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Blog do Franco

  • El Cid.

    maio 3rd, 2023

    Quem dera nosso Cid fosse em algo semelhante ao herói da Espanha, campeão do Rei, unificador dos Reinos e invencível nas batalhas.

    Mesmo depois de morto.

    O nosso Cid era ajudante de ordens do ex presidente, que esta a caminho da prisão nesse momento em que escrevo enquanto o ex chefe tem a casa vasculhada por policiais.

    Entre tantos e graves motivos nos diversos crimes da dupla, dessa vez a razão dessa ação da PF é a falsificação dos arquivos de vacinação do Ministério da Saúde de integrantes do desgoverno derrotado nas urnas, falsificavam para consolidar a união da quadrilha internamente, manter o discurso anti vacina e burlar as vigilâncias sanitárias mundo afora para permitir ingresso em países sérios.

    Não que o nosso não seja, mas é forçoso admitir que fraquejamos e agora remamos para reaver a racionalidade perdida.

    E o respeito.

    Nosso Cid estava há pouco comandando o Batalhão de Operações Especiais em Goiânia, estava assim no cargo de quem guardava a segurança do Distrito Federal, uma espécie de último bastião de nossas defesas. E a sua remoção custou o posto de Comandante do Exército, porque o primeiro nomeado ao cargo recusou cancelar a nomeação do Cid e o governo decidiu afastar a ambos.

    Imagine só.

    Especialista em sacar dinheiro em espécie nos terminas bancários dentro do Palácio do Planalto, fazer busca em alfandegas por jóias das Arábias apreendidas em contrabando e , agora, acusado de falsificar registros médicos do Ministério da Saúde durante uma pandemia mundial, nosso Cid é imbatível em falcatruas, um campeão e igualmente escudeiro de um Rei.

    E isso o que descobrimos até agora, imagine o que vem por ai.

    Resta ao nosso Cid o consolo da fama, na posição exata contrária do outro famoso Cid.

    Sem viralatismo de minha parte, minha gente, o Cid deles lá é uma invenção, o nosso, infelizmente, é real.

  • Arcabouço Fiscal : Considerações Finais.

    maio 3rd, 2023

    Muitas, variadas , fundamentadas e relevantes análises e ponderações sobre a aplicação e viabilidade do novo Arcabouço Fiscal temos visto nos últimos dias.

    A correria com a PL das Fake News pareceu pausar esse importante debate sobre a nova âncora fiscal dos próximos anos, se o fez ou não não importa, voltamos a esse importante assunto.

    Não que o PL das Fakes fosse irrelevante, talvez esse tempo a mais pode ser usado para arredondar e desengordurar o texto.

    Ou não.

    Queria encerrar essa etapa de reflexão inicial sobre o Arcabouço com uma observação, porque entendi recentemente na entrevista semanal do Forças do Brasil da TV 247 comandado pelo Jornalista Mario Vitor Santos, a matemática das bandas mínimas e máximas previstas na nova lei e de que maneira serão aplicadas .

    Assista no YouTube, Programa com o economista Pedro Paulo Zahluth.

    Concordei com tudo, muitos outros analistas igualmente notáveis apresentaram ótimos e bons comentários projetando consequências futuras nos mais variados cenários e assim aos poucos vamos compreendendo.

    Mas, data vênia, de tudo eu me lembrei de um fato em 2008, quando a bolha imobiliária americana estourou e o apocalipse teria chegado ao mundo e também ao Brasil.

    E nao foi assim, contra tudo e contra todos o presidente de então e atual, Lula da Silva, corajosamente enfrentou a crise com estímulos aos consumo, renda e emprego, falando resumidamente, e domou o tsunami que nos atingiu como uma marolinha, exatamente nos termos empregados na época.

    Por que a comparação com o tempo atual?

    Ora, como então, agora e para sempre, sem desenvolvimento e crescimento não temos , não tínhamos e não teremos solução para nada.

    Nem econômica, nem política, nem orçamentária, nem eleitoral, nem ideológica e nem nem nem.

