A Selic e a Guerra no Oriente Médio.

Desde que nosso banco central cortou dos 0,5% previstos para apenas 0,25% a taxa selic eu estava preparando um post sobre o assunto.

Porque as circunstâncias internas que estavam alinhadas não só para o corte em 0,5% como para anunciar cortes futuros na mesma toada, foram todas atropeladas pela agressão dos EUA e Israel contra o Irã, inicialmente para provocar mudança do regime alimentando revoltas internas, e até uma volta da família do Xá estava sendo cogitada. Não é difícil saber que nada disso nem de longe iria ocorrer, apenas na mente perturbada do desgoverno noret americano, e perderam completamente o controle da guerra que está entrando em semana decisiva quanto ao transito de petróleo e gás pelo mundo, naquilo que estamos entendendo como a maior crise de fornecimento mundial de petróleo desde os anos 70.

Para nós, e apesar de autossuficientes em petróleo, graças à Petrobras, mas perdemos a capacidade de distribuição e uma refinaria importante trocada por joias, além da importação de cerca de 20% do diesel consumido aqui, já nos causa problemas e aumentos ilegais de preços de gasolina e diesel, além de tomadas de decisões desencontradas pelos agentes privados do setor que privilegiam especulação e lucros astronômicos em crises, o que nos obrigará no futuro próximo a mudar esse quadro do jeito que for necessário e garantir a nossa segurança energética. Não temos a menor necessidade de passar por esse tipo de crise, não com a oferta disponível de gás e petróleo que temos.

Mas a insegurança mundial instalada e com ameaças crescentes de escaladas no conflito, obrigou o Banco Central a pisar no freio, sem abrir mão de afirmar sua disposição de começar o processo de queda das taxas. O que deve ocorrer, mesmo no curto prazo, em 0,25% por rodada, até que o ambiente externo se refaça.

O que ninguém pode afirmar é quando ou em que circunstâncias. O funcionamento do mercado distribuidor mundial de combustível, isso podemos dizer, não volta tão cedo ao normal, no sentido do fluxo anterior à guerra. Algumas consequências mais duradouras e prejudiciais ficarão por muito tempo.

Até lá, ficar de olho no câmbio, nosso calcanhar de Aquiles, que tem se comportado dentro do razoável, porque além de produtores de petróleo nossa balança comercial positiva e vigorosa externa tem se mantido forte e nos garante, com a atração da taxa selic altíssima, o fluxo necessário para manter o câmbio comportado mesmo nessa crise terrível.

Por aí vamos nos livrando de maiores problemas.

Até aqui, e temos tudo para assim seguirmos.

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