Se de fato não adianta reclamar de resultados ruins e da queda na aprovação do governo Lula, também é verdade que ele ficou ausente da arena pública por semanas devido à sua queda. Nesse período, a oposição conseguiu emplacar a fake news do Pix – algo que talvez nem tivesse ganhado força se Lula estivesse disponível para responder.
Sim, o preço dos alimentos está alto. A subida do dólar agravou o problema – que começa a ser minimizado – e tivemos dificuldades por motivos distintos com azeite, suco de laranja, café e derivados do leite. Alguns sem razão convincente, outros por seca, outros por mudanças climáticas, e todos por especulação da turma barra-pesada do comércio.
Agora, uma nova explicação para a queda da aprovação do governo surgiu por parte de Marcos Coimbra. Ele percebe uma insatisfação maior vinda da esquerda politizada, muito mais do que das camadas populares da base, que – segundo ele – nem costumam dar entrevistas nessa época, distante das eleições, e não se interessam tanto pelo debate político em seus detalhes.
De qualquer forma, a expectativa é de recuperação dos índices de aprovação nas próximas semanas. Até onde isso irá, só saberemos com o tempo.
E vale lembrar: o cálculo eleitoral é diferente dos níveis de aprovação. Com pouco mais de 30%, elege-se um presidente em praticamente todos os países do mundo – incluindo o nosso.
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O IPCA-15 de fevereiro veio acima de 1,3%. Apesar de ficar abaixo dos 1,5% previstos, o acumulado anual chega a 5%, mantendo a pressão inflacionária. O Banco Central, sem imaginação e preso à meta de 3% ao ano, deve subir a taxa Selic em mais 1% em março, conforme o roteiro traçado pelo bolsonarista Campos Neto – que ainda não conseguimos superar.
É um desastre ferroviário completo: torna a dívida pública insustentável, alimenta o discurso de mais cortes nos investimentos e desacelera a economia.
Apesar das consequências tão nefastas quanto previsíveis, o presidente Lula segue afirmando que o crescimento será superior a 3% em 2025, contrariando todas as previsões e cenários.
Mas a opinião do presidente não pode ser negligenciada. Isso sugere que algo está se movendo por baixo da superfície, além do investimento estatal. Talvez a economia tenha conseguido superar sua inércia e esteja começando a crescer sem tanta necessidade de estímulos públicos. Se for o caso, uma contração no investimento estatal pode ajudar a superar entraves fiscais e colaborar para a redução dos juros.
Sempre lembro que, para quem vive no Brasil, a Selic quase não significa nada. Estamos acostumados a trabalhar com taxas acima de 20% nos negócios – dinheiro para investimento nunca foi barato por aqui.
Existe uma corrente especulativa que se alimenta desses juros altos, mas o movimento de queda do dólar pode ajudar a amenizar a inflação. Esse parece ser o objetivo do governo e do Banco Central para 2025.
Nesse cenário, a aposta se desloca para o setor privado, que Lula parece acreditar estar disposto a sustentar o crescimento em 2025. Sim, com ajuda da Petrobras, dos Correios e até da Vale, que já começa a ser cobrada a contribuir mais para o desenvolvimento do país.
Até aqui, tudo certo. Agora, resta esperar para ver se a aposta está correta.
O apostador em questão não costuma perder.
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Não queria, mas acabei entrando nesse assunto para dizer que não devemos entrar nessa.
Que diferença faz a estratégia da defesa a essa altura do campeonato?
A única coisa interessante será quando começarem a jogar a culpa uns nos outros – e isso já está acontecendo.
Quanto a pedir mais prazos, desqualificar os ministros indicados por Lula, dar declarações que parecem confissões, chamar o Trump etc., tanto faz. O caminho já está traçado, e agora é só aguardar o desfecho, que não tarda.
Quanto mais áudios, confissões e delações premiadas, melhor.
Se chegar a hora de responsabilizar os políticos envolvidos no golpe, ótimo.
Quem financiou e apostou no golpe precisa ser identificado e punido.
Agora, o que a defesa faz ou deixa de fazer, convenhamos, não é assunto para acompanhar – porque isso é entrar no jogo do inimigo.
Foram apanhados com o butim na mão. Que aguentem as consequências.
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Também na Alemanha — um país emblemático — a extrema direita colheu bons resultados na eleição do último final de semana. Assim como em Portugal, Espanha e França, cresce em presença no parlamento, sem obter a vitória numérica. Depois, acaba isolada na composição do governo, ficando de fora do poder executivo.
Na Alemanha, há um ponto específico: a maioria dos votos dos extremistas vem da região da antiga Alemanha Oriental, revelando que a divisão no país ainda persiste. A campanha da extrema direita segue o mesmo discurso dos vizinhos, com xenofobia e ódio a imigrantes.
