Recomeçaram a vazar depoimentos secretíssimos, nem mesmo os advogados de defesa de Bolsonaro ou Braga Neto tiveram acesso às delações de Mauro cid, que agora podemos ler integralmente na imprensa.
Mais ou menos sabíamos de tudo, nenhuma novidade bombástica apareceu, confirma-se basicamente o teor dos vazamentos anteriores. A novidade foi apresentar 3 grupos distintos de influência, segundo o talão do delator: político, pescador de ilusões e o golpista.
Também sobre a ação criminosa da polícia rodoviária federal da época, fazendo contenção nas estradas de eleitores nos locais de maior votação do Lula, e depois da recente prisão de mais 3 ex-diretores da PRF, ação conhecida, a liberação de inquéritos por agora visa reforçar que a PGR está preparando o terreno para apresentar o mais esperado inquérito da República : do Bolsonaro e sua gang golpista. Incluindo generais de forma inédita.
Observe, passei aqui para chamar a atenção. A peça acusatória vem aí.
Trump e o FED: Exigências, Contradições e Reflexos Econômicos
A manchete é, para variar, mentirosa. Trump não “pediu”, ele exigiu que o FED, o banco central dos Estados Unidos, reduzisse imediatamente sua taxa de juros. E foi além: sugeriu que todos os bancos centrais do mundo adotassem a mesma postura. Tudo isso aconteceu durante sua apresentação online no encontro de Davos.
Contraste com a Situação Brasileira Enquanto a imprensa suaviza suas declarações sobre o tema, contrastamos com a dura resistência que o presidente Lula enfrentou ao criticar durante dois anos a política suicida do nosso Banco Central. Mais notório ainda foi o comportamento do ex-presidente do BC, Campos Neto, cujo mandato foi marcado por ações frequentemente contrárias ao interesse público, com enfrentamentos que iam além da crítica.
Esse cinismo, tão parcial quanto motivado, persiste em privilegiar uma visão engajada que defende sempre os mesmos interesses elitistas, em detrimento dos coletivos. As manchetes reforçam isso ao atacar medidas progressistas e omitir ou suavizar posturas questionáveis de líderes como Trump.
Imprensa, Narrativas e Realidade No Brasil, a imprensa, infelizmente, mantém sua histórica inclinação de alimentar o caos. Essa tendência é sustentada por décadas, onde o lucro e os privilégios têm prioridade sobre a construção de um país mais justo.
Contradições de Trump Trump exige juros menores enquanto defende medidas protecionistas, como a taxação de importações. Essa abordagem inevitavelmente encarece produtos e serviços, gerando pressão inflacionária — a mesma que as taxas de juros tentariam combater. Como alinhar estratégias diante de um discurso tão contraditório e errático?
Suas declarações escalafobéticas, recheadas de ataques apelativos e agressivos, soam como tentativas desesperadas de manter sua base eleitoral engajada, promovendo narrativas polêmicas que incluem perseguições a imigrantes e “revelações” sobre segredos históricos como os casos de Kennedy e King.
Quem Vence? A questão central se impõe: prevalecerá a independência do FED, ou as demandas do presidente terão efeito? O embate pode ser decisivo para testar os limites da autonomia do banco central norte-americano, enquanto o cenário mundial observa a balança política e econômica dos EUA em um contexto de instabilidade e tensão.
O tempo dirá se a política econômica norte-americana resistirá a essas investidas ou sucumbirá à falta de coerência e planejamento estratégico.
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Análise da Economia Brasileira: Inflação, Câmbio e Narrativas do Caos
Depois da “surpresa” com o dólar e o equívoco grotesco nas previsões sobre o resultado fiscal primário — de explosão para o cumprimento integral da meta prevista há anos — agora lemos sobre uma “inflação incomum” em janeiro, como se estivéssemos enfrentando pressões inflacionárias insuportáveis e incontroláveis.
