Medidas fiscais
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Novas medidas tributárias
Títulos de crédito (renda fixa) que antes eram isentos passarão a ter cobrança de imposto de renda. A medida atinge a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), que passarão a ter cobrança de 5% de IR.
As plataformas de apostas online (bets) terão um aumento da chamada GGR (Gross Gaming Revenue) de 12% para 18%.
As fintechs, que atualmente pagam alíquotas de 9%, 15% ou 20% de CSLL (Contribuição sobre o Lucro Líquido), passarão a pagar 15% ou 20%, assim como os bancos tradicionais.
As isenções tributárias infra constitucionais serão revistas nos próximos dias. Motta disse que Haddad estimou essas isenções em R$ 800 bilhões.Perceba que falta ainda muito debate para fechar o assunto, até porque o Congresso entrou na discussão dos IOFs e pode até ter sido obrigado a assumir posições que não queria em troca do fim das novas alíquotas.
Desde sempre convivemos com essas mudanças de alíquotas de IOF, a reação do Congresso foi desproporcional por conta do histórico e as motivações nem sempre estão claras. Dessa vez me pareceu uma reação para entrar na onda de corte de despesas e investimentos do governo, talvez de olho na eleição de 2026, mas como a compensação para manter o equilíbrio fiscal cairia sobre as emendas parlamentares e aí quem perdia força eleitoral seriam eles próprios, o jeito – que foi muito melhor – foi arrumar outra solução.
Um ponto a se destacar é uma certa solidão inicial de Haddad na condução do processo, sobretudo no início, quando a cobrança das novas alíquotas de IOF caiu sobre ele e até a ministra Gleisi, quando cobrada do assunto, saiu pela tangente dizendo que não tinham sido inteiramente informados de tudo, e incluiu o presidente Lula na fala. Não foi bom perceber esse desencontro e a escalada do Congresso vem também deles terem percebido fragilidades, e aí não tem perdão, com imprensa e tudo o mais, e foram para cima.
O governo aí sim reagiu bem, centrou o debate nas contas públicas, imediatamente recuou na cobrança de IOF sobre transferências para o exterior que pressionariam o câmbio numa hora onde ele acomodava e ajudava no combate à inflação, e foi para a mesa de negociação sem abrir mão da compensação.
E é assim que chegamos no dia de hoje com respostas muito melhores, com as decisões anunciadas e os ajustes a serem implementados, observando que a maioria das propostas são do governo, tinham sido anunciadas em ocasiões anteriores e o Congresso nunca quis discutir. Sem falar na volta do debate sobre supersalários acima do teto constitucional e a previdência dos militares.
A coisa melhorou muito e Haddad conseguiu dar a volta por cima. Apesar do início ruim, conseguiu realinhar seus objetivos e encaminhar solução duradoura sem prejudicar os investimentos.
A gritaria fiscal continua, mas foi adiada para 2027.
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Começam a surgir sinais de queda generalizada de preços, inclusive alimentos. De 17 capitais pesquisadas em maio pelo Dieese, 15 apresentaram queda no custo da cesta básica. E o IGP-M de maio teve queda de 0,86%. No acumulado dos últimos 12 meses a coisa ainda está apertada, observando somente 2025 ainda temos um caminho a percorrer, mas está na hora de aguardar com atenção as próximas semanas porque queda na produção industrial e o setor de serviços estagnados pode indicar que os efeitos dos seguidos aumentos das taxas de juros começam a fazer efeito. Sobretudo no preço do dólar, que por si só arrasta as commodities que são praticamente tudo nesse mundo em que vivemos.
Um agradecimento especial e surpreendente deve ser feito a Trump e suas presepadas que acabam por provocar queda na cotação do dólar, exatamente seu propósito. Ele também quer ver sua taxa de juros reduzir, e isso além de melhorar seu resultado fiscal crítico, faz o serviço desejado por ele de derrubar a cotação de sua moeda. Para nós tudo ótimo e continue assim.
É isso, olho nos próximos índices de inflação e PIB, porque alguma coisa acontece.
E hoje tem definição da cobrança do IOf, que caminha para diminuir isenção fiscal e taxação das Bets. E voltamos a isso mais tarde com mais detalhes.
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A capa que ilustra o post é verdadeira, no sentido que foi publicada— é bom avisar.
Mas se fosse para colocar aqui todas as capas mentirosas e falsas dessa revista, igualmente publicadas, nós ficaríamos aqui indefinidamente.
Como nem eu, nem você temos tempo a perder com isso, deixo este exemplo que ilustra o post: um clássico da mentira que acusa o outro daquilo que faz.
Talvez, na história, o maior caso tenha sido durante o debate de segundo turno entre Lula e Collor, quando o descolorido acusou o Lula de planejar bloquear a poupança de todos — o que foi a primeira coisa que Collor fez após ganhar a eleição.
O bolsonarismo faz uso dessa estratégia, e nós precisamos nos manter informados para não cair nessas mentiras.
