Durante todo o dia o Presidente Lula e Ministros estarão reunidos para mais uma avaliação do trabalho executado e fazer uma projeção para os próximos meses.
Essa a pauta anunciada.
Assim como na reunião anterior uma parte pública disponível com a fala do Presidente e a sequencia de caráter privado, como convém.
Cada Ministro terá de 8 a 10 minutos de fala, a princípio, como são 37 ao todo só ai temos 6 horas de reunião, que por conta também disto não tem hora para acabar.
Agora faça um exercício doloroso, tente relembrar aquela reunião gravada e divulgada do encontro do ex Presidente com aquilo que ele chamava de seu Ministério.
Dói, eu sei.
Tivemos o Guedes querendo colocar uma granada no bolso do funcionalismo público, o Salles insistindo que a hora da boiada passar chegou, General organizando as falas, General apoiando seu Chefe Supremo, o Moro entrando e saindo da reunião parecendo que sabia que aquilo ali seria divulgado e o ex ministro da educação que esqueci o nome, conclamando a todos para um engajamento sabe-se lá em quê.
Hoje sabemos.
Ah, e evidentemente o próprio, o ex Presidente, ameaçando a tudo e a todos com substituições, trocas, exonerações, se suas ordens não fossem atendidas.
E aquela cara dele, lembra? Na época as dores abdominais no ventre deviam ser insuportáveis.
Confesso que aquelas cenas mexem comigo, fico pensando como pessoas conhecidas e aparentemente saudáveis conseguem apoiar uma coisa tão horrorosa como aquela.
Nós estamos acostumados a preferir tratar com polêmica e usar preferencialmente a crítica na nossa rotina de observador do panorama econômico e político.
Também a urgência dos temas ocorrem numa sequência do tipo “Velozes e Furiosos”, obrigando quem comenta a pilotar o turbilhão para não ser ultrapassado por ele ou atropelado pela urgência seguinte.
Alguém mais sábio notou que brasileiro não morre de tédio, antes de susto.
Então, calmamente, penso na Petrobrás. Fora aquela polêmica da Margem Equatoriana e seus riscos ambientais, possíveis ou inventados, previsíveis ou imaginários, solucionáveis ou não, o fato é depois dessa a Petrobrás entrou numa calmaria e nela permanece.
O preço dos combustíveis encontra seu equilíbrio, todos os impostos estão novamente reinseridos na planilha de custos, os postos parecem concordar e não estamos vendo tanta variação quase diária no visor das bombas. Os preços acomodaram.
A empresa vai anunciando novos investimentos, segue afirmando a disposição de caminhar para a transição de energia limpa e encontra tempo para cuidar de funcionários praticamente abandonados na gestão passada durante as privatizações.
E não enfrentamos tempos serenos, toda a turbulência no exterior permanece, a guerra Rússia e Ucrânia ainda longe do fim, mercado de petróleo sujeito a cortes de produção, dólar variando enquanto a nova política de juros do FED segue indefinida.
Conjuntura pra lá de enrolada e tão a gosto dos promotores do caos para especular e lucrar com os combustíveis, como sabemos.
E, concluindo, existe uma expectativa que mesmo agora gordos dividendos estão sendo gestados para a alegria geral.
Quem diria?
Daqui a pouco a administração de Prattes deverá ser reconhecida, ele merece, e me faz lembrar da gestão de Meirelles no Banco Central quando foi considerado o melhor do mundo.
Um espectro parece rodar esse Brasil, de tempos em tempos ele aparece e repentinamente as coisas encaixam e todos podem trabalhar em paz e contribuir com o que tem de melhor.
Na política, o noticiário está impregnado da opinião de um certo Lira, aparentemente alçado ao cargo de ouvidor-geral da República, tamanha sua desenvoltura em opinar sobre os mais variados e complexos temas da atualidade.
Substitui os antigos especialistas que de tudo sabiam, e o faz com a vantagem de ser um só, facilitando a tarefa de consulta – os tais especialistas deveriam ser centenas.
Na economia, falta um semelhante, um oráculo infalível e onipresente, que tudo sabe e tudo vê, trazendo a luz àqueles pobres mortais necessitados da verdade oculta.
E enquanto ele não chega, vamos nos virando com coisas do tipo ” que passamos do pessimismo sem motivo para um otimismo sem base”. E olha que isso veio de um economista sério.
Nem antes não tinha motivo, como agora não estamos sem base.
