Do Beija-Mão ao Golpe de 1964: Lições que Insistimos em Esquecer.

A imagem que ilustra o post é do deputado Otávio Mangabeiras beijando a mão do então general Dwight Eisenhower, que mais tarde seria eleito presidente dos EUA. O fato se deu quando da visita do general ao Brasil, em 1946.

Nem é preciso explicar o que essa expressão de um colonizado mental significou para a nossa história: exemplo de submissão de uma certa parcela da nossa classe dirigente, que culminou, anos depois, no apoio dos EUA a um golpe militar assassino que nos atrasou como povo e país.

Lembrei desse fato ao ver a bandeira dos EUA carregada por dezenas de bolsonaristas na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia da comemoração de nossa Independência. Supõem, exatamente, a renovação de um certo tipo de submissão colonial que a data deveria nos lembrar de evitar para sempre.

Como parece que, entre nós, ainda há quem prefira beijar as mãos de salvadores estrangeiros, que continuam a nos oferecer espelhos em troca de ouro, vale a pena registrar essa nova vergonha histórica.

E quanto à bandeira na avenida, é preciso descobrir quem pagou, quem levou e onde ela está guardada. Pode existir, por trás dessa empreitada, um novo “beija-mão”. Porque, de improviso e burrice, o fato não tem nada.

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