Após o anúncio do novo programa de industrialização nacional proposto pelo governo, a Fiesp publicou uma nota apoiando a iniciativa.
Houve quem chamasse o plano industrial de “Plano Safra” da indústria.
O presidente Lula chegou atrasado na cerimônia e fez um discurso mais preocupado em tirar o plano do papel do que com qualquer outra coisa.
Ele tem toda a razão. Quantas vezes nossos projetos nacionais foram abortados por golpes, golpes e mais golpes? Nos últimos 7 anos, o nosso BNDES esteve focado no financiamento presencial do setor agrícola, e não é coincidência que a indústria nacional tenha ficado para trás.
Não é um projeto simples, nem rápido, pensar em industrializar um país continental com graves problemas logísticos e os juros mais altos do mundo. Isso não será uma questão de poucos anos. Seriam necessários alguns anos e continuidade para que outro golpe não nos prejudique.
Por enquanto, nesta fase de intenções e planos por realizar, vale comemorar a insinuação de uma aliança entre o governo progressista e o setor industrial. Isso porque foi ali, na porta da Fiesp na Avenida Paulista, que o Pato Amarelo gigante ficou estacionado, promovendo a derrota do Brasil enquanto conspirava para derrubar a presidente Dilma.
Tomara que os tempos sejam de fato outros. Quem sabe Josué, filho do ex-vice-presidente de Lula e atual presidente da FIESP, não resolva inflar um pato vermelho na porta da Entidade?
Segundo nos ensina o neurocientista Nicodellis, nosso cérebro é um instrumento de sobrevivência, priorizando a nossa reprodução como espécie e a preservação da vida individualmente.
O atual estágio de adaptação, que pode ser alterado no futuro por outras demandas, conduz nosso cérebro a uma simplificação de seus processos de tomada de decisão e escolhas. Caminhamos em direção ao preto ou branco, aos extremos, e abandonamos a zona cinza, onde a maioria da realidade acontece.
Estamos deixando de lado a empatia, solidariedade, o ato de se colocar no lugar do outro. Estamos privilegiando nossos interesses imediatos, instantâneos, nosso “curtir” de efeito imediato e passageiro, que nos conduz a mais e mais, indefinidamente.
Quem faz uso de redes sociais, e me parece um número absoluto nesse momento, entende o que estou tentando dizer. E essa rotina de internet é a principal causa dessa mudança no funcionamento cerebral em processo.
E nosso cérebro vai se ajustando a esse novo modo de ser coletivo, porque para ele o que interessa é sobreviver e passar o DNA para as próximas gerações. A aceitação social, ser aceito e visto nesse ambiente das redes, é uma estratégia de existência e sobrevivência cada vez maior.
É uma notícia muito preocupante, explica muito do atual estágio da civilização e de como rapidamente a evolução acontece, sobretudo no ambiente à velocidade da luz, onde as informações instantâneas correm.
PS.: Na imagem que ilustra o Post, marcado no círculo o único alemão que não se curva a Hitler desfilando em Berlim.
Domingo foi o dia escolhido para divulgar a notícia da delação do assassino Ronaldo Lessa, da vereadora Marielle Franco.
A dupla de assassinos confessou o crime; antes de Lessa, o motorista do carro que perseguiu a vereadora no ato criminoso já havia confessado e entregado o comparsa.
Não foram divulgadas as circunstâncias em que a confissão do crime foi feita, nem os detalhes dos acordos. Além disso, e sobretudo, faltam identificar os mandantes e esclarecer a motivação.
Sempre considerei a vaga de senador em disputa, na qual a vereadora despontava como uma séria candidata a vencer. Com sua ausência, venceu o Flávio, filho número 01 do ex-presidente derrotado. O motivo, a meu ver, estava claro. No entanto, as investigações conhecidas até agora não apontavam para um crime político. Desavenças com grupos de milicianos e denúncias da vereadora sobre suas práticas criminosas eram apresentadas como os verdadeiros motivos do crime contra Marielle.