Por enquanto, a deputada Zambelli diz que vai para a Itália, e outros devem tentar o mesmo assim que puderem.
E que a vida siga.
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As ameaças de contratos anulados por parte de Trump mereceram uma resposta pesada de Elon Musk, que afirmou que Trump consta nos arquivos secretos do processo de Epstein e, portanto, é um dos acusados de pedofilia do escândalo criminoso liderado pelo falecido empresário.
Se é verdade ou não, nem sei se o tempo dirá. Após assumir a presidência pela segunda vez, muita coisa vai pelo ralo e dificilmente volta de lá, mas o estrago na briga entre os dois próceres do MAGA chega a um nível baixíssimo, característico de ambos, e deve ser contornado no dia de hoje.
E por isso escrevo esse post.
Essa briga não segue. Os interesses de ambos são imensos, já fizeram as respectivas ofensas e manifestações de força, e precisam recuar, pois ambos têm muito a perder.
Musk, que ontem ameaçou paralisar seu projeto espacial, voltou atrás, e ficamos sabendo que, além de seus famosos satélites Starlink, os satélites militares dos EUA — e de quem mais? — são de sua empresa…
Panos quentes e o MAGA sobrevive, porque a farsa — digo, o show — não pode parar.
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A rigor, não tivemos nenhuma modificação com relação às anteriores, talvez até de estável com tendência de melhorar possamos dizer.
Se fazem o de sempre, e na pesquisa a maioria culpa o governo pelo escândalo do INSS, nenhum drama. A quem iriam culpar? E se a questão se resolve nas próximas semanas, como se espera, então mais essa polêmica termina.
Até a próxima, porque de polêmicas em polêmicas, algumas falsas e outras menos falsas, a coisa segue porque a oposição ao governo é a mídia, o mercado e as fake — a oposição mesmo e os seus representantes que eles carregam variam, vazios de significado próprio e dependem de fatores externos e aleatórios para sobrevivência.
Observando o último gráfico da pesquisa, que ilustra nosso post — gráfico, aliás, totalmente mal-intencionado, distorcido com pequenas variações estatísticas e mudanças da margem de erro mostradas como saltos ornamentais dignos de medalhas de ouro em Olimpíadas. A verdade é que a soma de aprovação e regular, que sempre foi o critério de avaliação de presidentes e suas administrações aqui e no resto do mundo — e querem ignorar e inovar de uns tempos para cá —, a soma está em 54% contra 43% de negativo e estável nesse patamar. E me parece essa a principal informação contida na pesquisa Quaest que foi divulgada hoje.
Sempre é bom lembrar que esses outros levantamentos que acompanham essas pesquisas — de grupos e subgrupos, religião, escolaridade, etc. — têm margem de erro próxima de 10% e devem ser observadas com mais cuidado.
Vida que segue e seguimos confiantes.
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Essa moça tem uma característica curiosa: ela não consegue disfarçar e esconder as mais ocultas das intenções bolsonaristas.
Quando ela saiu correndo atrás de um jornalista com uma arma, quando ela invadiu o sistema de controle do CNJ, quando ela conspirou com um hacker para desmoralizar as urnas — todos os seus movimentos espelhavam, de forma caricata e pública, os mesmos que a familícia e a tropa militar promoviam nas sombras.
Sua fuga para a Europa, de onde não pretende voltar por sua própria vontade, é mais uma antecipação da vontade oculta de todos os demais acusados pela Justiça nesse momento. O que ela faz é mostrar o que todos os demais pretendem fazer assim que a condenação chegar, como foi o caso dela, condenada a 10 anos.
Bolsonaro tem pronto seu pedido de prisão domiciliar por doenças, etc. Alguns outros, como o general Heleno, até pela idade, devem seguir — e, verdade seja dita, obter a prisão domiciliar. Não sem antes a condenação, bem entendido. O benefício tem critérios nem sempre justos, mas é o que a Justiça brasileira consegue contra os ricos e famosos.
Zambelli, em seu exagero característico, exala a fúria bolsonarista em essência e nas iniciativas.
Que a Justiça — e nós também — nos preparemos, porque quem puder, daquela turma, vai se mandar, e quem ficar vai atrás de benefícios como a domiciliar.
É o que temos. E não deixa de ser inédito: os processos e as prováveis condenações de políticos e generais, dentro da nossa conturbada história, são um feito importante ao afastarmos essa gente de onde nunca deveriam ter chegado.
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Não usei a frase do título entre aspas porque ela foi recentemente usada por uma comentarista da GloboNews, mas não é dela, no sentido de autoria. Trata-se de uma ideia corriqueira entre viúvas de uma visão política do tipo PSDB — exatamente a da jornalista, que, não por acaso, tem Aécio Neves como padrinho de seu casamento.