Evidente que isso não é ignorância, mas parte de um movimento orquestrado para promover aspectos negativos e espalhar profecias de caos. Esses discursos servem para colher lucros em meio à confusão e dificultar decisões governamentais ponderadas.
Os Desafios Inflacionários do Brasil Convivemos com uma inflação anual mínima de cerca de 3%, resultado das cicatrizes deixadas pela memória inflacionária, que criou hábitos indexados em contratos para salários, aluguéis, impostos e taxas. Somando isso a um país que cresce modestamente, mas ainda assim cresce, mesmo a 3% ao ano, é natural que alcancemos uma inflação média de 5%. Trata-se de um patamar historicamente baixo, mas ainda resistente a uma queda maior.
Câmbio e Taxa de Juros: Um Equilíbrio Necessário O câmbio brasileiro opera como reflexo direto da taxa de juros, funcionando de maneira oposta: quando os juros sobem, o dólar tende a cair, e vice-versa. Claro que eventos de estresse ou notícias negativas alteram expectativas e distorcem esse equilíbrio. Contudo, em condições normais, desde o Plano Real, o dólar serve de âncora inflacionária, enquanto os juros regulam a temperatura econômica.
Mercado Futuro e Volatilidade do Dólar O mercado de dólar futuro, altamente especulativo, movimenta valores muitas vezes superiores ao da bolsa. Previsões negativas geram golpes especulativos que disparam algoritmos de compra e venda para lucrar em meio à volatilidade, forçando desequilíbrios no câmbio presente. Isso resulta no que temos: o câmbio brasileiro é um dos mais voláteis do mundo, subindo intensamente nas crises e caindo rapidamente após o estresse.
Atualmente, o dólar tem caído e seguirá assim, salvo alguma decisão inesperada do governo Trump (o “laranjão do norte”). Com a reunião do Banco Central e do Copom na próxima semana, é provável que novos ajustes na taxa de juros consolidem um patamar mais favorável para a moeda.
Perspectivas Econômicas para 2025 A inflação, como vimos, caiu a ponto de termos períodos de deflação, reflexo de uma diminuição da atividade econômica. Contudo, os números futuros devem confirmar um rápido processo de recuperação. Há esperança de uma reação positiva já no próximo trimestre, capaz de sustentar um crescimento próximo a 2,5% em 2025, frustrando os desejos dos arautos do caos que torcem por um cenário mais pessimista.
Nosso papel, diante desses desafios, é insistir em análises realistas, apontar o rumo que seguimos e não ceder às narrativas que desestabilizam a confiança no país e no progresso econômico.
Atualizaçao: IPCA veio 0,11% positivo, mais uma previsão furada.
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Audiência sobre Moderação de Conteúdo nas Redes Sociais: Um Debate Essencial Ignorado
Representantes das companhias Meta (dona do Facebook, WhatsApp e Instagram), Alphabet (Google e YouTube), X (antigo Twitter), TikTok, Discord, Kwai e LinkedIn recusaram o convite e não compareceram à audiência pública convocada pelo governo Lula nesta quarta-feira, 22. O encontro visava discutir as políticas de moderação de conteúdo nas redes sociais, um tema crítico em um momento em que decisões alinhadas aos ideais fascistas dos Estados Unidos sob Trump preocupam diversas democracias.
A ausência das plataformas no debate sublinha a resistência do setor em participar de discussões públicas sobre regulação de conteúdo, apesar dos efeitos amplamente reconhecidos da desinformação no cenário global. Enquanto isso, na Europa, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou sua intenção de propor no Conselho da União Europeia o fim do anonimato nas redes sociais — uma medida que ele descreve como simples de implementar, mas repleta de implicações éticas e práticas.
O problema da desinformação, identificado como um dos maiores riscos globais pelo relatório anual do Fórum Econômico Mundial, divulgado em 15 de janeiro, continua a crescer de forma alarmante. Embora a imprensa seja sujeita a responsabilização, ainda que parcialmente e tardia, as redes sociais permanecem amplamente desreguladas, tornando-se um terreno fértil para a proliferação de fake news.
