Impulsionado por entrevista a TV 247 na noite de ontem, as acusações do ex colaborador clandestino da Lava a Jato, e que colaborava criminosamente ainda antes da famosa operação, a serviço dos mesmos personagens, devem começar a trazer consequências para a combalida credibilidade do grupo justiceiro, enterrando de vez suas pretensões políticas e profissionais .
Todas as práticas ilegais possíveis de serem cometidas no serviço de infiltração de uma pessoa para alvos de interesse de investigação criminal foram cometidas, gravações ilegais, vazamento de inquéritos, extorsão, ameaças, torturas, falso testemunho, plantando mentiras na imprensa, achaques, alvos e crimes pre selecionados, tudo que as gravações do hacker revelou anos mais tarde na vazajato, conluio entre promotores e juiz, tudo isso fazia desde sempre e anos antes o modelo de conduta da República de Curitiba.
E aqui não pretendo me alongar, senão chamar a atenção para esse nome, Tony Garcia, que apareceu novamente no radar dos escândalos políticos e dessa vez promete concluir o serviço da vaza jato .
Ficar de olho nos desdobramentos, enquanto Tony promete novas e maiores revelações, a lava jato e seus promotores correm para apagar os rastros.
Talvez Tony consiga reviver seus tempos de corredor de Kart e chegar na frente.
Não deixa de surpreender a sequencia de notícias sobre decisões da justiça desfavoráveis para a direita nativa.
E várias delas, federal, estadual, STF, TSE, comum, civil, criminal etc.
Collor e Deltan são casos emblemáticos, Marinho, Moro, Lira, Zambeli, os filhos do coiso e o próprio na mira, até general Heleno foi desconstruído ontem na sabatina da CPI do DF, que corre paralela a CPMI do Congresso e de certa forma a antecipa.
Não é pouca coisa o que esta acontecendo, que poderia sugerir algumas leituras.
Que o judiciário faz a sua mea culpa do levante fascista, que se previne porque sobrou para eles e certamente sobraria muito mais no caso de vitória do coisa ruim, que tenta se diferenciar dos métodos da lava jato, que busca distância dos promotores do desastre fascista, que prefere empurrar a responsabilidade ou que age com oportunismo aproveitando os novos tempos.
De qualquer maneira, e talvez todas as respostas acima sejam positivas, dependendo de quem e onde tratamos, o fato é que esta agindo e colocando a trupe golpista nas cordas.
O Lira entrou na dança, não existe coincidência nessa decisão do STF de nos próximos dias torna-lo réu de crime de corrupção, e fora esse cofre de dinheiro com R$ 4 milhões achado pela PF ontem em posse de seu, digamos, operador preferencial em Brasília.
Todas essas ações provocam reações e desdobramentos, o mensalão e a lavajato foi parar no Planalto com o tresloucado sentado no trono, não significam que as coisas vão entrar nos eixos ou que vão melhorar.
Devem ser acompanhadas com cautela, mesmo o ministro Moraes e suas corajosas decisões precisam ser sempre avaliadas, ele é pessoalmente uma figura midiática, politico e jovem, só Deus sabe o que passa naquela cabeça calva.
Eu penso que profissionais da área de segurança, promotores, juizes, sobretudo policiais, por conviverem com o lado sombrio da humanidade, lidando com as mais sórdidas violências cotidianamente, são pessoalmente afetados por isso, são as vítimas nesse sentido, contaminados por esse ambiente terrível e que mostram a eles como qualquer um de nós é capaz dos atos mais terríveis.
E por isso eles não prestam para elaborar políticas públicas fora de suas áreas de atuação, tendem ao exagero e assumir a parte pelo todo, como vítimas que são de tanta convivência com a violência.
No executivo geralmente são covardes, imobilizados por temores de serem apanhados em mal feitos e completamente paranoicos com grampos e vazamentos, talvez exatamente porque ninguém como eles sabem o que acontece nessa área.
Mas é isso, a bruxa anda solta e fazendo senão uma limpa, porque estamos longe das decisões definitivas, na interminável fase de inquéritos e investigações, embora o alvo esteja claro e é uma oportunidade de ao menos esclarecer alguns desses crimes do fascismo nacional.
Não acredito muito nisso não, essa gente é derrotada pela verdade, pela democracia, pela transparência e por justiça social, desenvolvimento, emprego e renda.
Repare que nada disso será disponibilizado pela bruxa, ela passa e faz o seu estrago e no fundo fica tudo como era antes ou ainda pior.
Saiu o PIb do primeiro trimestre do ano, e vieram acima das previsões.
