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Blog do Franco

  • Avalanche.

    agosto 27th, 2018

    O portal Brasil247 nos informa que o estoque de imóveis retomados pelos bancos brasileiros por conta de inadimplência nos pagamentos do financiamento, atingiu a marca de 70 mil unidades.

    Que correspondem a 11 bilhões de Reais.

    Esse estoque que até 2016 era de pouco mais de 40 mil unidades, quase dobrou, é só esse primeiro trimestre de 2018 já foi acrescido de 1,6 bilhões de Reais.

    A CEF detém cerca de 60% desse estoque.

    Evidente que em algum momento os bancos precisarão desovar esse ativo, que será feito através de leilões onde o antigo proprietário só recebe parte do que pagou até ser obrigado a devolver, na hipótese do valor apurado em leilão curtir os custos do banco e sobrar algum.

    O que nos conduz para o cenário seguinte.

    Esse leilão maciço de imóveis provocará queda generalizada no valor dos imóveis, congela lançamentos novos até que esse estoque acabe, transfere renda dos mais pobres, que não conseguem pagar uma prestação e perdem seu bem, que será adquirido a preço de banana por quem tem algum dinheiro para arrematar o leilão.

    Mantém assim a construção civil parada, o desemprego na área nas alturas, enquanto alimenta o mercado com estoque barato para a próxima rodada de valorização.

    Concentração de renda funciona assim.

    A solução?

    Qualquer uma, menos essa.

  • Fome.

    agosto 26th, 2018

    Terminou a greve de fome.A fome ,mesmo, não terminou.Tentou comer justiça.Ninguém colheu.Sequer plantou.Não tinha.Não tem.Descome.Tentou beber justiça.Mas não choveu.Nem nuvem viu.Nada caiu do céu.Secou.Desbebe.Tentoufalar.Tentouinfluir.Tentou.Tentou e tentou.Tentou.Foimelhorqueficardebarrigacheiacoma bocaescancaradadedenteesperandoamortechegar,foi.

  • Nem derrotado antes, nem vitorioso agora.

    agosto 25th, 2018

    Estamos entrando na reta final da eleição mais importante dos últimos 20 anos, quando iremos repudiar ou confirmar um golpe parlamentar-midiático e jurídico que nos atirou na idade média.

    É uma oportunidade de resgatar um crescimento civilizatório, sereno, inclusivo, que tem apoio majoritário da população, sobretudo dos mais pobres e remediados.

    Derrotando um projeto predatório, excludente, autoritário e entreguista, apoiado pelos ricos e privilegiados.

    Essa dicotomia, que contrapõem escolhas dos ricos e dos pobres, histórica, diz muito do nosso Brasil.

    Diz tanto que recomendo a leitura do livro ” A elite do atraso” de Jesse Souza, porque um pequeno texto não é capaz de descrever minimamente a excelente obra que disseca as entranhas apodrecidas do país.

    Mas escrevo por outro motivo.

    Recentemente o PT foi derrotado na eleição municipal, muito foi dito sobre o assunto, na minha avaliação percebi que o eleitor do partido estava atordoado e não compareceu nas urnas, deixando o campo aberto para a vitória do golpe naquele momento.

    Era uma eleição menor, verdade seja dita, paroquial, onde assuntos municipais e nomes pouco conhecidos disputavam o direito de recolher o lixo, limpar as ruas e tapar buracos.

    E o resultado pouco ou nada significaria em termos nacionais ou de tendências.

    O que essa eleição parece que vai confirmar.

    Mas, a provável vitória do campo progressista não vai significar um novo arranjo definitivo, longe disso, as forças da reação mostram permanente disposição de conspirar e dificultar o progresso e libertação do país e fica claro e presente a necessidade de confirmar todos os dias o rumo que deverá ser escolhido na eleicao.

    Nem derrotados antes, nem vitoriosos agora.