    Não teremos.

    A questao é colocada não em termos hipotéticos, no terreno das possibilidades, o jogo é um só, ou crescer ou nada feito.

    É certo imaginar cenários, alguém deve faze-lo, certamente os riscos existem e podem ser quantificados.

    Mas o verdadeiro cenário é aquele de quem atravessa a ponte e a derruba atrás de si, para não retornar.

    Pode parecer exagero ou dramático, mas é assim que é : ou bem cresce nos termos propostos pelo novo Arcabouço ou nada feito.

    Seguimos.

  • O Recruta Zero e o Sargento Garcia.

    maio 2nd, 2023

    O ex ajudante de ordens do ex presidente foi chamado para mais uma rodada de depoimentos na Polícia Federal.

    O próprio ex presidente concedeu dois depoimentos na PF, respondendo a alguns de seus inúmeros inquéritos.

    Um número próximo de 100 militares das diversas forças e policiais militares foram e estão sendo arrolados nas investigações do dia 08/01.

    Não tenho notícias das apurações internas das Forças Armadas sobre o dia 08/01, mas a notícia agora nem é essa mais.

    Porque, perceba, estamos nos acostumando a essas apurações, indiciamentos, depoimentos e processos, que daqui a pouco as condenações também serão rotinas.

    E estamos falando dos militares que até pouco tempo pareciam acima e distantes do alcance das leis.

    Desfilavam impunes e arrogantes.

    Verdade que tem muita alta patente por aí ainda aparentemente inalcançável e distante das consequências dos inúmeros crimes por eles cometidos, mas a aposta agora mesmo arriscada é contra eles.

    E o mundo não veio abaixo e nenhum tanque fumacento desfila na Esplanada.

    O ex ajudante do ex presidente não é pouca coisa, foi retirado do Comando de Operações especiais de Goiânia, Batalhão responsável pela defesa última da Capital Federal. Sua carreira militar, até o Generalato certo, está comprometida. Agora imaginem esse tipo que até ontem ocupava-se com retiradas escondidas em caixas automáticos do Palácio, depois sua busca desesperada por jóias contrabandeadas das Arábias até o Comando desse Batalhão de Forças Especiais.

    Reflita sobre essa trajetória profissional e muito do desastre bolsonarista de administração, gestão e planejamento estará entendido.

    E esse é apenas um exemplo, de Pazzuelos e Mourões estamos até o teto.

    Ou estávamos.

    Recentemente acompanhamos as imagens vazadas da invasão dos bárbaros no Palácio do Planalto, mostrando o passeio desolado do General do GSI, depois o roubo das armas do mesmo GSI foram exibidas na sequência das imagens.

    Roubadas, dentro da sala do GSI no Palácio do Planalto que deveriam guardar, enquanto os agentes ofereciam água mineral para a horda ensandecida.

    Essas, talvez, tenham sido as últimas e definitivas passagens dos nossos militares pelo poder central, para o bem deles e para o nosso bem, sendo para o bem geral e irrestrito de todos, mantenham-se nos ditames constitucionais e longe da política.

    Não fazendo assim mais do que a obrigação.

    E Hoje o Exército reabriu suas redes sociais fechadas após a chegada do novo comandante, nos comentários lemos os bolsonaristas furiosos porque não tiveram o apoio para consumar o sonhado golpe.

    Sobre o golpe fracassado, ou não, teremos um post em algum momento, sobre o xingamento dos bolsonaristas melhor dar por encerrado o assunto.

  • CPMI, Arcabouço Fiscal, Lira, Pacheco e a miséria da política.

    maio 2nd, 2023

    Atenções voltadas para a votação do PL das Fake News, a essa altura em que escrevo sabido o resultado, capturando os corações e mentes dos principais jornalistas e analistas e suas pautas, e apesar disso não é suficiente para paralisar outros e importantes projetos em gestação no forno das decisões.

    Um o novo Arcabouço Fiscal, encaminhado para apreciação do Congresso e com promessas de apreciação a jato para os padrões legislativo.

