Ontem, o STF retomou a câmara de conciliação que havia iniciado suas atividades semanas atrás, por iniciativa do Ministro Gilmar Mendes, desrespeitando a decisão da maioria da Corte que votou contra o Marco Temporal.
Trata-se de um acordo de conciliação , supostamente para regulamentar a decisão anterior do STF, mas no qual apenas 6 dos participantes são indígenas.
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) retirou-se da mesa de conciliação, após ler uma carta em que manifesta o absurdo de se promover uma CONCILIAÇÃO FORÇADA. Essa conciliação busca negociar direitos que já haviam sido resguardados pela decisão do plenário da Suprema Corte, que, por 9 votos a 2, decidiu pela inadmissibilidade da Tese do Marco Temporal. A saída das organizações indígenas da Câmara de Conciliação ocorre após o Supremo não atender às condições de participação dos indígenas na câmara, além de ignorar os pedidos do movimento indígena nas ações que discutem a lei no STF.
Após essa corajosa decisão de se retirar, o ministro Gilmar Mendes declarou que, se a APIB não retornar à comissão, ela será substituída e cinco nomes indígenas da entidade serão removidos do colegiado.
Conforme suspeitávamos, o STF, defensor da pacificação colonial, agora promove a conciliação forçada com indígenas sem a presença dos próprios indígenas na sala. Afinal, a presença deles nunca foi realmente relevante no teatro da farsa colonial do STF, que “salva a democracia” enquanto ajuda a inviabilizá-la.
#MarcoTemporalNão
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Desemprego em Queda: O Brasil registra a menor taxa de desemprego dos últimos 10 anos, atingindo 6,9%. Desde a pandemia, o desemprego caiu de 14,5% para 6,9%, com a criação de mais de 7 milhões de empregos, tanto formais quanto informais. O país deve criar quase 2 milhões de empregos formais apenas este ano, refletindo um mercado de trabalho na melhor situação da década.
Crescimento Econômico Sustentado: O Brasil deve crescer novamente cerca de 3% em 2024, pelo terceiro ano consecutivo, acumulando um crescimento de mais de 10% desde o início da pandemia. Este desempenho coloca o Brasil entre os países com maior crescimento econômico, superando tanto os Estados Unidos quanto a Europa.
Aumento do Investimento: A taxa de investimento no Brasil está em aceleração, atingindo cerca de 18% do PIB, a maior em uma década. Embora ainda esteja abaixo do ideal de 20%, o crescimento nos investimentos em bens de capital, máquinas, equipamentos e construção civil é um indicativo positivo, mostrando que a produção está se aproximando da capacidade instalada.
Superávit Comercial Robusto: O superávit da balança comercial brasileira permanece forte, ultrapassando US$ 80 bilhões em 2024, após atingir US$ 90 bilhões no ano anterior. O Brasil continua exportando vigorosamente, especialmente petróleo, produtos de mineração e produtos agrícolas, apesar dos desafios como a queda nos preços do minério de ferro e os impactos climáticos no agronegócio.
Expansão do Mercado de Capitais: O mercado de capitais brasileiro está em expansão, com o crédito crescendo 10% ao ano — 11% para famílias e 8% para empresas. O mercado de dívida também está em alta, com o estoque de debêntures atingindo R$ 1 trilhão, CRIs superando R$ 200 bilhões, CRAs chegando a R$ 100 bilhões e FDICs ultrapassando R$ 400 bilhões. Este crescimento é impulsionado pela queda da Selic de 13,75% para 10,5%, políticas de transferência de renda e aumento de investimentos.
Copiado do Twtter do Economista Paulo Gala, do Banco Master.
“O manifesto foi assinado por 37 militares e recebido pelo então ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro tenente-coronel Mauro Cid, na noite de 28 de novembro de 2022 —véspera da publicação. Agora, 26 deles, que já receberam punições disciplinares, responderão a um Inquérito Policial Militar (IPM) por que foi detectado que há “indícios de crime”. O IPM terá 30 dias, prorrogáveis por mais 30, para ser concluído.