A crise do aumento do custo do gás, devido ao boicote às importações da Rússia, afetou toda a Europa, mas teve impacto especial na Alemanha — o maior polo industrial e o mais dependente de energia. O novo chanceler parece disposto a corrigir o rumo, e o retorno do gás russo, impulsionado pela reabilitação de Putin trazida por Trump, pode baratear os custos industriais cruciais.
O inimigo da vez é a China, e romper a atual simbiose entre Rússia e China é o objetivo declarado dos EUA. A Europa pode acabar embarcando nessa, ainda que a contragosto.
A guerra na Ucrânia, que parece avançar para uma solução, mostrará para onde as forças econômicas irão se mover.
Nas Américas, o discurso extremista voltou a crescer, recuperando parte do espaço perdido após o fracasso das ditaduras no Sul e no Centro. Mas a disputa segue acirrada.
Agora em abril, teremos o segundo turno no Equador, e o Correísmo segue com chances de vitória contra o atual presidente, Noboa. Ele, que foi um dos ícones extremistas recentes, vê sua reeleição ameaçada. Ninguém consegue uma vitória folgada em lugar nenhum, com diferenças menores de 3% na maioria dos países. A exceção é a Argentina, onde Milei venceu com folga, mas agora segue com muita retórica, afundando a economia do país enquanto recebe elogios mundiais.
Nos EUA, dizem que Trump está recuando de todas as suas promessas. Alguém comparou os primeiros meses do governo Trump com o mesmo período de Biden e revelou que o número de deportados de Biden foi o dobro.
Quanto à guerra comercial, Trump segue com ameaças para todos os lados. Certamente, colherá inflação. O dólar segue desvalorizando no mundo, e os resultados só serão conhecidos no médio prazo — isso se os norte-americanos engolirem a inflação, o que é improvável.
Aqui no Brasil, o STF posicionou o ex-presidente na mira. A denúncia da PGR enterrou todas as falsas esperanças de anistia.
A cada novo vazamento de áudio, fica mais clara a ação dos militares aliados ao bolsonarismo para destruir a democracia. Ainda faltam os políticos que participaram da intentona golpista.
Enquanto isso, os “herdeiros” do bolsonarismo não conseguem se firmar e dispersam cada vez mais os votos do ex-presidente. Pode chegar ao ponto — e já ouvimos isso — de que um sobrenome Bolsonaro será a única forma de manter parte do eleitorado. Vêm para perder, mas seguem fazendo bancadas federais.
O resultado é imprevisível no momento, mas arrisco pensar em queda e votos cada vez mais dispersos entre os candidatos da direita.
Não tenho dúvidas da candidatura de Lula, e também de sua vitória, apertada, seja contra quem for. A questão central será formar bancadas no Congresso e enfrentar, a partir de 2030, mais uma tentativa de emplacar o semipresidencialismo.
Assunto para depois de 2030, entretanto.
Então é isso. Os extremistas continuam ciscando no terreiro, de onde nunca saíram. Eventualmente vencem, fazem governos ruins e perdem em seguida.
O que queria destacar é que, apesar da retórica cada vez mais furiosa, eles ainda disputam as eleições democraticamente.
Sim, usam mentiras e muita gritaria. Mas ganham e perdem como qualquer outra força política. Entram e saem, aceitando as escolhas do eleitorado.
Se continuarem assim, logo ninguém mais vai chamá-los de extremistas. Vamos nos vacinando contra as fake news, nossos ouvidos se acostumando com a retórica vazia, e seguimos disputando eleições, ganhando e perdendo.
Golpe? É desejo dessa turma autoritária, mas cada vez mais distante e improvável.
Seguir.
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Foram 1.200 aparelhos eletrônicos confiscados, milhões de mensagens e áudios analisados.
Pelos primeiros vazamentos, fica claro que o braço militar foi o que mais acreditou na fanfarronice bolsonarista. Em certo momento, perceberam até que deveriam seguir sem o falso messias.
Não seguiram porque estavam desacompanhados, desarticulados, acovardados — e alucinados.
O falso chefe fazia que ia, mas sempre suspeitamos que não. Cercou-se de militares que acreditavam na ideia mais do que nele, mas que compartilhavam da mesma covardia. Apesar de armas e homens, recuaram.
Ninguém duvida que, dentro das Forças Armadas, a maioria seguiria satisfeita um levante para assumir o poder. O que fazer com ele depois, como a história nos mostra, seria outro problema — e por isso a cúpula militar hesitou. O peso do fracasso de 1964 e dos crimes cometidos ainda assombrava alguns, que, na hora de decidir, não tiveram coragem.
Os civis eram ainda piores. Chamados e tratados como malucos e abobalhados, ocupavam a frente dos quartéis para criar uma ilusão de apoio ao golpe. A própria PGR, em sua denúncia, classificou tudo isso como “manifestações falsas”.
