho para a economia mundial.

    Só leva um pouco mais de tempo para acontecer.

  • A nova política

    junho 5th, 2023

    Estamos naquele momento, e talvez um pouquinho adiantados, provavelmente pelos tempos acelerados que vivemos, em que o governo recém eleito começa a receber críticas e cobranças.

    Nenhum mal nisso, algumas dessas críticas e cobranças são justas, outras precipitadas e exageradas, tudo bem.

    Mas existe aquela, quando a intenção é de desconstruir e prejudicar que o programa vencedor da eleição governe e aconteça.

    Eu sempre comparo com períodos quando as críticas não agem assim, quando ela faz exatamente o contrário, ao promover e apoiar as políticas que historicamente concentram renda, entregam patrimônio a troco de banana, isolam o pais em guetos internacionais e resultam em crescimento baixo da nossa economia.

    Nessas horas não aparecem críticas, ou somente em fatos periféricos, menores, nunca na direção de questionar ou esclarecer decisões ou rumos liberais, sejam eles positivos, raros, ou negativos, frequentes.

    Vivemos isolados da boa informação, da boa análise, das consequências dos feitos, parece que as decisões e suas consequências são duas coisas distintas.

    E assim a mídia tradicinal nos trata, sempre.

    Agora estamos novamente reiniciando o velho ciclo das críticas, muitas vezes fabricadas por eles mesmo, pense se seria possível um deputado obscuro do baixo clero como Eduardo Cunha e agora seu discípulo e sucessor Lira, fazer frente a um governo recém eleito?

    Ou que um burocrata como Campos Neto encarar a maior taxa de juros do mundo como uma decisão aceitável?

    E esses dois agora não saem dos holofotes, porque são exatamente o ariéte do momento, duram um tempo, sabemos.

    Tentam impor a agenda derrotada, defendem a manutenção das decisões derrotadas, tem apoio dos derrotados e imaginam ser isso sustentável.

    E é sempre assim.

    Sabendo disso o governo Lula não bate de frente com esses, pois além de bancadas conservadoras e volúveis, contam com a desinformação que propagam e agora turbinada pelas fake news, e o caminho é comer toda essa gente pelas bordas, com rumos definidos e sabendo assimilar os eventuais tropeços .

    Nenhuma novidade no horizonte, não dependemos deles e o acerto dos rumos do atual governo passa por escolhas e resultados, em emprego, renda e crescimento melhor distribuído, pautas que essa gente faz de tudo para atrapalhar mas que vai sendo reconhecida na sociedade e dela somente depende o poder das boas decisões seguirem em frente.

    Tem muitas frentes essa batalha, a do momento pede pacificar o jogo político na Câmara e aproveitar da economia saindo do coma para seguir dominando a pauta interna e externa, esvaziando as críticas infundadas enquanto assimila e corrige rumos sugeridos pela boa crítica.

    Não é segredo mais que a narrativa precisa ser domada por fatos positivos, a versão falsificada vai ficando pelo caminho.

    Nunca foi fácil.

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