Depois de um dia de apavoro – com as bolsas do mundo em queda – e recuperação no dia de hoje, os analistas tentam explicar o mal-estar geral nas economias mundiais e parecem convergir para apontar os altos juros como o principal vilão.
E olha que eles não pagam taxas nem metade das nossas.
O consenso atual é que o FED nos EUA demorou muito para começar a diminuir seus juros e contaminou a economia mundial, impondo custos altíssimos que, em algum momento, teriam que ser honrados.
Como quem imprime dólar tem menos problemas do que quem não imprime, os EUA conseguem empurrar suas crises e equívocos para os demais, manipulando suas taxas de juros e atraindo a quantidade de dinheiro que lhes interessa.
Aqui no Brasil, sofremos por antecipação, meses e meses discutindo uma inflação declinante e depois ajustes fiscais, esquecendo que são exatamente os juros altos que nos impelem para os déficits fiscais e dívidas crescentes.
E nem foi o caso, como mostra o gráfico que ilustra o post. Com muito esforço na arrecadação e apostando no crescimento da economia, estamos conseguindo conter e, em alguma medida, diminuir nosso comprometimento de dívidas.
E, como se sabe, reduzindo a carga de impostos para números menores que nas administrações anteriores.
E que nem são novidades, quando tratamos da visão econômica do presidente Lula e seus ministros, que se repetem.
A mágica acontece quando o país cresce acima das expectativas, diminui o desemprego e aumenta a massa salarial com consequente consumo. É até curioso constatar a dificuldade de entenderem o mecanismo relativamente simples no aspecto conceitual, mas extremamente custoso no político porque desconcentra renda, enche aeroportos, universidades e a Disney, e isso é insuportável para uma determinada classe de pessoas.
Mas não importa, o fato é que estamos repetindo um roteiro conhecido, anunciado e programado para acontecer, e acontece.
Falta sairmos da armadilha dos juros altos e acompanharmos a onda de baixa geral dos juros nos países desenvolvidos e melhora dinâmica interna de suas economias. Podemos todos aproveitar um melhor momento a partir daí.
Escrevo com a notícia da medalha de ouro da Rebeca no solo, uma consagração mais do que merecida e anunciada. Até por sua maior adversária. E vimos as demais concorrentes acompanhando o solo vencedor com entusiasmo e espanto. Como nós.
A participação do Brasil, no geral, acompanha de perto as previsões dos especialistas e segue uma evolução discreta a cada olimpíada.
Quase todos os atletas recebem dinheiro do governo, no Bolsa-Atleta, com valores proporcionais ao ranking e à expectativa de desempenho nas disputas mundiais.
Também esse investimento nos atletas foi interrompido pelo golpista Temer e na sequência do desgoverno Bolsonaro. Não por acaso essa gente quer destruir a cultura e o esporte, para manter a cabeça baixa dos pobres, que são os nossos medalhistas como podemos ver.
Nos anos 80 e 90 do século passado, a gente torcia por medalhas no iatismo e hipismo, modalidades sem apoio do governo por motivos óbvios. Do início do Bolsa-Atleta para cá, muito mudou no nosso desempenho nas olimpíadas, claro que necessitando de décadas de formação de atletas, técnicos, conhecimento e disputas internacionais para a adequada preparação de atletas mundiais.
A interrupção a partir do golpista Temer afetou o desempenho agora em Paris. Ninguém e nada passam impunes a desgovernos.
Mas agora teremos alguns bons anos para retornar e não partimos do zero. O que foi conquistado fica na memória dos atletas e treinadores, quando capazes de trabalhar, a flor renasce como quando uma chuva cai no deserto.
Temos muito o que colher ainda nessa olimpíada em Paris, e esperar que nossas flores continuem recebendo a quantidade justa de apoio e reconhecimento para florescer mais e ainda melhor.
A semana (e o mês de agosto) começa com tambores de guerra anunciando o início do conflito geral no Líbano. Não por acaso, o país mais frágil da região foi escolhido por Israel para a sequência de expansão colonial sionista. Com o apoio do Ocidente, desestabilizando a região e, quem sabe, arrastando o Irã para a guerra.
As demais guerras na Ucrânia e o genocídio palestino continuam sem nenhum sinal de cessar, com o mundo amanhecendo ainda mais sofrido se confirmadas as previsões.