Se não enganaram ninguém antes e continuam não enganando, devemos seguir na denúncia e exigir que todos os envolvidos sejam responsabilizados. Precisamos dos nomes dos financiadores e dos políticos golpistas.
Há muita gente ainda para aparecer e receber o devido tratamento.
Não por revanche. Não por vingança.
Os chefes do golpe tinham plena consciência da impunidade de 1964 e de como escaparam depois de tantos crimes cometidos. Para eles, o risco era enorme justamente por causa da história e dos que resistiram.
Agora, devem pagar, para que possamos, enfim, virar essa página.
Na falta de assunto – ou preguiça de procurar – estamos sendo inundados com
declarações de acusados, advogados, seguidores, puxa sacos e mais infinidade de outros, salientando aspectos, opiniões, palpites e estratégias dos acusados.
Verdade que cabe a eles tentarem de tudo, sem abusar da nossa paciência. E, no caso em questão: tentativa de golpe seguida de assassinatos, Ninguém precisa especular as decisões do STF que estão indo para o forno : cadeia, muitos e muitos anos.
Até porque, entre os principais alvos, constavam juízes da corte, que ou cumprem bem sua obrigação e resolvem a parada de vez ou num segundo momento, e a depender da vontade dos acusados – pessoas perigosíssimas – qualquer brecha, falha ou negligência pode gerar oportunidade de retorno e os piores temores podem se confirmar.
Então, cadeia e jogar a chave fora. Tudo nos conformes, seguindo e cumprindo os trâmites, mas sem bobear.
E, por favor , nos poupando dos esperneios e detalhes toscos de defesas impossíveis.
Segundo o presidente Lula : “eu sou inocente!” ; deveria ser o verdadeiro grito do ex-presidente Bolsonaro diante das graves acusações de planejar assassinato e golpe de Estado.
Mas a verdade é que, para agitar seu eleitorado, a preferência recai no clamor pela anistia — mesmo deixando clara sua culpa.
Afinal, ser culpado dos crimes gravíssimos de que é acusado parece não incomodar essa turba.
De qualquer forma, não funcionará. Lançar outro candidato é a única saída viável, e apostar na ideia de uma anistia presidencial, supondo uma vitória em 2026, funciona da mesma forma — mas só a partir do próximo ano, com Bolsonaro devidamente encarcerado. Ainda assim, continua sendo uma farsa, já que o perdão presidencial não serve para isso: não pode revisar decisões da Justiça nem libertar criminosos condenados.
No fim, essa discussão fica para o dia de São Nunca. Porque 2026 é nosso.
Bolsonaro ainda não está preso, mas a resposta é sim.
O indiciamento de Bolsonaro pela PGR e, na sequência, seu julgamento pelo STF suscitaram um debate internacional sobre a solidez democrática dos países. Tanto o Brasil quanto a Coreia do Sul enfrentaram ataques de seus próprios presidentes no poder — na Coreia, o líder foi preso; no Brasil, o ex-presidente está a caminho do mesmo destino.
Nos Estados Unidos, cresce a perplexidade sobre como falharam em responsabilizar os golpistas. Afinal, Bolsonaro apenas copiava os métodos, e na invasão do Capitólio houve depredação e mortes. No entanto, ninguém foi punido de forma proporcional.
A alegação de que a Constituição dos EUA não permite enquadrar a tentativa de golpe como crime não se sustenta. A invasão, a destruição e as mortes – que são crimes – tiveram um único propósito: fomentar um golpe. Se não processam pelo golpe, poderiam ter feito pelos crimes cometidos na tentativa.
Enquanto isso, os problemas de Milei na Argentina, seja pelo crime de receber dinheiro ou por ser beneficiado de algum esquema — fatos ainda a serem apurados —, colocam o ultraliberal contra a parede. Ele pode até tentar se salvar como Bolsonaro fez, cooptando lideranças partidárias e cedendo poder, como no Brasil, onde entregaram o orçamento secreto ao Congresso. Mas sabemos que iniciativas desse tipo apenas agravam a crise e jogam a Argentina ainda mais na incerteza.
Isso afeta o bolsonarismo no Brasil e seus acólitos mais do que a própria figura de Trump. Afinal, o ex-presidente americano nunca deu muita importância a Milei, enquanto aqui, tanto bolsonaristas quanto parte da grande mídia e do mercado passavam os dias comparando a economia fracassada da Argentina com a do governo Lula — de forma completamente distorcida. Agora, sem essa muleta liberal, perdem um dos principais artifícios para atacar o governo.
Sem falar no teatro da “anistia” e outras pautas absurdas promovidas pelo partido fascista. Nunca houve qualquer chance real de aprovação, mas serviram para que os atuais presidentes das Casas Legislativas enganassem os extremistas — que agora podem ser descartados.
