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Blog do Franco

  • Candidatos

    abril 24th, 2018

    Gosto muito do Haddad.

    E entendo a importância de candidatura paulista, os números exigem.

    E votaria nele, em ocasião certa.

    No momento dessa batalha com o nosso general preso no front inimigo e quase impedido de dar as ordens, também entendi as conversas sobre sua sucessão.

    O que me incomoda é as seguintes e insistentes notícias das tratativas nesse sentido por toda mídia golpista. E acredito nos seguidos desmentidos do Haddad.

    O problema que está ficando claro, entretanto, é que essa mídia escolheu Haddad como o adversário ideal e, isso, deve ser sério motivo de reflexão do partido dos trabalhadores.

    Sem falar da reflexão que também deve  fazer o ex prefeito paulista.

  • Outro golpe

    abril 24th, 2018

    Estabilidade institucional e respeito às regras parece coisa de país rico.

    Nas terras bananeiras o normal é tomar o poder de qualquer jeito e depois dá-se um jeito de governar.

    Quem sempre lutou por democracia por essas bandas foram os grupos de centro e esquerda, mesmo assim com os de centro mudando de lado toda hora.

    Como foi no caso recente do golpe em Dilma.

    Países vizinhos como Argentina e agora o Paraguai que fizeram em eleições a escolha de dirigentes direitistas, constumam arrepender rapidamente mas inutilmente. E, desconfio, o ciclo de conservadorismo que eles legitimam por esses votos não devem abdicar pacificamente dessa posição. O tempo vai nos dizer.

    Por aqui temos nos mantido firmes e elegendo escolhas progressistas com tamanha frequência e previsibilidade que os conservadores perderam a expectativa de vitória.

    Por isso  deram o golpe, prendem o Lula, fazem todas essas barbaridades que assistimos.

    A lógica dos acontecimento obriga a aguardar um cancelamento ou adiamento das eleições, se permanecer esse quadro de míngua dos candidatos do golpe.

    Democracia pra eles só presta se ganham.

    Por isso os motivos para quebrarem de vez todas regras estão presentes , o que sugere de nossa parte a máxima atenção e da parte deles um tudo ou nada.

    Imaginar que saírão de mansinho à espera da revanche é perigosa ilusão.

     

  • Psiu

    abril 23rd, 2018

    A jornalista Mônica Bergamo em sua coluna no Jb, informa que a lava-jato aconselhou o PT a reduzir as manifestações pro Lula, sua visibilidade, portanto, de maneira a permitir espaço para que a sua liberdade possa ser considerada.

    Eu acredito nessa informação, faz todo sentido pelo ponto de vista lavajateiro.

    Ações sorrateiras, camufladas, disfarçadas, covardes e sibilinas. Tudo que os promotores do Paraná adoram.

    E, mesmo  crível, essa manobra não serve aos interesses de Lula, que agora entrou numa cruzada de vida e morte contra os golpistas.

    Ou o trio mídia-legislativo golpista-judiciário lavajateiro é derrotado, ou não adiantam eleições e nem a vitória progressista em 2018.

    O cerco que armaram é total, só rompido esse cerco alguma normalidade democrática e administrativa sobrevive.

    Os lavajateiros sabem e lutam por isso, seria melhor que os progressistas e democratas lutem na direção contrária.

    Nesse sentindo, fazer barulho no entorno do prisioneiro Lula tem sentido prioritário e determinante do resultado que se pretende colher no futuro.

  • Definição.

    abril 23rd, 2018

    Costumo dizer, nas conversas que tenho com os mais jovens, que o Brasil que está aí é um velho conhecido meu.

    De pessoas dormindo sob marquises, bêbados  nas praças, malucos falando sozinhos.

    Ainda faltam as gangues de crianças pedintes, que já estão sendo providenciadas.

    Dos buracos nas ruas, dos carros velhos, do desemprego e do serviço precário.

    Da indigência, dos coronéis, dos favores, arranjos, esmolas e assistencialismo.

    Da exploração, da desorganização, do abandono,

    Dos discursos vazios, do cinismo, da hipocrisia.

    Meu único consolo é saber que existe uma base comparativa possível, recente, aprovada e provada, muito diferente.

    Dessa base podemos extrair o fundamento e razões de uma nova mudança.

    E que seja breve.

