
“Uma sabatina deve ser dura, sem problema. É do jogo. O que não pode (no jornalismo) é validar vazamentos lavajatistas de inquéritos como se casos transitados e julgados. Foi o que foi feito pelo JN. Isso é manipulação da história tanto quanto a edição criminosa do debate de 1989.” ( Xico Sá)
A última vez que assisti ao jornalismo da Globo foi quando o Jornal Nacional passou a ser transmitido em cores, e meu pai, que havia acabado de comprar uma TV colorida, me chamou para assistir. E nunca mais.
Então, mantendo a escrita, eu não assisti à entrevista de ontem do presidente Lula no JN, mas faço meu dever de casa e acompanho com lupa as repercussões e os principais recortes.
Muita disposição, comunicação, inúmeras realizações disponíveis para análises e discussões, front externo praticamente inédito que vivemos atualmente, terras raras, tarifas, jornada 6×1 para ser votada semana que vem e o papel da mídia na Lava Jato. E, a depender da dupla que comanda o jornal, nada disso tem importância.
Vi que, no momento de sair do assunto do PowerPoint que não se referia ao da própria empresa, rapidamente mudam de assunto porque “temos muitos outros de interesse para discutir”, mas perdeu metade dele em ilações e acusações no padrão Globo de lavajatismo.
Em todo o caso, a coisa correu exatamente dentro do esperado com a dupla que se diz jornalista, mas só faz o que lhes mandam: atuou para reforçar a pauta de ataques e desclassificação do nosso presidente — o que faz há 40 anos — e o nosso presidente mostrou mais uma vez quem ele é e sua enormidade diante dessa gente desclassificada.
O saldo é sempre positivo, mas fica a certeza de tanto tempo desperdiçado com o maior estadista que vive entre nós.
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