A confissão de Lessa deve esclarecer e encerrar uma triste página de nossa história. Ou, quem sabe, abrir mais uma.
A imagem que ilustra o post é um exemplo clássico da campanha contra o pré-sal, que remonta desde a criação da Petrobras por Getúlio Vargas. Não é um privilégio do Brasil; o petróleo tem sido utilizado para promover guerras em todo o mundo, ditaduras persistentes, violência, saques e revoluções.
O que talvez nos diferencie nessa batalha é a campanha, equivocada, desinformativa e criminosa, porém constante e praticamente com os mesmos grupos de mídia e alguns analistas há décadas. Sem um pingo de vergonha na cara, eles repetem a mesma cantilena falsa, sendo desmentidos pelos fatos sistematicamente, mas permanecem no erro sem que ninguém os impeça. Vive-se disso, não há dúvidas; a questão é a quem eles servem.
O esforço midiático de desinformação parece também tentar preencher a pauta e esconder, na fumaça de impropérios, o fracasso das privatizações no Brasil, com metrópoles sem água e luz, sem manutenção e sem investimentos, de empresas que adquiriram o monopólio de fornecimento e não cumprem as condições mínimas de eficácia. Porto Alegre e São Paulo são os exemplos atuais, de muitas outras com menos apelo midiático.
O governo vai anunciar a nova política industrial nesta segunda-feira, e os mesmos de sempre já são contrários, chamando a iniciativa de velha. Vamos de financiamento e conteúdo nacional, com resultados comprovados. Novo para eles talvez seja o pagamento dos juros mais altos do mundo e a distribuição de lucros de estatais transformadas em arietes contra a economia popular e o patrimônio do povo. Não foram eles que investiram e acreditaram nos nossos sucessos, não foram eles que conseguiram fomentar e descobrir as riquezas. Só as querem para eles, sem mais delongas.
O Brasil está prestes a se tornar nos próximos anos o quinto maior exportador mundial de petróleo e gás, e eles querem que continuemos a importar gasolina por incapacidade de refino interno, gastando os recursos da venda de petróleo bruto em troca do produto industrializado. Qual o sentido nisso? Qual a racionalidade? Em qual economia essa proposta poderia ser inserida? A resposta está na imagem que ilustra o post: contra todas as evidências e contra o trabalho de pessoas muito mais sérias e competentes do que eles, preferem negar a realidade e seguir uma ordem que promove a miséria, tornando-nos o país mais desigual do mundo. Insistem no que não dá certo, nunca deu e nunca dará. Talvez porque esteja funcionando para eles e seus donos.
Podemos nos preparar para um ano de dupla disputa: o fascismo vem com pautas morais e escândalos falsos, e o capital financeiro, com seu braço midiático, atacando sem base factual e contra a promoção do nosso desenvolvimento.
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Começou com uma decisão do TCU, motivado por processos administrativos na Receita Federal e ao menos um Processo Judicial. Estamos falando da isenção de pagamento de imposto de renda por ministros religiosos, aprovado no apagar das luzes do governo anterior e na iminência da derrota eleitoral. A medida causou uma perda estimada de R$300 milhões na arrecadação do imposto.
Essa “gambiarra”, que provocou tal prejuízo, teve fim com a revogação da portaria que permitia a isenção, em uma iniciativa interna da Receita. Se essa foi a razão, tudo bem. Mas e se foi um artifício para atrair a atenção dos religiosos, no anunciado esforço do governo de se aproximar dos ariscos pastores?
Embora improvável inicialmente, parece que essa medida está, sem dúvida, aproximando o governo dos evangélicos. O Ministro Haddad propôs a formação de um grupo de estudos e participou de uma reunião presencial com representantes dos religiosos insatisfeitos. Geralmente, quando o governo não quer resolver algo ou deseja protelar indefinidamente uma decisão, ele forma um grupo de estudos. Desta vez, no entanto, parece que teremos uma solução rápida.
