
Presidente Lula manteve seu padrão de excelência no discurso de abertura na ONU, seu décimo discurso e provavelmente um dos mais ativos e longevos entre os atuais presentes na reunião.
O alvo foi soberania, autonomia, multilateralismo, atualizar o papel e a representatividade da ONU, a política como lugar de resolução de conflitos e não ingerência externa nas nossas eleições.
Falou do meio ambiente, da proteção dos crimes contra as mulheres.
E veio embora sem encontrar com Trump e fez que não viu o secretário Rubio, aliado dos Bolsonaros e responsável por ataques aos latino-americanos e por tarifas contra nossa economia, forçando um “oi” após o seu discurso.
Fez reuniões importantes com democratas norte-americanos para reconhecerem o resultado eleitoral no Brasil.
E por aqui, pesquisas e mais pesquisas confirmando o quadro de polarização se aprofundando, com as candidaturas nanicas cada vez mais nanicas e a possibilidade de resultado ainda no primeiro turno em função da concentração crescente de votos nos dois líderes.
Existe um histórico internacional que estima em cerca de 10% dos indecisos com tendência de decidir de última hora e votar no presidente em exercício disputando a reeleição. De fato, sabemos o quanto de reeleitos no executivo estadual e municipal tem ocorrido nas nossas eleições. Agora, esse estudo — que já citei em posts anteriores — tem mais uma disputa para confirmar.
Se for o caso, a disputa acaba mesmo no primeiro turno, mesmo com números próximos entre os dois principais postulantes. No primeiro turno, a vantagem de Lula sempre esteve presente.
Na hipótese de segundo turno, a vitória de Lula está assegurada se atingir números de total de votos válidos no primeiro turno acima de 48%, como em 2022.
A sorte está lançada e agora é hora de confiar e votar tranquilo.
Um dado que o Datafolha acaba de revelar sobre transferência de voto me parece relevante. Arredondando a soma dos votos nos nanicos para 10%, no segundo turno Flávio fica com 4,3% e Lula com 3%, e 2,7% restantes para nulos e brancos. Não está tão ruim como imaginamos.
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