A carta foi encontrada no celular de Mauro Cid durante as investigações da Polícia Federal, após o depoimento do ex-comandante da Força general Marco Antônio Freire Gomes, que revelou a existência do documento. Segundo ele, o objetivo era pressioná-lo a aderir ao golpe tentado, no dia 8 de janeiro de 2023
A carta teria sido articulada por militares nos dias logo depois do segundo turno, quando as conspirações a favor de um golpe aumentavam, e o texto dizia que “covardia e injustiça são as qualificações mais abominadas por soldados de verdade”.
Participação de 12 coronéis, nove tenentes-coronéis, um major, três tenentes e um sargento. Dos quatro que redigiram o documento – que os demais assinaram -, dois são coronéis da ativa – Alexandre Castilho Bitencourt da Silva e Anderson Lima de Moura – e dois estão na reserva – Carlos Giovani Delevati Pasini e José Otávio Machado Rezo Cardoso.”
Os trechos acima foram copiados de uma reportagem no Estadão, que aproveita a oportunidade do fato ter voltado à baila e conclui isentando o Alto Comando Militar de responsabilidade.
Isso, no entanto, não corresponde à verdade.
Com a questão sobre a atuação do Alto Comando das Forças Armadas ainda em banho-maria, os bobocas que nada faziam ao assinar e divulgar tal carta golpista — senão tentar agradar aos chefes — acabam enfrentando as consequências que deveriam ser atribuídas a quem de fato comandava a tentativa de golpear nossa democracia.
E nem seria a primeira vez.
De qualquer forma, após meses de espera, os bobocas estão com os nomes expostos e carreiras manchadas, no mínimo. Se algo mais acontecerá, vamos aguardar, porque se ficar apenas na esfera militar, sem manifestação da PGR civil, provavelmente não passará disso.
Até agora, os bobocas se juntam àqueles outros otários que invadiram e depredaram a Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro. Os verdadeiros mandantes e financiadores continuam soltos e disputando eleições.
Vamos ver até quando.
Vale mencionar que circula uma história de que Bolsonaro estaria negociando o fim das investigações sobre a venda das joias em troca de não comparecer ao próximo 7 de setembro com Malafaia, quando mais uma vez pediriam a cabeça do ministro Moraes.
Bobagem. Se nem quando era presidente as ameaças funcionavam, agora…
Em 2020, foram 58.192 vagas de vereador em disputa.
Este ano, 87 deputados federais e 4 senadores vão disputar as eleições municipais.
162 candidatos usam o nome de Lula, e 75 utilizam o nome de Bolsonaro em suas campanhas.
As eleições municipais contam com 459.038 candidatos, sendo 15.440 para prefeito. Além disso, foram registradas 45.366 candidaturas à reeleição.
Houve uma queda de 20% nas candidaturas que usam o nome de pastor ou fazem menção à religião, e os candidatos declarados das forças de segurança diminuíram 23%. Aqui vale fazermos algumas reflexões.
A queda de ambos os tipos de candidatura, ligados ao fascismo que venceu em 2020, é importante. Embora não indique uma tendência geral ainda, por ser um dado único, mostra um declínio das bases bolsonaristas.
Além dos números, a conduta geral dos postulantes não repete o comportamento abusivo dos candidatos de 2020. Alguns que atualmente tentam a reeleição não estavam, até agora, no padrão de invadir hospitais para denunciar a “farsa” do COVID, como vimos então. A disputa se encaminhava mais para ver quem levaria os votos do centro, com os polos de direita e esquerda mantendo-se em posições mais equilibradas e menos polêmicas.
Até que surgiu o picareta do Marçal em São Paulo, contestando a liderança decadente de Bolsonaro e se posicionando de forma ainda mais agressiva e contundente. Ele parece mais inspirado no padrão Milei, totalmente escrachado e anti-sistema. Seu aparecimento repentino, que conquistou um grande espaço , pode provocar outros pelo Brasil afora a repetirem seu padrão. A candidatura Marçal não deve prosperar, mas seu estilo deve trazer muita baixaria, pois nas disputas por vagas nas câmaras municipais, um número relativamente pequeno faz um vereador.
