E os milhões do Black Horse?

Esqueceram dos milhões?

Marcos Coimbra analisando as atuais pesquisas e o número ainda elevado, acima de 20%, de indecisos, atribui a disputa acirrada a 10 anos seguidos de ataques à honra e à honestidade do presidente Lula, que resistiu e ainda resiste contra tudo e contra todos.

Que outra explicação para, na véspera do primeiro turno, o presidente estar praticamente empatado com o pangaré miliciano? Porque comparar aquilo com o maior estadista de nossa história é mais que ofensivo, é atestado de burrice mesmo.

Eu sempre confio na maioria do nosso povo sofrido, que sabe a escolha certa a fazer nessa disputa, como também sei que, na medida em que o país cresce e sua população melhora um pouco de vida, passa a estranhar aqueles que promovem a justiça social e a partilha de um mínimo e se voltam para discursos de autossuficiência e independência de seu destino do destino comum. E isso aqui no Brasil essa mudança costuma acabar na fila do osso, como na Argentina está na fila da carne de burro.

Mas deixa o futuro cuidar do futuro e vamos para esse primeiro turno confiantes e vigilantes. Estou percebendo movimento positivo nas ruas e crescimento do engajamento dos petistas, o que não é novidade. Mas um movimento subterrâneo, de difícil controle e percepção, também faz a direita com seu controle absoluto dos algoritmos — e aí mora o perigo para todos nós.

Vamos chegar a essa disputa segurando a frente e, como estamos quase lá, é justo imaginar que manteremos a dianteira.

E como a tendência, antes do aparecimento do escritor de lero-lero, seria um plebiscito de primeiro turno, que poderia apontar o vitorioso, quem sabe, à medida que Cury desidrata — como ocorre com Zema e Caiado —, os votos caminhando para Lula e Flavinho Bolsonaro não acabam definindo rápido essa eleição?

Estamos quase lá.

Outra novidade foi o reajuste pela inflação acumulada do Bolsa Família na véspera da eleição, exatamente como fez Bolsonaro, com a diferença de que a validade do aumento que ele promoveu seria até o fim do ano, ou após a eleição de segundo turno. Evidente que há nessa medida um apelo eleitoral, com a diferença de que Lula promove a mudança efetiva e eleitoral, e o fascista-chefe só promoveu interesses eleitorais descarados e ainda espalhou que, se perdesse, o aumento acabaria.

Não sei quanto a vocês, mas me vejo em um campo de batalha na disputa com o fascismo, e todas as armas legítimas podem, devem e serão usadas.

Ou preferimos bloquear estradas, clamar por intervenção militar, colocar bombas nos aeroportos, criar auxílio caminhoneiro, promover motociatas com dinheiro público e acampar nas portas dos quartéis?

Pois é.

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