
Uma questão ainda por ser devidamente compreendida nos próximos dias e semanas, no mínimo, é o quanto de estratégias intencionais o governo tem lançado mão para competir nesses tempos de algoritmos seletivos e dominados pela direita mundial.
Não é nem a direita nacional, é a transnacional que possui os algoritmos e as plataformas da internet, onde todas as pessoas usam para as mais variadas práticas e onde a informação circula em tempo real.
E as esquerdas mundiais estavam tomando uma surra nos últimos anos e, sem elas, os fenômenos Bolsonaro, Trump e Milei não passariam de palhaços desequilibrados.
Mas eles dominam, através das mãos invisíveis dos algoritmos, o acesso às informações e, assim fazendo, constroem do nada reputações, enquanto destroem as reputações alheias ou fazem delas notas desconhecidas e desprezíveis eleitoralmente.
Por isso, as últimas iniciativas do governo de reajuste do Bolsa Família e o fim das bets devem ser entendidas nesse campo de batalha, porque as últimas semanas estavam dominadas por STF e Master, poupando o banqueiro bandido e atacando ministros do STF, e assim a eleição se aproximava sem que nenhuma medida do governo provocasse atenção e, muito menos, a mídia divulgava.
A virada de chave agora veio adicionada a esse escândalo de cancelar Nossa Senhora como padroeira do Brasil, que todos sabemos ser um velho discurso dos evangélicos, e apesar da imprensa fingir ser uma fake news eleitoral, a cada dia a notícia cava mais fundo no eleitorado católico, e as pesquisas de ontem ainda não repercutiram os problemas que deverão causar na candidatura fascista.
Teremos mais algumas outras pesquisas na semana e deveremos confirmar o estrago, porque o desespero do lado de lá está grande, pois já sabem, através de suas pesquisas internas, que a coisa não anda bem.
E não devemos ficar constrangidos por estarmos nesse campo de batalha e aprendendo a dominar as armas do inimigo. Observe que, nessa reta final e numa disputa acirrada, onde a imprensa iguala um miliciano desqualificado com o nosso Lula, é obrigação da campanha e nossa usar de todos os meios lícitos disponíveis para garantir a vitória.
E, sem a menor dúvida, a estratégia atual de manter a pauta nas mãos do governo, saturando ao máximo de iniciativas e ataques ao adversário, é o caminho para conquistar alguns preciosos pontinhos.
Não se avexe, são os sinais dos tempos.
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