
Não vai, aviso de cara: Flávio Bolsonaro não vai abandonar a candidatura.
Porque nunca almejou a vitória, e o objetivo sempre foi garantir o estoque privativo de votos do pai; por isso a madrasta chia, porque também quer a sua parte na herança.
E porque precisam das bancadas, e 30% dos votos circulados ao lado conservador estão procurando seu caminho. Qualquer vacilo, e esse montante muda de dono — e eles sabem disso.
No próximo dia 25 acontece o lançamento oficial da candidatura; vai ser em São Paulo, a contragosto do governador Tarcísio, que preferia o evento bem longe de sua casa e de sua influência na sua candidatura.
Sinal de como anda a coisa.
É verdade que 2030 está longe, uma eternidade quando pensamos em política, mas essa turma toda está de olho é lá, porque 2026 sabem perdido.
Em 2030 não tem Lula, a barreira intransponível, e para lá vão todas as armações.
Outro assunto equivocado é acreditar nessa provocação de Jair e do Flavinho sobre a carta, a segunda. Dizem que, ao reagirem às decisões do ministro Moraes de proibir visitas de Flávio por 90 dias, vai servir para unir a base em frangalhos. Improvável, penso. Depois de tantas batalhas pedidas por essa gente nos embates com o STF, até eles aprendem.
Ou não?
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