    Porque o que aí está tem nome: desastre.

    E vai nos atingir a todos.

     

     

  • Hiato.

    abril 23rd, 2018

    Aqui no Brasil ninguém sabia que aumento real do salário mínimo não quebrava prefeituras, não quebrava a previdência, não provocaria demissão em massa.

    Ninguém sabia que era possível sustentar o financiamento do pequeno e do médio empresário, financiar o consumo e a construção de casas subsidiadas somente com a poupança interna.

    Ninguém imaginava que existia uma riqueza de petróleo imensa na nossa costa, e ninguém gastava um centavo procurando.

    Ninguém sabia da agricultura familiar, do financiamento da educação superior, do bolsa família, ninguém sabia que tínhamos recursos para nada disso.

    Ninguém sabia do valor da democracia, dos movimento sociais, das mulheres, dos quilombolas, dos negros, dos LGBT.

    Ninguém sabia de nada disso.

    O engraçado nisso tudo é que uma coisa que sabíamos deixamos de lado, e isso pode ter colocado tudo a perder : todas as coisas citadas importam, mas o que importa mais é lembrar que essa conquistas são disputas que acontecem no interior da sociedade, das classes.

    Sem somar o que sabíamos e deixamos , com  o que aprendemos agora, não sairemos desse buraco em que fomos jogados.

    Nem hoje,nem amanhã, nem nunca.

     

     

  • No Paraguai.

    abril 22nd, 2018

    Nesse fim de semana acontecem eleições presidenciais no vizinho Paraguai.

    Mais do que aqui, a influência danosa dos períodos militares conseguiu manter na disputa o partido dos ditadores, o Colorado.

    Nos últimos 50 anos, a única vez que o partido Colorado perdeu a eleição pra presidente foi com Fernando Lugo, em 2012, que logo depois foi cassado nesse esquema fraudulento do judiciário que fez do Paraguai a prévia do que aconteceu aqui.

    O candidato favorito é do Colorado, filho de um ex assessor do ditador eterno Stroessner, que as pesquisas de honestidade duvidosa colocam em primeiro.

    Como histórico nas nossas relações sempre lembramos da única guerra que travamos com vizinhos, a quase duas centenas de anos, mas que foi de consequências tão terríveis que o número de mortos do lado de lá foi tanto que mudou a composição étnica do povo.

    A quantidade de homens mortos foi tal que o crescimento posterior da população dependeu de imigrantes, que não pertenciam a mesma etnia dizimada.

    Votam 7 milhões de pessoas.

    As chances da oposição aumentam se a abstinência for menor que 30%, o que significa dizer que se o povo acreditar que vale a pena mudar, eles mudam.

  • Caged

    abril 21st, 2018

    Os números positivos de admissões formais continuaram no mês de março, com redução discreta do mês anterior.

    Os contratos intermitentes já arranham presença estatística, os salários de quem entra é menor do que  quem sai, os empregos domésticos formais desapareceram e fora o setor de serviços os demais setores tiveram números pífios de contratação.

    A constatação é que a economia brasileira estacionou no fundo do poço e movimenta-se por espasmos em setores distintos a cada mês, mais ou menos de acordo com a sazonalidade.

    A balança comercial diminui em ambas as pontas , exportadora e importadora, e preocupa a médio prazo se as exportações continuarem a diminuir mais e mais rápido do que o ritmo das exportações, como já acontece.

    A resposta do governo caminha na mesma do ano passado com a idéia de liberação do Pis/Pasep que cria mais um dos espasmos já referidos. Também liberar Fgts  para quem pede demissão foi ventilado, sem expectativa de acontecer.

    No mais é tentar vender tudo no ritmo da cavalaria: rápido e mal feito.

    Rapido para satisfazer acordos e cenários sem retorno, mal feito para esconder e disfarçar as gordas comissões.

    A certeza é que ninguém sabe o que vem, o que está todos concordam: uma tragédia.

    O Brasil acumula miséria e abandono, que nos deveriam envergonhar.

