Vazamentos e a provável anulação .

O ministro Mendonça, terrivelmente evangélico, tomou os ares do lavajatismo para si, aproximou-se da parcela de mesma inclinação da PF e iniciou as investigações do caso Master, acelerando para cima de dois de seus pares: Toffoli e Moraes.

Acima, comemora sua indicação ao STF com louvores e pulinhos, em péssima companhia.

E como é o relator do processo das fraudes do INSS, ou seja, dois dos mais midiáticos e controvertidos processos tramitando atualmente no STF estão nas mãos do ministro bolsonarista — ex-ministro da Justiça do Bolsonaro —, achou que ia deitar e rolar para cima de petistas e governistas, enquanto protege o centrão e o PL de todas as investigações.

O primeiro tranco quem lhe proporcionou foi o PGR Gonet, no caso do sicário, em que a pressa e o voluntarismo em tomar decisões não contaram com a ajuda da PGR; pressa indevida, com morte dentro da cela da PF por suicídio do bandido. Dali em diante, PGR e Mendonça não se entendem, com Gonet cada vez mais avesso às investidas do relator e, a meu ver, pronto para, no momento seguinte, questionar tudo que está sendo feito — e mal — nos inquéritos.

Essa última proibição de acesso de deputados ao arquivo do celular de Vorcaro deve ser entendida por aí: não foi somente para preservar a citação de que Flávio Bolsonaro está na agenda do banqueiro bandido, mas porque os vazamentos descontrolados estão fazendo Mendonça perder o controle do processo, e alguém já soprou no ouvido dele que nulidades em profusão estão sendo empilhadas, e os demais ministros do STF não vão deixar passar. E contam com a PGR como aliada.

A consequência dessa lambança pode ser a de amenizar a pena de Vorcaro, por uso político da investigação. E o advogado do banqueiro está surfando na onda do lavajatismo para usar tudo isso depois, da mesma maneira que a Lava Jato original foi detonada: uso político e seletivo.

Fachin, outro lavajatista de carteirinha, começou com essa história de ética e regras para os demais ministros da Corte e agora só fala para as paredes, porque não defende a Corte, aceita os ataques políticos e ainda alimenta a imprensa contra os pares.

Mendonça, que já falava para as paredes e tem seu momento de glória — segundo a imprensa PIG, ele seria o futuro da Corte —, já já volta para o ostracismo por incompetência e uso político do cargo.

E não demora.

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Uma resposta para “Vazamentos e a provável anulação .”

  1. Boas falas. Esperança para que o caso retome o curso justo e verdadeiro. Vergonha dessas manipulações e teorias de conspirações privilegiando grupos de poder que sempre estão presentes na história do Brasil. Precisamos avançar. Moralizar mais. Seguimos!

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