    Outro a CPMI do dia 08/01, não é uma aprovação pendente, mas um rompante da política a meu ver fadada a não existir.

    Por trás das cortinas dos debates sobre o 2630 essas duas agendas concorrem entre si e entre os interesses envolvidos, e na sequência da decantação da base de sustentação do governo no Congresso.

    O Presidente da Câmara Lira aproveitou as atenções momentaneamente capturadas e tentou dar o bote na articulação do governo na Câmara, bombardeou o ministro Padilha e até pediu sua degola. Trabalha para si, tenta reaver o comando da liberação de verbas das emendas perdida para o Ministro, alegando que assim a sustentação do governo estaria garantida. Não mente, mas também não fala verdades.

    Muitos são os caminhos que conduzem ao poder, nunca é bom duvidar de quem controla o orçamento e muito menos de quem alimenta a expectativa eleitoral futura. Quanto ao dinheiro não temos dúvidas que está na mão do governo, já a expectativa futura de poder estaria na pior hipótese dividida.

    E é o que esta acontecendo nesse momento.

    Lira não reclama por pouco, ao mesmo tempo em que controla o tempo atual da pauta de votação, estando em posição central e decisiva, corre contra si o tempo de seu mandato e o fortalecimento do governo e de seus ministros que por consequência também o enfraquece.

    Por isso blefa, um daqueles blefes difíceis de encarar, mas blefa.

    A natureza e composição do governo é plural, negociar é o que importa, é justo, trabalhoso mas é o certo a fazer.

    Os blocos em formação na Câmara ainda não disseram a que vieram, essa votação da PL da Fake News mostrou o quanto bancadas temáticas podem ultrapassar blocos e partidos cumprindo agenda autônoma e isso alonga e torna as negociações mais difíceis.

    Lira aposta pesado no meio dessas indefinições, prorrogando decisões e renovando ameaças e tentando empoderar aliados em posições estratégicas. As dificuldades crescentes que encontra mostra o quanto cada decisão tomada pesa contra ele, nesse jogo das indefinições ele seria o Rei, uma vez empossados os príncipes ganham autonomia e voam. Para qual poleiro o tempo vai dizendo.

    Nem penso muito na CPMI, acredito que ela não vinga, serve pra manter as cartas embaralhando indefinidamente.

    O Arcabouço merece um outro post, mas até aqui segue célere para aprovação.

    O PL das Fake News saberemos hoje, mas deve ser adiado.

    E o Pacheco?

    Quem souber dele me avise.

  • Adiar a votação do PL das Fake News?

    maio 2nd, 2023

    A previsão de votar ainda hoje o famoso Projeto de Lei 2630, o das Fake News, parece improvável.

    Nesse última semana, após a aprovação da urgência na Câmara, em votação relativamente apertada e dividindo bancadas, com excessão das esquerdas, a previsão seria apreciar o texto nesta terça feira após o feriado, mas um conjunto de fatores somados, resistência de produtores de conteúdo sobretudo jornalistico, mudança de orientação para não aprovar por parte da bancada evangélica e um levante organizado pelas plataformas contra a aprovação, colocou o PL 2630 no corner.

    E não seria a primeira vez.

    A verdade é que por mais que estejamos tomando conhecimento dos encaminhamentos e diversas etapas que esse projeto passou, por esses dias e no afogadilho da véspera da votação, as circunstâncias que nos trouxeram até aqui e os rumos da discussão acirrada desses últimos dias acaba por sedimentar não um ambiente propício para a sua aprovação, mas para o aprofundamento dos debates.

    Ao contrário do mote de aproveitar para passar a boiada, de triste memória, devemos aproveitar e discutir amplamente o projeto com mais conhecimento adquirido, mais empenho dos interessados e manter a decisão de buscar uma solução negociada desde importante fator da vida moderna.

    Poucos artigos são controversos, existe interesse da maioria em aprovar alguma forma de regulação dessas plataformas e parece termos os meios para fazê-lo.

    A seu tempo, penso .