Ainda não sabemos qual será essa solução. O que sabemos é que a oposição bolsonarista está furiosa com a reunião dos pastores com Haddad, percebendo o perigo da aproximação.
Se tudo não passou de um bode na sala, aquela velha tradição da política nacional de piorar uma questão para depois retornar à situação anterior, sem modificações, mas com alianças renovadas, não sei. Acho que não. Mas o governo agiu rápido e pode aproveitar a oportunidade. Se o resultado final agradará às partes, veremos. Pressinto que sim.
Uma província na Argentina, equivalente a um estado no Brasil, anunciou que começará a imprimir sua própria moeda, o que a constituição local permite, para fazer frente aos seus compromissos, incluindo a folha de pagamento do funcionalismo público.
Não é necessário um diploma em economia para perceber a dimensão do problema com essa decisão. Ao imprimir dinheiro sem qualquer lastro real, a Argentina está essencialmente criando papel sem valor, algo semelhante a uma forma de Bitcoin sem o respaldo da circulação mundial na pirâmide que o sustenta.
Em outras palavras, o país dá um passo definitivo em direção ao descontrole monetário, que provavelmente será seguido por hiperinflação e estagnação econômica. A corrida para o dólar é previsível, e longe de atender à demanda, a taxa de câmbio explode, levando o país ao calote da dívida externa e interna.
Podemos até considerar o plano de Milei, que, essencialmente, é desmontar as regras monetárias convencionais. Isso me lembra de uma entrevista com Tancredo Neves nos anos 80, quando discutíamos a nova constituição que seria concluída em 1988. Ao ser questionado sobre a validade de uma lei totalmente ultrapassada, Tancredo respondeu que, infelizmente, era necessário seguir a legislação existente até que uma nova fosse promulgada. Pior do que uma lei ruim, ensinou o veterano político, seria conviver sem nenhuma lei.
É exatamente isso que a Argentina de Milei está fazendo: destruindo o mercado cambial e as estruturas monetárias do país, sem propor ou preparar nada para substituí-las. A falácia da dolarização da Argentina não durou nem um minuto após o resultado da eleição que o levou à vitória. Por um motivo simples: ele não tem dólares suficientes para implementar a ideia. Aliás, atualmente, nem os EUA parecem ter moeda suficiente para seus gastos, imprimindo bilhões e trilhões incessantemente e renovando, a cada seis meses, os limites de seus gastos no Congresso.
Na falta de uma impressora que faça a mágica do dólar aparecer, a Argentina repete sua experiência de 2002, quando uma de suas províncias lançou mão da artimanha da moeda própria. Tão quebrada na época quanto agora, imprimiram apenas um lado do papel que queriam chamar de dinheiro, tornando-o inútil e que foi logo recolhido. Note que a moeda não servia nem mesmo para pagar a sua impressão.
Eu nunca entendi completamente o funcionamento do Plano Real, confesso. Há anos, aquela história da URV nunca fez sentido para mim. O plano foi um arrocho total, precedido por uma desvalorização maciça da moeda na época, e a meu ver, o aspecto fundamental foi a aprovação da lei de responsabilidade fiscal que obrigava os entes federativos a cumprir regras fiscais, acabando com a emissão de títulos de dívidas pelos estados, que nada mais era do que uma emissão de dinheiro para pagamento futuro. Essa decisão, para mim, foi o que reequilibrou o excesso monetário que causava inflação no Brasil. O arrocho, a desvalorização cambial e a recessão fizeram o trabalho que, no final, eliminou a hiperinflação no Brasil.
Nossa experiência mostra exatamente o que acontecerá na Argentina. O excesso monetário das províncias, somado ao que o governo de Milei também imprime para atender às suas necessidades, levará a Argentina à hiperinflação.
E por último, observar que no bojo das mais de 600 medidas de desregulamentação, incluíram uma espécie de excludente de ilicititude, lembra? Aquela lei que Bolsonaro tentou aprovar onde a polícia tinha liberdade para matar impunemente. Na Argentina já está em vigor.