     

  • 21 de abril

    abril 20th, 2018

    “(…) Portanto condenam ao Réu Joaquim José da Silva Xavier, por alcunha o Tiradentes, Alferes que foi da tropa paga da Capitania de Minas, a que com baraço e pregão seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca e nela morra morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a Vila Rica, aonde em lugar mais público dela será pregada, em um poste alto até que o tempo a consuma, e o seu corpo será dividido em quatro quartos, e pregado em postes pelo caminho de Minas no sítio da Varginha e das Cebolas, aonde o Réu teve as suas infames práticas, e os mais nos sítios de maiores povoações até que o tempo também os consuma; declaram o Réu infame, e seus filhos e netos tendo-os, e os seus bens aplicam para o Fisco e a Câmara Real, e a casa em que vivia em Vila Rica será arrasada e salgada, para que nunca mais no chão se edifique e não sendo própria será avaliada e paga a seu dono pelos bens confiscados e no mesmo chão se levantará um padrão pelo qual se conserve em memória a infâmia deste abominável Réu (…)”.

    A muito me acertei com a história do nosso herói inconfidente, porque compreendi que não por acaso o condenaram a sofrer todas as atrocidades possíveis, sabiam que estavam atingindo o coração do movimento.

    Nem só Tiradentes foi supliciado, dez outros inconfidentes foram igualmente sentenciados à morte. A leitura da ata da sua condenação, de onde extraí o trecho acima, esta disponível facilmente e mostra.

    Da ata sabemos das façanhas do herói, longe de ser um bobo usado como bode para expiar os pecados de terceiros.

    Tiradentes era um líder destemido, propagandista do ideal revolucionário que pregava, tendo até imaginado a bandeira do movimento , que mesmo voto vencido na ocasião, acabou eternizada na atual bandeira de Minas Gerais.

    Vou evitar de traçar os paralelos que me fizeram escrever este post, os sinais da nossa história atual ainda são tênues e apontam para soluções que ainda não estão definidas.

    Mas noto a semelhança dos tempos, e rogo que os destinos dos heróis de hoje sirvam mais àqueles que lhes são contemporâneos do que de lembrança para as gerações futuras.

  • Lula

    abril 19th, 2018

    Para quem sabe, diante da enorme dificuldade enfrentada para se comunicar, em que cada palavra importa, Lula no seu segundo bilhete mencionou a possibilidade da morte.

    Não me incluo entre aqueles que farejam presságios ou intenções ocultas, nem quem perceba um prenúncio de depressão.

    As palavras foram cuidadosamente escolhidas, e quem como eu tem acompanhado os discursos do líder, reconhece nessas algumas peculiaridades.

    Dessa vez, pensando em agradecer e fortalecer os militantes que fazem a vigília próxima à PF de Curitiba, Lula cuidou de incluir uma mensagem do significado daquela luta da vigília em particular, que agradeceu, e outra para o futuros das lutas: serão muito duras.

    Escolheu dizer que aconteça o que acontecer, o nosso futuro não será conquistado facilmente, porque além de tudo , também ele que é um conciliador, foi jogado na prisão incomunicável e de preferência para sempre.

    Ao barrar a entrada do prêmio da paz Esquivel, a justiça e a elite brasileira confirmam imediatamente as afirmações do Lula.

    No futuro, qualquer um, inclusive ele, terão imensas dificuldades para conduzir em paz esse país.

    Foi o que entendi.

  • Uma senadora e suas bestas

    abril 19th, 2018

    Em algum reino da bananandia vive uma senadora muito esperta, que antes de dedicar-se ao bem comum dos seus, expunha as ideias e ideais dos seus patrões em um programa de TV.

    Lá fez a fama que permitiu ingressar na carreira política e na busca idealista do bem comum para os seus.

    Trouxe consigo as lições aprendidas nos muitos anos dedicados a mentir e manipular descaradamente a audiência, seu esforço sempre foi no sentido de tudo fazer para agradar os patrões.

    Assim, mesmo da tribuna do Senado não abandona seus velhos hábitos do mal proceder e mente sem dó nem piedade.

    Também guarda com carinho a lição aprendida dos publicitários americanos: ninguém perde dinheiro apostando na burrice alheia.

    Seu mandato ela deve por seguir ao pé da letra a valiosa lição.

    Não devemos, entretanto, julgar desfavoravelmente a inteligência da nobre senadora, não é a falta de matéria cerebral que a move, antes, sua aposta no contrário: a burrice de seus eleitores.

    Então, nessa aposta racional que faz,  aprendeu que além de não perder dinheiro, também não perde eleição.

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