    Do jeito que chegamos a esse dia de votação, com ânimos acirrados e desconfianças generalizadas, submetidos a boicote criminoso do debate por parte das plataformas, melhor mesmo é respirar, retomar o fôlego e decidir no momento seguinte.

    Sempre é arriscado prever futuro, sobretudo envolvendo a política.

    Mas imaginar o centrão e seus associados colocando a mão nesse vespeiro com coragem e a decisão necessária a essa altura do debate ?

    Não acredito possível.

    Vão adiar, espero que não indefinidamente.

  • Contra as Fake News?

    maio 1st, 2023

    Acompanho com interesse a evolução do debate sobre a tramitação legislativa do chamado projeto da Fake News. Que a rigor não trata exclusivamente desse assunto, aliás, trata lateralmente.

    Antes de apreciado na Câmara, a essa altura em Sessão notória por fragilidades, o projeto foi aprovado no Senado cerca de 3 anos atrás e, segundo o relator Orlando Silva, foi debatido por três meses.

    Por quem?

    Nesses dias assistimos um redobrado esforço do relator Deputado Orlando Silva, um político experiente, ex Ministro, pessoalmente atingido no passado por escândalos fabricados pela imprensa corporativa, como ele mesmo faz questão de lembrar, esforço no sentido de correr por variados veículos de imprensa e novas mídias, para explicar o extenso texto redigido e aprovado em regime de urgência na Camara dos Deputados.

    Sobre essa votação muito poderia ser observado, destaco ter sido o primeiro embate entre as forças na Câmara, uma primeira votação entendida como teste da verdadeira base de apoio ao novo governo, entre formação de blocos parlamentares, disputas por orçamento, cargos e poder, ainda em disputa acirrada. E a aprovação desse projeto, praticamente desconhecido, mostrou alguma coisa próxima a uma base parlamentar desequilibrada e numerosa suficiente para embates médios, os grandes ainda por descobrimos quando eles chegarem.

    Nesse projeto, sabidamente difícil e tratando de tema relativamente novo, apesar das explicações do relator, seu grande equívoco estratégico foi encaminhá-lo na surdina, escondendo mesmo o texto que seria votado e que foi aprovado mesmo assim.

    De fato o projeto foi aprovado no senado anos atrás, faltou explicar que somente a metade dele que foi, porque Orlando Silva acrescentou outros 30 antigos nos 30 anteriormente previstos no texto do senado.

    E nesses artigos acrescentados, de véspera, sem discutir abertamente, também praticamente desconhecido dos deputados, foi submetido a apreciação e aprovada a urgência, que objetivamente também abrevia a discussão evitando o texto passar por análise nas comissões da câmara onde seria discutido e detalhado.

    Foi uma estratégia? Vá lá, pensaram aproveitar a tragédia do dia 08/01 e depois a comoção das ameaças a invasões e massacres nas escolas do dia 20/03 para, digamos, passar a boiada.

    Seria uma estratégia, vá lá.

    Mas não funcionou, digo.

    O solícito Orlando aparece em todos os lugares ao mesmo tempo correndo para afastar resistências que surgem de todos os lados, não são somente os bolsonaristas quem criticam, muitos atores independentes mas relevantes do mundo virtual mostram dúvidas e temores quanto aos desdobramentos futuros da aprovação do PL nos termos atuais.

    Veja, se os temores e dúvidas são injustificadas, equívocos e má interpretação da lei, limitação de entendimento ou mesmo ignorância, não importa, não importa o motivo, o texto não precisa agradar a todos e nem responder por todas as particularidades , precisa ser sim entendido, transparente e que agrade ou desagrade por opções no texto fundamentadas e defensáveis.

    Até aqui, consegui descobrir duas novas versões do texto após a aprovação da urgência, isso uma semana após a aprovação e a dois dias da apreciação definitiva no plenário da Câmara.

    Uma nova versão já alterada no texto da lei e uma nova versão em promessas durante conversas intensas nessa semana entre relator, governo e os interessados.

    O fato da mídia corporativa apoiar o projeto é, sabidamente e infelizmente, um sinal de preocupação.