A desinformação frequentemente cumpre sua função de semear medo, criar falsos dilemas e propor soluções contrárias ao bem comum antes que qualquer desmentido chegue — e, quando chega, é tardio ou insuficiente. Para combater esses efeitos, é fundamental que o debate siga, com ou sem a colaboração das grandes empresas de tecnologia.
A proposta de Sánchez sobre o fim do anonimato, apesar de controversa, parece um ponto de partida estratégico. Ao exigir mais responsabilidade individual no ambiente digital, essa medida poderia desestimular o uso das redes para propagar conteúdos maliciosos. Contudo, sua implementação exigirá cuidado para equilibrar o combate à desinformação com a preservação dos direitos de privacidade e liberdade de expressão.
O desafio que enfrentamos é grande, mas a persistência do governo brasileiro em discutir e buscar soluções para o controle responsável do conteúdo nas redes é um passo importante na direção certa.
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O Que Nos Move é o que Aprendemos com o Sofrimento
Não é questão de adivinhação ou arrogância, mas de uma persistente busca por fatos. Com a prática acumulada ao longo de anos, ou mesmo décadas, passamos a perceber certas coisas. Não se trata de “saber”, mas sim de “entender”.
A desvalorização do câmbio no final do ano passado, que levou o dólar a R$ 6,30, foi amplamente discutida e denunciada como resultado de uma combinação perversa de interesses , capitaneados pelo então presidente do Banco Central, Campos Neto. Durante meses, ele buscou justificar políticas que prejudicaram a economia brasileira, amparado por narrativas falaciosas de déficits fiscais e catástrofes iminentes. Contudo, a realidade tem desmentido tais argumentos.
Com a posse de Trump, sua falta de clareza sobre o que pretende fazer, e o desenrolar natural do déficit fiscal dentro das previsões feitas anos atrás, essas pressões perderam parte da força. Campos Neto deixou o cenário, e agora a transição de liderança no Banco Central nos traz uma esperança renovada, ainda que a política de juros exorbitantes continue sendo um desafio.
Minha expectativa recai sobre a reunião do Copom em março. Até lá, haverá mais clareza sobre os rumos do cenário internacional e um novo espaço para que o presidente do Banco Central comece a imprimir seu estilo de gestão. É um tempo de incertezas, pois as mudanças estruturais necessárias nas ações do BC ainda não foram iniciadas, e a estabilização do mercado cambial exige medidas firmes para desmantelar os jogos especulativos.
Nomes como Luiz Gonzaga Belluzzo, economista de referência do novo presidente do BC, já abordaram a necessidade de ações nesse sentido. Que essa influência se converta em políticas efetivas e progressivas.
Porém, é impossível negligenciar o impacto devastador de um dólar a R$ 6,30: isso alimenta a inflação, compromete o planejamento econômico e mina a confiança no futuro do país. O “quase” do título refere-se justamente à necessidade de vigilância constante. Aqueles que pregavam o caos econômico até recentemente, agora alegam que seus diagnósticos foram “exagerados”. O único excesso verdadeiro foi o volume de lucros obtidos às custas de uma manipulação coletiva, amplamente facilitada pelas antigas políticas do BC.
Agora, seguimos alerta, firmes na expectativa de um novo rumo.
Uma consequência do entusiasmo extremista — ou mesmo nazista — verificado durante a diplomação de Trump deveria, e parece ser o caso, levar a maior união entre os democratas ao redor do mundo.
