O dito pelo não dito.

A Lava Jato está sangrando publicamente, e as revisões judiciais entram em cena com toda a força, sustentadas pela operação Spoofing. Esta operação trouxe para os autos os áudios dos crimes cometidos pelos procuradores e pelo juiz. Os acordos de leniência bilionários estão prestes a cair em sequência. A Odebrecht conseguiu suspender o pagamento de sua multa e renegociará em novos termos, após a decisão do ministro Toffoli.

Leo Pinheiro, da OAS e do triplex, pediu a anulação de sua delação, a mesma que foi usada para prender o ex-presidente Lula. A alegação dos autores, que confessaram seus crimes, é que os acordos não foram negociados de livre vontade. Houve alegações de tortura psicológica e física, como prisões arbitrárias, incluindo parentes e inocentes, tudo para quebrar a resistência dos acusados. Essas práticas foram conhecidas e comprovadas nos diálogos da operação Spoofing. Não podemos ignorar o interesse do Departamento de Estado dos EUA no pré-sal e na Petrobras, assim como de ONGs em busca de recursos, como a Transparência Internacional, como evidenciado na Spoofing.

Após a conclusão das revisões, surge a pergunta sobre o destino da força-tarefa da Lava Jato, aquele conluio de indivíduos politicamente e cobiçosamente motivados que causaram tanto prejuízo. Alguém precisa ser responsabilizado por todos esses acontecimentos.


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