Rio de Janeiro é palco das maiores atrocidades contra o pobre, porque, além dos abusos cotidianos, ocorrem operações criminosas das autoridades empenhadas não em combater o crime, mas em usar o crime como vitrine eleitoral.

Todos nós conhecemos os nomes dos políticos envolvidos com a prática, que ocorre há décadas e se reproduz por sua eficácia a favor dos interessados.

Começa pela cobertura midiática completamente incapaz de informar: não dizem nada sobre a operação, além de parvos detalhes triviais, tentando legitimar uma ação desastrosa como planejada. Não sabemos quantos dos supostos 100 mandados de prisão foram cumpridos, nem quem são as dezenas de presos.

E os mortos? Eram os procurados? Tinham passagem no crime? Por que morreram?

Imagine uma operação policial para prender 100 pessoas perigosas de uma só vez no meio de uma pequena cidade. Se isso faz algum sentido. Por que não usar a inteligência, como dizem ter sido organizada a operação, para prender aos poucos os bandidos? Qual a lógica de declarar guerra no meio de uma comunidade desarmada?

O saldo até aqui foi pífio: 200 quilos de maconha e um número de fuzis inferior ao encontrado na mansão vizinha ao Bolsonaro, no condomínio Vivendas da Barra.

O que se pretende é dragar o governo federal para uma disputa em um formato onde todos perdem, inaugurando a campanha eleitoral no Rio de Janeiro.

O discurso da defesa dos bandidos e dos direitos humanos está armado de forma dramática e aponta para a mais desleal e violenta eleição de todos os tempos.

A direita, sem candidato e sem bandeira, sem a economia em pleno funcionamento para criticar, elegeu a segurança e o controle fiscal como discurso para a disputa. E começaram do único jeito que sabem: matando.

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Uma resposta para “O Horror.”

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