Eu acho que esse tipo de conduta extremada não vinga no momento atual da política nacional. O exemplo maior, no governo federal e do governo Lula, de equilíbrio e sucesso econômico inclusivo mostra resultados que nem a maior má vontade consegue ignorar. O desvio para pautas morais e de segurança tem seus seguidores fiéis e deve conseguir algum sucesso, que imagino declinante, mais de acordo com seus números históricos de 25%. Os votos de centro não vão para lá desta vez, não integralmente como no passado recente. Por isso, o comportamento comedido dos candidatos até aqui.
A disputa ainda está muito no seu início e teremos altos e baixos em função das disputas mais acirradas e das necessidades relativas, tudo bem. Mas, de maneira geral, podemos esperar um ambiente menos agressivo, sobretudo para quem tenta a reeleição.
Com a decisão do Tribunal Superior de Justiça, após conferir as atas dos órgãos eleitorais e confrontá-las com as em posse dos demais candidatos – com exceção do principal opositor, Edmundo, e Corina, que não as forneceram – a Venezuela conclui seu processo eleitoral interno.
Quanto ao reconhecimento internacional, o Ocidente prefere continuar na farsa de nomear presidentes paralelos, e Edmundo nem parece muito inclinado a esse papel.
Sobre a posição do Brasil, permanecemos exigindo a publicação das atas eleitorais. Estamos isolados e perdendo credibilidade, apesar de, nesta altura dos fatos, a decisão brasileira de esperar por Godot acabar favorecendo a Venezuela. No entanto, essa não é uma posição adequada, pois coloca todas as instituições venezuelanas sob suspeita. Continuar exigindo de outro país a publicação de documentos após a decisão de seu corpo de justiça superior torna a posição brasileira ainda pior.
Desde o início, me pareceu que a eleição venezuelana tinha um caráter plebiscitário, um termômetro que oposição e chavismo esperavam usar para medir o pulso do país. A fervura amena após o resultado – e nem afirmo que Maduro venceu numericamente – deixou claro que a insatisfação não teria força suficiente para alterar a composição de poder vigente.
A estratégia do chavismo nem foi, ou é, exclusiva, se foi o caso. Não teria Trump tentado algo parecido nos EUA, ao recusar-se a reconhecer resultados, incitar militares e hordas fascistas às ruas, e ameaçar os órgãos estatais responsáveis pela apuração?
Não foi essa a estratégia do bolsonarismo no Brasil, anos e anos desconhecendo a eficácia das urnas eleitorais, ameaçando com motins e guerras, utilizando militares e aparatos estatais de espionagem? Não tivemos torres de energia derrubadas, a Praça dos Três Poderes em Brasília depredada, todo o comando da PM de Brasília preso? Não tivemos tentativas de abortar a posse administrativa do presidente Lula? Bombas no aeroporto? Barreiras para impedir eleitores nas estradas do Nordeste? O que tentavam, senão desconhecer e suplantar a vontade das urnas?
Ambos, Trump e Bolsonaro, não conseguiram anular os resultados porque lhes faltaram os meios.
O que não parece faltar ao chavismo.
Então, proponho para o futuro o modelo de quem pode mais fica com tudo?
É evidente que não, mas tento mostrar a hipocrisia de isolar o caso venezuelano como algo inédito e próprio do chavismo. Não é, e por pouco não estamos em um regime político autoritário no Brasil e nos EUA.
Por que, sim, o regime chavista é autoritário e perigosamente próximo de militares, além de milícias populares. E, por conta da especificidade do processo venezuelano, não é simples julgar as decisões que os levaram a isso e para onde vão. Falta no nosso continente uma experiência socialista do tipo cubano, atualizada e financiada por petróleo. E, independentemente das vontades alheias, os bloqueios e tentativas sucessivas de intervenção, estão cada vez mais levando a Venezuela a fechar seu regime, e agora penso que decidiram de uma vez acelerar processos nessa direção.
