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Blog do Franco

  • O Dia Seguinte.

    julho 1st, 2023

    Estamos todos imaginando qual será o futuro da agenda fascista agora que seu expoente máximo – único? – está fora de combate pelos próximos 8 anos.

    Apesar das dúvidas comuns, não parecem ser muitas as possibilidades disponíveis para a extrema direita.

    O ex-presidente e seus mais próximos seguidores reagiram de forma distinta após a decisão do TSE. Enquanto a claque acenava com a vitimização do mito, o próprio ex-presidente e seus filhos mantiveram o modelo antigo e retomaram os ataques a todos e a tudo.

    A estratégia de vitimização e apelos sentimentais foi utilizada antes do julgamento no TSE. O fato de a claque continuar insistindo nessa estratégia mesmo após o julgamento mostra um certo distanciamento e sinais de que ela não funciona tão sincronizada como antes.

    O ex-presidente pretende retornar ao leito principal de ataques e ofensas, pelo menos no curto prazo. Daqui a algumas semanas, outros processos graves podem obrigá-lo a submergir novamente.

    Quanto à agenda da extrema direita, que inicialmente diríamos que veio para ficar, agora sabemos que ela esteve sempre presente, esperando a sua hora.

    Então, essa hora não chegou e nem vai embora.

    Essa pode ser a conclusão de todo o período para nós; parece que faltava reconhecer esse fato.

    A novidade foi que eles falaram unidos, discursaram unidos e votaram unidos.

    Quantos são eles e para onde direcionarão seus votos?

    Antes da vitória do fascista, as estimativas sobre o eleitorado de extrema direita variavam de 10% a 15% do total. Números que, em uma eleição presidencial, não seriam suficientes para levar um candidato ao segundo turno. No entanto, isso não foi o que aconteceu. O eleitorado extremista cresceu, somando-se ao antipetismo, ao mercado, à direita “cheirosa” e à mídia corporativa, formando uma avalanche vitoriosa na época.

    No entanto, isso provavelmente não se repetirá no curto prazo.

    O conjunto vitorioso de 2018 está agora fragmentado, e assim como o fascismo, está retornando ao leito natural para recomeçar a remar e se posicionar para as disputas futuras.

    Por isso, a herança dos votos é relevante. O ex-presidente praticamente não mudou seus números entre uma eleição e outra, mostrando a resiliência do grupo.

    Mais adiante, é provável que eles se realinhem novamente, com a costura entre eles continuando a ser o antipetismo, mas dificilmente terão um candidato que aglutine tantos interesses nos próximos anos.

    O bolsonarismo está em declínio, mas não é a única expressão da direita, é um centro onde eles se uniram contra o projeto da esquerda. E esse centro está partido.

    O dia seguinte mostra exatamente isso: eles disputam o butim e cada um o faz sem atacar o passado, mas mostrando suas diferenças.

    Nossa democracia não sai fortalecida, apesar do aparente vigor da reação institucional que ainda está em desenvolvimento. A extrema direita também debilitou e dispersou, facilitando o trabalho da aparente limpeza, e a direita histórica tenta herdar os cacos. Mais adiante, eles devem se unir novamente, provavelmente com a direita histórica retomando o domínio.

    O ex-presidente não é um líder partidário; ele fez sua história rondando quartéis e ainda não sabemos quem usou quem. O tempo revelará o papel central dos militares na aventura fascista e que eles são parte do problema no futuro.

    Mas isso é assunto para outra discussão.

    Concluímos sem poder afirmar muita coisa, além do declínio do bolsonarismo e da disputa por seu legado, sem poder apontar os herdeiros.

    Quanto aos progressistas, apesar da necessidade de conhecer o adversário, o mais importante é que façamos a nossa parte. Apoio crítico, sereno, confiante e esperançoso.

    Vida que segue.

  • O Foro de São Paulo.

    junho 30th, 2023

    A esquerda Latina e Caribenha retoma os encontros do Foro de São Paulo, interrompidos pela Pandemia de Covid.

    Desde 1990 promovem reuniões entre os povos Latinos, gradualmente passando de reflexões reativas, para defensivas e eventualmente ativas.

    Não existe ali um conteúdo revolucionário, no sentido restrito do termo. Promovem discussões muitas vezes utópicas, fortalecendo a esperança muito mais que efetivando políticas gerais, estas sempre estão a reboque de realidades locais, distintas entre os países do Foro.

