
Ladrão, desde o mensalão, são os petistas e Joaquim Barbosa está por aí querendo vaga para disputar a presidência. Depois a lava jato e o farsante do Moro está disputando o governo do Paraná.
Sem falar do Caçador de Marajás.
Então o discurso da direita é esse aqui no Brasil, porque se todos somos ladrões, melhor dizendo, se todos os políticos são ladrões, podemos votar em qualquer um e de vez em quando arriscar eleger alguém que diz combater o mal maior.
São décadas dessa ladainha, se não for século, porque quando não tem nada para oferecer o jeito é inventar, e a verdade é que depois do mensalão e da lava jato, nessa próxima eleição é que estamos aos poucos recuperando espaço eleitoral perdido para esses farsantes.
Que, na verdade, acusam daquilo que fazem.
O bolsonarismo é talvez a expressão mais corrupta da nossa história, fazem campanha de mentira e de falsas imagens no celular e atingem diretamente as pessoas. Mas para isso precisam contar com a conivência e apoio da mídia tradicional, empenhada na agenda de destruição da nossa economia e na manutenção dos privilégios no país mais injusto do mundo.
Eu penso, por exemplo, no agronegócio exportador. Dependente de mercado para seus produtos, dependente de adubos e fertilizantes importados e de financiamento abundante. Todas essas coisas quem proporciona é o governo Lula, não por acaso permitindo safras cada vez maiores e mercados mundo afora. Quanto aos fertilizantes, acabam de reabrir as fábricas da Petrobras fechadas pelos energúmenos que governaram esse país e estão inaugurando novas fábricas num esforço que atinge 1/3 da necessidade e mostra o enorme desafio do setor para se manter competitivo.
E mesmo assim essa gente vota no fascismo, no fechamento dos mercados e das fábricas de fertilizantes, na ofensa contra a China, nosso maior comprador, e na submissão aos EUA, nosso competidor em produtos como soja, milho, algodão etc.
A explicação está na visão de mundo que querem, na escravidão dos operários, na imposição e no assalto dos direitos econômicos, sociais, políticos e humanos. Fascistas por convicção e práticas, preferem destruir e acham que assim fazendo mantêm posição.
Alguma vantagem desconhecida eles devem tirar disso, algum prazer mórbido escondido em algum distúrbio mal resolvido. Não consigo racionalmente definir o pensamento dessa gente e a decisão de atirar no próprio pé e no nosso.
E voltando ao discurso deles de honestidade e de acusação aos políticos de maneira geral e ao PT prioritariamente, o vazamento do áudio do Flávio Bolsonarinho atinge sim o discurso deles. Não para consumo próprio, que não mudam por nada suas escolhas, muito menos porque escolhem ladrões. Interessa derrotar o inimigo e vale tudo, assim agem na vida e nos negócios. Mas se não os atinge, atinge eleitorado disperso e indeciso exatamente em momento crucial, ainda não definitivo, mas crucial, na reta final das eleições e antes da disputa da copa do mundo, quando muito vai ser deixado de lado, inclusive a política.
Mas entram nesse período com essas notícias na cabeça e voltam com tudo na mesma e mais próximos da data de decisão, e encontram o grupo opositor sem discurso e desarmado pelas revelações dos áudios e sem falar no que ainda vem por aí.
Para concluir é interessante refletir sobre esse vazamento do áudio do Flávio Bolsonarinho com o banqueiro do mal, o Vorcaro. Se não tivesse ocorrido, onde estaríamos com essas investigações e acordos de delação com esse bandido? A meu juízo estaríamos empacados e sem novidades. A intenção cada vez mais forte no ministro terrivelmente evangélico que conduz esse processo no STF é de enterrar o caso junto com Vorcaro e obstruir as delações. Uma espécie de solução como quando da facada, tipo fizeram com o acusado e condenado Adélio, a meu ver um coitado, que ninguém até hoje consegue saber dele as motivações e recursos para conseguir chegar em Juiz de Fora e praticar o atentado.
Vorcaro já foi devolvido para as celas ordinárias e começa a perder os privilégios de quem negocia a delação, indicando o fracasso dos acordos.
O que nos salva são os vazamentos.
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