    O fato dos bolsonaristas criticarem acidamente o projeto, indica um sinal positivo.

    O fato das plataformas bombardearam o projeto, indica preocupação e um sinal que deve ser levado muito a sério.

    Vamos ver o que vai dar, nessa semana descobriremos se a estratégia do Relator funcionou.

    Na hipótese contrária, de naufragar, sugiro ao governo assumir o projeto, debater e negociar arduamente, convencer, mostrar a importância do tema para o conjunto da sociedade.

    A impressão que tenho é que esse tema ficou grande e importante demais para ser conduzido por um deputado, qualquer um.

    É tema de governo, e um dos mais relevantes.

  • O crescimento do PIB em 2023 II – A Missão.

    abril 30th, 2023

    Faltou no artigo anterior minha expectativa quanto aos números do PIB 2023 e desdobramentos na inflação e nos juros.

    Antes, destacar alguns pontos.

    De positivo temos encaminhado aumento real de salário mínimo e reajuste de 9% para servidores, com planejada sequencia nos próximos anos; previsão de concursos públicos, reajuste da tabela de imposto de renda beneficiando 13,7 milhões ,queda continuada dos preços dos combustíveis, abrangência do Bolsa Família que já retirou 3 milhões da miséria e previsão de mais 8 milhões nos próximos meses, contratação CAGED acima do esperado, reingresso de investimento externo, atividade econômica acima do esperado, retomada de milhares de obras em todo o Brasil que estavam abandonadas.

    De negativo gastamos com juros da dívida R$65,3 bilhões em março, nos três primeiros meses do ano R$ 181,7bilhões, sem ainda logramos uma solução para esse grave entrave.

    Os aspectos positivos alencados jogam a favor da atividade econômica mais dinâmica, sobretudo no curto prazo a recuperação do salário mínimo e o Bolsa Família. O reajuste da tabela do imposto de renda, que vem ainda esse ano ( sabiamente a legislação permite diminuir a cobrança no mesmo ano, aumentar só no ano fiscal seguinte), avança na política preferencial dos governos anteriores do PT de favorecer as rendas básicas, ao atingir esse faixa de dois salários mínimos a nova versão do governo agrada esse público imenso onde pesquisas mostravam resistência a aprovação do PT.

    Quanto aos números do PIB estamos jogando esses dados, em março o próprio governo revisou sua meta de crescimento de então 2,1% para 1,6% e agora, após os novos dados do fim do mesmo mês, anuncia nova revisão para cima. O mercado fala em 1%, alguns um pouco mais, ai incluído o FMI, e todos a essa altura refazendo as contas após o anúncio de crescimento de 3,3% de março.

    O que é possível afirmar é que estamos progredindo, números acima de 1,5% serão a expectativa a partir de agora, um número mais próximo a 2% é nesse momento a melhor aposta.

    Observe que nem falamos ainda do arcabouço fiscal e nem dos anúncios das medidas de estímulo previstas para maio, essas iniciativas podem não empurrar o PIB no ano corrente, mas agem sobre as expectativas e tomadas de decisões que antecedem os investimentos e negócios.

    A inflação com tendência ligeira de queda e golpeada por contenção ou diminuição dos aumentos dos preços administrados, que estão até caindo, sobretudo combustíveis, na esteira da desvalorização do dólar e ingresso de divisas, deve ficar nessa faixa do 5% mesmo, até porque eu percebo ai uma janela para o governo reajustar seus preços administrados durante essa trégua atual, acumulando gordura para alguma necessidade de contenção futura.

    O capítulo dos juros do BC bolsonarista permanece um desafio, a ideia consolidada nas cabeças de planilha dessa gente do mercado, incluído ai esse que permanece a frente do Banco, é flexibilizar a partir do último trimestre, falam em outubro, chegando a estratosféricos 12,25 % ou um pouco mais no fim do ano.

