
A fala de Haddad invoca a oração de São Francisco, e não foi por acaso que ele se lembrou dela. Esta reta final da campanha foi chacoalhada com a divulgação dos conhecidos ataques do partido PL e dos bolsonaristas evangélicos radicais contra a fé católica, incluindo o alvo preferido: a imagem da padroeira.
Sendo justo, é preciso lembrar que não foram os bolsonaristas que inventaram essa disposição de aniquilar a fé alheia; ela está no cerne de parte dos evangélicos radicais e, além da Santa Aparecida, as religiões de matriz africana são outro alvo presencial.
Desde sempre.
O que o bolsonarismo faz, como faz com tudo, é instrumentalizar o ódio existente aqui e ali e canalizá-lo como esforço político e eleitoral.
E, nessa reta final de campanha, a lembrança dessa guerra constante contra a fé alheia pode custar ao candidato miliciano a eleição.
Vamos ver o estrago nas próximas pesquisas para saber.
Mas o esforço do candidato, de seu representante Mendonça no TSE, proibindo tudo sobre o tema de forma ilegal, e a própria imprensa, que tenta empurrar a eleição para o segundo turno, mostram o tamanho do estrago potencial de discutirmos esse elemento religioso nesse momento da eleição.
Oração de São Francisco :
Senhor, Fazei de mim um instrumento de vossa paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor, onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver o erro, que eu leve a verdade. Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz!
Ó Mestre, fazei que eu procure mais. Consolar, que ser consolado.
Compreender, que ser compreendido.
Amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e é morrendo, que se vive para a vida eterna!
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