    O que chama a atenção nesta rodada, que segue até domingo próximo, é uma aparente amadurecimento de posições. Os primeiros discursos públicos mostram uma disposição de confirmar escolhas, afirmar identidade e seguir na unidade necessária. Mas tudo direcionado para ações concretas, que vamos acompanhando, que indicam a influência, ao menos neste início, da fase pragmática do Presidente Lula. Neste terceiro mandato e na fase de vida atual, mostra certeza do que precisa fazer e não quer perder tempo em discussões menores.

    Está fazendo como tem feito internamento no Brasil, indo direto aos pontos, exibindo orgulhoso trajetórias, apontando as diferenças e os caminhos.

    O lema do evento é ” integração regional para avançar a soberania latino-americana e caribenha”.

    Muitas vezes usado na propaganda da extrema direita, e até da direita cheirosa, como exemplo de movimento esquerdista revolucionário e comunista, a verdade é que o Foro muito pouco realizou nas últimas décadas. Seu período de glória durou alguns anos, quando convergiram várias lideranças de pensamento próximo, liderados pelo Brasil governado por Lula.

    Ele esta de volta, chama novamente o Foro as falas, e acredito que teremos mais alguns bons anos a frente.

    Volto ao assunto.

  • Super Quinta.

    junho 29th, 2023

    Agora conseguimos uma quinta de fato inesquecível: hoje!

    Senão, vejamos.

    O Conselho Monetário Nacional, composto de Haddad, Tebet e Campos Neto, decidiu agora a mudar o calendário da meta da inflação. Não sei ainda os detalhes, mas o período passa a continuo, deixa de ser anual para cumprimento da meta de inflação. E abre uma avenida para a redução dos juros no segundo trimestre.

    A ideia circulava e não observei resistências a ela. Diferente da mudança da meta em si, que não encontrava apoio no tal mercado.

    Eu penso que foi uma maneira enviesada de obter algum progresso com o BC.

    Mas se o tal mercado prefere ser enganado, que seja. Nosso objetivo é alcançar o mais rápido possível números compatíveis com a necessidade de crescimento da economia .

    A sequência de CAGED acumulada em 12 meses mostrava, praticamente, uma reta apontada para baixo. Sinal de que o gás da economia estava acabando, apesar das contratações persistirem e do esforço do governo.

    Talvez agora tenhamos conseguido renovar o gás necessário e suficiente para uma arrancada.

    Acredito que sim.

    O outro fato inesquecível é a continuidade do processo de inelegibilidade do ex-presidente no TSE. Estamos com 3×1 pela inelegibilidade. Vai concluir provavelmente amanhã, mas os votos que poderiam trazer alguma surpresa foram proferidos, os restantes são conhecidos, fechando em 5×2 contra o ex.

    Guarde a data.

    TBT certeiro.

  • O censo.

    junho 29th, 2023

    Os números do censo começam a circular e um certo espanto acompanha.

    Para não dizer perplexidade.

    Eu sempre olho números grandes, sobretudo relativos a desemprego e população, com reservas.

    Pesquisas em eleições, também. Evidente que estamos lidando com uma especialização em crescente evolução e aprimoramento, embora sujeita a limitações que recomendam cuidado e atualização constante. Não é uma foto, mas um filme – que não passa de uma sequência de fotos – se a pretensão esta na apuração do número mais próximo da realidade.

    Pois bem.

    Quanto ao Censo, que aparentemente sumiu com 10 milhões de pessoas, estimando a atual população não em 213 milhões, como esperado, mas em 203 milhões. Aguardamos as explicações, e estas, até onde eu estou vendo, apontam dificuldades enormes na realização.

    Faltou dinheiro, faltou pesquisador, sobrou isolamento na Pandemia, sobrou terraplanismo e bolsonarismo. Estes, que boicotaram o censo e estão estimados em 5% da população.

    Ou seja, 10 milhões.

    Vamos aguardar mais detalhes, mas prevejo um novo censo antes de 2030 para corrigir esse desastre.

    Ou que me convençam.

    Obs.: Fica a ressalva que o IBGE é sério. Mas, nada, nem ninguém, passa impune pelo fascismo, ainda somado a Pandemia!