    Eu torço que o Senado avance sobre esse planilheiro desajustado, mas sinceramente com tanta atividade nas casas legislativas encaminhadas e importantes, esse incompetente vai ficando de lado. A essa altura o governo toma como positivo um viés de baixa no boletim da reunião de maio, semana que vem.

    É muito pouco, é o que temos.

  • O ex ministro da (in) justiça.

    abril 29th, 2023

    Tenho evitado falar sobre o ex governo recém derrotado nas urnas, porque prefiro me ocupar com os inúmeros desafios e o enorme fluxo de notícias vindos do atual governo e das circunstâncias por onde deveremos passar .

    Não ignoro a herança maldita deixada, o lixo acumulado debaixo do tapete ainda por ser limpo, a presença desprezível da turma eleita no discurso fascista e muito menos das consequências do dia 08/01 e suas motivações.

    Sobre isso digo que tenho reservas quanto a CPMI por confirmar, palco privilegiado de baixarias mesmo sobre o previsto controle do governo, e sigo acompanhando o trabalho até aqui célere da justiça, sobretudo o STF com o ministro Alexandre a frente, e aguardo o avanço das apurações e punições na direção de mandantes e financiadores, civis e militares.

    Dito isso, temos na figura desse ex ministro da justiça, Anderson Torres, preso após o dia 08/01 e sobre quem caem até agora as mais variadas e pesadas acusações na preparação, no boicote a prevenção por parte das forças sobre seu comando ( aí já no papel de secretário de justiça do governo Ibaneis no DF) e finalmente sua presença nos EUA, supostamente de férias, na época do assalto e destruição na capital federal no mesmo período e proximidade ao ex presidente.

    Arriscaram tudo, e perderam.

    Sobre essa triste e trágica figura pairam não somente essa montanha de acusações gravíssimas, mas também sua atuação juntamente com o ex chefe da polícia rodoviária federal nas blitz realizadas no dia da eleição do segundo turno e que visavam impedir a votação dos nordestinos no presidente Lula.

    A lista de crimes é imensa e nos deixa uma pista do caráter e da mentalidade desse fascinora.

    A sua reação na prisão, de aparente desespero e debilidade física, seus reiterados e negados pedidos de habeas corpus, sua anunciada intenção de recorrer a OEA e agora por fornecer senhas falsas de seus email e celulares para a Polícia Federal, mostra uma persona infantilóide, simplória : um idiota.

    Um personagem assim, desprovido de condições mínimas de ocupar cargos relevantes foi o escolhido para ministro da justiça e depois secretário de justiça, exatamente para executar um tipo de serviço requerido a somente esse tipo de caráter raso e doentio.

    E não vamos esquecer da decisão de Ibaneis em nomea-lo, apesar dos alertas para não faze-lo inclusive por membros do STF.

    Faço essa pequena reflexão, a contra gosto, porque sabemos existir uma espécie de corrente a arrastar pessoas nesses caminhos que levam ao fascismo nesse mundo, episódios que foram estudados e relativamente entendidos, quando pessoas ditas normais abraçam e apoiam regimes totalitários conscientemente, cercados por um discurso histérico e ameaçador que aceitam e propagam.

    Mas não é o caso desse Anderson, ele era um executor das grandes, dos planos terríveis para boicotar e vencer a eleição no segundo turno, e embora não saibamos até onde iria a sua contribuição intelectual nessas loucuras, por certo era o escolhido para executa-las.

    Não era qualquer um e sua figura patética e covarde diz muito do que estava por aí destruindo o nosso país, pessoas e grupos de pessoas já destruídas em si mesmas e incapazes da convivência democrática e pacífica.

    Um mostro.

  • O crescimento do PIB em 2023.

    abril 29th, 2023

    O início do ano apresenta surpresas quanto ao crescimento da atividade econômica no Brasil, com alguns números superando em muito as previsões dos agentes.

    Mesmo concentrado no agronegócio, favorecido por câmbio supervalorizado ainda, talvez o valor chamado justo para nosso câmbio seria R$4,50 por U$1, reabertura das atividades pelo fim dos temores da Covid e da guerra na Ucrânia que desorganiza o comércio de grãos, o fato é que a contribuição só do agronegócio para nosso crescimento do PIB em 2023 está em 1,5%.