Um capítulo a parte sobre essas previsões atuais seria importante escrever, porque de uns tempos para cá erram tudo, inflação, desemprego, crescimento PIB, dólar, juros, erram tudo e sempre contra uma avaliação melhor do desempenho do atual governo.
Mas ai está, contra números cessam os argumentos.
E os chutes, muito mais comuns que o suposto.
E são bons números, mostrando sobretudo crescimento do setor agropecuário, previsível para uma perspectiva isenta.
Confirmam-se e estão obviamente atrelados a abertura crescente dos negócios prejudicados durante a pandemia de COVID.
Quem entende de minúcias, sabe que o último trimestre do ano passado teve baixo crescimento, o que favorece um número melhor agora, mas não anula a relevância do fato.
Penso que esse segundo trimestre será mais arrastado, provavelmente não repetirá esse de 1,9, mas o segundo semestre sim deverá no mínimo acompanhar esse nível e até supera-lo, historicamente o segundo semestre é melhor para negócios que o primeiro, e o setor de serviços que cresceu apenas 0,6 % nesse primeiro trimestre tem tudo para superar o setor agricola e puxar o crescimento.
O Senado estará a prova nos próximos dias, acumulam-se decisões importantes que nos mostrarão o perfil da maioria da casa.
Imagine que a expectativa do governo anterior a essa altura, e com esses senadores ai mesmo, seria de estarem cassando ministros do STF e não nomeando.
O fascismo identificou no atual STF adversários por serem abatidos, sobretudo o Ministro Moras por sua atuação firme no comando do TSE durante o conturbado período eleitoral recente.
Vejamos a lista, temos a apreciação do Marco Temporal de demarcação de terras indígenas, temos agora a urgência da aprovação da MP da organização administrativa do atual governo e a expectativa da aprovação de indicação do ex advogado Zanin, o advogado que derrotou a Lavajato e libertou Lula da prisão.
Anuncia-se aprovação de Zanin, concluindo uma volta completa na história desse nosso Brasil que conviveu amargamente com as ilegalidades da operação da República do Paraná, agora em desgraça e caminhando para sanções do próprio judiciário.
Zanin lançou a tese do Lawfare, que correu mundo e segue como instrumento de resistência contra a ação do estado contra os indivíduos.
Sereno e muito preparado tecnicamente, além de confiança absoluta do presidente Lula, tem tudo para cumprir longa e importante papel para contrapor as duas últimas indicações do fascismo, que, cá entre nós, aparentam roçar o alambrado a essa altura do campeonato.
Quanto ao Senado, observar as votações e os números, Pacheco parece próximo a Lula, servindo de contraponto retórico dos desmandos da Câmara de Lira, mas isso precisamos confirmar nessas decisões.
Uma outra votação ocorrida ontem sinaliza importantes tendências que podem ser avaliadas.
Primeiro registrar que o apocalipse não veio, alias mais um, tal qual o bíblico e sua má tradução do grego que significa revelação e não trata de fim do mundo, mas daquele mundo, também as revelações e previsões da grande imprensa não passaram de uma má tradução.
Aqui também existe semelhança de métodos e objetivos, porque ambos, imprensa PIG e grupos religiosos preferem tocar o terror para vender a salvação.
Mas porque tratar disso aqui?
Percebam que uma outra votação ocorrida ontem terminou mais apertada, se para aprovar seu arranjo administrativo o governo conseguiu 337×125, para manter as políticas LGBT na pasta de Direitos Humanos o resultado foi mais apertado em 260×186.
61 Deputados passaram de uma opção para a outra, chutando o balde de todos os acordos e conveniências.
Quem seriam?
Vai ser preciso estudar essa votação e saber, não é difícil, mas meu palpite é que são os aqueles referidos quanto ao equivoco da tradução de apocalipse.
E que somados aos opositores de carteirinha chegaram ao número de 186, que pode ser o limite da bancada oposicionista somada aos radicais moralistas, número insuficiente para barrar as pautas progressistas, o que até ontem parecia improvável.
Só para não deixar passar, porque li muitas críticas competentes quanto a forma e o conteúdo da maneira agressiva como a mídia trata o presidente Maduro.
E a cretinice da s criticas dos presidentes do Uruguai e Chile, esse último em adiantado estado de putrefaçao apesar de jovem, ao próprio Lula por receber Maduro no Brasil.
Isso sem comparar Chile e Uruguai, dois anões, a gigante Venezuela.