  • Há 7 ou 8 anos.

    junho 29th, 2023

    Estou desconfiado que alguma coisa muito séria aconteceu no nosso Brasil há 7 ou 8 anos atrás.

    Praticamente todas as manchetes, análises, comunicados, levantamentos estatísticos, comparativos, históricos, gráficos e declarações, fazem referência a um certo período anterior, frequentemente; exatamente situado a 7 ou 8 anos passados.

    Uma data misteriosa, ninguém fala dela, do contexto, dos fatos e , apesar disto, ninguém escapa do uso repetido e inevitável do marco, quando precisam comentar algum novo dado de nossa economia .

    Obeservem.

    O desemprego voltou aos níveis de 7 ou 8 anos atrás, o dólar, o PIB, os inscritos no Enem, os índices de expectativa positivos para o futuro, balança comercial, inflação, investimento, superávits, etc etc.

    Repetem, repetem, repetem.

    Desconfio que até namoros e casamentos estão voltando a números de 7 ou 8 anos atrás.

    Mas o que aconteceu de lá para cá?

    Melhor, que fato desconhecido foi esse, que marcou nosso calendário e nossas vidas de forma tão relevante, mas que ninguém consegue lembrar?

    Peço aos eventuais leitores, ajuda, quem souber favor comunicar urgente, sobretudo para aquele que são os responsáveis por bem informar a população.

    Eles não fazem a menor ideia do que aconteceu.

  • Arthur Lira.

    junho 28th, 2023

    Todos os dias alguma novidade expondo a desonestidade do atual presidente da Câmara dos Deputados, aparece.

    E sem surpreender ninguém.

    Mesmo o chocante testemunho da ex-esposa, quando acusa Lira de crime de violência sexual contra ela, deixa um sentimento de dejavu.

    O perfil de políticos como o de Lira, é conhecido.

    Infelizmente.

    E mesmo situações como as contidas na acusação da ex-esposa, e que provavelmente ocorrem com muito mais frequência que as noticiadas, não deixam de compor o tipo de perfil político Lira.

    De vez em quando alguém do baixo clero, como são chamados os políticos de pouca expressão, ascendem na hierarquia de comando do legislativo. E nunca surpreendem positivamente.

    Eleitos nas margens das leis, sempre pendurados em alguma liminar, cheios de processos e acusados de crimes muitas vezes sérios. Abrem seus caminhos na marra e na marra exercem seus cargos.

    Muitas vezes sorridentes, como é o caso do atual Presidente Lira.

    Todos os estados mostram figuras iguais em seus representantes. Sugerindo que o problema não esta em enquadrar fulano como coronel, caudilho, chefe ou coisas semelhantes. Por certo um deputado é uma espécie de líder, alguma coisa ele precisa representar para chegar lá.

    E nem colocar a culpa no eleitor, que reconhecemos escolhe seus Deputados com pouco critério e frequentemente esquece em quem votou.

    Acho que estamos em um processo de aglutinação partidária. Depois da ditadura e a permissão de existirem somente dois partidos : Arena da ditadura e MDB da oposição consentida. E após a promulgação da Constituição de 1988, a fragmentação partidária reprimida, explodiu. Inúmeros partidos foram criados e agora, finalmente, depois de décadas, parece que estamos caminhando para redução desse número de opções.

    Nossa democracia é jovem, ainda sujeita a imensos desafios. Lira insinua em mudança de regime, uma proposta absurda de presidencialismo meia boca, com Lula de Rainha de Inglaterra e ele de manda chuva. Felizmente as pesquisas disponíveis, recentes, mostram que os brasileiros não concordam com mudança.

    Quanto a Lira, imensas dificuldades irá enfrentar futuramente, a sequencia de denúncias é imensa, ainda em andamento e crescentes. Para o governo nem é tão ruim, mantendo Lira enfraquecido politicamente e permitindo planejar um sucessor menos perigoso.

    Algum cuidado é necessário, um animal acuado, reage. Mas não é um roteiro que depende do governo, os fatos falam por si e as apurações em andamento tem ritmo próprio, apesar das acusações de Lira que o Ministro Dino ou o governo agem contra ele.

    É uma situação lamentável e delicada.

    Políticos como ele nunca deixarão de existir, o que sempre tentamos é alertar quando do momento das escolhas, que façamos da melhor maneira possível

    Com as mudanças em andamento reduzindo partidos e limitando opções, ao mesmo tempo que depura o cardápio e permite ao eleitor compreender melhor a tendência por onde cada partido pretende atuar, pode ajudar a escolha.