O Congresso brasileiro retorna com as atividades. Uma será a reforma tributária no Senado e a outra azucrinar o STF porque cortou a grana das emendas secretas e ainda mandou fazer auditoria que remonta à época do governo anterior. E aí, eventual leitor(a), a coisa pega e uma reação será tentada, com poucas chances de sucesso. O ministro Dino e o STF deram vários alertas para a coisa parar e ninguém deu ouvidos.
Também no STF, a primeira rodada da comissão criada por Gilmar Mendes – relator – sobre o Marco Temporal acontece na semana. Se, de fato, os componentes da mesa serão diversos e alguma discussão pode ocorrer, vamos aguardar os resultados que têm previsão até o fim do ano. Existe uma crítica preocupada com uma certa tendência de se estabelecer o que chamaram de escambo, uma troca, com os indígenas e suas posses. Nenhuma novidade nisso, me parece a prática inaugurada pelos portugueses em 1500, com os resultados conhecidos. Então, todo cuidado agora é pouco.
Os prazos dos inquéritos do ex-presidente voltam a correr, com o fim do recesso do Judiciário, e alguma manifestação do PGR é aguardada, apesar da aparente intenção de empurrar qualquer coisa para o pós-período eleitoral. O que eles imaginam assim evitar politizar a decisão, quando na verdade não oferecer a denúncia é politizar ainda mais, postergando uma decisão clara e certa para quando seu efeito, para certos interesses, for supostamente menor. Inaceitável.
O prazo da Venezuela para entrega das atas ainda não findou, a pressão segue alta, mas me parece em declínio. Quem tinha que fazer já fez, quem diz que vai esperar vai esperar e o fato consumado vai se impondo. Os protestos da oposição no fim de semana foram fracos, as praias estavam cheias e as ruas vazias. Sanções serão anunciadas e a vida segue como antes, com Guaidó 2 e tudo o mais visto tantas vezes anteriormente. A expectativa da oposição frustrada age por lá como a tentativa fracassada de Bolsonaro aqui: desanima e desmobiliza.
E alguém acorda o Campos Neto e o Banco Central do Brasil, porque o mercado asiático derreteu e ele precisa segurar o câmbio hoje.
Vamos em frente.
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Talvez nos falte memória, contexto ou disposição de aço para superar a barreira de informações distorcidas para avaliar o cenário eleitoral na Venezuela.
Enquanto pedimos a Ata — que o governo Maduro nunca negou entregar, no prazo legal — vários países latino-americanos e o grande do norte reconheceram a presidência do opositor ao atual, sem nenhuma evidência legal disponível.
Lembrando que, antes da eleição, já ameaçavam não aceitar o resultado e recusaram compromissos nesse sentido.
Não existe no direito internacional o acesso a Atas eleitorais de países. Essa ideia soa ridícula, impraticável e contém uma disposição contrária insuperável.
Ou você reconhece o presidente eleito de um outro país ou não reconhece. Ou você aceita as condições internas eleitorais, apuração e resultados divulgados por instituições próprias disponíveis em cada país, ou não aceita. Ou você trata todos os países com um mesmo critério ou assume sua posição ridícula de juiz mundial.
Nem a ONU consegue um critério único para ingresso, exatamente porque ele não existe, nunca existiu, e é difícil imaginar que algum dia existirá. Então todos os países participam da ONU, sendo esse o objetivo.
Quantas ditaduras, reinos, eleições estranhas e critérios tendenciosos existem?
A verdade é que o difícil é dizer onde existe um que todos aceitem.
E, de uns anos para cá, regras eleitorais têm sido descumpridas sem nenhum controle e consequências, e desconhecer resultado de eleição está ficando cada vez mais comum.
Aqui mesmo no Brasil, se me lembro, Aécio inaugurou a onda, nunca reconheceu a vitória de Dilma, tentou recursos legais, pediu recontagem de votos, e foi na tribuna discursar que não deixariam Dilma governar. E deu no que deu: Temer. E na sequência Bolsonaro.
Bolsonaro foi eleito afirmando ter vencido no primeiro turno, não no segundo como decidiu o TSE. Passou 4 anos afirmando que nossas urnas e eleições eram fraudulentas, perdeu, nunca aceitou ou reconheceu a derrota, tentou um golpe. E está por aí até hoje.
Seguiu o roteiro que aprendeu de Trump, que, com o mesmo discurso antidemocrático, autoritário e fascista, tenta voltar. Pelas urnas que diz fraudulentas.