A nossa imprensa procura agredir o esplendoroso rumo de nossa política externa, voltada para resultados comerciais e vantagens econômicas de ação conjunta como um grande bloco, resultados que rapidamente se farão sentir no bolso em forma de trabalho, emprego e renda.
Depois de todo esse trabalho do presidente, inúmeras viagens , acordos comerciais e escolhas, escolhas corajosas, quando os primeiros resultados positivos sairem, logo atribuem a sorte ou algum evento externo.
Isso já sabemos .
E também sabemos que essa mesma gente que grita desesperada nos umbrais são os mesmos, os mesmos, que apoiaram a ditadura militar no Brasil e , lembrem-se, em toda a América Latina.
Talvez tenham saudades, talvez queiram continuar emprestando carros e ideias e apoios aos ditadores de plantão.
E , nem seis meses completos, estávamos às contas com um alucinado que junto a alguns militares igualmente loucos, fizeram de tudo para ameaçar a nossa democracia e implantar um regime autoritário aqui no Brasil novamente.
Os tempos são outros, felizmente.
Mas eles não desistem, não promovem equilíbrio nas suas análises, não ouvem o contraditório, promovem achaques e grosserias e sequem a vida sonegando a boa informação .
E os dias estão contados para eles, sabem disso, mas a boca de tão torta não aceita mais consertos.
Na hipótese provável das MPs dos ministérios passarem ainda com tempo suficiente para o Senado carimbar, sim, porque só vai sobrar tempo para os senadores carimbarem as Mps.
Isso em função das jogadas pesadas do Lira e sua turma de deputados, que gostam de negociar com a faca no pescoço da vítima mas, e aí um big mas, negligenciam sua relação com o senado.
E isso vai ter troco .
Lira e Pacheco já não andavam muito bem após a disputa exatamente por encaminhamentos de apreciação de medidas provisórias, e Pacheco levou a melhor porque as regras internas o favoreçam.
E mesmo assim Lira tentou emplacar o regime de excessão vigente na época da Pandemia e Congresso funcionando on line.
Não colou e pode ter sido hoje também uma provocação dupla da Câmara, tanto ao governo quanto ao senado.
Que seja, essa briga entre Lira e Pacheco pode favorecer o governo e emperrar as pautas esdrúxulas da Câmara, inclusive o marco temporal que acabaram de aprovar.
É esperar para ver, e nem precisa esperar muito, se hoje as Mps de fato chegarem no Senado e a votação por lá ocorrer, na correria para não ultrapassar o prazo que vence daqui a algumas horas, basta ouvir os discursos para saber a quantas andam essa já tumultuada relação.
Essas foram as exatas palavras proferidas por Lula no seu discurso quando comentou a sua relação com a Câmara, sobre as votações que estão ocorrendo nesse exato momento.
O marco temporal que já foi e as Mps do arranjo administrativo em vigor que precisa ser referendado.
Existe um ímpeto contrário aos interesses do governo nesses trâmites, não são votações singelas e nem pretendem somente criar constrangimentos, há um método ali e um objetivo.
O método consiste em não criar obstáculos instransponíveis, o governo ainda comemora a vitória da votação da nova âncora fiscal recém aprovada, e consiste em usar pautas derrotadas na eleição presidencial mas que são maioria no interior do Congresso.
Assim cumprem dois papéis, e aqui os objetivos, um de manter a tropa conservadora unida e outro como ameaça e pressão sobre principalmente os articuladores políticos do governo, o ministro Padilha sobretudo.
Não que ele seja ruim, merece todos os elogios, dizem, mas esta comandando a liberação das emendas ambicionadas e num ritmo que não agrada e tentam forçar uma mudança nisso, substituindo Padilha de preferência.
E, se for o caso, outros e fazer já uma reforma nos ministérios.
Pode ser, pode ser que não, num certo sentido vejo como possível conviver com essa tentativa de manietar o governo por um certo tempo, o governo também tem seus alvos principais e se esta seguro de atingi-los, mesmo eventualmente perdendo aqui e ali, pode tentar essa travessia nesses termos.
Talvez seja esse o jogo que Lula se dispõem a jogar.
Achei que o governo na semana passada e espremido pelos prazos de vencimento da Mps, vencem amanhã, aceitou as mudanças impostas pelo relator das medidas provisórias, claramente uma provocação, com alvo certo no meio ambiente onde arregimenta os trogloditas facilmente.
Com a reação da Marina e dos ministérios indígenas o governo passou a recusar as mudanças e jogou no colo da Câmara o ataque ao meio ambiente, a resposta foi incluir o marco temporal no jogo e dobrar a aposta.