No Brasil, durante a campanha anterior e até os dias atuais, o espantalho do bolsonarismo foi frequentemente usado para relembrar às pessoas e seus representantes o significado das políticas e dos projetos desse agrupamento. Porém, aos poucos, com a ajuda de certos setores da imprensa, a lembrança do desastre bolsonarista está sendo apagada. O espantalho perde força, o judiciário demora nas decisões. A normalização e até a valorização de decisões econômicas que empobrecem países, como o exemplo da Argentina, são exibidas diariamente como modelos de “sucesso”, mesmo diante do crescente desespero do povo vizinho. Isso, em vez de servir como um alerta, tem se tornado um modelo a ser copiado.
Pois bem, deixando de lado o êxtase dos bolsonaristas, a realidade é que a confusão gerada pelas medidas anunciadas por Trump serve apenas para agradar a um público interno tão irracional quanto as próprias decisões anunciadas. Isso, no entanto, tem um alcance muito limitado. Abandonar a questão ambiental e as metas futuras de preservação e cidadania não passará despercebido. Pelo contrário, unirá povos e governos preocupados com esses temas, fortalecendo ainda mais as discussões globais e as ameaças econômicas associadas a essas mudanças.
O atual mandatário insiste que “não precisa de ninguém”, mas nem ele acredita nisso. A retórica segue enquanto negociações acontecem por baixo dos panos, porque é assim que essas administrações se sustentam: baseadas na mentira e no engano.
Pode enganar por algum tempo, mas esse limite será alcançado. Quando isso ocorrer, veremos a oportunidade de unir aqueles que hoje vivem em cima do muro, equilibrando posições conflitantes. Esse equilíbrio tem validade apenas até um certo ponto. Os excessos atuais, porém, podem forçar muitos a uma posição mais definida no futuro.
No Brasil, a tão anunciada polarização também pode ser reconfigurada. Isolar os antidemocratas, os fascistas e os nazistas, embora desafiador, é um trabalho possível e necessário. As escolhas claras entre democracia e autoritarismo beneficiam aqueles que defendem as melhores pautas.
A transição do discurso fascista para o abertamente nazista tem um peso definitivo. E isso abre caminho para uma reação igualmente forte e proporcional.
Ainda não vimos a Estrela da Morte, então seguimos analisando a economia.
Na ilustração publicada no Post, podemos observar que China, Canadá e México são os principais exportadores para os EUA. Ainda não conhecemos o superávit comercial exato, mas fica evidente por que esses países estão no centro das ameaças de tarifas de 25%.
No caso da China, falaram em tarifas de 10%, pois a situação é mais delicada. Parece haver um interesse maior em aproveitar oportunidades para reverter déficits do que em fazer ameaças diretas. Isso se justifica, entre outros fatores, pela interdependência comercial. Por exemplo, a China é um dos principais compradores de produtos primários do Brasil, que são concorrentes diretos de bens produzidos pelos EUA. Sim, há uma competição econômica direta entre Brasil e EUA no setor agroindustrial, e o Brasil leva vantagem em grande parte graças à sua forte relação comercial com a China. O que os EUA aparentam pretender corrigir, ou tentar.
Até aqui, não vemos grandes problemas nos campos onde nossas economias colidem, exceto por um aspecto delicado: a proposta dos BRICS de abandonar o dólar como moeda de referência. Essa é uma mudança que o império definitivamente não deseja — e lutará para impedir. Claro, estamos falando de um processo que leva tempo, mas é importante perceber que o movimento está em andamento.
O que se vê no governo Trump parece ser uma condução sem direção clara. Houve expectativa de que ele, em um segundo mandato, poderia entender melhor os mecanismos do poder e aprender a usá-los com mais eficiência. No entanto, o cenário atual é de desordem, com uma liderança incoerente e objetivos pouco definidos.
Até agora, as principais ações recaíram sobre perseguições a imigrantes e retrocessos ambientais. Quanto às prometidas tarifas, caso sejam implementadas, poderão gerar aumento na inflação interna dos EUA. E há indícios de que até mesmo a Europa poderá reagir às suas decisões econômicas erráticas. Contudo, vale observar que, até o momento, muito se prometeu e pouco se concretizou.