Não é contradição. É um programa da extrema direita, um roteiro de destruir a representação e a vontade popular. É um projeto autoritário.
Quantos anos fazem que a Venezuela conviveu com um presidente Guaido reconhecido no exterior, distinto daquele que governava de fato o país?
Guiado, reconhecido pelos EUA, Brasil de Bolsonaro e União Europeia, avalizou o roubo das reservas monetárias e em ouro físico do país. Bilhões de dólares confiscados. A empresa CITGO, de postos de gasolina, distribuição de combustíveis e refinarias, de propriedade venezuelana, de décadas, que atuava no mercado dos EUA, que vale U$ 30 bilhões de dólares, foi confiscada e vai a leilão nos EUA nos próximos dias. Roubo.
Ouro depositado na Inglaterra. Roubado.
Até um avião que pousou na Argentina os EUA roubaram.
As reservas de petróleo na Venezuela valem R$ 30 trilhões de dólares. Os EUA querem fazer da Venezuela aquilo que ela sempre fora, uma reserva para seus negócios futuros e, penso, atuais, para fazer frente a uma dívida de seus títulos públicos na casa dos U$ 33 trilhões e a essa altura impagáveis.
Quem tem direito e obrigação de pedir atas é a oposição na Venezuela. Quem tem obrigação de fornecer e dar a transparência aos processos é o governo da Venezuela. Mas, findado esse processo legal de apuração e auditoria, alguém acha que a oposição vai mudar? Alguém acha que os EUA vão reconhecer o resultado?
Não. E já nomearam presidente o opositor. E não voltam atrás.
Então não compete a nenhum país nomear presidentes em outros países. Ou você leva o pacote inteiro para casa ou o rejeita. E o faz segundo critérios definidos em leis próprias, que no Brasil é nossa Constituição, e ela diz para respeitarmos a autodeterminação dos povos. Ponto.
Então fechamos os olhos para o que acontece no mundo?
De jeito nenhum, e por isso mesmo o melhor é não se meter em assuntos internos de país nenhum, conviver com o máximo possível. Defender valores internos de soberania, transparência, inclusão e justiça. E que esses sejam comuns e válidos para todos. Que seja o nosso exemplo, a nossa força e nossa prática. E, lembrem, mal saímos de uma derrubada de uma presidenta honesta, uma prisão de ex-presidente sem crime e uma tentativa de golpe de estado. Tudo isso nos últimos 10 anos.
Praticamente metade da nossa população ainda hoje afirma que nossas eleições que elegeram o atual presidente foram fraudadas. Minto? Exagero? Quem mantém a legalidade e a normalidade institucional no Brasil? A política, o Congresso, as ruas? Se dependêssemos desses, estaríamos na mesma confusão que ocorre na Venezuela. Nosso TSE, a outra metade da população que votou no Lula e o STF são os que garantem a sequência da nossa vida relativamente em paz aqui no Brasil.
E com esse currículo que vamos negar aos venezuelanos o direito de seguirem seu caminho?
A posição do Brasil, Colômbia e México, que divide opiniões, sendo a minha que cometeram grave erro ao não reconhecer o resultado da eleição na Venezuela – uma vez proclamado pelo órgão eleitoral do país – está sendo rapidamente superada pelos fatos.
Que nos remetem ao ponto central dos acontecimentos.
Ora, vários países latinos, Argentina, Uruguay e Paraguai, não por acaso governados pela direita, reconheceram Guaidó 2.0 sem nenhuma base legal. Somente consideraram uma contagem paralela com atas tiradas Deus sabe da onde para fundamentar tão grave decisão.
Mais, os EUA, apesar de repetidos anúncios do presidente Biden, afirmando acompanhar a posição do trio Brasil,México e Colômbia de aguardar a liberação das atas de votação para então tomar uma decisão sobre o reconhecimento de quem ganhou a eleição na Venezuela, abandonou a posição repentinamente e declarou vitorioso o opositor de Maduro.
A evolução dos acontecimentos nesse sentido, deixa claro que nunca estivemos tratando com atas ou coisa semelhante, uma vez que o único responsável por sua conferência – a partir de coleta, classificação, transporte, soma, apresentação de resultados e guarda – compete ao órgão eleitoral da Venezuela que já se pronunciou.
O que competia aos países seria reconhecer ou não o resultado, jamais solicitar atas para uma conferência.