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Talvez o maior símbolo da vitória pessoal do presidente Lula, além da eleitoral, foi anunciado ontem com a retomada das obras na Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco.
Não por acaso hoje é dia de lamúrias da imprensa lavajatista e do Bolsonarismo.
Paralisada em 2015, atingida por acusações de corrupção na sua execução, obra da empreiteira OAS, a mesma que contruia o edifício Guaruja do triplex e cujo dono Léo Pinheiro foi um dos principais delatores da lava jato. Inicialmente orçada em valores muito menores do que efetivamente custou, a refinaria serviu de alvo ideal para o achaque dos promotores da lava jato.
Obra grandiosa, da Petrobras, para refinar petróleo do pre sal brasileiro substituindo importação de derivados, inicialmente em parceria com a Venezuela de Chaves ( que desistiu do projeto), promovendo o nordeste do país, tantos e tantos motivos que tornaram a obra um desafio e que serviu de alvo preferencial dos inimigos do Brasil, internos e externos.
Já a encaminhavam para ser vendida a preço de banana, desde o golpe o grupo de temer pensou em retomar algumas etapas da obra para facilitar sua venda posterior. Também o desgoverno Bolsonaro assim planejou.
Mas quem retomou o projeto que sempre foi seu, foi o presidente Lula exorcizando ali todos os seus fantasmas . E os nossos.
Quando concluída, em 2028, a refinaria passa a faturar U$ 100 bilhões anuais, para refino de 240 mil barris de petróleo diário. E vai ser preparada para servir por 100 anos, no pós petróleo, produzindo combustíveis renováveis desde já.
Uma vitória simbólica e real de uma Brasil que sabe dar certo, porque conhece o caminho uma vez trilhado e que não tem medo e nem amarras para refazer o trajeto.
O discurso do Lula lembrou de todas essas coisas e inaugurou o novo PAC , as obras públicas que antecipam o salto nacional de crescimento. O setor privado vem a reboque, consolidando o objetivo principal de reaquecer a economia.
Outras e importantes obras estão a caminho.
Nunca é demais lembrar da sorte, a nossa, bem entendido.
A discussão sobre o futuro do mundo parece estagnar em um êxtase destrutivo, onde grandes massas parecem contemplar a destruição de um mundo no qual não se inserem, seja por opção ou, mais provavelmente, por incapacidade.
A ideia de progresso já não atrai tanto, em um mundo repleto de crentes e crenças diversas. A descrença no futuro cresce cada vez mais. Talvez seja por isso que muitos recorram à ideia do além.
E é nesse além que está depositada a aposta no fim, na destruição, no extremo. Ao desistir das respostas, as pessoas parecem desistir do caminho e preferem a chegada incerta.
A expectativa está na morte, naquilo que põe fim a tudo, pois se não possuem nada em que acreditar, desejam que tudo acabe.
Certamente, não é o objetivo daqueles que manipulam tal desilusão destruir apenas por destruir. Eles manipulam para assumir o controle, o poder, fazendo uso desse discurso caótico e apelando para instintos primitivos e desejos para liderar.
Assim, ficamos à espera. O avanço furioso das guerras ocorre porque o outro não pode ter sucesso, prosperar. Outro instinto, ainda mais profundo e primitivo, de sobreviver, talvez impeça o acionamento do botão destruidor definitivo. Quem sabe, aqueles que propagam tanto ódio saibam quando fugir com o saque acumulado, deixando a tarefa de reconstrução para outros.
Há loucos por aí que, satisfeitos, possam abandonar a massa manipulada a outros sonhos. Ainda não sabemos.
Na reunião anual do autointitulado Fórum Econômico Mundial, um encontro de dinheiro e egos na Suíça, durante o inverno – talvez por charme ou falta do que fazer – os donos do mundo discutem como resolver os problemas que são causados por eles mesmos.
Lula não participará, nem enviou Haddad. Acredito que a Ministra Marina está lá para falar sobre sua agenda e a do Brasil. Vi algo sobre abandonar o uso de petróleo, por aí.
