
E não estou me referindo a segundo turno, mas só na hipótese de vitória da milícia do Rio das Pedras, e basta por enquanto para acionar os mecanismos de especulação nas bolsas e no dólar.
Assim como na Argentina, os abutres vêm com tudo para simular euforia e entusiasmo, e a economia real afunda sob os pés de todos nós. Quando chega a hora da fila do osso retomar, eles saem correndo. Exatamente como fizeram e estão fazendo na Argentina, e bolsa e negócios vão para o beleléu.
Se não fosse o fato primordial de que, para essa gente, o que importa é garantir, às custas da sociedade, o pagamento dos títulos públicos em dia — coisa que os governos do PT sempre fizeram, diferente dos demais —, o ganho está nessa especulação disfarçada de otimismo, quando todos entram de cabeça na jogatina e os ganhos iniciais são estrondosos, como o barulho que fazem.
Mas o que vale depois é o crescimento da economia, o valor do salário para manter a vida e o reajuste das pensões, que essas sim movem uma economia periférica como a nossa.
Se entregam o petróleo da Margem Equatorial, se entregam as terras raras, depois a remessa de lucros arromba a conta corrente e começam os problemas.
Lembrando que a dupla Bolsonaro e Guedes estava dilapidando as reservas, que foram agora recompostas, e esse foi o único motivo de não termos virado Argentina antes nas mãos dessa gente.
É ruim avisar isso tudo novamente, mas é disso que estamos tratando, e não de impeachment de ministro do STF ou ensino militar nas escolas públicas. Mas públicas, bem entendido, porque nas particulares eles não entram.
Estamos a tempo de evitar.
E vamos evitar.
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