Uma vez cumprido os prazos legais, no caso da Venezuela são 30 dias, os partidos de oposição, a população venezuelana e qualquer interessado, deverá por lei ter acesso as atas de votação. O que nunca foi negado pelo governo.
Existe uma alegação de ataque hacker no conselho eleitoral, atrasando a apresentação do resultado. Mas não quanto a apresentação das atas, que ainda carecem de cumprir o prazo legal.
O que vemos é que ninguém parece muito interessado em saber sobre datas e apurações. Passamos do resultado, que já era contestado ha meses, para acusação de fraude e reconhecimento de alguns países da vitória oposicionista.
E as atas, a essa altura, depois da oposição apresentar as suas e proclamar a própria vitória, entramos agora numa guerra de atas sem o menor sentido. Uma prova sem encaminhamento de custódia adequada, de nada vale. E isso não é pouca coisa, porque documentos podem ser facilmente manipulados eletronicamente.
A decisão de alguns países e o início de guerras de versões, não inteiramente deflagrada porque ainda falta conhecer as atas em posse do órgão eleitoral ainda pendente de divulgação, lançou todos os envolvidos na etapa seguinte, que no fundo, como tentei afirmar, é o grande problema inicial : compete a algum país nomear presidente em outro?
Uma vez conhecidas as atas, que agora estão de posse da justiça onde uma auditoria foi requerida e está em andamento, a posição de alguns, Brasil incluído, pode se definir. Mas a solução geral quanto a legitimidade e resultado, que a meu ver nunca esteve em questão, continuará. E penso que mesmo depois da apresentação da auditoria na justiça, não fará nenhuma diferença para aqueles que reconheceram o Guaido 2.0 sem nenhuma base legal. Coisa que o Brasil de Bolsonaro fez, reconhecendo o Guaido original antes e também sem nenhuma base legal .
Quem defende a posição de cautela do Brasil vai perceber que nunca esteve em debate atas ou coisas semelhantes. A presença de um novo Guaidó , repetindo a experiência anterior de um presidente inventado de foraz está fadado a se repetir, com o mesmo resultado anterior. Mas não sem antes tensionar, oprimir, desacreditar o governo Maduro .
Para isso servem iniciativas aparentemente irracionais, sem base na lei ou nos fatos .
O Brasil segue na sua toada, na companhia de México e Colômbia, enfrentando a imprensa de seus países e parte da opinião pública que imagina resolver uma disputa como essa na Venezuela com a apresentação de papéis.
Em todo o caso e para apaziguar consciências, eles vão aparecer. E, amigos e amigas, não vai fazer a menor diferença do quadro em que estamos.Talvez somente permita ao Trio Latino decidir por uma posição, que mantém a crise no mesmo lugar, com as mesmas demais posições de prós e contras e os mesmos desafios .
O que tento dizer é que estamos além de atas, e sempre estivemos .
Duas observações : 1 – O protesto chamado pela oposição para as ruas fracassou no sábado. O Chavismo colocou muito mais gente na rua.
2. o valor das reservas de petróleo na Venezuela é estimado em U$ 30 trilhões!
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O que esses gráficos estão dizendo é que os Bancos Centrais dos maiores países do mundo estão reduzindo suas taxas de juros conjuntamente.
O pós-pandemia atingiu os interesses dos mais ricos de forma equivalente, uma vez que todos precisaram aumentar o gasto público para enfrentar os males da propagação do vírus, necessitando, no período seguinte, refinanciar suas dívidas, aumentando os juros e atraindo divisas. Além disso, tivemos uma desorganização das cadeias produtivas mundiais, que provocou inflação de oferta e o aumento de preço dos produtos básicos, ou seja, uma inflação.
O nosso Banco Central tem sido muito elogiado pelos banqueiros em todo o mundo porque, antes de todos eles, começou a subida dos juros no Brasil. O que esses banqueiros não alcançam, não entendem, é que o nosso Banco Central o fez por motivos totalmente domésticos, completamente diferentes daqueles que expliquei acima e que motivaram o movimento de subida nos países desenvolvidos.
Vou recordar rapidamente, porque tratei do assunto várias vezes.
