Encarar o abismo e sair de lá .

Bancada do PL no Senado .

Não sei, mas não é o fim do mundo, talvez o contrário: o chamado é para arregaçar as mangas e dobrar a disposição de luta.

De fato, o miliciano saiu na frente e é o favorito para o segundo turno, mas não sem antes derrotar o Lula.

Na Câmara e no Senado, quem segue perdendo espaço é o centrão; tanto PT, PSOL e PSB cresceram, e o PT segue como segunda maior bancada.

De fato, ao ocupar o espaço do centrão, os fascistas endurecem o jogo da política, porque são os pombos da piada que não jogam, apenas espalham caca por onde passam.

A derrota de alguns nomes importantes e históricos do PT passa por uma remoção geracional; alguns setentões perdem lugar para jovens extraordinários que vão garantir a batalha das ideias nos espaços na Câmara. No Senado, a coisa está pra lá de complicada, mesmo sem eles atingirem os 2/3 do total de senadores. Isso preserva a Constituição e evita mudanças definitivas, mas dá a eles uma iniciativa perigosa, a depender do que vai acontecer na Câmara, pouco renovada e que segue mais dividida.

Se Lula conseguir vencer, empatamos o jogo. Se não vencer, eles dominam o cenário, mas divididos entre nomes com ambição para 2030, o que pode embaralhar o caminho das maluquices que venham a planejar.

Não quero imaginar cenários de derrota do Lula agora, porque não é disso que se trata, e sim do oposto: tentar virar esse jogo.

Não tenho a fórmula, acompanho o nosso líder e sei que ele e seu grupo vão fazer tudo para conseguir derrotar o fascismo, e pretendo ajudar no que for possível.

Talvez a reposta esteja em entender as conexões dos discursos e dos anseios da população, porque aceitam trocar a perspectiva segura por um vale tudo. Entender por onde passa o desejo de autonomia e de sucesso, talvez a qualquer preço. Qualquer que sejam as razões, encontrar o caminho para estabelecer conexões com a maioria .

As ondas da direita seguem crescentes no mundo; na reta final, conseguem suplantar previsões porque são subterrâneas e orgânicas, escapam da visão por serem decisões tomadas sem convicção e com muito desconhecimento, alimentado por preconceitos, misoginia, racismo e mentiras.

A mídia confundiu como pôde e contribuiu desviando o debate do que realmente importa, para atacar o STF e culpar o governo pelo escândalo Master.

E aí mora a reação, porque vai ser mais difícil escapar da comparação entre os dois candidatos, e os planos para o futuro precisam ser revelados nos debates de segundo turno.

A abstenção foi alta, mas dentro do previsto. Não sei se conseguiremos melhorar muito aí, mas foi o primeiro alvo da fala de Lula após o anúncio do resultado.

O miliciano parte de 47 e deve ganhar mais uns 5 ou 6 de início, chegando a 53, imaginando a transferência dos votos dos nanicos.

Lula parte de 45 e deve chegar a 48 ou 49 de início, na pior das hipóteses.

Vamos aguardar as primeiras pesquisas.

De qualquer maneira, a tarefa é virar a contagem, e são milhões de votos para isso acontecer.

Mãos à obra porque essa é

a tarefa que vamos assumir, de continuar disputando a política com ideias e idealismo fincado na experiência, na realidade e no possível.

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