Que segue hoje, com necessidade de ainda passar no Senado, que aparentemente tem regras distintas e mais propensas a acordos com o governo.
Vamos esperar, o mais provável é que tudo seja aprovado e as posições assumidas pelas partes permaneçam na que se encontram, com as apostas esperando resposta do adversário.
Tensionar a política é o jogo do fascismo, porque precisa manter a raiva para sobreviver.
Distensionar e progredir em paz é o jogo da democracia.
Qual seria o grande apelo para os países abandonarem o dólar como moeda de troca final no comércio mundial?
Seriam muitos, sobretudo o fato evidente de que para usar a moeda impressa nos EUA e nos EUA exclusivamente, é preciso vender para poder comprar, mais do que isso, é preciso que nessa troca comercial entre os países, o resultado nesse comércio seja superavitário, ou seja, vende mais do que compra.
O que me levou a pensar no objetivo desse déficit constante do comércio exterior do próprio EUA, que se mantém assim desde que me lembro e dessa forma mantém o sistema operante.
Entendeu por que?
Porque é impossível que nessa troca entre todos, ou ao menos entre os principais países do mundo, é impossível que todos ganhem, como na bolsa, alguém precisa perder para você ganhar .
Os EUA mantinham-se nessa posição negativa para que essa conta seguisse.
Mas não bastava, por mais que gastasse e consumisse, não é o suficiente para suprir a carência da moeda para todos, evidente, e nem todos conseguem ganhar ou acumular dólares suficientes para girar seu comércio exterior.
O que gerou problemas homéricos ao longo das últimas décadas, inclusive aqui no Brasil, que saiu desse ciclo negativo somente após os governos Lula e Dilma, e finalmente conseguimos reservas cambiais suficientes para nossos acordos internacionais.
Pela primeira e única vez na nossa história e que perdura até hoje .
Essa a história, sem os dólares ninguém faz comercio internacional , ou melhor, não fazia.
De uns anos para cá vários blocos estão discutindo a possibilidade de abandonar a intermediação do dólar, utilizando suas moedas próprias ou uma terceira.
Processo ainda no seu início mas que me parece inexorável, vai aos poucos acontecer .
E agora um ingrediente importante está sendo adicionado ao processo, e que tem potencial para imprimir grande velocidade a proposta, que é utilizar esse objetivo como cimento de união entre grupos distintos.
Explico.
No caso dos Brics, o apelo de abandono do dólar é mais evidente ideologicamente até, Rússia e China são adversários políticos e econômicos dos EUA, e mesmo assim faltava nesse grupo alguma coisa que os unisse ainda mais, faltava um objetivo e uma base comum mais forte.
O abandono do dólar e uma moeda comum interna pode ser esse elemento que faltava.
Lula parece que entendeu assim e repetiu a fórmula agorinha na reunião da UNASUL ressuscitada, propôs ao grupo uma moeda comum para suas trocas comerciais, elevando o status da união e acenando para um objetivo comum poderoso.
Pode dar certo e pode ser o que faltava por aqui também.
Quem viaja pela Europa passa de um pais para outro sem perceber, pode ser de ônibus ou carro, os países estão totalmente interligados.
E isso apesar de obstáculos geográficos importantes, cordilheiras, rios, vales, nada impede a integração.
Nem o histórico de animosidades e guerras.
Nós aqui na América Latina somos desligados uns dos outros, quanto ao Brasil e suas fronteiras com praticamente todos os demais países do continente, as ligações ou são precárias e poucas, ou nem existem.
Temos os mesmo desafios geográficos, enormes distâncias, pantanal, florestas, rios e cordilheira, não tivemos tantas guerras entre nós, nenhuma recente, mesmo assim permanecemos desconectados.
A UNASUL surgiu nesse contexto, num certo momento da história quando uma certa afinidade ideológica prevaleceu e alinhou expectativas de maior unidade, o modelo de união europeia parecia um ideal a seguir.
Nada disso prosseguiu, a vida da Unasul foi atribulada, a desunião prevaleceu e os abismos ideológicos entre os governos nas renovações eleitorais em seus países praticamente dizimou a ideia.
Lula esta tentando recriar o grupo, diversos países retornam e a afinidade ideológica anterior não existe mais, os 11 presidentes que estarão reunidos não são mais convergentes nesse aspecto.
O que torna essa iniciativa em novidade e que pode, exatamente porque procura agir pragmaticamente e somando interesses, prosperar.
A frente ampla Lulista no campo internacional pode trazer uma boa novidade.