A política do desgoverno anterior era valorizar o dólar até o máximo possível, barateando nossos produtos, mão de obra, e pretendendo atrair investimento externo para o Brasil, inclusive nas privatizações. Mas nada disso aconteceu, porque ninguém é louco para investir em um lunático como aquele que aqui estava. A política do Guedes fracassou, mesmo contando com o apoio destemido do Banco Central e de Campos Neto, que baixou a taxa de juros sem nenhum motivo além de induzir a valorização do dólar. Ora, por aqui, com o tal tripé da economia pós-Real, a taxa de juros é para manter o câmbio, sobretudo.
Com o fracasso da política de Guedes, sobreveio a inflação e aí Guedes e Campos Neto reverteram a taxa de juros para conter o estrago que estava atrapalhando os planos de reeleição do chefe. Observe como Campos Neto se movimentava alinhado ao governo fascista; consta que reuniu-se 54 vezes com Bolsonaro e apenas uma vez com Lula. Esse movimento de subida de juros aqui no Brasil aconteceu antes dos países desenvolvidos começarem a subir os seus, e foi depois compreendido como uma antevisão do nosso Banco Central e de Campos Neto das necessidades futuras. O que nem de longe é verdade, como tentei explicar.
Ok. Só que agora os Bancos Centrais dos principais países do mundo iniciaram um movimento na direção contrária, porque seguem orientação voltada para seus programas econômicos. O que colocou nosso BC e seu presidente numa sinuca.
Vai continuar segurando os juros no Brasil, os maiores do mundo, sem nenhuma razão técnica para tal?
Vai colocar sua reputação (!!??) em risco, diante dos maiores banqueiros do mundo?
Vai seguir boicotando nossa economia, a partir de agora, diante dos olhos do mundo?
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É ainda uma decisão monocrática, aguardando a decisão final do colegiado. Mas o Ministro Flávio Dino decidiu acabar com as emendas parlamentares secretas, que não têm autoria, nem destino, muito menos prestação de contas. Nem precisa dizer no que isso se transforma. E estamos falando de bilhões.
O legado do desgoverno anterior vai se dissipando. O poder sobre o orçamento pelo Congresso é um dos sobreviventes – além do atual presidente do Banco Central – de que aos poucos vamos nos livrando.
Esse poder sobre o orçamento é o que mantém a base reacionária nas mãos – ou no bolso – de tipos como Arthur Lira e também um Pachecão que finge de morto. A concessão desse alcance ao orçamento reside na abdicação de governar do energúmeno que ocupou a cadeira do Planalto, entregando o orçamento para o Congresso, permitindo que ele tivesse tempo livre para desmoralizar a república com as atividades que a polícia a cada dia nos revela.
Superar a prática criminosa de emendas secretas estava além da base insuficiente do governo no Congresso. Mesmo o STF tem tentado e agora a decisão de Dino – que precisa de confirmação – é tão importante.
Estamos nas vésperas da renovação dos líderes da Câmara e do Senado para os dois últimos e decisivos anos do atual governo Lula. Se somarmos a isso a troca de comando do Bacen, e se todos os cargos forem preenchidos com sucesso, poderemos garantir equilíbrio e boas decisões para cumprir com sucesso o mandato e preparar a reeleição.
Os bons ventos da economia continuam soprando. Tenho dito que 2025 é o ano para um crescimento maior e sustentável, abrindo caminho para os próximos anos de sucesso.
Além de proibir as próximas liberações de emendas PIX, o ministro pediu uma auditoria das liberações anteriores, que prometem emoções.
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Primeiro, é importante destacar a situação pantanosa em que nosso governo escolheu entrar. Lembrando de algumas declarações do Brasil – e do Lula – nas semanas que antecederam o 28 de julho e a eleição na Venezuela, percebe-se um tom cada vez mais incisivo, culminando com a condição da apresentação das atas para reconhecer o resultado do pleito.
Muito mais veemente e agressivas foram as declarações da oposição a Maduro antes da eleição, incluindo a recusa de assinar compromisso reconhecendo resultado – fosse qual fosse – e acusando fraude ainda antes da eleição ocorrer.
Nós, por aqui, tivemos a mesma experiência, com anos de 7 de setembro comemorados na base de acusações de fraude nas urnas eletrônicas, reunião com embaixadores de vários países para acusar nosso sistema eleitoral de fraudulento e blindados fumegantes na porta de palácios supostamente ameaçadores, indicando a quem quisesse ver a disposição para um confronto. Sem falar em Trump, que fez de tudo para não aceitar o resultado adverso, com os mesmos argumentos de fraude.