Foram tantos e variados os desatinos anteriores quantas as correções de rumos agora, mas se, incapazes de reconhecerem o desastre do passado, por que imaginar capazes de enxergar o acerto presente?
Atingimos o nirvana?
Não, mas do inferno estamos saindo, por certo.
E é justo incluir no desempenho atual o melhor ajuste da economia por conta do fim da influência paralisante da pandemia, e até isso dificilmente encontramos claramente explícito nos prognósticos.
Talvez uma outra razão exista para tanto equívoco. Chego a suspeitar dos bilhões obtidos por quem aplica dinheiro em títulos de um governo que paga a maior taxa real de juros do mundo. Pode ser. Esse dinheiro está indo para algum lugar.
Aliados à condução de um tesoureiro encastelado no Banco Central do Brasil, defendendo a política derrotada nas urnas e sem enfrentar confronto com a nata dos analistas dos bancos e da imprensa corporativa nativa.
Ao contrário, recebe, o tesoureiro, todo o apoio para permanecer no posto e manter sua posição de garantir primeiro o pagamento do serviço da dívida pública, depois, o que sobrar, para o resto.
Alega lutar contra a inflação, sem que as razões dessa sejam honestamente avaliadas, compreendidas e depois combatidas.
Bem faz a Suécia e seus economistas que, na falta de explicação para o recente surto inflacionário no pais, culpou a Beyoncé. Esta, com sua temporada de shows, desorganizou a economia local.
Não deixa de ser uma explicação, talvez bem mais honesta que a fornecida para os olhos e os ouvidos brasileiros desde sempre.
Como estamos naqueles momentos inesquecíveis quando toda a mídia oligarca reinicia sua prática preferida de caça ao Lula e ao PT, desse vez com a presença constante do consultor geral da nação, o Artur Lira, entre críticas, reparos, deboches e ataques , Lula fez sua primeira aparição no formato de comunicação direta, com vídeo de entrevista divulgado na internet.
Foi um esquenta, vamos ver muito mais.
Pessoalmente acompanho Lula e suas entrevistas e discursos há muitas décadas, e tenho a certeza que ele só melhora ano após ano, incorporando conhecimento a desassombro em crescente.
E, mesmo a contra gosto, vejo seus críticos, e esses vão e vem, aparecem e desaparecem, aposentam, morrem, desistem, novos aparecem, repetindo os anteriores e …Lula segue impassível, firme na sua fala, aprimorando seu discurso e sua prática.
E fiz esse post para informar que, segundo os críticos da nossa golpista maior, vocês sabem quem, seus analistas atuais que nem nome eu quero saber, aconselham a Lula para que nas lives futuras faça mais treinamento para melhorar.
Alguém tem feito referência a presença de “Forças Especiais” do exército brasileiro no dia 08/01 liderando a depredação na praça dos Três Poderes.
Podemos notar esses mesmos elementos nas manifestações de 10 anos, disfarçados de Black Blocks e promovendo nas ruas a mesma depredação que vimos em Brasília no dia 08/01.
Dessas forças supostamente especiais, um outro subgrupo de marginais apareceu, auto denominados Kids Pretos, entre eles generais e o Cid ajudante de ordens do fascista, e que seriam os principais responsáveis por toda aquela baderna na Capital federal.
Além de conspiração para desestabilizar o novo governo recém eleito.
Deu tudo errado para eles, alguns estão presos, outros perdendo cargos na cadeia de comando em todo o Brasil, ontem mesmo quase 180 comandantes perderam seu comando em todas as regiões do pais, sem nenhuma explicação até o momento, além da suposição que faço.
A maioria na moita, talvez esperando para ver se alguém bate na porta.
Provável que alguns mais sejam atingidos, o tal Cid deles não vai falar, embora eu não aposte um tostão furado nele.
Os generais em outras ocasiões em que foram indagados, até recentemente como o caso do General Heleno na CPI do DF, não se fazem de rogado e ou esquecem tudo na hora ou mentem descaradamente.
Sinceramente não consigo imaginar nosso pais dominado por eles, a imagem dos ditadores de 64 não é muito diferente dessa ai não, mas a época era outra e a ameaça comunista podia ser usada, como de fato foi.
A tentativa de repetir a desfaçatez serviu para confirmar que o retorno ao passado é sempre uma farsa.
Não colou o discurso, o que os levou ao governo foi outra coisa, somando novas técnicas de manipulação com a derrota política momentânea de centro esquerda.