    Acredito que sim e vamos tentando melhorar.

  • Volkswagen parou e a realidade bate na porta.

    junho 28th, 2023

    A montadora alemã informou suspensão das atividades em três das suas fábricas, interrompendo, a meu ver, a sequência de notícias positivas de retomada de nosso crescimento econômico.

    Os motivos são os conhecidos: os juros de financiamento para a compra na lua e massa salarial comprimida. Mostra também que o alcance da recente ajuda do governo reduzindo impostos e preço dos automóveis, alcançou o limite.

    Serviu para desovar alguns estoques. E mostrar a dura realidade para uma retomada sustentável no crescimento da economia.

    Mais de uma vez salientei a fragilidade do número de desempregados fornecido pelo IBGE, cerca de 8%. Os critérios atuais de medição deixam de lado uma série de mazelas, como desalentados e precários, disfarçando a realidade do desemprego no Brasil.

    Talvez até do mundo, onde esses critérios duvidosos de medição de desemprego são comuns.

    Critérios a parte, a decisão da Volkswagen é uma ducha de água fria, paralisando exatamente a indústria em seu setor mais relevante. E cobra solução, urgente.

    O Presidente Lula vai na Bahia no dia de hoje, anunciar a chegada de uma montadora de carros elétricos chinesa.

    Uma excelente notícia e que nos provoca duas questões.

    Uma relativa a expectativa positiva futura de nossa economia, a ponto de fábricas inovadoras estarem chegando.

    Outra quanto a viabilidade das montadoras tradicionais com motores a gasolina e álcool, qual o futuro para eles? Qual o impacto nesse caso?

    Uma terceira, incluo, entre o futuro e o presente temos o momento atual, que precisamos enfrentar rapidamente e superar a tendência de estagnação e inércia de vários setores.

    O anúncio do novo plano do PAC é aguardado com enorme expectativa, previsto para anúncio no início de julho. Acredito em boas medidas e uma melhora importante no médio prazo.

    Que assim seja.

  • A AGU trabalhando.

    junho 27th, 2023

    Um dos pilares do ajuste fiscal prometido para 2023, pelo atual Ministro Haddad, é o déficit primário de R$ 150 bilhões.

    Parece um desastre, mas estamos saindo de um rombo de R$ 1 trilhão deixado pelo dupla Guedes/Bolsonaro, que prometia paralisar a economia do Brasil.

    Lembremos que o atual governo precisou agir no orçamento antes ainda de tomar posse, agindo diligentemente para organizar a previsão catastrófica do governo derrotado e preparar o pais para enfrentar os inúmeros desafios deixados sem solução. Para isto aprovou um novo orçamento ainda durante o mandato anterior, como sabemos.

    Na sequência, e ai dentro do planejamento da nova âncora fiscal, Haddad propôs suas reformas contando com crescimento da arrecadação ainda no ano corrente, e em várias vitórias bilionárias em disputas tributárias nos tribunais.

    Essa aposta foi duramente criticada quando do seu anúncio.

    Pois estou aqui para informar que a AGU calcula, só nos seis primeiros meses de governo , uma economia de R$ 286 bilhões nas seguidas vitórias nas tais disputas tributárias, entre outros acordos.

    Trabalho que dará tranquilidade para que novos objetivos orçamentários possam ser cumpridos.

    Vida que segue.

  • A mímica do Presidente.

    junho 27th, 2023

    Ontem pela quarta vez o Presidente Fernandez da Argentina visitou o Brasil. Com a ida de Lula à Argentina recentemente, 5 encontros em 6 meses de governo. Quase uma reunião por mês. Não é uma frequência normal, muito ao contrário.

    Fernandez como candidato a Presidente visitou Lula no Cárcere, antes das eleições no seu país e que acabou vencendo. Um gesto que na época mostrou coragem e acabou forjando essa proximidade que desfrutam agora.

    Desta vez veio negociar financiamentos, receber homenagens e vai se despedindo do cargo que anunciou não pretender disputar novamente. A grave crise no pais impeliu a não tentar uma improvável reeleição. Eu defendo a tese que os Presidentes da Pandemia não estão conseguindo reeleger, a exceção foi o invencível Erdogan na Turquia. Mas no caso de Fernandez, outros desafios surgiram.

