Em pleno sábado o PGR Aras decide encaminhar milhares de relatórios oficiais, de diferentes origens, que trataram da emergência da Pandemia e suas consequências.
Vidas.
Transformando Bolsonaro e seu Ministro da Saúde, o General Pazzuelo em futuros réus por graves crimes de omissão, durante a Pandemia de Covid.
Antes, todos esses informes foram solenemente ignorados pela dupla Bolsonaro e seu General Pazzuelo, alçado na condução de parceiro no genocídio, após trocas seguidas de ministros da saúde que enxergaram o tamanho do crime que estava sendo cometido.
O PGR Aras, entretanto, esperou o genocida perder a eleição e ele próprio perder a chance de recondução ao cargo para agir.
Sinceramente, nao sei quem é pior, aquele que deveria enfrentar a emergência da Pandemia e não o fez, ou aquele que deveria vigiar o poder e também não o fez.
Dizem que Aras foi avisado da impossibilidade de sua recondução, e decidiu tentar influenciar na sua sucessão buscando blindagem.
Certamente vai precisar, impossível atribuir toda a culpa e omissão somente a dupla Bolsonaro e Pazzuelo, a PGR também participou com sua omissão do genocídio.
Aras e sua PGR, talvez o MP inteiro, em sua concepção estejam definitivamente contaminados e imprestáveis.
Para que servem, se durante uma Pandemia não agem para defender a vida humana?
Esse é o mantra de todo governo militar, e o governo anterior derrotado não foi diferente.
Consiste basicamente em esconder, omitir e distrair. No caso do governo anterior, o “distrair” atingiu contornos inéditos.
Desde o regime ditatorial iniciado em 1964, os militares não convivem bem com índices, principalmente quando eles são desfavoráveis. E como em suas administrações os números geralmente são desfavoráveis, escondê-los é a prática usual.
Perceba que o governador de São Paulo, o militar Tarcisio, mal começou e já está escondendo os números de sequestros em seu estado, o que certamente indica que ele não está gostando do que vê.
Se essa estratégia funcionou no passado, quando a censura na imprensa e contra adversários políticos complementava o trabalho de esconder informações, não é possível imaginar que manobras tão grotescas continuem a prosperar.
Hoje ficamos sabendo que o ex-presidente, que era nosso governante, escondeu e ignorou todas as advertências sobre a gravidade da pandemia, brincando com a vida de milhões de pessoas e provocando a morte de milhares, centenas de milhares. Nada é mais grave do que um governo matar seu próprio povo por ação ou omissão e, devemos sempre lembrar, apoiado por militares especialistas em mentir. O atual governador de São Paulo também está incluso, sendo ex-ministro do ex-presidente e militar, formando o combo da morte.
A grita de Márcio Pochmann no IBGE deve ser lida nesse contexto, pois a transparência não interessa à turma da mentira, e nossa mídia corporativa foi quem mais gritou, deixando o rabo de fora.
Não, não falo do filme, que por sinal é muito bom.
Mas da ameaça de bomba no Ministério da Indústria etc – o nome é longo – e que recebeu pouca divulgação.
Por algum motivo achei bom destacar, afinal encontraram uma cópia da Constituição dentro da mala deixada na entrada do Ministério e não pareceu grande coisa. E ainda assim, quero deixar registrado.
Cada vez mais, somente o desespero e ações desesperadas vai sobrando para o fascismo. Tanto liberais, democratas e esquerda, estão unidos na luta contra eles. Por motivos distintos, mas unidos.
E não passa um dia sem que novos escândalos do grupo derrotado exploda, e cada vez um pior que o anterior.
Gente sem futuro e esperança é perigosa, sobretudo se tem os meios para fazer.
Meios eles tem, o que pode nos ajudar é que são burros e preguiçosos.
A fase da intriga palaciana, destacada de maneira desproporcional e muitas vezes inventada, rapidamente foi superada.
A imprensa financista oligopolizada e comercial, de interesses de classe, partiu para cima de algumas decisões e nomeações do governo, antecipando a guerra esperada mais para o próximo ano.
É verdade que as bases do futuro do governo, e o nosso, estão sendo firmadas agora, com as reformas que organizam e racionalizam o estado e o Novo PAC que promove o desenvolvimento.
Tudo conta, cada ministro, cada pasta, cada inclusão, decisão e roteiro. Somente somando é que podemos entender o resultado final. E governos omissos, seletivos e exclusivos, não conseguem alcançar resultado algum.