Tudo vai retornando ao leito graças a enorme incompetência dessa gente, incapazes de rimar lé com cré e dignos de planejamentos semelhantes aos do querido Cebolinha da turma da Mônica.
Fracassam, e o fazem sempre e dessa vez foram descobertos no berço da trama.
Melhor assim, quanto ao futuro pretendem repetir a dose.
Tentei descobrir a origem da frase do título, mas coerente com seu significado não é possível achar uma definitiva. Faça você sua pesquisa e escolha uma explicação.
Mas todas elas expressam um significado comum, por algum motivo tentou se impressionar um inglês usando falsos artifícios.
Em que pese os esforços dos bravos deputados e senadores da base governista nas disputas acirradas na CPMI do dia 08/01, tentando avançar no meio de tanta briga e confusão, não consigo afastar a impressão de que todo aquele teatro só serve para manter o inglês distraido.
É verdade que ontem conseguiram votar um monte de convocações e até quebra de sigilos, a rigor não deixaram ninguém importante de fora da convocação, o fascista e sua trupe de golpistas fracassados foram todos incluídos.
Depois veremos a eficácia disso, podem todos lá chegar e nada falar, como é o costume nessas comissões.
A outra CPI que trata do MST é um desastre completo, o presidente e o Relator são dois dos piores tipos disponíveis para conduzir qualquer assunto ou reunião séria, transformando aquilo lá em um circo do início ao fim, com seu relatório já escrito e servindo de roteiro nas conduções dos trabalhos e não como consequência desse.
Mas ambas servem ao mote do inglês desavisado, miríade de vídeos espalham a performance inútil de parlamentares digladiando e debatendo o invisível, geralmente para si mesmos, porque subtraem na edição tudo o que não interessam distorcendo a real dinâmica nos debates.
Olha o inglês enganado ai novamente.
É preciso lembrar que muitos ali foram eleitos assim, inventando escândalos, crises, ofensas, brigas, mentiras deslavadas, fake news, tudo o que podemos de pior imaginar, tudo mesmo, essa gente usou para destacar e aparecer, e alguns realmente chegaram lá e foram eleitos.
Para, infelizmente, repetirem o comportamento das campanhas durante seus mandatos.
Talvez por não saberem agir de outra forma, talvez por serem sociopatas incorrigíveis, oportunistas sagazes, psicofantas doentios, fascistas em desenvolvimento.
Me lembrei daqueles que invadiram hospitais durante a Pandemia para denunciar a grande farsa mundial.
E esses nem são os piores.
Repare, eventual leitor, porque esses canastrões seguem fazendo da política um circo, um palco perfomático de triste atuação, e miram a audiência que espero um dia deixar de existir.
Até esse dia chegar, talvez nunca, saiba que no fundo os tartufos e canastrões conseguiram e mantem objetivos porque descobriram que o inglês desse história somos nós, todos nós, e podem continuar enganando.
O novo governo praticamente está iniciando agora, as piores previsões começam a dissipar, o pessimismo sendo gradativamente superado, alguns sorrisos aparecem a até cobranças bem humoradas quanto ao ainda inexistente, mas prometido, ministério do namoro encontram espaço na agenda do governo.
Muito trabalho foi e esta sendo feito, agora mesmo interrompo esse texto para ouvir a nova live do presidente e já retorno.
Bom, seguindo, o bom ambiente só pode ter sido obtido por agora, em vista da expectativa positiva começando a tomar forma na vida efetiva das pessoas, inflação cedendo, melhora no salário mínimo, preço dos combustíveis e a presença constante do presidente trabalhando incansável parecem surgir efeito.
Muito do antigo governo ronda por ai, uma bancada conservadora majoritária eleita, governadores e prefeitos na mesma corrente atrasada espalhados por todo o Brasil, imprensa negacionista e disposta a manipular e manter a população desinformada, o Banco Central nas mãos do bolsonarismo, muita destruição aguardando solução na preservação do meio ambiente e muito ódio espalhado, inclusive entre supostos religiosos.
Esse o quadro que estava desenhado para ser mantido e aprofundado, quando foi derrotado pelos progressistas e agora pode ser superado por uma boa governança inclusiva e de partilha.
Assim vamos superando a herança deixada, mas ainda com a economia patinando e sem crédito, altíssima inadimplência a ver se o programa lançado ajuda a diminuir e baixa poupança e renda das famílias que precisa ser enfrentada, para que esse 2023 não seja ainda pior nesse quesito de consumo das famílias que nos anos da Pandemia.
Esse risco existe.