Pensemos na Rússia e na China. Não são democracias, mas regimes conduzidos por processos políticos que desconhecemos e que seriam impossíveis de vingar no nosso país, até onde consigo enxergar. São processos históricos revolucionários próprios, que não constam na nossa história. Sem entrar no mérito do conceito de democracias e autoritarismos, mas de processos históricos próprios, independentes de nossa opinião ou posição.
A Venezuela inaugurou uma nova etapa em seu processo, assim enxergo o resultado. Se vai prosseguir e vingar, não faço ideia, e nem proponho que sigam por esse caminho que escolheram, apenas estou constatando os fatos.
PS.: E o Brasil falou, assim que conclui o Post : publiquem as Atas.
Não estamos em céu de brigadeiro. As pendências do período Temer/Bolsonaro vão nos custar alguns anos à frente, especialmente na relação com o Congresso e suas prerrogativas orçamentárias extrapoladas, assim como na disputa política com as pautas do fascismo.
A troca e a briga entre os fascistas continuam, e os candidatos à prefeitura de São Paulo, no campo da extrema-direita, mostram a fratura exposta e a falta de liderança entre eles. É verdade que disputam entre si a baixaria, e o alcance e a repercussão ainda elevados nos mostram como é difícil superar essa gente. Eles estão enraizados em nossa vida, e recolocá-los na lixeira será difícil, se não impossível. O objetivo no curto prazo é mantê-los no corner e avaliar o real tamanho para calibrar 2026, quando a grande disputa vai acontecer.
O que está a caminho é o nosso crescimento econômico. A essa altura, ninguém está desavisado do sucesso e da condução segura da nossa economia. Sabemos por experiência que isso não basta, até porque melhorias de 3% ao ano são um número importante, mas são sentidos lentamente, precisando acumular de 12 a 15 para todos perceberem alguma diferença, e isso precisa de alguns anos sequenciais para acontecer.
Contando o último ano do fascista, com seus 3% da derrama de dinheiro para tentar a reeleição, somados aos 3% de 2023 e mais 3% agora em 2024, estamos com mais de 10% e seguindo até 2026 na mesma batida – e temos tudo para continuar assim. Aí sim, é possível prever que todos poderão sentir na própria vida a diferença.
Para quem acompanha mais de perto e observa os grandes números, o futuro já começou, e o caminho está se transformando em seguro e previsível. Desde sempre, a solução para um país como o nosso foi crescer ou permanecer em crise. A escolha do atual governo sempre foi pelo crescimento, e os resultados certamente viriam.
Podemos acreditar que resultados eleitorais e a crescente aprovação do governo vão ajudar a transformar o ambiente político em algo menos tóxico, deixando os extremistas falando para audiências cada vez menores, embora presentes e radicalizadas.
É o que percebo, e daqui para frente vou me dedicar menos a divulgar dados econômicos e trabalhar mais na política e eleição. O avanço está impossível de ser escondido, e nossa atenção agora se volta para a disputa eleitoral e suas consequências.
Acompanhe você também os dados positivos; de vez em quando voltamos a destacar algum.
O início da campanha eleitoral em São Paulo foi marcado por uma reviravolta inesperada, com a ascensão do coach picareta, que praticamente trocou de lugar com o atual prefeito Nunes, enquanto Boulos aparece ligeiramente à frente de todos, no limite da margem de erro.
O coach está desempenhando aquele papel que antes era reservado para figuras como Datena e Russomano em pleitos anteriores: o “cavalo paraguaio” que dispara na frente, toma bordoadas de todos os lados e desaparece na reta final por falta de fôlego. Parece que esse será o destino do coach, mas vamos aguardar para confirmar.
O que já não está mais em dúvida é o papel de Bolsonaro em seu ocaso. A percepção de que seu eleitorado nunca foi realmente dele, mas sim uma franja fascista, antipetista, de ressentidos, anti-sistema e outros, segue no seu descaminho independente da escolha do pretenso chefe fascista. Na verdade, esses grupos antecedem o aparecimento do ex-paraquedista e permanecerão no cenário após o seu desaparecimento, programado para ainda este ano.
