Aguardando as pesquisas.

Até o momento é grande a expectativa quanto à arrancada nesse segundo turno. O próprio presidente Lula apontou o alvo para os milhões que não compareceram e vê neles a oportunidade de recuperar votos indefinidos, desalentados ou desconectados. Pessoalmente, acho que alguma coisa pode ser aproveitada dessa massa, mas o que tenho visto é ela crescer a cada pleito. Verdade que entre turnos esse número varia e, como a diferença entre os dois candidatos é relativamente apertada, vale a pena garimpar nessa montanha de omissão.

Mas o que mais me chama atenção é o crescimento de última hora do miliciano. Enquanto os votos do incumbente não fizeram volume para mover números, aquilo que está sendo chamado de migração de votos úteis dos postulantes de primeiro turno, coadjuvantes, para o miliciano foi a razão principal desse aumento. Se isso é a explicação correta, então podemos imaginar que o miliciano já recebeu os votos todos, ou quase todos, para sua candidatura, vindos dos nanicos ainda no primeiro turno, e pode estar no seu teto ou muito próximo dele.

Nesse caso, as próximas pesquisas podem indicar o quanto falta para o miliciano e para Lula e, aí, os desafios quantitativos serão devidamente medidos.

Penso que a milícia sai na frente. Considerando o resultado anterior, embora apertado.

Com os números nas mãos, veremos o que é possível fazer e se, ao apontar primeiro para os ausentes de primeiro turno, Lula já sabe que é lá, e não nos votos dos nanicos restantes, onde está a sua necessária virada.

Não é hora de especular números e vamos aguardar as pesquisas para melhor saber.

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