Primeiro turno?

Quem nos acompanha aqui sabe que desde sempre acreditei na possibilidade de vitória em primeiro turno.

O fato da polarização evidentemente é um dos principais fatores dessa possibilidade, porque, entre poucos candidatos disputando e apenas dois realmente com chances, as opções limitadas naturalmente concentram a escolha, e o que poderia ser uma decisão de segundo turno passa a valer ainda no primeiro.

O Caiado candidato sempre falou sobre isso, que um número maior de candidatos no primeiro turno seria necessário para impedir a polarização e decidir a eleição de início. Mas sua pregação não está funcionando nem para ele mesmo, como sabemos.

Em votos válidos, o presidente Lula está muito próximo da vitória, com média de 45 a 48% dos votos válidos. E, considerando o desânimo dos bolsonaristas com a derrota iminente do Flavinho, é de se prever aumento de abstenções no dia da eleição, favorecendo o presidente Lula.

A única dúvida que tenho é sobre a capacidade residual de, através de uma fake escandalosa, colar de última hora nos milhões de grupos de WhatsApp e afetar em alguma medida a intenção do eleitor menos esclarecido. Nada a ver com eleitor humilde, pobre, carente, geralmente confundido com incapaz, mas todos os eleitores mais desligados que decidem de última hora são o alvo dessas iniciativas, visando influenciar com mentiras e escândalos a decisão de reta final. E nesse lugar podemos encontrar todos os níveis culturais e econômicos de pessoas, de ricos e pobres, doutores e não doutores. Enfim, estamos mais uma vez nos referindo aos famosos 10% que deixam para a hora final sua escolha.

Se bem que, nas últimas pesquisas, parte desse grupo começou a se movimentar e majoritariamente na direção do presidente Lula, e vai assim, aos poucos, decidindo e consolidando posições e aumentando a chance de definição no primeiro turno.

A campanha do Flavinho está se desmanchando por seus erros e por ser um candidato infinitamente inferior. Às vezes somos levados a crer somente que as limitações do Flavinho respondem pela vitória do presidente Lula, mas nenhum adversário, errando ou sem o histórico do Flavinho, consegue superar o atual líder, e ninguém repete a fala, a meu ver sempre falsa, de que quem passasse para o segundo turno venceria o presidente Lula.

A campanha começa em breve, e aí vamos ver as armas que eles vão usar na disputa, porque o presidente Lula, além de dispor de muita coisa grave para apontar do adversário, tem muita, mas muita coisa para mostrar, propor e realizar.

As pesquisas mostram Lula muito bem no Sudeste, na frente em Minas e no Rio de Janeiro, e empatado em SP e Espírito Santo, confirmando o favoritismo.

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