
A fala de agora do presidente Lula, afirmando que se estivesse na Presidência 80% dos brasileiros mortos na COVID teriam sobrevivido, deixa um sabor amargo de verdade e dor absoluta.
E eu não perdi ninguém próximo na pandemia, mas vi de perto a dor de muitos.
O bolsonarismo, após perder a eleição de 2022 e fracassar na tentativa de golpe, planejando o assassinato do presidente eleito, o vice-presidente eleito e um ministro do STF, não se conformou com a derrota e, aliado ao Centrão, tentou de todas as maneiras evitar o sucesso do governo.
Não conseguiram, porque nas matérias relevantes o Legislativo acompanhou as principais iniciativas e aprovou.
O custo da relação atinge níveis inéditos, com metade do orçamento nas mãos dos deputados e senadores, que podem utilizar recursos inéditos para uma política pulverizada, populista e abrir espaço para desvios.
É importante destacar o quanto esses recursos têm feito diferença nas médias e pequenas cidades — como comprovamos nas últimas eleições municipais, em que 80% dos prefeitos foram reeleitos. Não é por aí que devemos fazer a crítica a essa distribuição de bilhões: eles de fato atendem demandas municipais, nas condições citadas, mas retiram recursos de ações abrangentes e muito mais relevantes, onde tanto dinheiro poderia ter melhor finalidade.
A questão dos desvios, eu sempre lembro, é assunto para a polícia e a Justiça — o que de fato tem ocorrido — e pode no futuro permitir ao menos uma utilização, se não melhor, ao menos mais honesta possível.
Enquanto se trabalha para diminuir esses valores, sem sucesso — porque sem manobrar esse interesse particular dos congressistas pouca coisa avança em termos legislativos — usa-se a arma e a coisa avança.
Durante o ano sempre procuramos acompanhar as inúmeras iniciativas de sucesso do governo, que levam à maior massa salarial da história, 2 milhões de novos empregos com carteira, inflação no teto da meta e diminuição histórica da fome e dos níveis de miséria.
Índices que perdemos todos durante o desgoverno anterior e que precisaram de praticamente 3 anos de trabalho duro para retornarmos aos números de 2013/2014.
Não por acaso, frequentemente as manchetes usam 2013 e 2014 como referência para comparar o atual momento do país.
Mas precisaríamos destacar o que aconteceu entre 2014 e 2022 para retornarmos ao mapa da fome, termos tantos desempregados e miseráveis novamente.
A resposta todos sabemos.
As iniciativas dos bolsonaristas no Brasil — nas câmaras federais, estaduais e municipais — têm em comum a inutilidade, a busca de privilégios e a exclusão: por raça, por posição social, por sexo. Propostas para melhorar a vida do povo não entram no cálculo limitado dessa gente.
Só entram projetos inúteis, de apelo moral, religioso e de exclusão.
Então, a questão de aprovar dosimetria para reduzir as penas de golpistas faz parte dessa lógica eleitoral de quem não tem nada para propor, além de manter agitado um capital eleitoral — a meu ver — decadente, que tentam segurar na base de desesperadas iniciativas.
E esse absurdo tem tudo para avançar no Senado, a depender das manifestações do próximo domingo, dia 14, quando me parece provável ocorrer uma grande manifestação de repúdio a essas iniciativas do bolsonarismo parlamentar e do Centrão, que tenta abrir espaço na herança de votos dos extremistas e até convencer Flávio Bolsonaro a desistir de sua candidatura a favor de Tarcísio.
O que não vai acontecer. E aposto que Flávio vai crescer nas pesquisas e afastar essa disposição de quem imagina poder tirá-lo da disputa.
Que vai perder — como temos insistido — porque para ele interessa o dia seguinte eleitoral: manter o legado do pai.
Então, enquanto a direita insiste em destruir para manter posições e convencer apoiadores de sua disposição intacta de nada acrescentar ao Brasil, existem muitos outros empenhados na direção oposta: de inclusão, independência internacional e crescimento econômico com distribuição de renda.
A escolha é sempre nossa.
Vamos às ruas no domingo. A eleição de 2026 começou.
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