
Pouco teríamos a acrescentar sobre as falas do grupo democrata e os adjetivos empregados nas referências ao grupo golpista e fascista no plenário do STF no dia de ontem.
Enquanto enxergam crise, para mim está claro o embate contra o pixuleco eleitoral terrivelmente evangélico e o manjado presidente atual e ex-relator do lavajatismo, Édson Fachin, tentando um proteger Flavinho Bolsonaro e influenciar na eleição, além, evidente, de mirar Moraes, o algoz do bolsonarismo, e o outro se vingar das derrotas da República de Curitiba, da qual sempre fez parte e continua fazendo.
Fachin jogou o tempo todo com Mendonça, inclusive na tese de separar os julgamentos contra Moraes e, antecipadamente, manter o direito de voto de Mendonça sem que o acusado possa votar, assim formando a maioria para vencer no plenário, sabidamente dividido.
Mais: agendar reuniões sem fornecer completamente todas as evidências ainda retidas, na véspera das eleições, supostamente para dar uma resposta para a sociedade, mas, caladamente, visa manter o STF no foco e esconder as mazelas do candidato de oposição, completamente envolvido em tudo que se anda discutindo, mas sem que o nome dele apareça.
Mais: Zanin também está apontando falha grave no pedido que está sendo analisado: a petição não tem como pedido a investigação do Moraes, mas a manifestação da PGR pedindo o arquivamento.
Mais, Flávio Dino: “Em nenhum tribunal do país — não é só no Supremo — um presidente pode destituir um relator. (…) Aqui não é lugar de quem busca aplauso, popularidade. Aqui não é lugar para fazer biografia, mas para fazer justiça, com o devido processo legal”.
Mais: Fachin pode ter invocado a relatoria para evitar questionamentos sobre a participação de Mendonça na votação.
E por aí segue, com Zanin moderando procedimentos juntamente com Dino e Gilmar, e Moraes batendo duro em Mendonça.
Aliás, o trio bolsonarista virou pó: Nunes com suas prostituições, e o filho com emenda de 500 mil; Fux com o filho, estendendo tapete vermelho, segundo suas próprias palavras, para atender ao banqueiro ladrão, além de participar de suas famosas festas privadas; e Mendonça, que, se tivesse vergonha naquela cara, nunca mais aparecia no tribunal.
Adiar foi o mais sábio a ser feito desde o início: afastar os pedidos eleitorais que buscavam influenciar e, após as apurações, retornar com serenidade e dar continuidade às investigações necessárias sobre todos os citados, sem exceção. Revelar a verdade é fazer justiça.
O resto é disputa eleitoral que não cabe em um tribunal máximo.
Por fim, as avaliações de quem ganhou ou perdeu, circulando por aí, são para manter o assunto em pauta. Na verdade, todos perdemos — e perderíamos ainda mais se o embate e o enfrentamento dos fascistas não tivessem ocorrido e o golpe seguisse impune.
A parada foi para arrumar a casa e afastar o golpe de seus objetivos eleitorais.
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