Permita-me uma reflexão: o fracasso econômico dos EUA sob a liderança de Trump não seria bom para o mundo. Seria mais saudável que ele encontrasse um caminho para impulsionar a economia americana, mesmo que com base em gastos militares e incentivos à indústria bélica. O sucesso na reindustrialização de seu país, ainda que improvável, poderia trazer estabilidade.
O perigo está no que pode vir daqui a dois anos, quando um líder de 80 anos, enfrentando sucessivos fracassos, possa recorrer a medidas extremas. Melhor nem antecipar cenários sombrios, mas seguir atentos para entender o que o futuro reserva.
Um império, afinal, é coisa séria. Sua sobrevivência depende de sua capacidade de servir ao seu povo. Que assim seja, com o mundo em paz.
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As 25 prioridades de Haddad para o Brasil em 2025 ( copiado do site Fórum ) .
Confira a lista:
Fortalecer o arcabouço fiscal, para assegurar a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), diminuir o desemprego e manter a inflação baixa e estabilizar a dívida pública;
Iniciar a implantação da reforma tributária sobre o consumo;
Regulamentar a reforma tributária: lei de gestão e administração do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), fundos e imposto seletivo;
Reforma sobre a renda com isenção para quem ganha até R$ 5 mil e tributação sobre milionários;
Limitação dos supersalários;
Reforma da previdência dos militares;
Projeto de lei da conformidade tributária e aduaneira, com valorização do bom contribuinte e responsabilização do devedor contumaz;
Nova Lei de Falências;
Fortalecimento da proteção a investidores no mercado de capitais;
Consolidação legal das infraestruturas do mercado financeiro;
Resolução bancária;
Mercado de crédito: execução extrajudicial, consignado do E-social, uso de pagamentos eletrônicos como garantia para empresas e ampliação de garantias em operações de crédito (open asset)
Regulamentação econômica das big techs;
Modernização do marco legal de preços de medicamentos;
Pé-de-Meia: permissão ao aluno investir em poupança ou títulos do Tesouro;
Modernização do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos e das parcerias público-privadas;
Nova emissão de títulos sustentáveis para trazer recursos do fundo clima;
Avanço na implementação do mercado de carbono, com governança e decreto regulamentador;
Novos leilões do Ecoinvest;
Compra pública com conteúdo nacional programa de desafios tecnológicos para a transformação ecológica;
Estruturação do Fundo Internacional de Florestas;
Conclusão da taxonomia sustentável brasileira;
Política de atração de datacenter e marco legal da inteligência artificial;
Plano Safra e Renovagro: aprimoramento dos critérios de sustentabilidade;
Concluir o mapa e investimentos sustentáveis na BIP (Plataforma de Investimentos para a transformação Ecológica no Brasil).
Depois do dia inaugural de ontem, confesso que não pretendo entrar no jogo de analisar cada iniciativa do governo Trump. É aquela estratégia de caos planejado: chocam, assustam, lançam iniciativas agressivas – e, na maioria das vezes, ineficazes. Muitas dessas propostas acabam abandonadas pelo caminho, apenas para que ideias ainda piores tomem o lugar. O método é claro: manter a política em um estado constante de choque.
Isso está longe de ser inofensivo. Os riscos são reais, como já vimos no Brasil durante a pandemia, com 700 mil mortes, muitas delas por negligência e abandono total. A questão não é ignorar o que está acontecendo, mas aprender a separar o joio do trigo: identificar as questões verdadeiramente relevantes e não se deixar afundar no lixo político que eles despejam diariamente.
Por enquanto, os imigrantes parecem ser as primeiras e maiores vítimas. Medidas como tarifas contra o México e o Canadá estão sendo discutidas – embora ainda não saibamos quando, nem em que medida. A lógica? Atrair de volta aos EUA empresas que atualmente operam nesses países.
