
Na última sexta-feira, surgiu a notícia de que o governo de Nicolás Maduro estaria cercando a Embaixada da Argentina na Venezuela e, ao mesmo tempo, retirando do Brasil a responsabilidade sobre a proteção dessa embaixada. O que passou despercebido por muitos é que, no mesmo dia, a Argentina comunicou que havia solicitado um mandado de prisão contra Maduro no Tribunal Penal Internacional (TPI), acusando-o de crimes contra a humanidade.
Em resposta, o governo venezuelano revogou a custódia brasileira sobre a embaixada argentina, alegando que essa representação diplomática estaria sendo usada para “atividades terroristas”. O Brasil, diante dessa situação, manteve uma postura vacilante frente ao cerco imperialista, o que obrigou Caracas a endurecer sua postura com o governo Lula. Nesse sentido, Maduro se sente justificado em suas ações.
O governo brasileiro reafirmou sua disposição de proteger a Embaixada da Argentina. No entanto, a embaixada teve sua energia elétrica cortada e foi cercada pelo exército venezuelano, supostamente de olho em seis cidadãos venezuelanos procurados pela justiça e que estariam refugiados na sede diplomática.
Posteriormente, a energia foi restabelecida, e o cerco foi suavizado, provavelmente em resposta a algum pedido de mediação feito pelo Brasil. Enquanto isso, o suposto presidente eleito Edmundo, após semanas de desaparecimento, pediu asilo à Espanha e fugiu para o país europeu. Aparentemente, essa fuga contou com o conhecimento e a concordância de Maduro, que aproveitou para se livrar de um possível “Guaidó 2.0”, demonstrando que Edmundo nunca teve real interesse em governar. Ele foi, na verdade, apenas uma marionete de Corina, que, impedida de se candidatar por uma condenação por crime contra a pátria, encontrou em Edmundo um substituto temporário.
O fim de semana foi marcado por agitações, com o presidente argentino Javier Milei fazendo aparições midiáticas para parecer que está governando, quando, na prática, parece mais focado em destruir o que resta da Argentina.
Maduro, por sua vez, continua cada vez mais isolado internacionalmente, uma situação que não favorece nem a ele, nem à Venezuela. No entanto, pode haver planos em curso envolvendo a China e a Rússia, que permanecem desconhecidos para o público em geral.
O Brasil segue envolvido em um delicado impasse diplomático com a Venezuela, sem adotar uma postura clara, e parece, até o momento, confortável em continuar nesse estado de indefinição, sem morder nem assoprar.
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