Frustrações à parte da jornalista, que aparentemente ficou sem opção de voto, uma vez que o padrinho virou pó e o partido está extinto, não tem o menor cabimento a afirmação, sob qualquer análise possível, em qualquer aspecto — inclusive na comparação das administrações Lula com FHC ou qualquer outro presidente do pós-ditadura. E nem antes, na minha opinião.
Se a jornalista pensa em economia, os números atuais são cada vez melhores e seguem melhorando. Se é honestidade e transparência com a coisa pública, idem. Se é viés democrático e inclusivo, também. Se é por reconhecimento internacional, nem se compara com nada de antes.
E, se pensa no Bolsonaro para falar de Lula e esquece da história de um e de outro, como se Lula fosse aquele rebotalho autoritário, incapaz e incompetente, que perdeu uma eleição legítima, apesar de tudo que fez… A comparação entre duas personalidades públicas tão dispares, que a jornalista é incapaz de avaliar, mostra o tipo de visão que a infeliz tem — e o quanto mal informados estão os milhões (se bem que em número cada vez menor) que assistem aos seus programas.
De minha parte, me incomodou a frase, tamanha a leviandade e o total desconhecimento da história recente do país, que ela deveria, ao menos, conhecer.
Para quem assiste, meus lamentos. Vocês merecem coisa muito melhor.
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Em inglês: TACO trade. Ou, traduzindo, Trump Always Chickens Out, na nossa língua alguma coisa como Trump Amarela Sempre, corre da raia, por aí.
E dessa vez não sou eu quem está falando, mas o jornal de negócios Financial Times, provavelmente cansado da confusão que o presidente norte-americano promove aparentemente por nada.
Se a impressão geral sobre os recuos de Trump, depois de prometer o fim do mundo e coisas semelhantes, para os EUA e o mundo, para as pessoas e as empresas, o que se percebe agora é que a coisa vale para tudo mesmo, com a falação descontrolada seguindo sem nenhum objetivo claro ou estratégia, senão chocar e promover desordem social e econômica, onde o próximo capítulo seguramente estará nos índices econômicos e sociais sendo já apurados.
A alegação de Trump para legitimar as suas ações é que venceu a eleição e continua a desfrutar de apoio popular. Também foi o caso de Mussolini, que afirmou que “a rigor, eu nem sequer era um ditador, porque meu poder de comando coincidia perfeitamente com a vontade do povo italiano de obedecer.”
Sugerimos em posts anteriores que a estratégia não deveria alcançar resultados importantes. O exemplo de Elon Musk, que semana passada comunicou seu desligamento da administração Trump, depois de prometer economizar US$ 2 trilhões e não obter nem 10% disso — mesmo quase desmontando o serviço público federal e seus programas — deixa evidente o grau de compromisso com metas e propósitos. Isso porque as metas são irreais e os propósitos tão obscuros e enigmáticos que nem seus autores sabem exatamente quais são.
E a eficácia junto aos parceiros de negócios e interesses dos EUA segue ladeira abaixo, com o adicional de que ninguém mais leva a sério o interlocutor alaranjado, mesmo sabendo o perigo que ele pode representar em termos de desarranjo e problemas globais.
Até aqui, o TACO venceu.
Vida longa ao TACO.
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Talvez pudéssemos sempre chamar assim as lideranças do nosso Congresso: dirigentes sindicais de interesse próprio em primeiro lugar e de todo o resto em segundo.
Não estou sendo injusto, porque o pensamento dominante na política é a sobrevivência; mesmo os melhores precisam manter seu lugar nas disputas eleitorais periódicas para seguir fazendo seu trabalho.
Me peguei pensando nisso nesses dias, porque, se a atuação de Lira e seu antecessor, o malfadado Eduardo Cunha, não deixavam dúvidas sobre suas intenções, o início de Motta segue na mesma direção. Sim, sem dúvidas ele procura distender a relação com o governo, evitar o confronto puro e simples, como estávamos nos acostumando a ver. Mas primeiro grita e depois conversa.
No Senado, a coisa anda semelhante. Alcolumbre segue seu estilo conhecido, e que Pacheco manteve.
Estamos falando tudo isso em função da discussão do IOF, quando as manifestações de Motta e Alcolumbre sugeriam um rompimento e medidas contrárias implacáveis. Aos poucos, a retórica — que servia para marcar posição e agradar a base sindical (no caso, os deputados e senadores das casas) — vai cedendo espaço para a negociação, e podemos esperar um acordo nos próximos dias.
Haddad não precisa necessariamente do IOF; necessita de R$ 20 bilhões para recompor o caixa e cumprir a meta fiscal. De onde vai sair o dinheiro é que estamos descobrindo.
Eu penso que o IOF de 2025 se mantém na base desejada e nas condições do decreto que provocou toda essa reação. Me parece que para 2026 é que a coisa não se sustenta, com o governo e o Congresso ou solucionando por agora, ou deixando mais à frente, serenados os ânimos e mantidas as condições para a meta do ano.
Vida que segue.