    As razões da crise por lá não me parecem estar somente na pandemia, o legado Macrista foi demasiado pesado também. Mas com a decisão de Fernandez não candidatar, acaba por zerar o jogo da eleição, jogando para os novos pretendentes as razões e as saídas da crise atual. Virando a página, Fernandez tenta facilitar o trabalho do Peronismo, seu partido.

    Na Argentina temos na disputa um fascista, Milei. Até aqui com pouca chance de vitória, mas nunca se sabe ao certo.

    O jogo do Peronismo e de Fernandez na escolha por tantas e frequentes reuniões com o Brasil, está claro, mas a questão é qual a posição de Lula nessa disputa pelo poder na Argentina?

    Embora não se refira nenhuma vez a disputa no pais vizinho, esse tema não sai da agenda do nosso Presidente, aposto.

    Praticamente todos os acordos e compromissos que junto com Fernandez tem assumido, indicam uma escolha de rumo para o futuro da Argentina na direção oposta a anunciada pelo candidato fascista Milei. Lula trabalha pesadamente para influir no pleito argentino, em silêncio, mostrando ao eleitorado de lá as vantagens que a proximidade com ele e o Brasil, podem obter.

    E, na hipótese de vitória do fascismo, perder.

    Vamos aguardar o candidato do Peronismo, Massa, que disputará a vaga na Presidência, e se ele também procurará proximidade e apontar para um futuro comum entre nossos países. E se a presença de Lula será explorada na sua campanha e de que forma.

    Aposto que sim.

  • Tour de Force.

    junho 27th, 2023

    Voltamos ao Banco Central e o seu Presidente Bolsonarista, que apesar de cada vez mais isolado ainda não mostra disposição para mexer nos juros mais altos do mundo.

    O histórico na relação entre o governo, sobretudo o Haddad, e Campos Neto, guarda uma sequência de iniciativas – todas por parte do governo – para reorganizar a economia enquanto ficavam na expectativa de alguma reação positiva do Banco Central.

    Nesta altura da relação nenhuma expectativa pode mais ser mantida, o divórcio tem data marcada ao fim do atual mandato de Campos Neto, aguardado com ansiedade.

    Mas um divórcio litigioso pode acontecer antes.

    O que segura a fúria do governo em não remover antecipadamente Campos Neto, e apesar de depender do Senado, é a proximidade em receber o grau de investimento e incrementar o ingresso de capital no Brasil, entre outras vantagens. Uma crise com o Banco Central antes da promoção do grau de investimento não é coisa boa e atrapalha.

    Depois, pode ser.

    Até agora, o governo mudou a Âncora Fiscal, ameaçou mudar a meta de inflação, diminuiu preços administrados do combustível e energia elétrica, batalhou no orçamento e venceu, projetou déficit infinitamente menor que os anteriores e zerou no ano próximo, promove uma Reforma Tributária tentada há décadas, pacificou a agenda política, abriu mercados, mantem inflação e câmbio declinantes.

    E o Banco Central e seu Presidente e Diretores, todos nomeados pelo fascismo, nada fizeram.

    E quando fizeram foi ameaçar de piorarem a situação.

    Hoje temos a ata da última reunião do COPOM, dirão, provavelmente, que está tudo sob controle e fica como está.

    Não temos mais adjetivos para eles, quando lemos as atas sobram somente ofensas que prefiro evitar.

    Uma última tentativa parece ter surgido no horizonte nublado. Alguém, não sabemos quem, ainda, apareceu com a ideia de prolongar o calendário para Banco Central cumprir a meta de inflação. O atual prevê 12 meses para a tarefa. Na nova proposta o prazo seria esticado pra 18 ou até 24 meses, facilitando o trabalho do Banco Central e abrindo mais uma oportunidade para juros decentes.

    Penso que é uma boa saída.

    E pensando um pouco mais, percebemos que com essa mudança estamos alterando até o calendário Gregoriano milenar, para tentar agradar o Banco Central e seu Presidente e Diretoria.

    Na hipótese temerária de mais um fracasso na empreitada, só restará no arsenal tentar reduzir a velocidade de rotação do planeta, ou parar. Não seria a primeira vez, a se crer na Bíblia.

    Mas o milagre mesmo seria exonerar o Campos Neto.

    Tenhamos fé.

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