Fica claro para a classe rica que o momento de atacar é agora. Os seis primeiros meses foram dedicados ao ceticismo, uma falsa pregação democrática e o enterro do ex-presidente. Não por convicção, mas por necessidade de abrir espaço para a direita e ainda nem sinal de conseguirem.
O tempo vai passando e manter a pressão crítica passou para uma agressividade ostensiva, e isso, aviso, nem é o pior.
O fundador do principal grupo de mídia, Roberto Matinho, dizia que o que não noticiamos não existe, ou não aconteceu. E aí, na sonegação da informação, é que atuam de forma mais pesada, ignorando as boas ações enquanto inventam ou manipulam a informação nas decisões importantes.
Tudo é velho, conhecido e de efeito cada vez mais reduzido.
As redes sociais e a comunicação direta com o eleitor substituem com vantagem a cobertura e evitam versões e mentiras.
O que torna a decisão do governo de privilegiar a TV nos seus investimentos de divulgação uma grande besteira. Isso alimenta o ogro velho, deixa de privilegiar quem batalha por boa informação e impede que novos meios assumam o controle da boa informação.
Vamos ver se mais esse choque de realidade resolve. Não basta excluir a Jovem Klan das verbas de publicidade, tem muito mais fascista fingindo de liberal por aí. São conhecidos, são os mesmos de sempre, fazem o de sempre e vão continuar fazendo.
Volto ao tema motivado por um artigo do historiador e escritor Guilherme Scalzilli, no JornalGGN do Nasif.
Scalzilli dá a seu texto o título de “O golpe da tentativa”, que resume o que aconteceu no Brasil nos últimos anos e culminou com o 08/01.
Retorno porque, do rescaldo de toda aquela ação e omissão, focando apenas nos fatos do dia 08/01, só alguns cretinos estão presos, chorando e lamentando a má sorte. Eles recebem, por parte dos reais responsáveis, solidariedade, mas do lado de fora das grades.
Havia um bloco coeso que, junto com seu representante político (sem sabermos exatamente quem mandava mais em quem), comandava todas as ações do governo extinto. Inclusive, ocupando milhares de cargos e a vice-presidência. E foi novamente na chapa disputar a eleição, que acabou perdendo.
E perdeu, apesar de todos os abusos, manipulações, ameaças, boicotes e compra de votos que promoveu.
Perdeu por absoluta incompetência administrativa e operacional, que apenas seis meses de um governo decente deixam escancarado, quando apresenta resultados considerados inalcançáveis pela trupe que saiu.
Me refiro aos militares, que pela segunda vez na minha vida, interferem no poder civil do Brasil com os mesmos resultados desastrosos.
A escalada de autoritarismo e violência que estariam promovendo a essa altura, e legitimados pela maioria, se vencessem, não podemos sequer imaginar. Mas nos deixaria em uma posição terrível e comprometeria todas as possibilidades que estamos novamente alcançando.
Felizmente, perderam. E a racionalidade e o equilíbrio mostram o quanto de diferente e para melhor, muito melhor, podem fazer.
Enquanto isso, os militares recolhem a retórica e prometem juras à democracia. E são os mesmos que, seis meses atrás, promoviam arruaças nas portas de quartéis e ameaçavam de todas as formas possíveis, inclusive desrespeitando as urnas e a justiça eleitoral.
Até agora, nenhum deles foi punido. Permanecem nos mesmos lugares e provavelmente fazendo as mesmas conspirações. Discretamente, porém, como convém ao momento adverso que enfrentam.
Mas planejam voltar. Bolsonaro, mesmo antevendo sua prisão, reinicia sua retórica belicista e repete as ameaças anteriores, sem que nenhuma punição ou advertência por parte dos militares caia sobre ele, como é previsto no caso de reformados, como o ex-Capitão.
Concordo com Scalzilli: o golpe foi a tentativa, que nunca houve. Era tudo um circo, cheio de palhaços, quebrando tudo e ameaçando tudo, na expectativa de manietar o novo governo que, de saída, já teria a emergência do socorro de um Decreto de Lei e da Ordem. O que significaria uma ocupação do Distrito Federal por aqueles que estavam promovendo as arruaças.
Não tenho ilusões, sei que o diagnóstico é compartilhado no governo atual, que faz o possível comendo os golpistas pelas bordas. O braço político do grupo está sendo cortado e, embora eles procurem um substituto à altura, a verdade é que ainda não encontraram.