A imprensa da oligarquia, familiar, não gostou da ausência dos nossos líderes, talvez porque percam a oportunidade de viajar para os Alpes.
Eles reclamam, sem apontar razões, da natural ausência do Brasil em um fórum essencialmente dominado por agentes financeiros e celebridades momentâneas, em debates que de nada servem.
É interessante refletir que Lula prefere ir ao Ceará inaugurar mais um ITA, elite do estudo tecnológico e de engenharia no Brasil, ao invés de passear na Suíça. Isso mostra a importância que cada um dá às necessidades e prioridades. No caso da imprensa tradicional, passear e se submeter à lógica financeira mundial; no caso do governo, distribuir a riqueza de maneira equivalente. E a maior riqueza é o conhecimento.
Fica o registro.
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Neste início de ano, até agora, a agenda econômica do governo referente ao ano anterior ainda está sendo finalizada, com a questão da desoneração ainda por concluir e intensas tratativas em curso. Parece que a negociação obteve sucesso, após movimentos inteligentes evitando a renovação pura e simples, que poderia ser contestada judicialmente e prejudicar a todos.
Para este ano, até onde me recordo, teríamos a segunda etapa da reforma tributária, a mais difícil, abordando imposto de renda e patrimônio. Tão desafiadora que Haddad planeja adiá-la para 2025, evitando enfrentar um ano eleitoral que costuma durar 6 meses no que diz respeito ao Congresso. No segundo semestre, os políticos abandonam tudo para se dedicar às eleições em suas bases.
Não apenas as questões econômicas são relevantes, certamente, mas foram priorizadas no primeiro ano de mandato exatamente porque não tínhamos um governo, mas sim desorganização como ideário político no comando. O exagerado Milei e suas centenas de decisões libertárias e caóticas, suprimindo o estado na Argentina, estão tentando realizar de uma só vez o que seus congêneres por aqui tentaram parceladamente. No final, o fracasso é o mesmo.
2024 será o ano de realizar, trabalhar, construir, implementar, edificar, reformar, ou seja, colocar a mão na massa e fazer acontecer o que foi planejado anteriormente.
Há movimentação das lideranças e retóricas no sentido de iniciar reuniões onde as pautas prioritárias serão discutidas. Lula promete viajar pelo Brasil este ano, certamente no esforço eleitoral para diminuir o ímpeto fascista e melhorar o desempenho dos progressistas nas prefeituras e câmaras municipais. Ele vai precisar trabalhar muito, e podemos imaginar um progresso eleitoral ainda por vir. Ganhar muitas prefeituras importantes não parece provável, mas expandir território e fortalecer a base é bem provável.
O perigo é deixar a agenda mais frouxa; como sabemos, o ócio é a oficina do inimigo, e os congressistas conservadores e seus candidatos estão meio perdidos, precisando aparecer e invocar bandeiras, na falta de hospitais lotados de doentes civis para invadir, alegando ser a epidemia uma fraude. Há muitos prefeitos eleitos assim por aí, buscando a reeleição.
Resumindo, o ano será desafiador nesse aspecto. Ao governo interessa atravessar com as ferramentas talhadas no ano passado, nas quais acredita ter o suficiente para avançar. Concordo.
É um ano para acreditar no que foi feito e monitorar para mais e maiores decisões que devem ficar para 2025. Quanto menos confusão e retrocesso conseguirmos em 2024, melhor. Um bom resultado eleitoral pavimentará o caminho posterior. Digo bom, nem ruim, péssimo, ótimo ou excelente. Bom.
Grandes decisões deverão estar nas mãos da justiça, do STF, no decorrer do ano, e irão impactar os embates futuros, tanto eleitorais quanto na agenda, especialmente ambiental. Aos poucos, os democratas consolidam espaço enquanto a agenda obscura perde rumo. Eles, como sabemos, não vão desaparecer e fazem planos para vencer em 1500 cidades nas próximas municipais. Acho que não.