Quanto a Trump, as comparações com a incapacidade dos EUA de lidar com golpistas são incômodas, mas apenas para quem tem vergonha na cara. O que, claramente, não é o caso do atual governo americano. Mas, escancara a fragilidade e os rumos perigosos nos EUA, que em algum momento podem se voltar contra o imaginado todo poderoso. Não foi isso que aconteceu aqui no Brasil?
Não é precipitado especular sobre o futuro sem Bolsonaro, sobretudo porque não será – ao menos até 2026 – sem o bolsonarismo.
O indiciamento e a futura condenação já estão precificados nas bolsas de apostas políticas, com vários nomes disputando a herança da direita e da extrema direita. Alguns cenários são previsíveis.
Primeiro, é quase certo que um Bolsonaro será lançado ao sacrifício em 2026 para perder de Lula. O sobrenome Bolsonaro será fundamental para manter a extrema direita unida e continuar servindo de esteio para eleger deputados, senadores e, talvez – aqui uma novidade – menos governadores. O apelo fascista parece arrefecer para cargos executivos, e uma condenação do chefe será fatal para essas eleições majoritárias. Vamos ver como ficará o Senado, sem dúvida a maior aposta do bolsonarismo para 2026, mas que, a meu ver, tem grandes chances de também fracassar.
As discussões sobre anistia, que já eram furadas, agora acabam de vez.
O esperneio será geral e irrestrito, mas inevitável. Alguma coisa vão aprontar, até porque há gente perigosa indiciada – criminosos de guerra, praticamente. Perderam dentes e estão banguelas, mas ainda mordem.
O cenário político de 2024 muda completamente. O centro, que estava fora de qualquer disputa desde a derrota de Aécio para Dilma, tentará voltar de alguma forma. A aposta está no PSD de Kassab. O PSDB provavelmente se unirá a ele, e Tarcísio seria o nome desse grupo. Mas acredito que ele não virá em 2026 para perder – sua aposta é 2030, aí já sem Lula para enfrentar.
Vamos acompanhar como ficará a Câmara. Hugo Motta pode aproveitar a derrocada do bolsonarismo para se livrar da canga dos deputados extremistas e ajudar a isolá-los. Acho que ele tentará, e tem grande chance de sucesso.
O que sobrará são os radicais e a expectativa para 2026. Mais uma derrota será fatal para eles. Não desaparecerão, mas perderão a capacidade de destruição que ainda possuem.
O fato de Gonet PGR não denunciar o Presidente Valdemar do PL, me pareceu uma sinalização de paz. Valdemar vai aceitar, vamos ver os demais.
(Glauber Braga
@glauber-braga.bsky.social
Uma vez me citaram uma frase a atribuindo a Jaburu (personalidade muito conhecida em Nova Friburgo): “Essa turma não é de nada mas são capazes de tudo”. O contexto era outro mas as palavras cabem perfeitamente pra descrever o núcleo golpista do ex-presidente inelegível.)
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A tão esperada denúncia da PGR, sob comando de Gonet, finalmente apareceu contra os criminosos que tentaram armar um golpe contra a democracia brasileira.
E são os mesmos de sempre.
Nos detalhes das reuniões e diálogos revelados, além de tudo o que vimos e ouvimos nos anos do desgoverno anterior, não há surpresas. Tudo ou já era sabido ou havia vazado antes.
Até tentativa de assassinato consta na denúncia, além de reuniões para fomentar distúrbios sociais. Ficou claro que as manifestações não tiveram apoio orgânico — foram organizadas, financiadas e promovidas por “kid pretos” e dinheiro do agronegócio.
Os crimes somados podem levar Bolsonaro a uma pena de até 28 anos. E ainda faltam os processos das joias e da falsificação de documentos de vacinação.
Um combo de crimes, como tantas e tantas vezes foi denunciado na época, por aqueles que nunca desistiram da verdade e confiaram na democracia brasileira.
Que, por sinal, agora enterra os golpistas de hoje. E os de amanhã? Bem, esses já têm uma jurisprudência clara para enfrentar. Uma lição que a geração da Anistia deixou passar para os golpistas de 1964, o que acabou incentivando essa nova tentativa.
De resto, fica a confirmação: nada é mais ridículo que um golpe de Estado fracassado. Se mostram uns cretinos, covardes, incompetentes, irreconciliáveis com os valores civis e a sociedade. Brucutus, animais, lixo que precisamos expurgar.
Joguem a chave fora.
A novidade foi que a PGR poupou a política: nenhum deputado ou senador foi indicado, o gabinete do ódio não apareceu, a família presidencial ficou de fora e até Valdemar, que chegou a financiar algumas atividades pra lá de criminosas, também não foi incluído.
Pode ser um sinal de pacificação. Pode ser um erro.
Mas está de bom tamanho. Vamos lutando uma batalha por vez.
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