Então, em princípio, gritar fraude e sair acusando – sem provas – não significa nada. Ao contrário, situa o reclamante no rol de antidemocratas, fascistas, e parte de um movimento mundial que pretende solapar as democracias e não fortalecê-las.
E lembrei do Aécio, pedindo recontagem de votos na disputa que perdeu com Dilma, e nunca reconheceu a derrota naquela eleição.
Trata-se de um movimento mundial, onde as piores figuras usam desse artifício criminoso para manter apoios e unir tropas desanimadas por derrotas. E assim pressionar governos recém-eleitos e preparar novos golpes futuros.
Há quem caia nisso, quem acredite, quem se deixe levar.
Mas temos quem fique em alerta, sabendo que não se trata nem de atas, nem de democracia, nem de nada que se pareça com justiça e vontade dos povos. É um ataque a tudo isso, por quem sempre teve lado nessa disputa, e o lado dos algozes, dos golpistas, dos assassinos e dos ditadores.
E a questão, aparentemente complexa, na verdade é simples: quem vai decidir o resultado da eleição vai ser a Venezuela, suas instituições e seu povo.
E, se me permite, já decidiu.
Os EUA decidiram reconhecer o adversário de Maduro, sem nenhuma base para tal. E aí estamos falando de mais um Guaidó – um tipo 2.0 – lembram? Não é a primeira vez que os EUA – e o Brasil de Bolsonaro – nomeiam um presidente paralelo na Venezuela, por mais ridículo e absurdo que seja. E nomearam dessa vez não somente um palhaço, meio abobado, como Guaidó, mas uma figura com histórico de assassino, perseguidor de religiosos em El Salvador, onde participou de perseguições e assassinatos de adversários políticos vindos da esquerda. E temos a Corina, a mão que abana o assassino, outra personagem que passa anos e anos clamando por intervenção estrangeira em seu próprio país.
Essas são as pessoas e os fatos.
A história recente da Venezuela está aí disponível para quem quiser conhecer, sobretudo a partir de Chávez, que refundou a república venezuelana com base no exército reformado, mobilização popular, mudanças de perfil de integrantes nas instituições e estatização do petróleo. Por sinal, as maiores reservas de petróleo do mundo, e por isso todo mundo quer intervir na Venezuela.
E as atas?
Me responda você.
Mas antes, quero saber da nomeação do primeiro-ministro na França, que Macron, mesmo depois de perder a eleição, se recusa a nomear. Antes, quero entender as eleições nos EUA, onde a maioria de votos não significa vitória, e cada estado faz sua apuração e ninguém entende o que eles fazem e fica por isso mesmo.
E quero as atas de todas as eleições no mundo, aliás, uma resolução na ONU obrigando todos os países a apresentarem as atas para, talvez, uma conferência por Elon Musk no X, validando os resultados.
E quero ver quem vai lá em Caracas dizer para o povo de Chávez que não vão aceitar e pensar que isso vai fazer alguma diferença.
Se clama por democracia, faça primeiro em sua casa e a mantenha.
Os lobos estão à sua volta e querem tudo para eles e nada para você.
O Brasil tem dois princípio importantes nas relações internacionais, previsto na Constituição de 88: – não-intervenção; – autodeterminação dos povos.
A foto acima é da entrada da embaixada da Argentina em Caracas, Venezuela, que teve todo seu pessoal expulso do país por ordem do governo. Foram acusados de ingerência indevida nas eleições.
Além da ingerência – pública, notória e agressiva – dentro da embaixada, os argentinos estavam protegendo delinquentes e vândalos que lá correram para escapar das garras da polícia.
Com a expulsão, esses bandidos ficaram desprotegidos da segurança diplomática.
O jeito foi pedir ajuda ao Brasil, que assumisse a segurança da embaixada. Mas, para isso, seria necessário formalizar a entrega da embaixada e de todos os seus negócios e interesses ao Brasil. A bandeira hasteada simboliza esse acordo, com o Brasil garantindo a integridade do local.
Há muito a considerar nesse gesto. Primeiro, devemos lembrar que Milei e seu desgoverno todos os dias ofendem o presidente Lula pessoalmente, e criticam todo o seu governo de forma arrogante, desleal e mentirosa. A bem da verdade, exatamente o que Bolsonaro fazia com o presidente argentino anterior, Fernández. O que nos mostra que tipo de gente ocupava o nosso governo e o que está lá na Argentina por agora.
