
O que todos querem neste momento é saber, antecipar o resultado da eleição : adivinhar.
Porque ainda não é possível fazê-lo e, provavelmente, só na noite do dia 25 de outubro.
O que as pesquisas mostram é empate no limite da margem de erro, com a milícia à frente em quase todas e apenas uma exceção com Lula vencendo.
Mas empatados em todos os casos.
Assim, qualquer certeza no resultado é chute. Mesmo sabendo que a milícia partiu na frente e segue favorita, não é possível cravar vitória.
A palavra inicial do Lula foi no sentido de diminuir a abstenção. Me parece correta, ainda insuficiente para a virada, até onde meu entendimento alcança.
Disputar os votos dos nanicos já foi, com a milícia abocanhando mais, como previsto.
E brancos e nulos, a essa altura, não farão muita diferença.
Então, onde está a possibilidade?
Tirando votos do miliciano. Onde as pesquisas mostram certeza de voto próxima de 90%, restam 10% na seara para tentar a virada.
Tivemos dois casos anteriores que servem de exemplo. Quando Alckmin, na disputa de segundo turno contra Lula, em 2006, teve menos votos no segundo que no primeiro turno, e em 2022, quando a abstenção diminuiu entre o primeiro e o segundo turno.
A reação está nas ruas, e levantamentos mostram presença muito grande e inédita na disputa parelha nas redes sociais.
Será suficiente?
Vamos ver, na semana, se os números começam a mostrar nas pesquisas se a reação de fato já existe, e teremos as primeiras respostas.
Até lá é trabalho, espera.
E otimismo.