Aguardamos a reforma fiscal, que se confirme a previsão de que representará um novo bolsa família no alcance de sua aplicação, e o pacote de investimentos em infraestrutura que será anunciado dia 02 de julho próximo, como anunciado na live.
Esse anúncio poderá ser decisivo quanto ao futuro de melhores empregos e salários no curto prazo, sem falar nos desdobramentos que obras importantes representam no circuito do desenvolvimento da economia.
E prometeu um programa minha casa minha vida para a classe média.
Que seja a fagulha a incendiar nossa economia, precisamos.
A superação do atraso passa por uma vida melhor, esperançada, onde faça sentido a escolha no projeto nacionalista desenvolvimentista, onde caibam todos.
Recebemos ontem a visita da presidente da comissão da UE, uma senhora simpática para os padrões europeus, que aproveitou a declaração formal final sobre as reuniões com nosso governo e com o presidente Lula sobre o acordo União Europeia e Mercosul, para muitos elogios ao Brasil e particularmente ao presidente.
Antes dela falou o presidente Lula leu a sua declaração e nos deixou muito explicita a enorme dificuldade de que o acordo com a União Europeia, que se arrasta desde 1997, seja concluído de fato.
Acordo que foi assinado pelo ex presidente fascista e sua trupe de desavergonhados em 2019, mas que passa por período de consolidação para posterior aprovação de todos os países envolvidos.
Lula alencou os principais obstáculos a conclusão do acordo, citou as modificações introduzidas unilateralmente pelos europeus no tratado em março desse nesse ano e que preveem sanções no caso de descumprimento de metas ambientais, salientou que parceiros não impõem sanções, avisou que não abre mão de compras do governo direcionadas prioritariamente para o mercado interno, e não tocou no prazo para a conclusão da negociação..
A parte europeia, em mesuras e elogios, repetia que o prazo para a assinatura seria ainda esse ano, anunciou auxilio ao fundo amazônico de 20 milhões de euros, uma mixaria, anunciou promessas de investimento privado na nossa região e repetiu que o prazo para conclusão seria até o fim do ano, e repetiu depois novamente.
Procurei saber a opinião de terceiros sobre o futuro do acordo, há quem diga que ele vai sair, o que eu duvido.
E nem faço questão, muito antes pelo contrário, o acordo é uma armadilha para a nossa reindustrialização, um alçapão sem fundo para garrotear o nosso desenvolvimento tecnológico e uma espécie de armistício entre David e Golias.
Vocês sabendo quem é quem nessa história.
Ficamos assim , segundo o acordo, vendemos banana e melancia sem tarifas, evidentemente concorrendo com os subsídios que os produtores europeus recebem, e em troca compramos sem tarifas os aviões, carros e computadores que eles produzem.
Ah, e nossas compras do governo precisam incluir os fornecedores europeus nas licitações, sem tarifas por certo.
O que vocês acham?
E isso ai incluindo o restante do mercosul, que tem no Brasil o principal fornecedor de manufaturados de suas economias.
Adivinha o que acontece com a produção de manufaturados brasileiros com a assinatura desses acordos?
E por que as conversas continuam?
Me parece que para atender a solicitação dos europeus, que mostram impaciência nesse tema, por certo um grande interesse eles tem e porque o acordo foi assinado em 2019 pelo fascista e precisa de uma solução para ele.
Mas a declaração do presidente Lula foi muito contundente, a mais que jamais ouvi sobre o acordo, e pode mostrar que ou o Brasil colocou as cartas na mesa e espera uma resposta, ou chutou o balde de uma vez ao mostrar ao mundo as desavenças irreconciliáveis.
A área desmatada durante o governo do fascismo equivale a soma dos estados de Sergipe e Rio de Janeiro, esses são os números que começam a aparecer após a derrota do projeto de destruição.
6,6 milhões de hectares.
Também os números dos desempregados estão sendo reavaliados, começam a aparecer estudos criticando os critérios impostos ao IBGE para esconder a realidade de empregos precários e mal remunerados transformados em positivos nas estatísticas do governo derrotado.
Mas queria voltar ao desmatamento.
Durante um longo período acompanhei o mercado internacional de madeira, para entender para onde ia esse desmatamento criminoso promovido pelo fascismo.
E o volume de madeira de lei desmatado foi tão grande que provocou uma super oferta desse tipo de madeira de lei rara em todo o mundo, de tal maneira que os preços caíram ao ponto de madeira branca, industrial, produzida de reflorestamento passar a custar o dobro da nossa retirada aqui no brasil.