Mas o Brasil passou por cima da cretinice reinante na bacia do Prata e aceitou o pedido de ajuda.
E aqui vem a outra questão, porque quem está lá amoitado são os criminosos que a Argentina apoia, o Brasil não. E, mesmo assim, não entrou no mérito da questão, apesar de ser sério e delicado, concordando em acolher os bandidos considerando ser essa uma decisão da Argentina.
O Brasil poderia aproveitar a ocasião e ver se tem algum brasileiro escondido lá, aqueles terroristas do 08/01 que fugiram para a Argentina. Vai que.
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Enquanto o Maduro vai lutando sua batalha, é bom fazermos o mesmo.
E fiz uma coleta de frases soltas nas redes sociais enquanto a Venezuela ocupava as manchetes, para um panorama .
.Fazem 4 meses que o Campos Neto deu aquela guinada travando a queda dos juros. De lá para cá o juro longo só abriu, o dólar só subiu e a expectativa de inflação só aumentou. Quase todos os dias, em todos os Focus, de forma monotonica, enquanto a inflação manteve-se baixa.
.A dívida nacional dos EUA disparou nos últimos anos sob a liderança do presidente Joe Biden e seu antecessor, o presidente Trump, que havia prometido repetidamente reduzi-la durante sua campanha de 2016.
Quando Trump deixou o cargo, a dívida tinha crescido em US$ 8,4 trilhões (R$ 47,3 trilhões) para US$ 27,7 trilhões (156,3 trilhões), com mais da metade dos empréstimos referidos às medidas relacionadas à COVID-19. A tendência continuou sob Biden, com o presidente em exercício agora superando a marca de US$ 35 trilhões.
.As altas taxas de juros determinadas pelo Banco Central brasileiro são um aspirador de dinheiro público do Estado pelo mercado. No acumulado de 12 meses até junho de 2024, o setor público pagou R$ 835,7 bilhões (7,48% do PIB) de juros da dívida pública. O valor supera os R$ 638,1 bilhões (6,06% do PIB) pagos nos 12 meses até junho de 2023. Os juros da dívida custaram R$ 94,9 bilhões em junho de 2024 ante R$ 40,7 bilhões no mesmo mês em 2023.
Como podemos ver, a questão da dupla, juros e dívida pública, poderia ser estendida a quase todos os países. Existe um problema central nos EUA e um no Brasil. O deles a necessidade de financiar a rolagem da dívida , a meu ver impagável, sugando a liquidez do dólar no mercado mundial. A nossa por um BC boicotando o crescimento econômico do país, que apesar disso segue firme.
O FED – o BC dos EUA – depois de muitas voltas parece rumar para quedas na taxa de juros a partir de setembro. Seriam 5 quedas sucessivas programadas. Confirmada a tendência, será um alívio mundial. Mas…Trump ameaçou o atual presidente do FED para ele não mexer nas taxas até às eleições de novembro, sob pena de demiti-lo. Lá, eles tem mandato fixo no FED como nós agora – que copiamos – mas o aviso do Trump inclui a decisão de não respeitar o mandato. Eles podem.
O que mudou recentemente nos EUA foi a probabilidade de vitória dos Republicanos. A novidade democrata Kamala assumiu o favoritismo, isso pode ter estimulado o FED a seguir com seus planos.
Por aqui a agonia segue até dezembro, ontem o nosso BC confirmou a manutenção das maiores taxas de juros do mundo; e o pagamento de valores indecentes para especulação. Além dos juros, decidiu abandonar o equilíbrio cambial, deixando a flutuação ao livre arbítrio da especulação, provocando a maior desvalorização de uma moeda no mundo sem nenhuma razão econômica interna ou externa para isso.
Eu costumo entender o pagamento desses bilhões aos ricos como um pedágio que o povo paga para ter paz, quando no início de um governo do PT. Até o momento em que o Lula consegue fazer a nossa economia funcionar de tal maneira a todos ganharem, é quando a taxa de juros pode cair sem causar um terremoto.
O ano é 2025, sem o terrorista bolsonarista no comando do BC e com a nossa economia nos trilhos .
Boa sorte, Venezuela, fica firme aí Maduro, e boa sorte para nós, com a mudança estratégica no comando do BC em dezembro.
Quanto aos EUA, se der Kamala, ficamos na mesma atual. Trump é imprevisível.