E permanecem em silêncio, supostamente cumprindo suas obrigações.
Não existe uma solução de curto prazo para o problema. São inimigos da democracia, autocratas, elitistas e incompetentes. Não aceitam nada e não querem mudar nada. Qualquer solução virá com enorme resistência e demora.
Então, urge iniciar. Cada dia conta. E ainda não sabemos por onde começar.
Observando os números de junho, temos as maiores quedas nos seguintes itens: Diesel (-3,38%) devido a ajustes feitos pela Petrobras, Energia elétrica (-3,45%) com intervenção do governo, Carros (-2,34%) também por ação governamental, Gás de cozinha (-2,10%) com intervenção da Petrobras, e Alimentos (-0,72%) que é impactado significativamente pelo preço do diesel.
Os preços administrados são apontados como os principais responsáveis pela queda da inflação.
É importante notar que, apesar do período de estiagem, os reservatórios estão com capacidade de 85%, o que pode ser considerado sorte em meio a esse cenário.
Juntamente com a queda do dólar, que é um fator inflacionário relevante, parece que estamos caminhando bem em termos de controle da inflação, talvez até demais.
Prevê-se que a queda dos juros seja inevitável no cenário atual. O Banco Central pode tentar diminuir o ritmo, mas parece pouco plausível. Espera-se uma queda de 0,5%, apesar da necessidade de 1% ou mais.
Campos Nero também enfrentará dificuldades, uma vez que o mercado se ajusta à redução dos juros. O Brasil está recuperando o grau de investimento externo, o que é considerado positivo no cenário financeiro global.
A expectativa é que o Novo PAC impulsione o crescimento do PIB, e isso é algo que está sendo aguardado com ansiedade.
Embutido na Nova Âncora Fiscal, amplamente observado, estava o objetivo de realizar o ajuste fiscal através do aumento da arrecadação e não apenas por meio de redução de gastos.
Os insatisfeitos continuam protestando, pois começam a enxergar os mecanismos anunciados pelo governo para atingir esse objetivo.
Entre eles, o pacote para alcançar um ‘déficit zero’ em 2024, que inclui mudanças nos juros sobre capital próprio e taxação de ‘offshore’ e fundos fechados.
Além disso, há previsão de cobrança de apostas esportivas, taxação dos bilionários, dividendos e exportação de petróleo e gás.
Trata-se de um pacote abrangente e que visa manter a capacidade de investimento do Brasil, especialmente em vista do anúncio do Novo PAC, que promete investir R$ 230 bilhões em infraestrutura, saneamento, inclusão científica, transição energética e moradias.
A previsão na Nova Âncora é de um déficit de R$ 150 bilhões para 2023 e déficit zero para 2024.
Portanto, preservando o projeto de investimento, será necessário obter recursos de outras fontes, excluindo os bolsos dos aposentados, dos salários, das privatizações e da venda do pré-sal.
A esperada reunião entre Lula e Lira para negociar a entrada do centrão no ministério do governo ainda não ocorreu.
Lira está mostrando sinais de irritação, ameaçando ressuscitar a emenda da Reforma Administrativa e indicando apoio aos que desejam anular o novo decreto de armas.
Lula, por sua vez, afirma que o centrão não existe e aguarda o retorno dos congressistas das férias, declarando que negociará com os partidos.
Com o passar do tempo, Lira fica cada vez mais próximo do fim de sua presidência, cedendo o cargo em 2024. Sua margem de negociação está se estreitando, enquanto o poder de Lula cresce, impulsionado por acertos relativos na economia e seus programas de desenvolvimento e inclusão social.
A cada dia que passa, o atual governo ganha mais apoio no Congresso. Este é o jogo de poder que um Congresso sabidamente conservador sempre joga com todos os governos, como mencionado várias vezes anteriormente. A diferença é que estamos no processo de adaptação e a atual acomodação é inevitável.
Inclusive, Lira tem o direito de espernear.
Em agosto, é provável que alcancemos um acordo intermediário, pois o calendário eleitoral acelera e o próximo ano terá eleições municipais. Percebo uma forte movimentação na base governista, com vários caciques buscando fortalecer suas bases esquecidas ao se candidatarem para o executivo municipal. Mais adiante, falaremos sobre como esse movimento esvazia o Congresso de importantes lideranças e indica, em minha opinião, uma mudança estrutural no Congresso. De certa forma, os números passam a ser mais relevantes do que os nomes e as referências. O aprofundamento ideológico empobreceu tanto o debate que os indivíduos não importam mais; agora, o que vale é o voto e sua quantidade. Isso parece levar os melhores quadros a mudarem seus interesses, buscando o futuro no executivo e não mais no Legislativo.
