
Foi essa a resposta de Lula a Trump na rodada de imprensa no fim do G7, que repercutiu muito mais que a aloprada do presidente norte-americano definindo a política interna no Brasil como difícil e mencionando os parceiros de sobrenome Bolsonaro, misturando todos eles e interpretando os fatos recentes de maneira torta, como de costume.
Não temos o que acrescentar nesse assunto, além do que já estamos acostumados a ver e da ampla repercussão das falas divulgadas.
Um ponto que gostaria de observar, e que não escapa aos grupos políticos na disputa eleitoral, é o quanto Trump serve de escada para a popularidade crescente do candidato Lula.
Tarifas e ataques aos nossos interesses comerciais no mundo não são aceitos e, a essa altura, assimilados pela nossa população como prejudiciais e injustos, servindo apenas para os EUA seguirem na tentativa de hegemonia na região.
Eduardinho bolsonarinho condenado é mais uma bomba negativa para a campanha da oposição e mantém a turma deles na defensiva numa hora crucial, sem falar no resultado concreto eleitoral.
Amanhã tem Datafolha.
Lula sempre soube escolher seus adversários nas disputas; Trump cai como uma luva para o momento, até porque está claro que os EUA querem influenciar nos rumos da nossa eleição e, nesse caso, responder é necessário, importante e funciona.
Claro que é uma situação delicada e perigosa, mas, se inevitável, precisa e será enfrentada.
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