O cenário paulista deu uma tremida, com Boulos dando um tempo e esperando a definição do adversário. Pode ser que precise mais do que corações daqui a pouco, mas faz bem em esperar. Para ele, o coach seria um adversário melhor, porque tem a maior rejeição de todos na disputa.
As pesquisas captam movimentos distintos, porque de fato o cenário está pantanoso por lá e sujeito a mudanças bruscas.
É alvissareira a guerra interna na extrema-direita, algo que já era esperado e que certamente se repetirá na disputa de 2026, com o impedimento do titular.
Não há uma aposta certa na eleição paulista; tudo pode acontecer, sim, mas a extrema-direita rachada é um fato, o crescimento da centro-esquerda é outro, e o Lulismo segue angariando apoios. Um cenário mais equilibrado deve emergir após o pleito municipal.
A única ameaça seria esse coach do apocalipse, mesmo que Nunes, daqui para frente, se veja obrigado a abraçar o ex-presidente para fortalecer o flanco direito, forçando Boulos a uma posição proporcional no flanco oposto. Tudo isso pode ser apenas passageiro, e em algumas semanas ambos podem retornar à disputa principal.
Veja que esse cenário nem é o melhor para Boulos; a disputa com o coach de enxofre seria melhor para ele, enquanto com Nunes ele sai em desvantagem no segundo turno. A questão que levanto é sobre a presença de um “cão raivoso” disputando um segundo turno na capital paulista.
E, imagina, se ganha?
No Rio, Paes. Em BH, embolado, mas vai ter segundo turno. Em Vitória, Coser luta por segundo turno com o atual bolsonarista envergonhado.
“RECORDE: Número de imóveis vendidos no 2º trimestre deste ano é o maior da história, resultado impulsionado pela disparada nas vendas do Minha Casa, Minha Vida.
As vendas do Minha Casa, Minha Vida aumentaram 46% no período, alavancando o setor de habitação, que cresceu 17,9%.
Os lançamentos do Minha Casa, Minha Vida cresceram 87% no período.
42% dos imóveis vendidos 2º trimestre deste ano são do Minha Casa, Minha Vida.”
Puxei algumas notas da imprensa sobre o efeito do relançamento do Minha Casa Minha Vida no mercado imobiliário.
Durante o primeiro governo Lula/Dilma, houve um boom de vendas de imóveis. Em todas as cidades do Brasil, era possível ver incontáveis edifícios residenciais sendo construídos, de todos os níveis. A parcela correspondente aos imóveis do programa representava 80% daquele mercado em alta velocidade. Ou seja, no auge, o programa chegou a significar a maior parte do total de edificações.
Os números atuais são modestos em comparação com o passado recente e ainda são contidos por juros e custos de construção altos.
O prognóstico para o futuro pode significar uma repetição do que já foi visto, mas a parcela de 20% correspondente ao mercado, longe dos números de 2012, vai depender inteiramente da queda dos juros. No nível atual, isso não vai acontecer, o que só destaca ainda mais a iniciativa do governo em enfrentar essa limitação e fazer, mais uma vez, sua parte insubstituível.
Vamos ver como será no próximo ano. O Minha Casa Minha Vida arrancou e vai seguir de um jeito ou de outro. Os lançamentos privados, por sua vez, ficam na espera de juros mais baixos.
Em todas as matérias sobre o tema, faltou incluir o “de novo”, porque o filme é repetido.
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Vocês sabem que um dos meus assuntos preferidos sempre foi a política de juros criminosa praticada no Brasil, totalmente desvinculada da realidade econômica e dos atuais projetos vencedores na última eleição. Essa política estava 100% alinhada com o comando do Ministério de Guedes.
Agora estamos na reta final desse crápula, cujo legado deverá ser desfeito no próximo período, assim como Haddad está desmantelando tudo o que Guedes idealizou para nossa economia. Haddad está recolocando o Brasil no caminho de um crescimento sustentável e com inclusão social, tudo o que o banqueiro do fascismo era incapaz de sequer imaginar como fazer.