É claro que qualquer expectativa de mudança de cenário precisa ser confirmada pelos fatos, e o pleito municipal servirá como um sinal de se os novos tempos chegaram ou não.
Por causa disso e também porque um número considerável de parlamentares disputará o poder municipal no próximo ano, a popularidade do governo serve como uma bandeira relevante de sucesso e futuro. A oposição, por outro lado, parece perdida, com seus radicais cada vez mais isolados.
Lira tenta manter o apoio dos aloprados, sinalizando a votação para anular o decreto de armas, e também busca o apoio dos conservadores ao ameaçar retomar a Reforma Administrativa. Acredito ser improvável que ambas as iniciativas prosperem, pois a intenção é apenas criar ameaças e valorizar o passe.
No mercado político, esse valor parece diminuir a cada dia. Ainda tem importância, mas menos do que tinha ontem e muito menos do que o próprio Lira imagina.
Terminou na Índia neste último fim de semana a reunião dos Ministros de Energia do G20.
E não conseguiram consenso para a declaração final, onde pretendiam declarar a transição energética como alvo e a consequente substituição da matriz de petróleo mundial.
Por um motivo específico: segundo a agência de energia internacional, a demanda por petróleo cresce a 2,3 milhões de barris por dia, em 2023.
Nesta escalada é ainda impossível planejar sua completa substituição, que permanece mais nos discursos que na prática.
E assim vamos entendendo todas as demais decisões que estão acontecendo quanto ao tema meio ambiente. Uma vez que fracassam as expectativas de diminuir a emissão, sobra a retórica preservacionista.
Ai entra o Brasil e sua Amazônia, a decisão do atual governo em garantir a preservação da floresta mas em troca do desenvolvimento dos povos que lá vivem. E podemos constatar o acerto da decisão e do momento histórico exato do projeto.
Os governos do G20 precisam satisfazer as preocupações ecológicas de seus povos, e sobrou muito pouco para conseguirem. Arrisco dizer que só mesmo carros elétricos, que são limitados, e o discurso de preservação.
Estão de fato promovendo a transição energética, mas o horizonte largo para a tarefa exige manter as aparências agora e já.
Enquanto a guerra na Ucrânia segue, o gás e petróleo Russo continua no mercado, para outros novos e velhos consumidores. E vão reabilitando a Venezuela, porque precisam de voltar com sua produção para o mercado mundial.
O preço do barril de petróleo segue com tendência de alta, deve ficar entre U$85 e U$ 90.
Mudar para tudo permanecer igual, parece ser a frase do ano de 2023.
O IPCA-15 de junho registrou uma taxa negativa e uma taxa anual de 3%. Julho promete repetir a queda.
A arrecadação federal de junho foi de R$180 bilhões, 3% inferior ao mesmo mês de 2022.
A percepção das famílias e a preferência pelo consumo estão em alta.
A bolsa de valores está em alta há várias semanas seguidas, e o dólar está cotado a R$4,74.
Esses são os números atuais, mostrando melhora em setores importantes, mas também uma queda na arrecadação que acende alertas.
Outros indicadores econômicos importantes mostram estabilidade, mas sem crescimento, principalmente o setor de serviços, que é responsável por quase 70% do PIB e, portanto, crucial.
Enquanto o crescimento econômico não vem, estamos contando com os números do primeiro trimestre, que podem impulsionar o ano para algo próximo a 2,5%.
Embora não seja um desastre, ainda é pouco.
Dependerá de alavancar os investimentos, o que por sua vez depende de financiamento, e este, por sua vez, depende das taxas de juros.
Com as taxas atuais praticadas, é inviável esperar investimentos.
Daí surge a batalha do crescimento em torno da discussão das taxas de juros pelo Banco Central bolsonarista.
Em agosto, falam em uma queda de 0,25%, mas insinuam 0,5% e o certo seria no mínimo 1%.
Campos Nero sugeriu privatizar o investimento das Reservas Cambiais e atraiu muitas críticas.
Que mais de suas ideias sejam divulgadas, pois essa postura pode prejudicá-lo.