Delírio Extremista.

Seguindo o roteiro da tentativa anterior de blindar o andar de cima – e a classe política ameaçada pelas investigações do destino dos milhões em emendas secretas –, o projeto Derrite e Motta (e Tarcísio de Freitas) propõe engessar a PF e o MP Federal em investigações, que passariam a ser provocadas pelos governadores de Estado.

Tentam votar ainda nesta terça na Câmara.

Não faço ideia de a quantas anda o Senado dessa vez, porque foram eles que enterraram a iniciativa anterior, com a tentativa da PEC da Blindagem e vamos aguardar, porque a disposição na Câmara é de aprovar a toque de caixa novamente essa aberração.

E é provável que consigam.

Em desesperada reincidência.

A fumaça que se esconde na mentira de equiparar facções a grupos terroristas é o disfarce para encobrir mais essa tentativa de limitar o trabalho da Polícia Federal, do MP e do STF, com o ministro Dino à frente, no encalço do dinheiro desviado nas emendas parlamentares dos últimos anos.

O esforço e a desfaçatez deixam claro o tamanho do rabo exposto que tentam, mais uma vez, encobrir.

As mudanças cosméticas realizadas no texto nas últimas horas não mudaram em nada o caráter deletério da proposta, que segue com o mesmo objetivo de impunidade das tentativas anteriores.

É bem provável que passe na correria para diminuir o desgaste ao máximo. A dupla Tarcísio e Derrite faz o aceno definitivo ao Centrão, certamente para tentar colher eleitoralmente, na saga da candidatura à Presidência que diz não querer.

E o bolsonarismo também não quer.

Depois veremos como fica no Senado e, na sequência, se houver, de vetos e derrubada de vetos, a inconstitucionalidade flagrante que todos sabem evidente nesse tipo de coisa.

O que importa é fazer os gestos e promover alianças, mesmo tentando passar por cima da lei, da justiça e favorecendo bandidos — os de colarinho branco, bem entendido.

Para isso querem o poder.

Lembrando que a PGR já fez a denúncia de três deputados do PL sobre desvio de emendas, e o STF deve julgar nos próximos dias se aceita. E considerando o relator Derrite, secretário de Segurança de SP, é policial que diz admirar parceiros que tenham no currículo ao menos três mortes.

Esse tipo é o verdadeiro terror, não os pobres coitados nos morros, meros ladrões de galinhas usados como alvo para encobrir os grandes e verdadeiros criminosos.

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