    E,precisamos entender, teremos no judiciário um inimigo furioso que precisará ser desvendado, traduzido e derrotado.

    Como, ainda não sei.

  • O poeta da política.

    agosto 25th, 2018

    Pepe Mujica acaba de receber um prêmio na Espanha, pelo conjunto da sua obra.

    Como ex-terrorista preso e encarcerado pelo regime militar uruguaio por quase 30 anos, o prêmio foi mais do que merecido.

    O ex-presidente do nosso querido Uruguai ganhou um prêmio, entretanto, por sua obra poética.

    Na política!

    Sim, Mujica enquanto político espalhou generosidade, sabedoria, humildade, paz.

    Existe algo mais poético do que isso, nesse mundo?

    O reconhecimento foi um gesto extraordinário, parabéns aos espanhóis.

  • Canalhas, canalhas.

    agosto 24th, 2018

    Impressiona a divulgação, por parte da defesa de Lula na ONU, de cópia de documento enviado pelo governo brasileiro agora em março desse ano, onde reafirma reconhecer no processo em andamento na instituição, e onde consta como parte, a autoridade da ONU para decidir.

    As palavras recentes do ministro da justiça, poucos meses após anexar esse documento, assusta pela desfaçatez, mesmo partindo de um governo desmoralizado como o nosso.

    Imaginem vocês o espanto dos membros do comitê de direitos humanos da ONU ao tomarem conhecimento da reação de total desdém e desconhecimento do governo brasileiro, diante da decisão que repõem os direitos de Lula concorrer.

    Igualmente, causa espécie e espanto assistir o vídeo, também recente, do ministro Moraes defendendo a autoridade dos tratados internacionais e a importância da justiça brasileira em acata-los.

    A sua manifestação, citando conselho de sua avó, que cada macaco deve ficar no seu galho,após a decisão da ONU que lhe desagradou, situa esse personagem com destaque nos mais proeminentes listas de canalhas mundiais.

    Aliás, inclui o governo e seu ministro da justiça nesse rol.

    Canalhas, canalhas e canalhas.

    Infelizmente, para eles, não passam incólumes.

  • O mestre.

    agosto 24th, 2018

    O jornalista Bob Fernandes, que acompanho desde a época da Carta Capital, e que agora trabalha na TV, embora eu só o assisto aqui no Facebook, revelou uma coisa muito importante.

    Revelou que Lula deixou gravada uma mensagem para ser exibida no horário eleitoral declarando que Haddad é seu candidato substituto.

    Considerando que Lula está preso a 115 dias, e muita discussão, tempo e tinta foi gasta nas hipóteses sobre a sua escolha, imaginar que ele já tomou essa decisão a tantos meses, nos diz muito do tamanho da pessoa com quem estamos lidando.

    Primeiro a sua análise pragmática de sua situação.

    Encarcerado em Curitiba, Lula tinha clareza cristalina da necessidade de escolher seu substituto e, mais, deixar isso gravado! Assim fazendo dá um drible nos seus algozes que o silenciam.

    Segundo, a fidelidade dos que o cercam, que trabalharam essa escolha sigilosamente, enfrentando todo tipo de pressões, internas e externas, preservando o capital político do líder.

    E, terceiro, a inteligência política de Lula, administrando o tempo, as ansiedades, todo o poder que se levantou contra um encarcerado e não foi capaz de vencê-lo.

    Lula, que já é história do Brasil, vai escrevendo seu nome nas galerias dos maiores desse mundo.

    A sua vitória na próxima eleição pode significar a sua redenção, a nossa, a do Brasil.

  • A bolha.

    agosto 23rd, 2018

    Aquele filme pretensamente de terror, chamado A Bolha, feito não sei quando e nem por quem, que na verdade eu nem assisti, mas sei que tem fama de trash e algumas cenas virais muito conhecidas; serve de metáfora para o desempenho da economia brasileira.