Mas tivemos que aguentar dois anos de um Banco Central boicotando nossa economia, apesar dos apelos e críticas veementes de todo o atual governo, especialmente de Lula e Gleisi, que jamais se conformaram ou aceitaram os maiores juros do mundo e o pagamento de R$ 800 bilhões anuais para rolar a dívida interna. Sem nenhuma razão para isso, como exaustivamente tentamos mostrar durante meses.
Diante de seu fim, o lobo da corte agora se sente, digamos, injustiçado, incapaz de responder por sua incapacidade, incompetência e imperícia. E quanto à sua honestidade, vamos aguardar as apurações sobre seus fundos em dólares no exterior. O lobo se mostra sentimental, até triste, alegando estar magoado por questões menores.
Como se votar no último dia com a camisa do Brasil não significasse muito na ocasião, ele finge ignorar. E como se participar de grupos de compartilhamento pré-eleitoral – o grupo interno do governo anterior responsável por avaliar pesquisas e chances de reeleição, no qual ele, Campos Neto, era o responsável por agregar os resultados e apresentar uma média para os demais – fosse algo trivial. A isso ele chama de isenção e condução profissional de sua atuação. Fora as dezenas de reuniões com o ex-presidente e nenhuma com o atual.
Fica o registro do boboca, de sua tentativa de mostrar seus sentimentos e fragilidade na saída. Diante da falta de resultados, a vitimização era esperada, mas é inútil neste caso.
Que volte para a tesouraria do Santander, de onde nunca deveria ter saído.
E que os novos responsáveis pelo Banco Central mudem radicalmente a orientação do banco, de forma responsável e segura, e deixem o Brasil crescer além dos atuais medíocres 3% ao ano.
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À primeira impressão, talvez pela divisão atual da sociedade – que pode ser bem antiga, mas cuja visibilidade foi ampliada pelas redes sociais – somos levados a pensar nas eleições municipais sob o domínio de pautas nacionais.
Não há dúvidas de que o impulso inicial para as municipais vem do embate nacional, até porque não se vê e nem se fala em outra coisa. E os arranjos visando as próximas eleições nacionais prevalecem e impõem a lógica.
Mas, ao meu ver, isso ocorre apenas superficialmente, sob a ótica e interesses daqueles que manipulam partidos e verbas. A realidade municipal pode ser bem diferente.
Existe, sim, a expectativa de que, desta vez, como nunca antes, a pauta nacional se imponha nas eleições municipais, o que veremos. Ou não.
Pessoalmente, mais uma vez, percebo uma disposição local nessas eleições, com nomes e propostas locais dominando as escolhas na maioria das cidades. Mesmo quando um candidato majoritário se apresenta com um discurso nacional ou repete questões nacionais, se ele não conseguir alinhar seu discurso às expectativas locais, não terá sucesso. As pesquisas até agora mostram isso, mas só saberemos com certeza no dia da eleição.
Quanto aos candidatos, o PT e o PL dominam as indicações, o MDB ressuscita em candidaturas, enquanto PP, PSDB e PDT definham; Novo e PSOL tentam ganhar mais visibilidade.
Sem dúvida, espero um crescimento do PT, e sem dúvida o PL está se enraizando no Brasil.
Nas próximas semanas, ninguém da classe política fará outra coisa além de política. E assim todos os assuntos precisam ser entendidos. Inclusive a questão da disputa do orçamento secreto, que visa moralizar e equilibrar a próxima eleição dos presidentes das casas legislativas, até agora totalmente dominadas por quem comanda e consegue enfrentar o governo, impondo sua vontade no controle do orçamento público. Sem os bilhões das emendas disponíveis, o próximo presidente das casas precisa ser alguém mais alinhado com o governo e suas lideranças, e não um adversário antagonista e furioso, como têm sido os últimos. As municipais entram na história por dois motivos: mantêm a influência dos bilhões na disputa municipal e seguram numericamente as bancadas que serão avaliadas no pós-eleitoral, estabelecendo estratégias para 2026, quando a situação se renova, ou não.
E, faltam poucos dias para todos mergulharem de vez na eleição e campanhas.