    Também o setor de serviços vai se organizando com a reabertura dos negócios, sendo nosso principal componente para a formação total do desenvolvimento é importante observar esse comportamento ao longo do ano, iniciou bem e agora deu uma parada, mas penso ser razoável prever continuidade de progresso.

    O que não é evidente por si, pelo fim da Covid seria esperado que o setor de serviços arrancasse no mundo todo, mas não está ocorrendo, a Europa apresenta números medíocres e os EUA sem os gastos estratosféricos com produção e vendas de armas não estaria lá grandes coisas.

    Haddad anuncia estudo do governo para reavaliar a expectativa para o crescimento no ano, cita bancos que trabalham com 2%, e ele sabe que já temos 1,5% garantidos.

    A batalha sobre a taxa de juros com o presidente do BC sob fogo cerrado ainda continua, semana que vem teremos a reunião do Copom que avalia periodicamente a taxa e a expectativa está no mínimo para um anúncio de viés de baixa.

    Sobre esse aspecto não escondo a minha irritação, cada 1% de taxa Selic representam R$ 41 bilhões em dinheiro jogado fora e isso realmente é inaceitável. Existe aqui uma disputa fundamental onde os detalhes escapam dos olhos, todos sabem os valores trilionários envolvidos e o perigo e o custo de errar a mão nessas disputas com o mercado financeiro.

    As notícias são essas e são boas, ao governo não compete resolver a vida de ninguém, trabalha em ritmo possível disputando os espaços e também as narrativas nesse mundo, mas se não resolve é importante que não atrapalhe : que promova justiça tributária, promova a educação e a infância, reserve e cumpra os empenhos adequadamente, cumpra os repasses constitucionais, promova a saúde e respeite a ciência médica, respeite a vontade do povo expressa nas urnas, não se intimide com ameaças internas e externas, represente bem o Brasil externa e internamente, acredite no seu povo e seja honesto.

    Parece muito, e é, mas é isso que faz o Brasil crescer, e é tudo que o derrotado e seu governo genocida e incompetente, fascista e ignorante, não fazia porque não queria e nem sabia.

    Ele se foram e agora somos nós.

  • Sobre as armas.

    abril 27th, 2023

    Na minha juventude durante a década de 80, era muito comum que desavenças pessoais, brigas em bares e festas, confraternizações e discussões de trânsito, tudo isso ai relativo a situações banais e corriqueiras, terminavam em tiros.

    Sim, isso mesmo, alguém sacava uma arma e a tragédia estava consumada.

    Não sei exatamente explicar os caminhos e decisões legais e políticas tomadas ao longo dos anos no sentido de desarmar a população, através das campanhas de desarmamento e repressão ao uso, o fato é que isso foi acontecendo e conseguimos melhores resultados civilizatórios, mesmo diante do número apocalíptico de mortes violentas no nosso Brasil.

    Números de assassinatos e mortes violentas que experimentaram estabilidade durante o governo Lula e Dilma, embora em patamares elevadíssimos ainda.

    Enquanto a Pandemia durou, obrigando muita gente a ficar recolhida e distante de aglomerações das mais variadas, esses números de mortes violentas consequentemente diminuíram substancialmente.

    Também aquelas mortes em confronto com polícia e entre grupos criminosos caíram.

    Mas isso ocorria enquanto o genocida e sua trupe de desqualificados promovia uma ampla, geral e irrestrita política de rearmar a população, usando todo tipo de falsas afirmações com relação a segurança pessoal e até direito de defesa contra ataques a democracia.

    Uma política criminosa e de resultados futuros nefastos.

    Futuro que já está, prezado e ocasional leitor, a loucura humana e suas fúrias animalescas e incontroláveis esta novamente armada e nas ruas, e sendo assim é preciso estar preparado para uma nova temporada de episódios de bang bang entre cidadãos comuns, alguns armados e furiosos.

    Este, infelizmente, o recado.

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