    Por falar em metáforas, alguns comparam a cotação da moeda americana, batendo agora em 4,10 com as intenções de votos de Alckmin.

    Eu acho injusto, o dólar está com tendência de alta e o Alckmin….

    Mas, voltando, a bolha é aquele ser que surge de algum laboratório, de algum cientista louco, aqueles clichês todos, nisso igualzinho ao golpe no Brasil, repleto de personagens clichês.

    A tal bolha parece que cresce, mas só quando engole gente, nisso perfeito quanto ao golpe, mas no final fica descontrolada e destrói tudo e todos.

    É ou não é, Igualzinho?

    Sobretudo na sua visão trash.

    Bom, eu não gosto de nada trash, muito menos filme, golpe trash então, quero distância.

    O que não me impede de ver as incríveis semelhanças e o mesmo destino desses cafajestes do golpe brasileiro.

    Entre eles todos, quem não finge de morto e está mudo, como é o caso do judiciário golpista, está sendo engolido pela bolha, caso do mercado e dos políticos golpistas.

    Que se vão todos.

  • A avestruz, o novo símbolo nacional.

    agosto 23rd, 2018

    Nesses tempos de propostas tantas e variadas,pensei em incluir a idéia de tornar a avestruz o animal símbolo do Brasil em algum programa de governo.

    O incômodo detalhe da ave ser originária da África, poderia, quem saber, ser contornado com argumentos pró globalização.

    Mas, infelizmente, essa idéia da globalização também anda em baixa.

    O nosso tamanduá bandeira continua firme e forte, até porque, dizem, possui um abraço matador.

    O que nos levaria para outras idéias que deveremos desenvolver em uma outra oportunidade…

    Resta a tristeza de forçosamente abandonar a idéia do avestruz, imaginem, diante do comportamento da Procuradora Dodge, dos ministros do STF, do TSE, da mídia, onde todos enfiaram a cara no chão deixando o traseiro de fora, que outro símbolo escolher?

    Deixando a ironia de lado, o que esses personagens pensam que estão plantando, o que esperam colher?

  • A avó do jabuti.

    agosto 21st, 2018

    Quando imaginei que um nome do STF iria se manifestar sobre a decisão do comitê de direitos humanos da ONU para permitir a participação de Lula na eleição, eis que o nome que surgiu foi o Alex Moraes, aquele tucano indicado pelo Temer.

    Mas, vá lá.

    Se jabuti esta pendurado na árvore, alguem o colocou lá.

    E, se lá está, seria o caso de ouvirmos o seu entendimento.

    E ele explicou, dizendo que o Brasil não está obrigado a seguir a determinação na ONU, porque, segundo a avó lhe ensinou : ” cada macaco no seu galho”.

    Não citou outra razão, o que me permite concluir que essa já lhe bastou.

    Então, é isso.

    Esperamos outras manifestações das autoridades do judiciário que, talvez, levem mais a sério a responsabilidade que tem.

    Até agora, silêncio total.

  • Paredón.

    agosto 21st, 2018

    Enquanto a inteligência jurídica institucional brasileira quebra a sua cabecinha na tentativa de sair do corner onde a decisão do comitê da ONU a deixou – e,até aqui não conseguiu sair- o outro parceiro do golpe, a imprensa e seus colunistas pagos, faz barulho e levanta poeira para tentar servir de parede, de biombo.

    Tentam esconder o que não pode mais ser escondido, esquecer o que não pode mais ser esquecido.

    Parece até música do Chico Buarque, mas parece mais mesmo, o deveria parecer, é com uma prática da revolução cubana : o paredón

    Não vou explicar, se não sabe o que é o paredón, procure saber.

    Enquanto a imprensa do golpe tenta esconder seus ativos parceiros da justiça seletiva atrás do muro, talvez a idéia correta não fosse bem essa de esconder.

    O melhor, no caso, seria expor a todos bem na frente do muro, do paredón, se é que você me entende.

    A democracia funciona bem é na luz.

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