O meio ambiente é outra vítima clara. Os bancos comerciais nos EUA estão encerrando suas linhas de crédito para iniciativas de defesa ambiental e projetos de energia renovável sustentável. É uma grande perda, e o mundo ainda avalia como reagir. Enquanto isso, Trump segue ameaçando os BRICS, prometendo tarifas de até 100% caso continuem reduzindo sua dependência do dólar. Quanto à América Latina, ele fez questão de dizer que os EUA “não precisam de nós para nada”.
O pano de fundo dessas atitudes, além da evidente arrogância e delírios de grandeza, parece ser o abandono completo do multilateralismo. Ele sonha com um EUA autônomo e soberano, rejeitando tratados e parcerias globais. Saiu da Organização Mundial da Saúde, deixou os tratados de Paris para trás e faz movimentos para consolidar um nacionalismo isolacionista e decadente.
Entre os momentos mais alarmantes do dia, precisamos destacar a presença de Elon Musk e seu discurso de saudação à posse. Durante o evento, Musk fez um gesto que muitos interpretaram como uma saudação nazista – uma cena transmitida ao vivo e amplamente debatida desde então. Ele não foi o único. Steve Bannon, em outro contexto, também foi visto saudando uma delegação alemã com o mesmo gesto, enquanto Eduardo Bolsonaro estava na sala.
Esses episódios são mais um capítulo em uma longa história de referências fascistas entre certos grupos de apoio, mas a saudação nazista, realizada em público e transmitida globalmente, eleva o absurdo para outro patamar. Não se trata apenas de chocar; essas ações marcam um perigoso aprofundamento ideológico.
Trump repetiu sua conhecida retórica sobre a inutilidade de guerras, preferindo sanções econômicas e tarifas como armas de negociação. Porém, assim como tudo em seu governo, esses discursos podem mudar a qualquer momento. A única certeza é que uma superpotência decadente agora está nas mãos de um líder errático e motivado a buscar destruição em nome do poder.
É como se Nero tivesse assumido o controle, com uma disposição perigosa para colocar fogo em tudo. O mais prudente, no momento, é manter distância e vigilância. Eles vêm com tudo. A única questão é que nem eles sabem para onde.
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A expectativa com a nomeação de Trump para mais um mandato segue o padrão extremista : muito barulho.
Por nada?
Na verdade alguma coisa ele já fez pressionando Israel por trégua, mesmo que a duração ainda ninguém saiba precisar quanto vai durar. Mas foi um feito e reféns e prisioneiros voltam para suas casas.
Moedas em todo o mundo caíram em relação ao dólar, movimento preventivo contra propagandas de tarifas ainda por serem anunciadas. Inclusive no Brasil, onde mais 1% na Selic esse mês eu coloco nessa conta das dúvidas em torno das medidas futuras.
As notícias que chegam é que vem aí um pacotão, estimados em 200 decretos, com a questão dos emigrantes na frente para saciar a sede dos eleitores de cara e ganhar tempo para as outras decisões. Parece que a aprovação do pacote não vai ser o passeio imaginado, sobretudo no senado. Mas acabam aprovando, basta ver o que Milei conseguiu na Argentina. A lógica nesses casos na política é deixar o vitorioso na eleição dar seu rumo e esperar para ver o que vai dar. Mas a semelhança de Trump com Milei termina aí, seus escolhidos para administrar o país se assemelham muito mais com o governo Macri, um apanhado de plutocratas sem a menor noção do que fazer no poder público. Costumam fracassar miseravelmente, e , além de torcida, aqui me socorro de conhecimento prévio em casos semelhantes.
A retórica trumpista vai sacudir o mundo, mas se vai passar disso o tempo dirá.
Para nós duas questões: 1- se as tarifas vão obrigar a China a comprar mais dos EUA e diminuir a compra do Brasil. 2- as tarifas diretas vão nos atingir, embora não vejo onde.