Pino passou a valer mais que mogno no exterior.
Ainda sofremos as consequências do desmonte na fiscalização e desse incentivo a invasão de terras, a área que precisa ser novamente coberta equivale a países europeus e leva um tempo só para repor os fiscais, imagina reprimir essa gente toda tão espalhada nessa área imensa.
Isso sem falar no garimpo e na emergência de socorrer as vidas indígenas ameaçadas de extermínio, que faziam parte do projeto genocida derrotado nas urnas.
Projeto idealizado pelos militares, registre-se.
Um imenso desafio que começa a ser enfrentado e que é fundamental para a nossa presença como peça relevante no debate sobre o futuro nesse mundo.
Aos poucos todos vamos sendo convencidos de que as perspectivas de crescimento da nossa economia estão fundamentadas.
E quando isso acontece parece fácil e que caiu do céu.
Nem uma coisa nem outra, depende inteiramente de decisões acertadas, equilibradas, abrangentes, adequadas, tempestivas e planejadas.
Tudo o que não acontecia na administração anterior, devidamente derrotada nas urnas por isso mesmo, falta de tudo.
O humor do mercado começa a voltar, o financiamento privado que estava travado aos poucos retorna, somando aos anunciados esforços do governo de fornecer o indispensável oxigênio do crédito para os negócios reiniciarem.
Não é secreto o caminho do sucesso, mas por conta de uma visão acumulativa e elitista da sociedade, essa visão de conservar a economia nas mãos de poucos, geralmente imposta a força, como quando derrubaram Dilma para mais uma vez impor ao pais esse modelo.
Perceba que no momento ainda estamos imersos nele, os números positivos divulgados do PIB revelam que nosso crescimento no ano foi inteiramente devido a agroindústria exportadora, praticamente de produtos primários como soja, milho, carne e pouco empregador e de pouca complexidade tecnológica, com consequente baixos salários envolvidos.
Mas eles fornecem o piso de que precisamos para saltar, mantendo a balança comercial favorável e a entrada de moedas estrangeiras indispensáveis.
E falta o resto, emprego de qualidade, bons salários, soluções de ocupação e renda para as massas urbanas, serviços que são os maiores responsáveis pelo nosso PIB, novos estímulos para estudos e pesquisas, turismo em suas novas e variadas modalidades e distribuição de renda.
O que já está em andamento, alguns analistas mais espertos enxergam no novo modelo tributário em discussão um novo bolsa família sendo gestado, quando estudam desonerar cesta básica ou até falando em devolver o dinheiro dos impostos desses produtos básicos no momento da compra.
Por ai vamos construindo o progresso, nós como um pais de grande maioria com renda muito baixa de um, dois até três salários mínimos, quando pactuamos boas políticas nessas faixas de renda promovemos a melhora geral e sabemos disso.
Nossa história esta cheia de exemplos contrários fracassados, de primeiro fazer o bolo crescer para depois distribuir.
O bolo até crescia, nunca o suficiente e sobretudo nunca era distribuído.
O sucesso do primeiro governo Lula se deve a isso, mudança do foco principal de investimento, cuidando da grande maioria e dando condições com financiamento e qualificação de mão de obra para os empresários aproveitarem livremente a base salarial crescente .
Naturalmente pretendem repetir o sucesso, com novas inciativas como âncora fiscal que pretende ajustar o orçamento pela receita e não somente pela despesa, agora a reforma tributária cuidando de distribuir renda enquanto promove justiça na sua aplicação.
Permanece a batalha nos juros, inflação, essa em queda, formação de base ajustada no Congresso, que me parece ser móvel e assim deve ficar por um tempo ainda, investimento em comércio internacional de qualidade, atração de novos negócios, participação do estado que estava totalmente inerte.
Essa a receita do sucesso e, saiba, quando achamos mais petróleo na tal fronteira equatoriana, bombando ainda mais nossa pauta de exportação, não estamos lidando com sorte, mas de resultados de trabalho de alguém que acredita, investe pesado, procura o progresso e o desenvolvimento coletivo e não somente de um pequeno grupo, e depois colhe bons resultados.
Falta muito, falta quase tudo até, mas quando voltamos para o caminho é preciso saber e entender o que estamos fazendo e pra onde vamos, e explicar o que está acontecendo.
Fazem 10 anos que jogamos tudo fora, por 20 centavos, por falta de discernimento e fragilidades em nossa informação dos acontecimentos.