
Se alguém no Brasil ainda tem dúvidas sobre quem, como, onde, por que e para onde o desenvolvimento é acionado, de onde ele parte, quem o induz, quanto custa, de onde sai o dinheiro inicial, etc., o Brasil do presidente Lula e sua equipe, novamente, está mostrando.
O último boom da construção civil, de 2004 a 2014, foi 85% financiado com dinheiro público para as obras. O investimento privado no Brasil não garante crescimento econômico algum. Nem hoje, nem ontem. Quem sabe um dia?
Enquanto esse dia não chega, o governo faz sua parte indispensável, criando as bases econômicas para quem pode, quer e consegue iniciar seus investimentos. Assim fazem todas as economias mundiais, desde sempre.
Por isso, quando observamos iniciativas como as de Milei na Argentina, fica um misto de tristeza e ironia. O governo de lá foi capaz até agora de dialogar com os fundos abutres de investimento, o CEO do Tinder e com o FMI. Nesse ritmo, parece que a quebradeira total chegará até junho.
Enquanto aqui, temos estradas, ferrovias, automóveis, pontes, viadutos, escolas, universidades, petróleo, indústrias, casas e apartamentos, portos, mísseis, aviões, submarinos, satélites, empregos, salários e renda. E não consigo citar de memória todas as iniciativas em andamento.
Tomara que o instinto animal predador, assassino e caçador terrível do nosso empresariado seja finalmente ativado. Haja BNDES, CEF, Banco do Brasil e PAC.